Longe do olhar público, EUA intervêm na guerra da Somália através de ataques militares que já vitimaram 162 pessoas
Desde 2007, cerca de vinte ataques militares americanos mataram 162 pessoas na Somália, segundo numa nova pesquisa do Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública. Dentre os mortos há entre 11 e 59 civis.
A intervenção militar americana na guerra que assola a Somália é muito menos notada do que no Iêmen ou no Paquistão. Mas os ataques a alvos da Al Shabaab, um grupo fundamentalista islâmico que atua no país, aumentaram de forma aguda no ano passado.
O Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública, realizou uma pesquisa detalhada sobre as atividades militares ocidentais na Somália na última década. A pesquisa foi feita com base em registros de jornais, pesquisas acadêmicas, registros dos exércitos dos EUA e do Reino Unido e registros diplomáticos.
A equipe comparou relatos divergentes para checar o máximo de incidentes possível. A investigação revela uma teia complexa de inimigos, invasões e conflitos de interesse, além de ataques secretos e mortais das Forças Especiais americanas.
Ataques
O banco de dados montado pelo Bureau registra mais de 50 eventos ocorridos desde 2001. A atuação americana abrange desde operações contra a pirataria na costa da Somália até ataques aéreos de aviões tripulados e não tripulados contra supostos militantes islâmicos.
A pesquisa descobriu entre 8 e 20 ataques contraterroristas de 2007 a 2012. O total de mortos varia entre 46 e 162 – a maioria supostamente militante. Mas o número de mortos pode ser ainda maior, já que alguns relatos dizem apenas que “muitos morreram”, e outros ataques podem não ter sido registrados por jornais ou exércitos.
Apesar das Forças Especiais americanas estarem na Somália desde o 11 de setembro, a investigação do Bureau indica que os ataques dos EUA só começaram em janeiro de 2007.
Oito ataques foram confirmados por porta-vozes americanos ou oficiais que preferiram não se identificar. Nestes ataques morreram entre 46 e 60 pessoas – sendo entre 11 e 13 delas declaradas civis.
Há outros quatro ataques cobertos pela imprensa, mas que não foram reconhecidos por militares americanos. Estas ações teriam matado entre 13 e 45 pessoas, sendo entre 4 e 31 delas civis.
Também há oito ataques não corroborados por mais de um relato, mas todos eles foram reportados por meios de comunicação confiáveis. Estes ataques geraram de 22 a 57 mortes, com 15 vítimas civis.
O Departamento de Defesa americano nega-se a fornecer correções e esclarecimentos sobre estes ataques.
Durante a investigação, o Bureau também examinou 56 ataques realizados por veículos não-tripulados dos EUA que foram registrados pela emissora iraniana Press TV. Apesar da TV iraniana aformar que houve mais de 1370 mortes nestes ataques, a equipe de reportagem não achou nenhuma evidência que fundamente estas declarações.
Vigilância secreta
O estudo do Bureau mostra fases distintas na intervenção militar ocidental na Somália. Apenas algumas semanas depois do ataque terrorista de 11 de Setembro, as Forças Especiais americanas foram acionadas no país.
Na época, temia-se que a nação se tornasse outro Afeganistão, apoiando a Al-Qaeda e outras organizações terroristas transnacionais.
Entre 2001 e dezembro de 2006, o engajamento americano consistia principalmente em operações de vigilância secreta. Em março de 2003, por exemplo, os comandos americanos instalaram uma dúzia de câmeras escondidas na costa da Somália para monitorar atividades militares.
Os EUA também realizaram rendições extraordinárias, sequestrando clandestinamente cerca de oito suspeitos de terrorismo neste período. Foi o caso de dois homens, identificados pelo Bureau: Suleiman Abdallah, sequestrado em março de 2003, e Mohammed Ali Isse, capturado em junho de 2004.
Ataques aéreos
Em dezembro de 2006, os americanos acionaram uma nova fase de intervenção. A Joint Special Operations Command (JSOC) aproveitou a invasão etíope na Somália para lançar uma série de ataques aéreos, navais e por terra contra supostos militantes da Al-Qaeda.
Esta segunda fase “não tinha a ver com as fronteiras da Somália, mas com perseguir indivíduos particulares ligados a complôs terroristas específicos, que por acaso estavam ali”, explica o Dr. Micah Zenko, do Conselho de Relações Estrangeiras.
Em janeiro de 2007, aviões AC-130 das Forças Especiais americanas fizeram mais de quatro ataques a acampamentos de militantes; entre 26 e 61 pessoas morreram nos ataques – incluindo de 6 a 35 civis.
Além disso, em junho de 2007, o navio USS Chafee realizou um bombardeamento naval contra militantes islâmicos no norte da Somália, matando doze pessoas.
Na terceira e atual fase de empenho militar americano na Somália, que começou em meados de 2011, os EUA começaram a mirar diretamente a Al-Shabaab, já que a organização passou a ser reconhecida como uma ameaça à segurança interna americana.
Segundo o consultor-chefe de contraterrorismo da Casa Branca, John Brennan, afirmou em outubro último, “a Al-Qaeda tradicionalmente tira vantagem de áreas que foram destruídas por conflito, desordem e falta de governança. São vistas como um porto seguro para lançar ataques… A Somália é uma das áreas mais desafiadoras neste momento por causa do conflito interno e da fome devastadora. É uma área que a Al-Qaeda tenta regularmente explorar”.
Ataques com veículos aéreos sem tripulação: de 2011 até agora
A pesquisa do Bureau mostra que, depois de uma lacuna de 18 meses, os EUA definitivamente voltaram à ofensiva na Somália, realizando o primeiro ataque com aviões controlados remotamente em 23 de junho de 2011. Os ataques visavam os principais líderes da Al-Shabaab, mas até hoje não se sabe se algum deles foi morto.
Os aviões das Forças Especiais operam a partir de bases em Djibouti, na Etiópia e possivelmente nas Ilhas Seychelles. Em fevereiro de 2012, foram registrados de 3 a 11 ataques aéreos deste tipo.
“Nós não podemos fornecer detalhes operacionais específicos”, afirmou o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel James Gregory. “A respeito da Somália, nós apoiamos a African Union Mission e os esforços do governo de transição assim como eles continuam a combater o terrorismo
http://apublica.org/2012/02/ataques-de-tropas-americanas-matam-civis-militantes-na-somalia/
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Itália vai cancelar isenção tributária da Igreja
ROMA, 24 Fev (Reuters) - O governo italiano anunciou nesta sexta-feira medidas destinadas a acabar com as isenções tributárias para propriedades comerciais pertencentes à Igreja Católica, o que deve resultar numa arrecadação adicional de até 600 milhões de euros.
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.
A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.
Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.
O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara.
(Reportagem de Steve Scherer)
http://br.noticias.yahoo.com/it%C3%A1lia-vai-cancelar-isen%C3%A7%C3%A3o-tribut%C3%A1ria-da-igreja-220534227.html
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.
A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.
Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.
O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara.
(Reportagem de Steve Scherer)
http://br.noticias.yahoo.com/it%C3%A1lia-vai-cancelar-isen%C3%A7%C3%A3o-tribut%C3%A1ria-da-igreja-220534227.html
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Ex-repressor argentino é preso por estelionato em Santa Catarina
O ex-repressor argentino Claudio Vallejos, que atuou na repressão a presos políticos na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), foi preso em Santa Catarina, dia 4 de janeiro, acusado de estelionato, segundo informou à agência italiana ANSA um funcionário da prisão para onde foi levado. “Claudio Vallejos está aqui desde o dia 4 de janeiro, em uma cela com outros presos. Nós o detivemos por estelionato, não sabemos quase nada do que ele fez quando era repressor, estamos nos inteirando disso afora”, disse Luis Brandielli, diretor da prisão de Xanxerê, interior de Santa Catarina. “Vallejos ainda não foi condenado e nós não recebemos nenhum pedido da Argentina”, acrescentou Brandielli.
Em 2010, o repressor argentino já havia sido preso pela Polícia Civil de Campo Erê, que tomou conhecimento que um provável estelionatário estava agindo na região. Conforme apurou a polícia, Vallejos aplicava golpes em outras cidades da região, apresentando-se como jornalista.
O argentino reside no Brasil há anos e declarou a jornalistas brasileiros e em depoimento a diplomatas suecos, em 1986, que atuava na ESMA em março de 1976 quando, segundo seu relato, o ex-capitão da Marinha, Alfredo Astiz, assassinou o pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior. O músico continua desaparecido até hoje e foi sequestrado quando se encontrava em uma turnê em Buenos Aires no grupo do poeta, compositor e ex-diplomata Vinicius de Moraes.
Vallejos afirmou ter participado de “grupos de tarefa”, bandos que sequestraram, torturaram e assassinaram milhares de pessoas entre 1976 e 1979. Segundo seu próprio depoimento, sua base de operações era a famigerada ESMA.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19651
Em 2010, o repressor argentino já havia sido preso pela Polícia Civil de Campo Erê, que tomou conhecimento que um provável estelionatário estava agindo na região. Conforme apurou a polícia, Vallejos aplicava golpes em outras cidades da região, apresentando-se como jornalista.
O argentino reside no Brasil há anos e declarou a jornalistas brasileiros e em depoimento a diplomatas suecos, em 1986, que atuava na ESMA em março de 1976 quando, segundo seu relato, o ex-capitão da Marinha, Alfredo Astiz, assassinou o pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior. O músico continua desaparecido até hoje e foi sequestrado quando se encontrava em uma turnê em Buenos Aires no grupo do poeta, compositor e ex-diplomata Vinicius de Moraes.
Vallejos afirmou ter participado de “grupos de tarefa”, bandos que sequestraram, torturaram e assassinaram milhares de pessoas entre 1976 e 1979. Segundo seu próprio depoimento, sua base de operações era a famigerada ESMA.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19651
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Tragédia do jet-ski - A IMPRENSA SELETIVA
Por Sylvia Debossan Moretzsohn em 22/02/2012 na edição 682
Toda vez que um adolescente preto e pobre comete um crime, os jornais se assanham com manchetes incitando o “debate” em torno da redução da idade para imputabilidade penal. (As aspas estão aí porque, numa situação de comoção, evidentemente inexistem as condições elementares para qualquer debate merecedor desse nome).
Não deixa de ser curioso verificar que o comportamento da imprensa é completamente distinto quando o crime – perdão: o ato infracional – é cometido por adolescentes de classe média ou alta.
O caso mais recente foi o desse rapaz que perdeu o controle do jet-ski e acabou matando uma menina de 3 anos que brincava à beira do mar de Guaratuba, em Bertioga (SP). (Não sei se vale a pena comentar o argumento de seu advogado, de que o jovem apenas ligou o aparelho, que saiu desembestado pela praia. Inclusive porque ele dá declarações contraditóriasà sua tese).
Em situações assim, não passa pela cabeça de ninguém pedir o rebaixamento da maioridade penal, ou invocar qualquer alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente, aliás lembrado apenas em sua face punitiva, quando o espírito da lei é francamente favorável à proteção da infância e da adolescência, expostas, sobretudo em situação de pobreza, a todo tipo de violência.
“Menores de outro tipo”
O motivo é simples: é que a imprensa é tão seletiva quanto o sistema penal, cuja “clientela” todos sabemos qual é.
Bem a propósito, reportagem publicada no portal UOLtraz uma notável declaração de um advogado. Diz o texto:
“O homicídio culposo (sem intenção de matar), como está sendo tratado o caso, não levaria o ocupante do jet ski à internação na Fundação Casa –que lida com menores no Estado de São Paulo. ‘Fundação Casa se aplica a menores de outro tipo, que cometem ações ilegais deliberadamente. Não parece ser o caso’, afirma o advogado Jonatas Lucena, especialista em casos como esse”.
Definição mais precisa, impossível. Claro, há vários tipos de menores, e a Fundação Casa é para um tipo bem específico: essa negrada descendente da senzala.
Nem se discuta se esse menor “de outro tipo”, branco e bem nascido, cometeu deliberadamente a ação ilegal de se exibir com sua máquina à beira da praia. Tampouco se indague quantos menores desse tipo que cometem crimes – perdão: atos infracionais – violentos foram parar em instituições como a Fundação Casa.
Dois pesos...
Mas, antes que se pense o contrário, esclareço que não vai aqui qualquer defesa da redução da idade para imputabilidade penal. Pelo contrário, sou radicalmente contra o encarceramento – de modo geral – como solução de conflitos. O objetivo aqui foi estritamente apontar as diferenças do tratamento jornalístico conforme a origem social dos infratores. O que, aliás, não é novidade para quem sabe da orientação ideológica da grande imprensa.
E antes que se diga que o episódio do jet-ski assassino não se compara a crimes como os que vitimaram o menino João Hélio, o casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé ou a empresária Ana Cristina Johannpeter, lembro do índio Galdino, incendiado em Brasília por um grupo de rapazes da juventude dourada da capital, um deles menor de idade. A cobertura da imprensa, em geral, foi enfática na denúncia da barbárie, mas, também ali, ninguém pensou em propor alterações no ECA.
http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_imprensa_seletiva
Toda vez que um adolescente preto e pobre comete um crime, os jornais se assanham com manchetes incitando o “debate” em torno da redução da idade para imputabilidade penal. (As aspas estão aí porque, numa situação de comoção, evidentemente inexistem as condições elementares para qualquer debate merecedor desse nome).
Não deixa de ser curioso verificar que o comportamento da imprensa é completamente distinto quando o crime – perdão: o ato infracional – é cometido por adolescentes de classe média ou alta.
O caso mais recente foi o desse rapaz que perdeu o controle do jet-ski e acabou matando uma menina de 3 anos que brincava à beira do mar de Guaratuba, em Bertioga (SP). (Não sei se vale a pena comentar o argumento de seu advogado, de que o jovem apenas ligou o aparelho, que saiu desembestado pela praia. Inclusive porque ele dá declarações contraditóriasà sua tese).
Em situações assim, não passa pela cabeça de ninguém pedir o rebaixamento da maioridade penal, ou invocar qualquer alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente, aliás lembrado apenas em sua face punitiva, quando o espírito da lei é francamente favorável à proteção da infância e da adolescência, expostas, sobretudo em situação de pobreza, a todo tipo de violência.
“Menores de outro tipo”
O motivo é simples: é que a imprensa é tão seletiva quanto o sistema penal, cuja “clientela” todos sabemos qual é.
Bem a propósito, reportagem publicada no portal UOLtraz uma notável declaração de um advogado. Diz o texto:
“O homicídio culposo (sem intenção de matar), como está sendo tratado o caso, não levaria o ocupante do jet ski à internação na Fundação Casa –que lida com menores no Estado de São Paulo. ‘Fundação Casa se aplica a menores de outro tipo, que cometem ações ilegais deliberadamente. Não parece ser o caso’, afirma o advogado Jonatas Lucena, especialista em casos como esse”.
Definição mais precisa, impossível. Claro, há vários tipos de menores, e a Fundação Casa é para um tipo bem específico: essa negrada descendente da senzala.
Nem se discuta se esse menor “de outro tipo”, branco e bem nascido, cometeu deliberadamente a ação ilegal de se exibir com sua máquina à beira da praia. Tampouco se indague quantos menores desse tipo que cometem crimes – perdão: atos infracionais – violentos foram parar em instituições como a Fundação Casa.
Dois pesos...
Mas, antes que se pense o contrário, esclareço que não vai aqui qualquer defesa da redução da idade para imputabilidade penal. Pelo contrário, sou radicalmente contra o encarceramento – de modo geral – como solução de conflitos. O objetivo aqui foi estritamente apontar as diferenças do tratamento jornalístico conforme a origem social dos infratores. O que, aliás, não é novidade para quem sabe da orientação ideológica da grande imprensa.
E antes que se diga que o episódio do jet-ski assassino não se compara a crimes como os que vitimaram o menino João Hélio, o casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé ou a empresária Ana Cristina Johannpeter, lembro do índio Galdino, incendiado em Brasília por um grupo de rapazes da juventude dourada da capital, um deles menor de idade. A cobertura da imprensa, em geral, foi enfática na denúncia da barbárie, mas, também ali, ninguém pensou em propor alterações no ECA.
http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_imprensa_seletiva
Seis motivos para a renúncia de Ricardo Teixeira
José Roberto Torero
O presidente da CBF está num cai não cai, num renuncia não renuncia.
Mas por que só agora ele está a perigo, já que se mantém há 23 anos no poder? Quais as circunstâncias que o colocaram na berlinda, ou, usando um termo mais apropriado, na marca do pênalti?
Creio que na resposta pode ser dividida em seis partes:
Preservar a filha: Começou-se dizendo que Ricardo Teixeira iria renunciar porque sua pequena filha começava a escutar na escola boatos poucos elogiosos sobre o pai. Era uma tese simpática, que dava a Teixeira uma dimensão humana interessante. Mas nos últimos dias descobriu-se que não era nada disso. É que na conta da filha foram depositados R$ 3,8 milhões por Sandro Rosell, ex-presidente da Nike e sócio da Alianto. Ou foi um presente de aniversário muito generoso ou Teixeira usou a própria filha como laranja. Ou seja, não há a intenção de preservar a imagem perante a filha, mas afastá-la de uma investigação.
Alianto: Reportagens da Folha de S.Paulo mostraram que há uma ligação entre a Alianto e Teixeira. A Alianto foi uma empresa criada dias antes do amistoso entre Brasil e Portugal para promover o mesmo. E por um precinho camarada de 9 milhões. Com denúncias de superfaturamento, é claro. Até agora Teixeira dizia que não havia ligação nenhuma entre ele e a Alianto, mas a desculpa caiu por terra nos últimos dias.
Fome: Teixeira está há 23 anos no poder. Seus aliados cansaram de receber migalhas e querem uma fatia maior do bolo. Daí estarem articulando rapidamente a substituição do atual presidente. Mas creio que esta oposição não é algo preocupante para Teixeira. Por um punhado de dólares, eles ficam mais mansos. As três questões abaixo são bem mais importantes.
Aldo não é Orlando nem Agnelo: Os dois ministros dos esportes anteriores a Aldo Rebelo foram decepcionantes. Muita festa, pouca eficiência. Para manter a pasta, o PC do B teve que convocar seu principal nome, Aldo Rebelo. Ele é muito mais sério que seus antecessores e escreveu um livro sobre a CPI da Nike que acabou censurado pela justiça a pedido de Teixeira. Por outro lado, Aldo Rebelo recebeu doações da Ambev (via Fratelli Vita Bebidas) e do Itaú, patrocinadores da seleção. Para mostrar que não faz parte da bancada da bola, terá que ser duro com Teixeira.
Dilma não é Lula: Lula era conciliador e com sua bonomia não atritava com ninguém. Dê um google imagens com o nome de Lula e Ricardo Teixeira que você verá várias fotos dos dois apertando as mãos, em conversas animadas, etc... Mas dê um google imagens com o nome da presidente e de Teixeira e você não verá os dois em troca de confidências. Na melhor das hipóteses, há um Pelé entre eles. Dilma já mostrou várias vezes, alguns ex-ministros que o digam, que não atua como salva-vidas. Não vai pedir a cabeça de Teixeira porque a CBF é uma entidade privada. Mas não fará a menor força para ajudá-lo.
ISL: Por fim, há o escândalo da ISL, que me parece ser o motivo mais forte. Blatter, presidente da Fifa, era amigo de Teixeira até este ter sonhos de substituí-lo. Agora são inimigos e, também por conta disso, Blatter vai abrir o escândalo da ISL. A Polícia Federal brasileira já está investigando a Sanud, empresa de Teixeira que teria recebido propina da ISL. Com a abertura das informações do processo suíço, o presidente da CBF pode ter muitos problemas. Muitos. Não é à toa que Teixeira já vendeu muitos de seus bens por aqui, fechou empresas e abriu uma em Miami. São atitudes de alguém que sabe que está em perigo.
A ditadura militar brasileira durou 21 anos. O jejum de títulos corintiano durou 22. Teixeira está no poder há 23. Algumas tristezas duram muito tempo, mas um dia acabam.
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5477
O presidente da CBF está num cai não cai, num renuncia não renuncia.
Mas por que só agora ele está a perigo, já que se mantém há 23 anos no poder? Quais as circunstâncias que o colocaram na berlinda, ou, usando um termo mais apropriado, na marca do pênalti?
Creio que na resposta pode ser dividida em seis partes:
Preservar a filha: Começou-se dizendo que Ricardo Teixeira iria renunciar porque sua pequena filha começava a escutar na escola boatos poucos elogiosos sobre o pai. Era uma tese simpática, que dava a Teixeira uma dimensão humana interessante. Mas nos últimos dias descobriu-se que não era nada disso. É que na conta da filha foram depositados R$ 3,8 milhões por Sandro Rosell, ex-presidente da Nike e sócio da Alianto. Ou foi um presente de aniversário muito generoso ou Teixeira usou a própria filha como laranja. Ou seja, não há a intenção de preservar a imagem perante a filha, mas afastá-la de uma investigação.
Alianto: Reportagens da Folha de S.Paulo mostraram que há uma ligação entre a Alianto e Teixeira. A Alianto foi uma empresa criada dias antes do amistoso entre Brasil e Portugal para promover o mesmo. E por um precinho camarada de 9 milhões. Com denúncias de superfaturamento, é claro. Até agora Teixeira dizia que não havia ligação nenhuma entre ele e a Alianto, mas a desculpa caiu por terra nos últimos dias.
Fome: Teixeira está há 23 anos no poder. Seus aliados cansaram de receber migalhas e querem uma fatia maior do bolo. Daí estarem articulando rapidamente a substituição do atual presidente. Mas creio que esta oposição não é algo preocupante para Teixeira. Por um punhado de dólares, eles ficam mais mansos. As três questões abaixo são bem mais importantes.
Aldo não é Orlando nem Agnelo: Os dois ministros dos esportes anteriores a Aldo Rebelo foram decepcionantes. Muita festa, pouca eficiência. Para manter a pasta, o PC do B teve que convocar seu principal nome, Aldo Rebelo. Ele é muito mais sério que seus antecessores e escreveu um livro sobre a CPI da Nike que acabou censurado pela justiça a pedido de Teixeira. Por outro lado, Aldo Rebelo recebeu doações da Ambev (via Fratelli Vita Bebidas) e do Itaú, patrocinadores da seleção. Para mostrar que não faz parte da bancada da bola, terá que ser duro com Teixeira.
Dilma não é Lula: Lula era conciliador e com sua bonomia não atritava com ninguém. Dê um google imagens com o nome de Lula e Ricardo Teixeira que você verá várias fotos dos dois apertando as mãos, em conversas animadas, etc... Mas dê um google imagens com o nome da presidente e de Teixeira e você não verá os dois em troca de confidências. Na melhor das hipóteses, há um Pelé entre eles. Dilma já mostrou várias vezes, alguns ex-ministros que o digam, que não atua como salva-vidas. Não vai pedir a cabeça de Teixeira porque a CBF é uma entidade privada. Mas não fará a menor força para ajudá-lo.
ISL: Por fim, há o escândalo da ISL, que me parece ser o motivo mais forte. Blatter, presidente da Fifa, era amigo de Teixeira até este ter sonhos de substituí-lo. Agora são inimigos e, também por conta disso, Blatter vai abrir o escândalo da ISL. A Polícia Federal brasileira já está investigando a Sanud, empresa de Teixeira que teria recebido propina da ISL. Com a abertura das informações do processo suíço, o presidente da CBF pode ter muitos problemas. Muitos. Não é à toa que Teixeira já vendeu muitos de seus bens por aqui, fechou empresas e abriu uma em Miami. São atitudes de alguém que sabe que está em perigo.
A ditadura militar brasileira durou 21 anos. O jejum de títulos corintiano durou 22. Teixeira está no poder há 23. Algumas tristezas duram muito tempo, mas um dia acabam.
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5477
Bruxelas: "Grécia é um protetorado da banca"
O 'acordo' de ajuste assinado entre Atenas e a troika do euro na madrugada desta 3ª feira, em Bruxelas, passará à história como o mais draconiano e humilhante exemplo da rendição de um país aos mercados em tempos modernos. O que se deliberou é pior até que os termos devastadores do Tratado de Versalhes, de 1919, que colocou a derrotada Alemanha da Primeira Guerra de joelhos, impondo-lhe reparações equivalentes a 3% de um PIB em frangalhos, ademais de autorizar o saques de fábricas e da então poderosa marinha mercante germânica.
A pilhagem associada à crise mundial de 29 esfarelou a moeda alemã e exauriu a poupança das famílias.O desespero e a hiperinflação pavimentaram a c hegada de Hitler ao poder, em 1933: a ascensão nazista jogou o mundo na Segunda Guerra Mundial.
Negociador pelo lado britânico em Versalhes, Keynes renunciou à missão em protesto contra o massacre. Em 1920 escreveria 'As Consequências Econômicas da Paz', antecipando o desastre em marcha. O que se decidiu em Bruxelas neste 21 de fevereiro de 2012 conecta as gerações gregas do presente e do futuro a um implacável sistema de transfusão que as condena a servir aos credores até a morte. Todo o dinheiro do 'socorro' acertado (130 bi de euros) - liberado em troca de demissões em massa, corte de salários e aposentadorias, vendas de patrimônio público, supressão de serviços essenciais e até de medicamentos à rede pública de saúde - não poderá ser tocado pelo Estado grego.
Depositado em conta bloqueada e supervisionada por um diretório do euro, o recurso será destinado prioritariamente ao pagamento de juros aos credores. Troca-se assim um desconto de 53% sobre papéis que enfrentam desvalorização de mercado superior a isso, por juros sagrados. Ao aceitar a lógica da coação, Atenas renunciou ainda à soberania orçamentária. A partir de agora, as contas do país passam à condição de protetorado de uma junta da troika sediada fisicamente no coração do Estado grego, com poder de veto sobre decisões de governo.
Dentro de dois meses a Grécia vai às urnas eleger um novo parlamento; a esquerda tem 40% das intenções de voto e mais de um centurião do governo alemão já sugeriu adiar o pleito, para o bem do ajuste. O que se acertou em Bruxelas nesta madrugada foi ainda pior: a troika arrancou de Atenas a promessa de que o acordo está acima do que decidirem as urnas em abril. Em outras palavras, a elite política grega comprometeu-se também a ceder a soberania democrática aos mercados, tornando inalteráveis os termos do arrocho. Ao reduzir uma nação a uma entidade excretora de juros, expropriada de soberania orçamentária e política, Bruxelas, involuntariamente, emitiu a mais pedagogica e contundente
convocação à resistência contra a agenda ortodoxa dominante na UE. De agora em diante fica claro que a escolha é resistir nas ruas ou render-se à servidão financeira.
Postado por Saul Leblon às 08:52
http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=895
A pilhagem associada à crise mundial de 29 esfarelou a moeda alemã e exauriu a poupança das famílias.O desespero e a hiperinflação pavimentaram a c hegada de Hitler ao poder, em 1933: a ascensão nazista jogou o mundo na Segunda Guerra Mundial.
Negociador pelo lado britânico em Versalhes, Keynes renunciou à missão em protesto contra o massacre. Em 1920 escreveria 'As Consequências Econômicas da Paz', antecipando o desastre em marcha. O que se decidiu em Bruxelas neste 21 de fevereiro de 2012 conecta as gerações gregas do presente e do futuro a um implacável sistema de transfusão que as condena a servir aos credores até a morte. Todo o dinheiro do 'socorro' acertado (130 bi de euros) - liberado em troca de demissões em massa, corte de salários e aposentadorias, vendas de patrimônio público, supressão de serviços essenciais e até de medicamentos à rede pública de saúde - não poderá ser tocado pelo Estado grego.
Depositado em conta bloqueada e supervisionada por um diretório do euro, o recurso será destinado prioritariamente ao pagamento de juros aos credores. Troca-se assim um desconto de 53% sobre papéis que enfrentam desvalorização de mercado superior a isso, por juros sagrados. Ao aceitar a lógica da coação, Atenas renunciou ainda à soberania orçamentária. A partir de agora, as contas do país passam à condição de protetorado de uma junta da troika sediada fisicamente no coração do Estado grego, com poder de veto sobre decisões de governo.
Dentro de dois meses a Grécia vai às urnas eleger um novo parlamento; a esquerda tem 40% das intenções de voto e mais de um centurião do governo alemão já sugeriu adiar o pleito, para o bem do ajuste. O que se acertou em Bruxelas nesta madrugada foi ainda pior: a troika arrancou de Atenas a promessa de que o acordo está acima do que decidirem as urnas em abril. Em outras palavras, a elite política grega comprometeu-se também a ceder a soberania democrática aos mercados, tornando inalteráveis os termos do arrocho. Ao reduzir uma nação a uma entidade excretora de juros, expropriada de soberania orçamentária e política, Bruxelas, involuntariamente, emitiu a mais pedagogica e contundente
convocação à resistência contra a agenda ortodoxa dominante na UE. De agora em diante fica claro que a escolha é resistir nas ruas ou render-se à servidão financeira.
Postado por Saul Leblon às 08:52
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
Tensão aumenta quanto a possível ataque de Israel ao Irã
Os tambores da guerra entre Israel e Irã nunca rufaram tão alto e, de Washington a Moscou, autoridades passaram a ver um ataque israelense como uma questão de "meses". A tensão subiu ainda mais na semana passada em meio à guerra nas sombras. Aparentemente, os ataques a alvos israelenses na Índia e na Geórgia, além de um complô desbaratado na Tailândia, eram retaliações do Irã ao assassinato de seus cientistas nucleares.
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, tem encampado a tese de que, quando a usina iraniana de Fordo - construída 90 metros abaixo de uma montanha perto da cidade sagrada de Qom - entrar em operação, a aviação israelense não terá mais capacidade de desferir um golpe significativo no programa iraniano. Apenas os EUA têm a tecnologia para destruir a instalação.
A partir do momento em que estocar em Fordo urânio suficiente para fazer a bomba, Teerã terá entrado no que Barak chama de "zona de imunidade" em relação a Israel. A cartada militar, então, estará apenas nas mãos dos americanos.
Diante desse cenário, o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, considera que há uma "grande chance" de Israel atacar o Irã "em abril, maio ou junho", escreveu David Ignatius, colunista do Washington Post. "O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu não quer que o futuro de Israel dependa dos EUA. Antes, uma matéria de capa da revista do New York Times também previra que um ataque israelense "não passará de 2012".
"Certamente há uma urgência que não existia antes, pois ficou claro que os iranianos estão transferindo urânio para Qom", disse ao Grupo Estado Efraim Inbar, diretor do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat. "Todos os integrantes do gabinete israelense apoiam a ideia de atacar o Irã. Uma bomba nuclear iraniana é simplesmente inaceitável para Israel. A questão é ''quando'' atacar. Muitos ainda acham que é preciso dar tempo para as operações secretas em andamento", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tensao-aumenta-quanto-a-possivel-ataque-de-israel-ao-ira,837941,0.htm
O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, tem encampado a tese de que, quando a usina iraniana de Fordo - construída 90 metros abaixo de uma montanha perto da cidade sagrada de Qom - entrar em operação, a aviação israelense não terá mais capacidade de desferir um golpe significativo no programa iraniano. Apenas os EUA têm a tecnologia para destruir a instalação.
A partir do momento em que estocar em Fordo urânio suficiente para fazer a bomba, Teerã terá entrado no que Barak chama de "zona de imunidade" em relação a Israel. A cartada militar, então, estará apenas nas mãos dos americanos.
Diante desse cenário, o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, considera que há uma "grande chance" de Israel atacar o Irã "em abril, maio ou junho", escreveu David Ignatius, colunista do Washington Post. "O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu não quer que o futuro de Israel dependa dos EUA. Antes, uma matéria de capa da revista do New York Times também previra que um ataque israelense "não passará de 2012".
"Certamente há uma urgência que não existia antes, pois ficou claro que os iranianos estão transferindo urânio para Qom", disse ao Grupo Estado Efraim Inbar, diretor do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat. "Todos os integrantes do gabinete israelense apoiam a ideia de atacar o Irã. Uma bomba nuclear iraniana é simplesmente inaceitável para Israel. A questão é ''quando'' atacar. Muitos ainda acham que é preciso dar tempo para as operações secretas em andamento", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tensao-aumenta-quanto-a-possivel-ataque-de-israel-ao-ira,837941,0.htm
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Trabalho Escravo - Auditores-Fiscais libertam operários em obra próxima à Avenida Paulista
Auditores-Fiscais do Trabalho libertaram onze maranhenses que trabalhavam na ampliação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Todos estavam sem receber salários, com dívidas forjadas pelo empreiteiro, e tinham a liberdade cerceada. Eles eram terceirizados e trabalhavam para uma empresa responsável por obras de grande porte na capital paulista.
De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho Luís Alexandre Faria, coordenador do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo Urbano da Superintendência do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), a operação, finalizada em 10 de fevereiro, resultou em 28 autos de infração pelas irregularidades encontradas.
Entre as condições precárias constatadas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho estavam camas improvisadas por falta de espaço, um único banheiro para ser usado por todos os trabalhadores, instalações elétricas com risco de acidente, falta de material de higiene e de uso pessoal, a exemplo de papel higiênico e outros.
Em 19 de janeiro, os Auditores-Fiscais decidiram interditar o local em que o grupo ficava hospedado, na Região de Itaquera, no subúrbio paulista. Os trabalhadores foram levados no mesmo dia para um hotel.
Conforme o relatório da fiscalização trabalhista "a falta de dinheiro para os trabalhadores voltarem ao seu Estado de origem e o constrangimento de retornar à família sem os salários prometidos completam o quadro de coerção moral a que eram submetidos, com clara restrição a seu direito fundamental de ir e vir".
Os trabalhadores retornaram ao Maranhão em 23 de janeiro, após receberem as verbas rescisórias e guias para sacar o Seguro Desemprego.
Apesar de a empresa alegar desconhecer a situação dos trabalhadores e atribuir a culpa ao empreiteiro, para o Auditor-Fiscal da SRTE/SP, Luís Alexandre Faria, não há dúvidas quanto à responsabilidade da construtora.
Os procuradores do Trabalho Luiz Fabre e Natasha Rebello Cabral, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, receberam o relatório da fiscalização e devem se reunir com a empresa em breve para propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para buscar indenização por dano moral coletivo e também para prevenir que a situação volte a ocorrer. Caso a empresa se recuse, será ajuizada uma ação civil pública.
http://www.sinait.org.br/noticias_ver.php?id=4970
De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho Luís Alexandre Faria, coordenador do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo Urbano da Superintendência do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), a operação, finalizada em 10 de fevereiro, resultou em 28 autos de infração pelas irregularidades encontradas.
Entre as condições precárias constatadas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho estavam camas improvisadas por falta de espaço, um único banheiro para ser usado por todos os trabalhadores, instalações elétricas com risco de acidente, falta de material de higiene e de uso pessoal, a exemplo de papel higiênico e outros.
Em 19 de janeiro, os Auditores-Fiscais decidiram interditar o local em que o grupo ficava hospedado, na Região de Itaquera, no subúrbio paulista. Os trabalhadores foram levados no mesmo dia para um hotel.
Conforme o relatório da fiscalização trabalhista "a falta de dinheiro para os trabalhadores voltarem ao seu Estado de origem e o constrangimento de retornar à família sem os salários prometidos completam o quadro de coerção moral a que eram submetidos, com clara restrição a seu direito fundamental de ir e vir".
Os trabalhadores retornaram ao Maranhão em 23 de janeiro, após receberem as verbas rescisórias e guias para sacar o Seguro Desemprego.
Apesar de a empresa alegar desconhecer a situação dos trabalhadores e atribuir a culpa ao empreiteiro, para o Auditor-Fiscal da SRTE/SP, Luís Alexandre Faria, não há dúvidas quanto à responsabilidade da construtora.
Os procuradores do Trabalho Luiz Fabre e Natasha Rebello Cabral, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, receberam o relatório da fiscalização e devem se reunir com a empresa em breve para propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para buscar indenização por dano moral coletivo e também para prevenir que a situação volte a ocorrer. Caso a empresa se recuse, será ajuizada uma ação civil pública.
http://www.sinait.org.br/noticias_ver.php?id=4970
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Número de homicídios faz prefeitura acelerar projeto para construir cemitério
Ossário pode ser construído no primeiro semestre, segundo Planejamento
O número de assassinatos registrado nos últimos anos em Maceió fez com que a prefeitura desengavetasse um projeto que prevê a criação de um novo cemitério público na capital. Um ossário deve ser construído ainda este ano para reduzir a superlotação dos quatro cemitérios municipais, que, segundo Márzio Delmoni, secretário de Planejamento de Maceió, não apresentam condições de receber mais corpos.
“É importante ressaltar que a superlotação é um problema antigo, mas que foi agravado ao longo dos últimos anos, com o crescimento da violência no estado. A maior parte das pessoas assassinadas faz parte de famílias carentes, que dependem, em sua maioria, de cemitérios públicos. Não é uma crítica ao governo do Estado, mas uma triste e infeliz constatação. A violência é algo visível”, informou Delmoni.
Conforme o secretário, o ossário segue um modelo de cemitério vertical e representaria um impacto menor que a construção de mais um cemitério público. “O impacto ambiental com a construção de um novo local é muito grande. Seria inviável se avaliada a relação custo-benefício. Portanto, o ossário atenderia às necessidades emergenciais e causaria o menor dano possível ao meio ambiente”, complementou.
Delmoni explicou que outras capitais adotam este modelo de cemitério como forma de diminuir a superlotação e minimizar os impactos. “O crematório seria uma opção, mas ainda não existe nenhum em Maceió. Vamos seguir o modelo adotado em outros estados. É algo que vem dando certo em grandes capitais”.
Como informado pela Gazetaweb nessa quarta-feira (15), a Câmara Legislativa de Maceió instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o alto número de assassinatos na capital. A medida foi criticada pelo governador Teotonio Vilela Filho, em discurso na Assembleia Legislativa. Vilela afirmou que o Legislativo municipal não tem a competência para apurar as ações de seu governo.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=250637
O número de assassinatos registrado nos últimos anos em Maceió fez com que a prefeitura desengavetasse um projeto que prevê a criação de um novo cemitério público na capital. Um ossário deve ser construído ainda este ano para reduzir a superlotação dos quatro cemitérios municipais, que, segundo Márzio Delmoni, secretário de Planejamento de Maceió, não apresentam condições de receber mais corpos.
“É importante ressaltar que a superlotação é um problema antigo, mas que foi agravado ao longo dos últimos anos, com o crescimento da violência no estado. A maior parte das pessoas assassinadas faz parte de famílias carentes, que dependem, em sua maioria, de cemitérios públicos. Não é uma crítica ao governo do Estado, mas uma triste e infeliz constatação. A violência é algo visível”, informou Delmoni.
Conforme o secretário, o ossário segue um modelo de cemitério vertical e representaria um impacto menor que a construção de mais um cemitério público. “O impacto ambiental com a construção de um novo local é muito grande. Seria inviável se avaliada a relação custo-benefício. Portanto, o ossário atenderia às necessidades emergenciais e causaria o menor dano possível ao meio ambiente”, complementou.
Delmoni explicou que outras capitais adotam este modelo de cemitério como forma de diminuir a superlotação e minimizar os impactos. “O crematório seria uma opção, mas ainda não existe nenhum em Maceió. Vamos seguir o modelo adotado em outros estados. É algo que vem dando certo em grandes capitais”.
Como informado pela Gazetaweb nessa quarta-feira (15), a Câmara Legislativa de Maceió instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o alto número de assassinatos na capital. A medida foi criticada pelo governador Teotonio Vilela Filho, em discurso na Assembleia Legislativa. Vilela afirmou que o Legislativo municipal não tem a competência para apurar as ações de seu governo.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=250637
Milícias estão fora de controlo na Líbia
Juntaram-se para combater o ditador e, depois deste desaparecer às suas mãos, deviam ser uma espécie de exército impulsionador do restabelecimento das instituições e da lei na Líbia. No entanto, um relatório da Amnistia Internacional (AI) avança que, os mesmos que lutaram por justiça, ignoram agora os direitos humanos mais elementares.
O relatório 'Militias threaten hopes for new Libya' revela que «as milícias armadas a operar na Líbia estão a cometer violações dos direitos humanos com impunidade, alimentando a insegurança e dificultando a reconstrução das instituições públicas».
Todas as milícias deviam responder perante o Conselho de Transição Nacional - a entidade formada durante a guerra e que coordenou a oposição -, mas, neste momento, cada milícia obedece apenas ao seu comandante local. No país existem, pelo menos, 125 mil líbios armados e divididos por 100 a 300 milícias que asseguram a segurança do país e das próprias instalações do Estado.
São estes grupos de homens fragmentados, cada um com o seu líder, os responsáveis pelas mortes, detenções e episódios de tortura que a AI agora relata.
Desde Setembro, pelo menos 12 pessoas foram torturadas até à morte, num país onde apesar da queda do ditador, a violência e a impunidade perpetuam a instabilidade e a insegurança.
Técnicos da AI estiveram na Líbia e visitaram centros de detenção geridos pelas milícias, onde verificaram que, em dez dos 11 centros visitados, os detidos foram torturados e contam histórias de horror. Vários confessaram crimes que não cometeram - violações, homicídios e outros - apenas para não serem mais torturados.
Donatella Rovera, Investigadora Sénior de Resposta à Crise da Amnistia Internacional resume a situação: «Há um ano os líbios arriscaram as suas vidas para exigir justiça. Hoje, as suas expectativas estão a ser comprometidas por milícias armadas ilegais que passam por cima dos direitos humanos sem serem punidas. A única maneira de acabar com as práticas enraizadas de décadas de abusos sob o comando autoritário do coronel Kadhafi é assegurando que ninguém está acima da lei e que as investigações aos abusos serão feitas».
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=41692
O relatório 'Militias threaten hopes for new Libya' revela que «as milícias armadas a operar na Líbia estão a cometer violações dos direitos humanos com impunidade, alimentando a insegurança e dificultando a reconstrução das instituições públicas».
Todas as milícias deviam responder perante o Conselho de Transição Nacional - a entidade formada durante a guerra e que coordenou a oposição -, mas, neste momento, cada milícia obedece apenas ao seu comandante local. No país existem, pelo menos, 125 mil líbios armados e divididos por 100 a 300 milícias que asseguram a segurança do país e das próprias instalações do Estado.
São estes grupos de homens fragmentados, cada um com o seu líder, os responsáveis pelas mortes, detenções e episódios de tortura que a AI agora relata.
Desde Setembro, pelo menos 12 pessoas foram torturadas até à morte, num país onde apesar da queda do ditador, a violência e a impunidade perpetuam a instabilidade e a insegurança.
Técnicos da AI estiveram na Líbia e visitaram centros de detenção geridos pelas milícias, onde verificaram que, em dez dos 11 centros visitados, os detidos foram torturados e contam histórias de horror. Vários confessaram crimes que não cometeram - violações, homicídios e outros - apenas para não serem mais torturados.
Donatella Rovera, Investigadora Sénior de Resposta à Crise da Amnistia Internacional resume a situação: «Há um ano os líbios arriscaram as suas vidas para exigir justiça. Hoje, as suas expectativas estão a ser comprometidas por milícias armadas ilegais que passam por cima dos direitos humanos sem serem punidas. A única maneira de acabar com as práticas enraizadas de décadas de abusos sob o comando autoritário do coronel Kadhafi é assegurando que ninguém está acima da lei e que as investigações aos abusos serão feitas».
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=41692
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
EUA financia terroristas na Síria desde 2006, revela Wikileaks
Documentos vazados pelo site apontam minúcias da trama golpista contra o governo Assad
O governo dos Estados Unidos tem financiado a oposição síria contra o governo de Bashar al-Assad pelo menos desde 2006, revelam documentos vazados pelo site Wikileaks.
Auto-intitulada “Anunciando a Democracia Síria”, a campanha golpista foi desmascarada por um telegrama datado de 27 de fevereiro de 2006, divulgado pelo Wikileaks em 30 de agosto de 2011, que aponta minúcias da trama.
No documento, Stephen Seche, diplomata dos EUA na embaixada em Damasco, informa ao seu governo sobre a grande dificuldade para levar a cabo a missão da Casa Branca em território sírio sem ser detectada, e debate qual deveria ser a melhor maneira de fazer o dinheiro chegar até o bolso dos mercenários.
Citando um deputado “independente” a serviço dos ianques, de nome Basil Dahdouh, o documento alerta que a entrega do dinheiro “era um importante sinal do apoio dos EUA à oposição Síria”, um indicativo que os Estados Unidos estavam sendo “sérios”, financiando “a derrubada do governo sírio”, mas que esta injeção de recursos jamais deveria ser pública.
“Dada a imagem dos EUA no mundo árabe”, alertam os golpistas, tal ajuda “acabará por destruir a credibilidade de qualquer um que receba o dinheiro. As pessoas dirão: Ora, claro que ele disse tal ou tal coisa. Ele é pago pelos norte-americanos”. Dahdouh condena a oferta “burocrática, legalista e pública”, pois poderia expor os bandos e inviabilizar os planos do imperialismo contra Assad.
A receita de Basil Dahdouh, sempre fantasiado de parlamentar “independente”, é bem direta: “Khalid Misha'al vai a Teerã e volta com alguns milhões numa mala simples. Não precisa assinar recibos, nem papelada, nem precisa de computadores”.
Entre as sugestões feitas pelos mercenários para camuflar o financiamento das quadrilhas estavam o investimento em “programas culturais, programas de conferências, bolsas para estudo de inglês e acesso à internet”. O governos dos EUA também poderia “usar relações culturais para canalizar pequenas quantias de dinheiro para bolsas de estudo, prêmios, remuneração de conferencistas, painelistas e coisas desse tipo”.
A guerra desinformativa, a manipulação política e ideológica, que tanto estamos presenciando nestes dias, também foi sugerida há mais de cinco anos por Dahdouh, que propôs a criação de “um centro de traduções que se concentraria não nas manchetes e nas opiniões ‘das vozes mais ouvidas’, mas em ideias alternativas”. Leia-se: em criar um caldo de cultura propício à ação golpista.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47292/eua-financia-terroristas-na-siria-desde-2006-revela-wikileaks?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut
O governo dos Estados Unidos tem financiado a oposição síria contra o governo de Bashar al-Assad pelo menos desde 2006, revelam documentos vazados pelo site Wikileaks.
Auto-intitulada “Anunciando a Democracia Síria”, a campanha golpista foi desmascarada por um telegrama datado de 27 de fevereiro de 2006, divulgado pelo Wikileaks em 30 de agosto de 2011, que aponta minúcias da trama.
No documento, Stephen Seche, diplomata dos EUA na embaixada em Damasco, informa ao seu governo sobre a grande dificuldade para levar a cabo a missão da Casa Branca em território sírio sem ser detectada, e debate qual deveria ser a melhor maneira de fazer o dinheiro chegar até o bolso dos mercenários.
Citando um deputado “independente” a serviço dos ianques, de nome Basil Dahdouh, o documento alerta que a entrega do dinheiro “era um importante sinal do apoio dos EUA à oposição Síria”, um indicativo que os Estados Unidos estavam sendo “sérios”, financiando “a derrubada do governo sírio”, mas que esta injeção de recursos jamais deveria ser pública.
“Dada a imagem dos EUA no mundo árabe”, alertam os golpistas, tal ajuda “acabará por destruir a credibilidade de qualquer um que receba o dinheiro. As pessoas dirão: Ora, claro que ele disse tal ou tal coisa. Ele é pago pelos norte-americanos”. Dahdouh condena a oferta “burocrática, legalista e pública”, pois poderia expor os bandos e inviabilizar os planos do imperialismo contra Assad.
A receita de Basil Dahdouh, sempre fantasiado de parlamentar “independente”, é bem direta: “Khalid Misha'al vai a Teerã e volta com alguns milhões numa mala simples. Não precisa assinar recibos, nem papelada, nem precisa de computadores”.
Entre as sugestões feitas pelos mercenários para camuflar o financiamento das quadrilhas estavam o investimento em “programas culturais, programas de conferências, bolsas para estudo de inglês e acesso à internet”. O governos dos EUA também poderia “usar relações culturais para canalizar pequenas quantias de dinheiro para bolsas de estudo, prêmios, remuneração de conferencistas, painelistas e coisas desse tipo”.
A guerra desinformativa, a manipulação política e ideológica, que tanto estamos presenciando nestes dias, também foi sugerida há mais de cinco anos por Dahdouh, que propôs a criação de “um centro de traduções que se concentraria não nas manchetes e nas opiniões ‘das vozes mais ouvidas’, mas em ideias alternativas”. Leia-se: em criar um caldo de cultura propício à ação golpista.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47292/eua-financia-terroristas-na-siria-desde-2006-revela-wikileaks?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Vaticano reconhece 4 mil casos de pedofilia
Papa Bento XVI afirma que a cura das vítimas deve ser 'a preocupação prioritária' da comunidade cristã
Cidade do Vaticano - Um total de quatro mil casos de abusos sexuais a menores realizados por padres foram denunciados para a Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos dez anos, informou nesta segunda-feira o prefeito da instituição, William Levada, que admitiu que a resposta da Igreja foi 'inadequada'.
Levada deu estas declarações na Universidade Gregoriana de Roma durante a abertura de um simpósio sobre pedofilia, que irá até o dia 9 de fevereiro e que reúne líderes religiosos.
Durante o ato o prefeito leu uma mensagem do papa Bento XVI, no qual afirma que a cura das vítimas deve ser 'a preocupação prioritária' da comunidade cristã e que isso tem que ocorrer ao lado de uma 'profunda renovação da igreja em todos os níveis'.
Levada, por sua parte, destacou a luta do pontífice contra o abuso de menores, o que começou quando ele era o cardeal Joseph Ratzinger.
O prefeito afirmou que Bento XVI sofreu nos últimos anos 'duros ataques' por parte da imprensa, 'quando deveria ter recebido a gratidão de toda a igreja e de fora dela' pelo trabalho realizado e sua postura de 'tolerância zero' com a pedofilia.
Levada, no entanto, admitiu que as quatro mil denúncias 'evidenciaram a inadequada e insuficiente resposta da igreja'.
O religioso ressaltou a necessidade da Igreja colaborar com as autoridades civis para enfrentar os casos de padres pedófilos, destacando que o abuso sexual de menores de idade não só é um delito religioso, mas também um crime.
Levada disse ainda que embora as leis civis variem de nação para nação, o princípio sempre é o mesmo: 'a igreja tem a obrigação de cooperar com a lei civil e denunciar esses crimes às autoridades competentes'.
http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/vaticano-reconhece-4-mil-casos-de-pedofilia
Cidade do Vaticano - Um total de quatro mil casos de abusos sexuais a menores realizados por padres foram denunciados para a Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos dez anos, informou nesta segunda-feira o prefeito da instituição, William Levada, que admitiu que a resposta da Igreja foi 'inadequada'.
Levada deu estas declarações na Universidade Gregoriana de Roma durante a abertura de um simpósio sobre pedofilia, que irá até o dia 9 de fevereiro e que reúne líderes religiosos.
Durante o ato o prefeito leu uma mensagem do papa Bento XVI, no qual afirma que a cura das vítimas deve ser 'a preocupação prioritária' da comunidade cristã e que isso tem que ocorrer ao lado de uma 'profunda renovação da igreja em todos os níveis'.
Levada, por sua parte, destacou a luta do pontífice contra o abuso de menores, o que começou quando ele era o cardeal Joseph Ratzinger.
O prefeito afirmou que Bento XVI sofreu nos últimos anos 'duros ataques' por parte da imprensa, 'quando deveria ter recebido a gratidão de toda a igreja e de fora dela' pelo trabalho realizado e sua postura de 'tolerância zero' com a pedofilia.
Levada, no entanto, admitiu que as quatro mil denúncias 'evidenciaram a inadequada e insuficiente resposta da igreja'.
O religioso ressaltou a necessidade da Igreja colaborar com as autoridades civis para enfrentar os casos de padres pedófilos, destacando que o abuso sexual de menores de idade não só é um delito religioso, mas também um crime.
Levada disse ainda que embora as leis civis variem de nação para nação, o princípio sempre é o mesmo: 'a igreja tem a obrigação de cooperar com a lei civil e denunciar esses crimes às autoridades competentes'.
http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/vaticano-reconhece-4-mil-casos-de-pedofilia
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Rede Globo é expulsa de Copacabana
Uma equipe da Rede Globo foi expulsa pela polícia e por bombeiros durante uma manifestação que aconteceu em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (12). A equipe da Globo tentava fazer a cobertura da manifestação, promovida por cerca de 400 policiais militares e bombeiros grevistas, que reivindicam melhoria nos salários e a liberação de seus companheiros que estão presos.
A Globo foi acusada de fazer cobertura tendenciosa, a favor do governo, sobre a greve. Lembrando que o 'Jornal Nacional' deu com exclusividade algumas gravações de escutas autorizadas nas quais o cabo do Corpo de Bombeiros, Benevenuto Daciolo, conversava sobre a possibilidade de uma greve geral. A quem diga que a reportagem sobre o cabo tenha sido parcial. Daciolo foi preso no dia 9 de fevereiro, quando voltava de Salvador. Ele continua detido na penitenciária de Bangu 1, no Rio.
Repórteres e cinegrafistas tiveram que deixar o local onde ocorria a passeata sob vaias e gritos de 'Fora Globo'. O vídeo está rodando e viralizando na internet. Olha só:
http://br.omg.yahoo.com/blogs/podeisso/rede-globo-%C3%A9-expulsa-copacabana-190145221.html
A Globo foi acusada de fazer cobertura tendenciosa, a favor do governo, sobre a greve. Lembrando que o 'Jornal Nacional' deu com exclusividade algumas gravações de escutas autorizadas nas quais o cabo do Corpo de Bombeiros, Benevenuto Daciolo, conversava sobre a possibilidade de uma greve geral. A quem diga que a reportagem sobre o cabo tenha sido parcial. Daciolo foi preso no dia 9 de fevereiro, quando voltava de Salvador. Ele continua detido na penitenciária de Bangu 1, no Rio.
Repórteres e cinegrafistas tiveram que deixar o local onde ocorria a passeata sob vaias e gritos de 'Fora Globo'. O vídeo está rodando e viralizando na internet. Olha só:
http://br.omg.yahoo.com/blogs/podeisso/rede-globo-%C3%A9-expulsa-copacabana-190145221.html
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Privatização dos aeroportos
“Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”, entoaram nesta segunda-feira (6) manifestantes concentrados em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), contrários ao processo de privatização dos aeroportos.
O protesto reuniu militantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Pátria Livre (PPL), que se pronunciaram contra a entrega do patrimônio público nacional. A privatização dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, que juntos respondem por 30% da movimentação dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro foi denunciada como um “crime de lesa-Pátria”.
“É preciso falar o português claro, pois não tem sentido nenhum dar dinheiro público para os estrangeiros virem tomar o que é nosso. Infelizmente é o patrimônio do Brasil que está sendo entregue pelo governo que nós ajudamos eleger. É a pauta dos derrotados, vindo com força”, denunciou Francisco Lemos, presidente do SINA. Lemos lembrou que primeiro o governo disse que não havia dinheiro para modernizar os aeroportos diante da urgência da Copa do Mundo - e que era preciso garantir a participação estrangeira no leilão. Depois, o BNDES foi acionado para financiar a desnacionalização, o que é totalmente absurdo.
Como sintetizou o secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional, Vagner Freitas, “a privatização dos aeroportos representa um descarrilhamento do governo”. “A proposta neoliberal de sucateamento do patrimônio público e abertura ao capital internacional foi derrotada nas urnas, pois todos sabemos o que significou a privatização da telefonia, da energia e da siderurgia. Neste momento em que o país precisa crescer e se desenvolver para enfrentar os impactos da crise internacional, não podemos permitir o retrocesso. Ao privatizar os aeroportos, o governo não está sendo leal com o voto das urnas e a CUT não vai admitir esta violência”, ressaltou Vagner.
“Coerente com o que defendemos e pensamos quando enfrentamos a polícia e a repressão nos anos 90, estamos aqui hoje para denunciar o absurdo que é entregar o filé do transporte aéreo brasileiro, os melhores e mais lucrativos aeroportos à iniciativa privada. E pior, com 80% dos investimentos oferecidos pelo BNDES, que é um banco público”, acrescentou Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional.
Representante da CMP, Luiz Gonzaga (Gegê) denunciou a privatização como um retrocesso lamentável e defendeu a mais ampla mobilização da sociedade brasileira para impedir o prosseguimento de tal crime.
O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira destacou a importância da unidade das centrais e do movimento social para a luta em defesa do Brasil. “Nós precisamos de um Estado cada vez mais forte e atuante em defesa dos interesses do nosso povo, do desenvolvimento nacional. Privatizar é o oposto disso, é abrir mão da soberania”, condenou Bira.
Para o diretor executivo da CUT Nacional, Júlio Turra, o momento exige dos movimentos sindical e social uma ação mais contundente, “para não dar vida fácil aos privatistas e aos que querem continuar perpetrando crimes como este contra o patrimônio público”. “Não vamos permitir que continuem metendo a mão em recursos públicos, em dinheiro do BNDES, para dar lucro garantido a meia dúzia de assaltantes”, acrescentou o secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, João Batista Gomes (Joãozinho).
Membro da direção nacional do PT, Marcos Sokol lembrou que um serviço público essencial, como e o caso dos aeroportos brasileiros, funciona na base de subsídio cruzado, onde a parte lucrativa garante a deficitária. “Agora querem privatizar o filé, deixando o osso para o Estado. Isso é um crime, uma concessão ao capital internacional, é a volta dos que não foram, na realidade. Se há males que vêm para o bem, posso dizer que esse crime contra a nação brasileira não ficará impune”, acrescentou Sokol.
Em nome da Juventude Pátria Livre (JPL), Antonio Henrique denunciou que a privatização dos aeroportos é “um ato praticado pelas viúvas de FHC, que depois de terem vendido 121 estatais lucrativas querem agora continuar entregando aos estrangeiros a nossa fronteira aérea, dilapidando a nossa empresa de infraestrutura aeroportuária”. “O que precisamos é de mais Estado, de empresas públicas para fazer o Brasil crescer”, concluiu.
http://www.cut.org.br/destaques/21718/dilma-eu-nao-me-engano-privatizar-e-coisa-de-tucano-entoam-manifestantes-em-frente-a-bovespa
O protesto reuniu militantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Pátria Livre (PPL), que se pronunciaram contra a entrega do patrimônio público nacional. A privatização dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, que juntos respondem por 30% da movimentação dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro foi denunciada como um “crime de lesa-Pátria”.
“É preciso falar o português claro, pois não tem sentido nenhum dar dinheiro público para os estrangeiros virem tomar o que é nosso. Infelizmente é o patrimônio do Brasil que está sendo entregue pelo governo que nós ajudamos eleger. É a pauta dos derrotados, vindo com força”, denunciou Francisco Lemos, presidente do SINA. Lemos lembrou que primeiro o governo disse que não havia dinheiro para modernizar os aeroportos diante da urgência da Copa do Mundo - e que era preciso garantir a participação estrangeira no leilão. Depois, o BNDES foi acionado para financiar a desnacionalização, o que é totalmente absurdo.
Como sintetizou o secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional, Vagner Freitas, “a privatização dos aeroportos representa um descarrilhamento do governo”. “A proposta neoliberal de sucateamento do patrimônio público e abertura ao capital internacional foi derrotada nas urnas, pois todos sabemos o que significou a privatização da telefonia, da energia e da siderurgia. Neste momento em que o país precisa crescer e se desenvolver para enfrentar os impactos da crise internacional, não podemos permitir o retrocesso. Ao privatizar os aeroportos, o governo não está sendo leal com o voto das urnas e a CUT não vai admitir esta violência”, ressaltou Vagner.
“Coerente com o que defendemos e pensamos quando enfrentamos a polícia e a repressão nos anos 90, estamos aqui hoje para denunciar o absurdo que é entregar o filé do transporte aéreo brasileiro, os melhores e mais lucrativos aeroportos à iniciativa privada. E pior, com 80% dos investimentos oferecidos pelo BNDES, que é um banco público”, acrescentou Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional.
Representante da CMP, Luiz Gonzaga (Gegê) denunciou a privatização como um retrocesso lamentável e defendeu a mais ampla mobilização da sociedade brasileira para impedir o prosseguimento de tal crime.
O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira destacou a importância da unidade das centrais e do movimento social para a luta em defesa do Brasil. “Nós precisamos de um Estado cada vez mais forte e atuante em defesa dos interesses do nosso povo, do desenvolvimento nacional. Privatizar é o oposto disso, é abrir mão da soberania”, condenou Bira.
Para o diretor executivo da CUT Nacional, Júlio Turra, o momento exige dos movimentos sindical e social uma ação mais contundente, “para não dar vida fácil aos privatistas e aos que querem continuar perpetrando crimes como este contra o patrimônio público”. “Não vamos permitir que continuem metendo a mão em recursos públicos, em dinheiro do BNDES, para dar lucro garantido a meia dúzia de assaltantes”, acrescentou o secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, João Batista Gomes (Joãozinho).
Membro da direção nacional do PT, Marcos Sokol lembrou que um serviço público essencial, como e o caso dos aeroportos brasileiros, funciona na base de subsídio cruzado, onde a parte lucrativa garante a deficitária. “Agora querem privatizar o filé, deixando o osso para o Estado. Isso é um crime, uma concessão ao capital internacional, é a volta dos que não foram, na realidade. Se há males que vêm para o bem, posso dizer que esse crime contra a nação brasileira não ficará impune”, acrescentou Sokol.
Em nome da Juventude Pátria Livre (JPL), Antonio Henrique denunciou que a privatização dos aeroportos é “um ato praticado pelas viúvas de FHC, que depois de terem vendido 121 estatais lucrativas querem agora continuar entregando aos estrangeiros a nossa fronteira aérea, dilapidando a nossa empresa de infraestrutura aeroportuária”. “O que precisamos é de mais Estado, de empresas públicas para fazer o Brasil crescer”, concluiu.
http://www.cut.org.br/destaques/21718/dilma-eu-nao-me-engano-privatizar-e-coisa-de-tucano-entoam-manifestantes-em-frente-a-bovespa
Greve contra medidas econômicas paralisa Grécia
Entre medidas está demissão de milhares de funcionários públicos
Enfrentamento nas ruas e paralisação de vários serviços marcam a greve geral de 48 horas convocada por duas centrais sindicais da Grécia contra as medidas de austeridade para a economia e que afeta toda a população. A greve começou na sexta (10) e segue neste sábado (11) com manifestações nas ruas e em frente ao Parlamento. Entre as medidas está a demissão de 15 mil funcionários públicos, corte de 22% no salário mínimo; corte na verba da saúde e privatizações.
As novas imposições da troika (como é chamado o comitê que avalia as contas do país) foram aceitas pelo governo de Lucas Papademos e por 3 partidos (Pasok, Nova Democracia – direita - e Laos – extrema direita).
Cortes
O primeiro ministro grego, Lucas Papademos, e os líderes do Pasok, da Nova Democracia e do Laos estiveram reunidos durante 8 horas na quarta-feira (8). Aceitaram o corte de 22% no salário mínimo, a demissão de 15 mil funcionários públicos, novos cortes no orçamento da saúde (aceitando reduzir as despesas públicas com saúde para 1,5% do PIB), aceleração das privatizações. A reunião não chegou a acordo sobre outro corte que a troika queria impor: a redução de 15% no valor das pensões de reforma.
Depois da reunião entre o atual primeiro ministro e os líderes dos três partidos, seguiu-se uma nova reunião de quatro horas entre a troika e Lucas Papademos e o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, que não chegou a conclusões. No final, a troika deu novo ultimato, de 15 dias, ao governo grego para decidir cortes de mais 300 milhões de euros, ou acatar o corte de 15% nas pensões.
Acordo
Porém, ao fim da manhã da quinta-feira (9) o governo grego e o presidente do Banco Central Europeu anunciaram um acordo, (sem se conhecerem ainda os seus termos finais). Este acordo é anunciado antes da reunião em Bruxelas os ministros das finanças da zona euro, para debater o novo resgate da Grécia e o empréstimo de 130 mil milhões.
Em resposta às decisões do governo e dos líderes dos três partidos envolvidos, que ainda terão de ser votados no Parlamento Grego, as centrais sindicais Adedy (de funcionários públicos) e GSEE (de empregados do setor privado) convocaram uma greve de 48 horas para protestar contra os cortes. Em um comunicado conjunto, as centrais Gsee e Adedy declaram: "Este governo não tem legitimidade para tomar estas medidas. É a hora do povo".
As centrais convocaram ainda manifestações para a praça Syntagma, em frente ao parlamento, em Atenas - uma ocorrida na sexta feira, e as demais nesse sábado, às 11h, e domingo (12), às 17 horas.
Pena de Morte
As centrais sindicais afirmam que "as medidas que o novo memorando contém, e sobre as quais se puseram de acordo os líderes políticos dos partidos que formaram o governo de coligação com a troika, constituem a pena de morte para a sociedade".
A situação social e econômica da Grécia é de verdadeira bancarrota, tendo o desemprego atingido uma taxa de 20,9%, mais de um milhão de pessoas desempregadas. As receitas públicas caíram 7% em janeiro, quando as previsões da troika eram de crescimento de 9%. As atuais previsões apontam que em 2012 o PIB da Grécia cairá mais de 5%.
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2497-grecia-paralisa-com-greve-contra-medidas-economicas
Enfrentamento nas ruas e paralisação de vários serviços marcam a greve geral de 48 horas convocada por duas centrais sindicais da Grécia contra as medidas de austeridade para a economia e que afeta toda a população. A greve começou na sexta (10) e segue neste sábado (11) com manifestações nas ruas e em frente ao Parlamento. Entre as medidas está a demissão de 15 mil funcionários públicos, corte de 22% no salário mínimo; corte na verba da saúde e privatizações.
As novas imposições da troika (como é chamado o comitê que avalia as contas do país) foram aceitas pelo governo de Lucas Papademos e por 3 partidos (Pasok, Nova Democracia – direita - e Laos – extrema direita).
Cortes
O primeiro ministro grego, Lucas Papademos, e os líderes do Pasok, da Nova Democracia e do Laos estiveram reunidos durante 8 horas na quarta-feira (8). Aceitaram o corte de 22% no salário mínimo, a demissão de 15 mil funcionários públicos, novos cortes no orçamento da saúde (aceitando reduzir as despesas públicas com saúde para 1,5% do PIB), aceleração das privatizações. A reunião não chegou a acordo sobre outro corte que a troika queria impor: a redução de 15% no valor das pensões de reforma.
Depois da reunião entre o atual primeiro ministro e os líderes dos três partidos, seguiu-se uma nova reunião de quatro horas entre a troika e Lucas Papademos e o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, que não chegou a conclusões. No final, a troika deu novo ultimato, de 15 dias, ao governo grego para decidir cortes de mais 300 milhões de euros, ou acatar o corte de 15% nas pensões.
Acordo
Porém, ao fim da manhã da quinta-feira (9) o governo grego e o presidente do Banco Central Europeu anunciaram um acordo, (sem se conhecerem ainda os seus termos finais). Este acordo é anunciado antes da reunião em Bruxelas os ministros das finanças da zona euro, para debater o novo resgate da Grécia e o empréstimo de 130 mil milhões.
Em resposta às decisões do governo e dos líderes dos três partidos envolvidos, que ainda terão de ser votados no Parlamento Grego, as centrais sindicais Adedy (de funcionários públicos) e GSEE (de empregados do setor privado) convocaram uma greve de 48 horas para protestar contra os cortes. Em um comunicado conjunto, as centrais Gsee e Adedy declaram: "Este governo não tem legitimidade para tomar estas medidas. É a hora do povo".
As centrais convocaram ainda manifestações para a praça Syntagma, em frente ao parlamento, em Atenas - uma ocorrida na sexta feira, e as demais nesse sábado, às 11h, e domingo (12), às 17 horas.
Pena de Morte
As centrais sindicais afirmam que "as medidas que o novo memorando contém, e sobre as quais se puseram de acordo os líderes políticos dos partidos que formaram o governo de coligação com a troika, constituem a pena de morte para a sociedade".
A situação social e econômica da Grécia é de verdadeira bancarrota, tendo o desemprego atingido uma taxa de 20,9%, mais de um milhão de pessoas desempregadas. As receitas públicas caíram 7% em janeiro, quando as previsões da troika eram de crescimento de 9%. As atuais previsões apontam que em 2012 o PIB da Grécia cairá mais de 5%.
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2497-grecia-paralisa-com-greve-contra-medidas-economicas
Portugal vive maior protesto dos últimos 30 anos
Mais de 300 mil pessoas encheram o Terreiro do Paço na maior manifestação já vista em Lisboa nos últimos 30 anos. "O FMI não manda aqui" foi a palavra de ordem ouvida durante o discurso do líder da Confederação Geral dos Trabalhadores de Portugal (CGTP), Armenio Carlos, que defendeu a renegociação da dívida porque o país precisa "que lhe tirem a corda da garganta".
Esquerda.net
Segundo a CGTP, a manifestação nacional contou com 300 mil pessoas e encheu a baixa de Lisboa durante a tarde de sábado. A central sindical vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação.
No seu primeiro discurso após tomar posse como secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos apontou baterias ao governo da troika. "De austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista, o país definha economicamente e a pobreza alastra", declarou, acrescentando que "os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. O país precisa que lhe tirem a corda da garganta".
Para que isso aconteça, Arménio Carlos defendeu a "renegociação da dívida em prazos, montantes e juros mas também a alteração de políticas que tenham como prioridade o crescimento económico, o emprego e a salvaguarda do interesse nacional". O líder da CGTP aproveitou para responder a Paulo Portas, que considera que a renegociação é passar uma mensagem de caloteiro para o exterior. "Caloteiro não é aquele que exige a renegociação da dívida para criar riqueza e emprego e criar condições para pagar aquilo que se deve. Caloteiro é aquele que se submete, que aceita o que lhe é imposto, sabendo de antemão que jamais em tempo algum com estas condições irá pagar aquilo que deve", declarou o sindicalista.
Para Francisco Louçã, esta manifestação foi "um sinal de dignidade, porque o país já percebeu uma coisa: é que o governo sussurra no ouvido dos ministros alemães que ditam a sorte de Portugal, mas não ouve as razões da maioria do povo português". "O governo e a troika dizem-nos o seguinte: mais facilidade de demissões, dias de trabalho gratuito, perdem o subsídio de natal e de férias e no fim há mais dívida e talvez um novo empréstimo para mais dívida ainda", acrescentou o dirigente bloquista presente no "Terreiro do Povo".
Sobre a visita da troika prevista para a próxima semana, Arménio Carlos lembrou que o acordo "é bom para eles", referindo-se aos milhares de milhões que o país é chamado a pagar só em juros e comissões, ao dinheiro posto à disposição da banca e aos favores feitos ao patronato, aos acionistas das empresas privatizadas e aos detentores das cadeias de distribuição. Para o líder da CGTP, "o povo português está a encher o Terreiro do Paço e a dizer ao Governo e às entidades patronais que aqui não há rendição".
No início do discurso, Arménio Carlos referiu-se às lutas dos trabalhadores gregos, "um povo que já marcou a história pela sua heroicidade, que não abdica de lutar por aquilo que tem direito" e aos trabalhadores espanhóis, que "anunciaram uma jornada de luta para contestar as medidas que o Governo anunciou para, tal como aqui, embaratecer os despedimentos".
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19602
Esquerda.net
Segundo a CGTP, a manifestação nacional contou com 300 mil pessoas e encheu a baixa de Lisboa durante a tarde de sábado. A central sindical vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação.
No seu primeiro discurso após tomar posse como secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos apontou baterias ao governo da troika. "De austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista, o país definha economicamente e a pobreza alastra", declarou, acrescentando que "os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. O país precisa que lhe tirem a corda da garganta".
Para que isso aconteça, Arménio Carlos defendeu a "renegociação da dívida em prazos, montantes e juros mas também a alteração de políticas que tenham como prioridade o crescimento económico, o emprego e a salvaguarda do interesse nacional". O líder da CGTP aproveitou para responder a Paulo Portas, que considera que a renegociação é passar uma mensagem de caloteiro para o exterior. "Caloteiro não é aquele que exige a renegociação da dívida para criar riqueza e emprego e criar condições para pagar aquilo que se deve. Caloteiro é aquele que se submete, que aceita o que lhe é imposto, sabendo de antemão que jamais em tempo algum com estas condições irá pagar aquilo que deve", declarou o sindicalista.
Para Francisco Louçã, esta manifestação foi "um sinal de dignidade, porque o país já percebeu uma coisa: é que o governo sussurra no ouvido dos ministros alemães que ditam a sorte de Portugal, mas não ouve as razões da maioria do povo português". "O governo e a troika dizem-nos o seguinte: mais facilidade de demissões, dias de trabalho gratuito, perdem o subsídio de natal e de férias e no fim há mais dívida e talvez um novo empréstimo para mais dívida ainda", acrescentou o dirigente bloquista presente no "Terreiro do Povo".
Sobre a visita da troika prevista para a próxima semana, Arménio Carlos lembrou que o acordo "é bom para eles", referindo-se aos milhares de milhões que o país é chamado a pagar só em juros e comissões, ao dinheiro posto à disposição da banca e aos favores feitos ao patronato, aos acionistas das empresas privatizadas e aos detentores das cadeias de distribuição. Para o líder da CGTP, "o povo português está a encher o Terreiro do Paço e a dizer ao Governo e às entidades patronais que aqui não há rendição".
No início do discurso, Arménio Carlos referiu-se às lutas dos trabalhadores gregos, "um povo que já marcou a história pela sua heroicidade, que não abdica de lutar por aquilo que tem direito" e aos trabalhadores espanhóis, que "anunciaram uma jornada de luta para contestar as medidas que o Governo anunciou para, tal como aqui, embaratecer os despedimentos".
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19602
Desemprego na Europa
Cifras oficiais apontam que Europa tem 23,8 milhões de desempregados: 48,7% dos jovens espanhóis estão sem emprego
Cifras oficiais apontam que um em cada dez europeus em idade ativa encontra-se desempregado na Europa, com a Espanha ostentando a cifra recorde de 22,9% de trabalhadores sem trabalho. Logo a seguir vem Grécia (19,2%), Lituânia (15,3 %) e Portugal (13,6 %), segundo projeções da Oficina de Estatísticas do bloco regional (Eurostat). A estimativa pode estar subestimando a tragédia, uma vez que os números de alguns dos países onde a recessão é mais grave, como Grécia e Lituânia, são do terceiro trimestre de 2011, fundo do poço que continuou sendo cavado pelas políticas de “ajuste fiscal”.
Do total dos 23,8 milhões de desempregados nos 27 países da União Europeia, 16,5 milhões vivem nas 17 nações que compõem a zona do euro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o desemprego afeta a quase um milhão de pessoas a mais na União Europeia, a grande maioria delas, 751 mil, na zona do euro.
Nos últimos 12 meses os maiores aumentos de desemprego estão na Grécia (de 13,9 a 19,2 %), Chipre (de 6,1 al 9,3%) e Espanha (de 20,4 a 22,9%). Ao longo do que foi apurado de 2011, o desemprego aumentou tanto para os homens na UE (de 9,5 a 9,8%) e na zona do euro (de 9,7 a 10,2%) como para as mulheres, de 9,6 a 9,9% e de 10,3 a 10,6%, respectivamente.
A Eurostat alerta que o problema da desocupação afeta especialmente os jovens. Em dezembro, a taxa de desemprego entre os menores de 25 anos na UE ficou em 22,1%, contra 21,3% na zona do euro. De forma escandalosa, a Espanha encabeça novamente as macabras estatísticas, com praticamente a metade dos seus jovens (48,7%) sem acesso ao trabalho. Beneficiada pela política de sucção das economias das demais nações, a Alemanha registra a menor taxa de desemprego juvenil, 7,8%.
http://www.cut.org.br/agencia-de-noticias/47233/cifras-oficiais-apontam-que-europa-tem-23-8-milhoes-de-desempregados-48-7-dos-jovens-espanhois-estao-sem-emprego
Cifras oficiais apontam que um em cada dez europeus em idade ativa encontra-se desempregado na Europa, com a Espanha ostentando a cifra recorde de 22,9% de trabalhadores sem trabalho. Logo a seguir vem Grécia (19,2%), Lituânia (15,3 %) e Portugal (13,6 %), segundo projeções da Oficina de Estatísticas do bloco regional (Eurostat). A estimativa pode estar subestimando a tragédia, uma vez que os números de alguns dos países onde a recessão é mais grave, como Grécia e Lituânia, são do terceiro trimestre de 2011, fundo do poço que continuou sendo cavado pelas políticas de “ajuste fiscal”.
Do total dos 23,8 milhões de desempregados nos 27 países da União Europeia, 16,5 milhões vivem nas 17 nações que compõem a zona do euro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o desemprego afeta a quase um milhão de pessoas a mais na União Europeia, a grande maioria delas, 751 mil, na zona do euro.
Nos últimos 12 meses os maiores aumentos de desemprego estão na Grécia (de 13,9 a 19,2 %), Chipre (de 6,1 al 9,3%) e Espanha (de 20,4 a 22,9%). Ao longo do que foi apurado de 2011, o desemprego aumentou tanto para os homens na UE (de 9,5 a 9,8%) e na zona do euro (de 9,7 a 10,2%) como para as mulheres, de 9,6 a 9,9% e de 10,3 a 10,6%, respectivamente.
A Eurostat alerta que o problema da desocupação afeta especialmente os jovens. Em dezembro, a taxa de desemprego entre os menores de 25 anos na UE ficou em 22,1%, contra 21,3% na zona do euro. De forma escandalosa, a Espanha encabeça novamente as macabras estatísticas, com praticamente a metade dos seus jovens (48,7%) sem acesso ao trabalho. Beneficiada pela política de sucção das economias das demais nações, a Alemanha registra a menor taxa de desemprego juvenil, 7,8%.
http://www.cut.org.br/agencia-de-noticias/47233/cifras-oficiais-apontam-que-europa-tem-23-8-milhoes-de-desempregados-48-7-dos-jovens-espanhois-estao-sem-emprego
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Foto de soldados americanos com bandeira nazista cai na Internet
WASHINGTON - A Internet traiu mais uma vez soldados americanos no Afeganistão. Em mais uma imagem polêmica, dez homens da Marinha aparecem armados e com trajes militares ao lado de duas bandeiras: uma dos EUA e outra nazista, com o símbolo da SS. A foto foi tirada em setembro de 2010, mas caiu na rede nesta semana, causando revolta entre internautas.
O corpo de infantaria da Marinha condenou, em comunicado, a imagem, dizem que o símbolo nazista é "inaceitável", mas disse que os soldados não serão castigados. Segundo o canal de televisão Fox, os homens teriam confundido o significado da bandeira. Para eles, o símbolo da SS era na verdade uma abreviação da palavra sniper scouts (algo como francoatiradores escoteiros, em tradução livre).
http://br.noticias.yahoo.com/foto-soldados-americanos-bandeira-nazista-cai-internet-101907241.html
Comentário do blog:
Alguém acredita mesmo nesta história de confusão de bandeiras? Quem eles querem enganar com esta justificativa estúpida?
O corpo de infantaria da Marinha condenou, em comunicado, a imagem, dizem que o símbolo nazista é "inaceitável", mas disse que os soldados não serão castigados. Segundo o canal de televisão Fox, os homens teriam confundido o significado da bandeira. Para eles, o símbolo da SS era na verdade uma abreviação da palavra sniper scouts (algo como francoatiradores escoteiros, em tradução livre).
http://br.noticias.yahoo.com/foto-soldados-americanos-bandeira-nazista-cai-internet-101907241.html
Comentário do blog:
Alguém acredita mesmo nesta história de confusão de bandeiras? Quem eles querem enganar com esta justificativa estúpida?
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Copa do Mundo: o que está em jogo para os trabalhadores
CUT quer trabalho decente nas obras e no evento. Mas projeto do Senado, o AI-5 da Copa, quer classificar greves durante o torneio como crime
Escrito por: Isaías Dalle
Se dependesse só da FIFA e das multinacionais, as áreas e atividades relacionadas à Copa do Mundo de Futebol 2014 formariam uma espécie de território autônomo, com jurisdição especial. Nesse reino, personagens como trabalhadores em greve, vendedores ambulantes ou idosos seriam tratados como vilões e, de preferência, mantidos do lado de fora das muralhas.
Diferentes entidades têm se mobilizado para impedir esse conto de fadas macabro. A CUT tem agido em três frentes: na elaboração e aprovação do Acordo Nacional da Indústria da Construção Civil; na inclusão de emendas no projeto de Lei Geral da Copa e, evidentemente, na mobilização. O rumor de uma greve nas obras de construção dos estádios, a partir de março, tem atraído curiosidade até da imprensa internacional.
De outro lado, há quem queira ajudar a monarquia do futebol internacional em seus interesses. No Senado, um projeto de lei assinado por Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA) pretende instituir novas regras de segurança e punição penal que começariam a valer três meses antes do início das partidas e durariam até o encerramento do torneio.
Nessa proposta, há um capítulo dedicado ao direito de greve, que classifica 13 setores de atividade como estratégicos. Esse grupo de 13 setores ficaria, segundo o texto, “condicionado ao disposto nesta Lei”, ou seja, durante os quase cinco meses em que a proposta pretende vigorar, as greves poderiam ser punidas com sanções penais expressadas em mais de 50 artigos, que incluem até mesmo prisão.
Também segundo o projeto, caso as categorias decidam realizar a greve mesmo assim, deveriam avisar patrões, autoridades e usuários com 15 dias de antecedência e ainda manter 70% dos trabalhadores em serviço durante a paralisação. Caso contrário, bem, aí fica a cargo de quem – juiz, prefeito, governador etc. – vai avaliar o significado da frase “condicionado ao disposto nesta Lei”.
Lá pelas tantas, o projeto dos três senadores também prevê um regime de funcionamento especial da Justiça, em que casos surgidos antes e durante a Copa seriam julgados a toque de caixa, se preciso inclusive aos sábados e domingos, com a convocação extraordinária dos quadros dos tribunais de toda espécie.
Não é difícil imaginar que, avisados 15 dias antes que uma greve será realizada, os céleres magistrados, nessa espécie de regime de exceção, impetrarão interditos proibitórios e outras medidas para impedir as paralisações e até mesmo manifestações “por motivo político”.
“Estão querendo instituir o AI-5 da Copa”, ataca o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. “É um absurdo querer criar um estado de exceção para tratar do direito de greve no Brasil”, completa. “Todo esse capítulo da greve é inconstitucional, por inviabilizar o exercício do direito de greve, previsto no artigo 9º da Constituição”, analisa o consultor jurídico da Central, Maximiliano Nagl Garcez. “É querer inviabilizar a greve”.
Por conta do surgimento desse projeto, que ainda gravita no Senado, mas que pode, ainda que em parte, ser incorporado à Lei Geral da Copa ou mesmo se tornar uma legislação adicional, a CUT decidiu enviar ofício aos seus autores pedindo sua imediata retirada. Líderes partidários também serão procurados pela Central.
Para compreender melhor a extensão e a rigidez da proposta dos três senadores, o texto diz, por exemplo, que “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso (...) e político (...)” é um crime que renderia prisão de 15 a 30 anos. Resta saber o que poderia ser interpretado como “terror” ou “pânico”. Uma passeata na Avenida Paulista, por exemplo, em que turistas desavisados pudessem se sentir com medo de sair do hotel, seria rotulada como crime? Na justificativa do projeto, os senadores alegam o risco de atividades terroristas. Porém, ao submeter as greves aos dispositivos da nova lei, tudo pode acontecer.
É importante destacar que esse projeto foi apresentado ao Senado em dezembro, muito antes que eclodisse a paralisação dos policiais militares na Bahia, e, portanto nada tem a ver com o episódio.
Na opinião do consultor jurídico Garcez, a proposta “concede poder excessivo e discricionário à ‘autoridade’ que nem se sabe quem seria”.
Além disso, o projeto de lei desconsidera o fato de que está sendo elaborado um projeto de lei chamado de Lei Geral da Copa, com a participação de diversos atores. No início, o texto base da Lei Geral foi enviado pelo Governo Federal ao Congresso. A partir daí, entidades passaram a pressionar pela inclusão de emendas. A CUT vem sendo representada neste esforço pelo secretário nacional de Relações de Trabalho, Manoel Messias Melo.
A Central reivindica, e já encaminhou ao relator do projeto, deputado Vicente Cândido (PT-SP), algumas modificações e inclusões:
a) Que seja permitido o trabalho, nas imediações dos estádios, de vendedores autônomos e ambulantes que possuam cadastro nas prefeituras.
b) Garantia de cotas de ingressos gratuitos para idosos, indígenas, pessoas inscritas em programas de transferência de renda e para os operários que trabalharam nas obras da Copa
c) Garantia do pleno direito do exercício de greve
d) Inclusão de uma campanha pelo trabalho decente no Brasil nos materiais de divulgação da competição. A FIFA já decidiu criar o slogan “Por um mundo sem armas, sem drogas e sem violência”, a ser exibido durante as partidas. O que a CUT reivindica é a inclusão, neste mesmo slogan, da frase “e com trabalho decente”.
e) Que o trabalho voluntário, que a FIFA quer incluir na Copa, não substitua empregos ou precarize as condições de trabalho
f) Fiscalização e punição para patrocinadores ou fornecedores que usem trabalho escravo ou infantil em suas cadeias produtivas
g) Respeito aos acordos coletivos já existentes.
Completando as ações, há ainda o Acordo Nacional da Indústria da Construção Civil, elaborado e já assinado pelas centrais CUT, Força e UGT (que possuem representação no setor), as entidades patronais e o governo federal. Já pronto, o acordo será apresentado oficialmente pela presidenta Dilma, provavelmente no prazo de um mês.
Como se trata de um acordo de livre adesão por parte das empresas, a Conticom-CUT, confederação nacional que representa os trabalhadores da construção civil e da indústria da madeira, promete pressionar as empresas, em todos os canteiros de obra, a cumprir as regras lá estabelecidas.
“O acordo de livre adesão está pronto. Mas queremos que se torne um contrato coletivo nacional, ou seja, que seja cumprido já em nossa data-base, que em quase todo o Brasil é em maio. Portanto, a partir de março começaremos a pressionar. Se preciso for, vamos fazer greves nas obras dos estádios que vão sediar os jogos”, garante o presidente da Conticom, Cláudio Gomes.
http://www.cut.org.br/destaques/21725/copa-do-mundo-o-que-esta-em-jogo-para-os-trabalhadores
Escrito por: Isaías Dalle
Se dependesse só da FIFA e das multinacionais, as áreas e atividades relacionadas à Copa do Mundo de Futebol 2014 formariam uma espécie de território autônomo, com jurisdição especial. Nesse reino, personagens como trabalhadores em greve, vendedores ambulantes ou idosos seriam tratados como vilões e, de preferência, mantidos do lado de fora das muralhas.
Diferentes entidades têm se mobilizado para impedir esse conto de fadas macabro. A CUT tem agido em três frentes: na elaboração e aprovação do Acordo Nacional da Indústria da Construção Civil; na inclusão de emendas no projeto de Lei Geral da Copa e, evidentemente, na mobilização. O rumor de uma greve nas obras de construção dos estádios, a partir de março, tem atraído curiosidade até da imprensa internacional.
De outro lado, há quem queira ajudar a monarquia do futebol internacional em seus interesses. No Senado, um projeto de lei assinado por Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA) pretende instituir novas regras de segurança e punição penal que começariam a valer três meses antes do início das partidas e durariam até o encerramento do torneio.
Nessa proposta, há um capítulo dedicado ao direito de greve, que classifica 13 setores de atividade como estratégicos. Esse grupo de 13 setores ficaria, segundo o texto, “condicionado ao disposto nesta Lei”, ou seja, durante os quase cinco meses em que a proposta pretende vigorar, as greves poderiam ser punidas com sanções penais expressadas em mais de 50 artigos, que incluem até mesmo prisão.
Também segundo o projeto, caso as categorias decidam realizar a greve mesmo assim, deveriam avisar patrões, autoridades e usuários com 15 dias de antecedência e ainda manter 70% dos trabalhadores em serviço durante a paralisação. Caso contrário, bem, aí fica a cargo de quem – juiz, prefeito, governador etc. – vai avaliar o significado da frase “condicionado ao disposto nesta Lei”.
Lá pelas tantas, o projeto dos três senadores também prevê um regime de funcionamento especial da Justiça, em que casos surgidos antes e durante a Copa seriam julgados a toque de caixa, se preciso inclusive aos sábados e domingos, com a convocação extraordinária dos quadros dos tribunais de toda espécie.
Não é difícil imaginar que, avisados 15 dias antes que uma greve será realizada, os céleres magistrados, nessa espécie de regime de exceção, impetrarão interditos proibitórios e outras medidas para impedir as paralisações e até mesmo manifestações “por motivo político”.
“Estão querendo instituir o AI-5 da Copa”, ataca o presidente nacional da CUT, Artur Henrique. “É um absurdo querer criar um estado de exceção para tratar do direito de greve no Brasil”, completa. “Todo esse capítulo da greve é inconstitucional, por inviabilizar o exercício do direito de greve, previsto no artigo 9º da Constituição”, analisa o consultor jurídico da Central, Maximiliano Nagl Garcez. “É querer inviabilizar a greve”.
Por conta do surgimento desse projeto, que ainda gravita no Senado, mas que pode, ainda que em parte, ser incorporado à Lei Geral da Copa ou mesmo se tornar uma legislação adicional, a CUT decidiu enviar ofício aos seus autores pedindo sua imediata retirada. Líderes partidários também serão procurados pela Central.
Para compreender melhor a extensão e a rigidez da proposta dos três senadores, o texto diz, por exemplo, que “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso (...) e político (...)” é um crime que renderia prisão de 15 a 30 anos. Resta saber o que poderia ser interpretado como “terror” ou “pânico”. Uma passeata na Avenida Paulista, por exemplo, em que turistas desavisados pudessem se sentir com medo de sair do hotel, seria rotulada como crime? Na justificativa do projeto, os senadores alegam o risco de atividades terroristas. Porém, ao submeter as greves aos dispositivos da nova lei, tudo pode acontecer.
É importante destacar que esse projeto foi apresentado ao Senado em dezembro, muito antes que eclodisse a paralisação dos policiais militares na Bahia, e, portanto nada tem a ver com o episódio.
Na opinião do consultor jurídico Garcez, a proposta “concede poder excessivo e discricionário à ‘autoridade’ que nem se sabe quem seria”.
Além disso, o projeto de lei desconsidera o fato de que está sendo elaborado um projeto de lei chamado de Lei Geral da Copa, com a participação de diversos atores. No início, o texto base da Lei Geral foi enviado pelo Governo Federal ao Congresso. A partir daí, entidades passaram a pressionar pela inclusão de emendas. A CUT vem sendo representada neste esforço pelo secretário nacional de Relações de Trabalho, Manoel Messias Melo.
A Central reivindica, e já encaminhou ao relator do projeto, deputado Vicente Cândido (PT-SP), algumas modificações e inclusões:
a) Que seja permitido o trabalho, nas imediações dos estádios, de vendedores autônomos e ambulantes que possuam cadastro nas prefeituras.
b) Garantia de cotas de ingressos gratuitos para idosos, indígenas, pessoas inscritas em programas de transferência de renda e para os operários que trabalharam nas obras da Copa
c) Garantia do pleno direito do exercício de greve
d) Inclusão de uma campanha pelo trabalho decente no Brasil nos materiais de divulgação da competição. A FIFA já decidiu criar o slogan “Por um mundo sem armas, sem drogas e sem violência”, a ser exibido durante as partidas. O que a CUT reivindica é a inclusão, neste mesmo slogan, da frase “e com trabalho decente”.
e) Que o trabalho voluntário, que a FIFA quer incluir na Copa, não substitua empregos ou precarize as condições de trabalho
f) Fiscalização e punição para patrocinadores ou fornecedores que usem trabalho escravo ou infantil em suas cadeias produtivas
g) Respeito aos acordos coletivos já existentes.
Completando as ações, há ainda o Acordo Nacional da Indústria da Construção Civil, elaborado e já assinado pelas centrais CUT, Força e UGT (que possuem representação no setor), as entidades patronais e o governo federal. Já pronto, o acordo será apresentado oficialmente pela presidenta Dilma, provavelmente no prazo de um mês.
Como se trata de um acordo de livre adesão por parte das empresas, a Conticom-CUT, confederação nacional que representa os trabalhadores da construção civil e da indústria da madeira, promete pressionar as empresas, em todos os canteiros de obra, a cumprir as regras lá estabelecidas.
“O acordo de livre adesão está pronto. Mas queremos que se torne um contrato coletivo nacional, ou seja, que seja cumprido já em nossa data-base, que em quase todo o Brasil é em maio. Portanto, a partir de março começaremos a pressionar. Se preciso for, vamos fazer greves nas obras dos estádios que vão sediar os jogos”, garante o presidente da Conticom, Cláudio Gomes.
http://www.cut.org.br/destaques/21725/copa-do-mundo-o-que-esta-em-jogo-para-os-trabalhadores
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Custo dos abusos sexuais para a Igreja supera US$ 2 bilhões
O custo financeiro direto do escândalo de pedofilia supera para a Igreja Católica 2 bilhões de dólares, embora não seja comparável à "perda da inocência" das vítimas, disseram nesta quarta-feira dois especialistas em um simpósio sobre o tema em Roma.
"É provavelmente razoável estimar que o verdadeiro custo da crise, (o dinheiro) que a Igreja teve que desembolsar em nível internacional, se situe muito acima dos 2 bilhões de dólares", indicaram os americanos Michael J. Bemi e Patricia Neal, durante uma conferência organizada na Universidade Gregoriana de Roma.
A soma inclui as indenizações e o custo ligado às investigações, aos julgamentos e aos tratamentos das vítimas.
Mas existem outros custos, que correspondem ao que poderia ter sido feito "com o dinheiro perdido para sempre": "Quantos hospitais, seminários, escolas, abrigos para mulheres maltratadas e seus filhos, estruturas de alimentação, clínicas gratuitas, etc., poderíamos ter construído?", perguntaram.
"Mas não há comparação possível", disseram, "entre qualquer quantia em dinheiro e a perda da inocência de crianças e adultos vulneráveis", que são dezenas de milhares.
Os dois especialistas, que estão à frente dos programas VIRTUS do National Catholic Services de proteção à infância, detalharam todos os males psicológicos das vítimas, os custos de longos tratamentos e os danos causados no seio das famílias.
http://br.noticias.yahoo.com/custo-dos-abusos-sexuais-igreja-supera-us-2-194916964.html
"É provavelmente razoável estimar que o verdadeiro custo da crise, (o dinheiro) que a Igreja teve que desembolsar em nível internacional, se situe muito acima dos 2 bilhões de dólares", indicaram os americanos Michael J. Bemi e Patricia Neal, durante uma conferência organizada na Universidade Gregoriana de Roma.
A soma inclui as indenizações e o custo ligado às investigações, aos julgamentos e aos tratamentos das vítimas.
Mas existem outros custos, que correspondem ao que poderia ter sido feito "com o dinheiro perdido para sempre": "Quantos hospitais, seminários, escolas, abrigos para mulheres maltratadas e seus filhos, estruturas de alimentação, clínicas gratuitas, etc., poderíamos ter construído?", perguntaram.
"Mas não há comparação possível", disseram, "entre qualquer quantia em dinheiro e a perda da inocência de crianças e adultos vulneráveis", que são dezenas de milhares.
Os dois especialistas, que estão à frente dos programas VIRTUS do National Catholic Services de proteção à infância, detalharam todos os males psicológicos das vítimas, os custos de longos tratamentos e os danos causados no seio das famílias.
http://br.noticias.yahoo.com/custo-dos-abusos-sexuais-igreja-supera-us-2-194916964.html
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Pinheirinho: Naji Nahas pode ter usado laranja para ser credor de si próprio
Jorge Lourenço/Jornal do Brasil
O empresário Naji Nahas pode ter usado um laranja para ser credor de si próprio no processo de remoção dos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos. A informação faz parte do relatório da Operação Satiagraha e foi relembrado pelo deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O ex-delegado aponta um dos advogados de Nahas, Teófilo Guiral Rocha, é dono da empresa RS Administração e Construção, credora da Selecta.
Massa falida
O processo de reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, parte da massa falida da Selecta, tem relação direta com os credores da empresa. Isso porque o terreno foi desocupado sob a justificativa de que precisava ser vendido para pagar dívidas.
Velho laranja
O relatório da Operação Satiagraha já apontava Teófilo Guiral Rocha como um dos responsáveis pela "legalização" dos negócios de Naji Nahas.
Tribunal amigo
O Pinheirinho não foi a única decisão favorável a Naji Nahas no Tribunal de Justiça de São Paulo. Recentemente, o empresário conseguiu a redução de uma de suas dívidas, que passou de R$ 6,5 milhões para... R$ 20 mil. Foi em junho do ano passado, durante o julgamento dos honorários advocatícios da Arbi Sociedade Corretora.
http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/02/01/pinheirinho-naji-nahas-pode-ter-usado-laranja-para-ser-credor-de-si-proprio/
O empresário Naji Nahas pode ter usado um laranja para ser credor de si próprio no processo de remoção dos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos. A informação faz parte do relatório da Operação Satiagraha e foi relembrado pelo deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O ex-delegado aponta um dos advogados de Nahas, Teófilo Guiral Rocha, é dono da empresa RS Administração e Construção, credora da Selecta.
Massa falida
O processo de reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, parte da massa falida da Selecta, tem relação direta com os credores da empresa. Isso porque o terreno foi desocupado sob a justificativa de que precisava ser vendido para pagar dívidas.
Velho laranja
O relatório da Operação Satiagraha já apontava Teófilo Guiral Rocha como um dos responsáveis pela "legalização" dos negócios de Naji Nahas.
Tribunal amigo
O Pinheirinho não foi a única decisão favorável a Naji Nahas no Tribunal de Justiça de São Paulo. Recentemente, o empresário conseguiu a redução de uma de suas dívidas, que passou de R$ 6,5 milhões para... R$ 20 mil. Foi em junho do ano passado, durante o julgamento dos honorários advocatícios da Arbi Sociedade Corretora.
http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/02/01/pinheirinho-naji-nahas-pode-ter-usado-laranja-para-ser-credor-de-si-proprio/
domingo, 5 de fevereiro de 2012
EUA trabalham com Israel sobre plano nuclear iraniano, diz Obama
DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que seu país está trabalhando "estreitamente" com Israel a respeito do programa nuclear iraniano.
"Minha prioridade número um continua sendo a segurança dos Estados Unidos. Mas também a segurança de Israel. E vamos nos assegurar de que trabalhamos estreitamente para resolver isto, espero que diplomaticamente", disse o presidente, em entrevista à rede de televisão "NBC".
Perguntado se acredita que Israel poderia lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares iranianas, algo que a imprensa americana tem especulado nos últimos dias, Obama assegurou não acreditar "que Israel tenha tomado esta decisão".
"Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e origine uma corrida armamentista em uma região volátil", acrescentou o presidente.
"Nosso objetivo é resolver isto diplomaticamente. Isto seria preferível. No entanto, não vamos descartar nenhuma opção", acrescentou Obama, lembrando que "qualquer tipo de atividade militar adicional no golfo (Pérsico) é desestabilizadora e tem um grande efeito para nós: pode afetar o preço do petróleo".
Perguntado se Washington seria consultado previamente caso Israel decidisse empreender uma ação militar contra o Irã, respondeu que não podia dar muitos detalhes, mas que os dois países mantêm "consultas em matéria militar e de inteligência mais estreitas" do que nunca no passado.
Também descartou a possibilidade de que o regime de Teerã ataque alvos americanos em represália, caso tal agressão ocorra da parte de Israel. "Não vemos nenhuma prova de que tenham esta intenção ou a capacidade para fazê-lo", afirmou.
O presidente americano reiterou a confiança nos meios diplomáticos para influenciar o regime iraniano. "Mobilizamos a comunidade internacional de uma forma sem precedentes. O Irã está sentindo a pressão", garantiu.
O chanceler iraniano, Aigdor Lieberman, chega a Washington esta segunda-feira e o premier israelense, Benjamin Netanyahu, visitará o país no começo de março, embora não tenha sido confirmado um encontro com Obama.
Apesar das suspeitas do Ocidente de que o programa nuclear iraniano esconde fins militares, Teerã assegura que só tens objetivos civis, para geração de energia.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1044403-eua-trabalham-com-israel-sobre-plano-nuclear-iraniano-diz-obama.shtml
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que seu país está trabalhando "estreitamente" com Israel a respeito do programa nuclear iraniano.
"Minha prioridade número um continua sendo a segurança dos Estados Unidos. Mas também a segurança de Israel. E vamos nos assegurar de que trabalhamos estreitamente para resolver isto, espero que diplomaticamente", disse o presidente, em entrevista à rede de televisão "NBC".
Perguntado se acredita que Israel poderia lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares iranianas, algo que a imprensa americana tem especulado nos últimos dias, Obama assegurou não acreditar "que Israel tenha tomado esta decisão".
"Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e origine uma corrida armamentista em uma região volátil", acrescentou o presidente.
"Nosso objetivo é resolver isto diplomaticamente. Isto seria preferível. No entanto, não vamos descartar nenhuma opção", acrescentou Obama, lembrando que "qualquer tipo de atividade militar adicional no golfo (Pérsico) é desestabilizadora e tem um grande efeito para nós: pode afetar o preço do petróleo".
Perguntado se Washington seria consultado previamente caso Israel decidisse empreender uma ação militar contra o Irã, respondeu que não podia dar muitos detalhes, mas que os dois países mantêm "consultas em matéria militar e de inteligência mais estreitas" do que nunca no passado.
Também descartou a possibilidade de que o regime de Teerã ataque alvos americanos em represália, caso tal agressão ocorra da parte de Israel. "Não vemos nenhuma prova de que tenham esta intenção ou a capacidade para fazê-lo", afirmou.
O presidente americano reiterou a confiança nos meios diplomáticos para influenciar o regime iraniano. "Mobilizamos a comunidade internacional de uma forma sem precedentes. O Irã está sentindo a pressão", garantiu.
O chanceler iraniano, Aigdor Lieberman, chega a Washington esta segunda-feira e o premier israelense, Benjamin Netanyahu, visitará o país no começo de março, embora não tenha sido confirmado um encontro com Obama.
Apesar das suspeitas do Ocidente de que o programa nuclear iraniano esconde fins militares, Teerã assegura que só tens objetivos civis, para geração de energia.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1044403-eua-trabalham-com-israel-sobre-plano-nuclear-iraniano-diz-obama.shtml
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
EUA admitem que sabiam de roubo de bebês pela ditadura argentina
Escrito por: Luciana Taddeo/Ópera Mundi
O ex-secretário de Direitos Humanos do Departamento de Estado norte-americano entre 1981 e 1985, Elliot Abrams, admitiu nesta quinta-feira (26/01) que sabia que os militares argentinos tinham um plano para o roubo e apropriação ilegal de bebês nascidos em centros clandestinos de prisão durante a ditadura do país (1976-1983).
.
"Estávamos a par de que algumas crianças tinham sido roubadas quando os pais estavam presos ou mortos", afirmou, em depoimento, feito por meio de vídeo-conferência entre juízes de um tribunal oral federal de Buenos Aires e o consulado argentino em Washington. "Sabíamos que não eram só uma ou duas crianças, mas que existia um padrão, um plano, porque havia muita gente que estava sendo assassinada ou presa", complementou.
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Calcula-se que 500 bebês tenham sido roubados e tido sua identidade ocultada durante a repressão argentina. Para encontrá-los, um grupo de mães de presos clandestinamente na época, por razões políticas, se juntaram em uma associação conhecida como "Avós da Praça de Maio", para tentar encontrar seus netos desaparecidos. Segundo o norte-americano, as crianças foram entregues a "famílias leais" ao regime militar.
.
Abrams, que atuou no Departamento de Estado dos EUA durante o mandato do presidente republicano Ronald Regan (1980-1988), prestou depoimento como testemunha do julgamento, iniciado em fevereiro de 2001, pelo roubo e apropriação ilegal de 34 bebês, no qual estão sendo processados os ex-ditadores Jorge Rafael Videla e Reynaldo Bignone, atualmente condenados e presos por outros crimes cometidos na época.
.
O ex-funcionário norte-americano afirmou ainda que como a desaparição de bebês poderia gerar um "enorme conteúdo humanitário e político", sugeriu ao ex-embaixador argentino em Washington no período, Lucio García del Solar, em 1982, que a Igreja "poderia ajudar" a mediar "este problema terrível". "Enquanto os desaparecidos estavam mortos, estas crianças estavam vivas e isso era, por um lado, o mais grave do problema humanitário", diz.
.
O relato da conversa, registrado em um memorando ao então secretario de Estado, George Schultz, é um dos 4677 despachos secretos sobre a repressão argentina abertos pelos EUA em agosto de 2002, e foi entregue às Avós da Praça de Maio no ano passado. Segundo Abrams, o então embaixador também se mostrou preocupado, afirmando que já tinha reportado o assunto às autoridades argentinas.
.
Apesar da existência de muitos governos militares na época, Abrams diz não lembrar de outro caso como o argentino, que implicou além do roubo e apropriação de bebês, em torturas, assassinatos e desaparições. "Foi o pior caso", afirmou, sobre as violações aos Direitos Humanos cometidas na região.
http://www.cut.org.br/agencia-de-noticias/47216/eua-admitem-que-sabiam-de-roubo-de-bebes-pela-ditadura-argentina
O ex-secretário de Direitos Humanos do Departamento de Estado norte-americano entre 1981 e 1985, Elliot Abrams, admitiu nesta quinta-feira (26/01) que sabia que os militares argentinos tinham um plano para o roubo e apropriação ilegal de bebês nascidos em centros clandestinos de prisão durante a ditadura do país (1976-1983).
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"Estávamos a par de que algumas crianças tinham sido roubadas quando os pais estavam presos ou mortos", afirmou, em depoimento, feito por meio de vídeo-conferência entre juízes de um tribunal oral federal de Buenos Aires e o consulado argentino em Washington. "Sabíamos que não eram só uma ou duas crianças, mas que existia um padrão, um plano, porque havia muita gente que estava sendo assassinada ou presa", complementou.
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Calcula-se que 500 bebês tenham sido roubados e tido sua identidade ocultada durante a repressão argentina. Para encontrá-los, um grupo de mães de presos clandestinamente na época, por razões políticas, se juntaram em uma associação conhecida como "Avós da Praça de Maio", para tentar encontrar seus netos desaparecidos. Segundo o norte-americano, as crianças foram entregues a "famílias leais" ao regime militar.
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Abrams, que atuou no Departamento de Estado dos EUA durante o mandato do presidente republicano Ronald Regan (1980-1988), prestou depoimento como testemunha do julgamento, iniciado em fevereiro de 2001, pelo roubo e apropriação ilegal de 34 bebês, no qual estão sendo processados os ex-ditadores Jorge Rafael Videla e Reynaldo Bignone, atualmente condenados e presos por outros crimes cometidos na época.
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O ex-funcionário norte-americano afirmou ainda que como a desaparição de bebês poderia gerar um "enorme conteúdo humanitário e político", sugeriu ao ex-embaixador argentino em Washington no período, Lucio García del Solar, em 1982, que a Igreja "poderia ajudar" a mediar "este problema terrível". "Enquanto os desaparecidos estavam mortos, estas crianças estavam vivas e isso era, por um lado, o mais grave do problema humanitário", diz.
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O relato da conversa, registrado em um memorando ao então secretario de Estado, George Schultz, é um dos 4677 despachos secretos sobre a repressão argentina abertos pelos EUA em agosto de 2002, e foi entregue às Avós da Praça de Maio no ano passado. Segundo Abrams, o então embaixador também se mostrou preocupado, afirmando que já tinha reportado o assunto às autoridades argentinas.
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Apesar da existência de muitos governos militares na época, Abrams diz não lembrar de outro caso como o argentino, que implicou além do roubo e apropriação de bebês, em torturas, assassinatos e desaparições. "Foi o pior caso", afirmou, sobre as violações aos Direitos Humanos cometidas na região.
http://www.cut.org.br/agencia-de-noticias/47216/eua-admitem-que-sabiam-de-roubo-de-bebes-pela-ditadura-argentina
Abusar de açúcar é tão nocivo quanto ingerir álcool em excesso, dizem especialistas
Por Justin Sullivan | AFP
Ingerir açúcar demais é tão nocivo para a saúde quanto o abuso de álcool, afirmam três cientistas americanos, que defendem a adoção de restrições ao consumo, como as impostas às bebidas alcoólicas e ao tabaco.
Para reduzir o consumo, os cientistas propuseram adotar uma taxa para as bebidas e os alimentos que contenham açúcar agregado, em particular a frutose, segundo artigo publicado na revista científica Nature.
De acordo com Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, o consumo abusivo de açúcar é tão nocivo que eles propõem que se proíba a venda de bebidas açucaradas a menores de 17 anos.
Doenças não transmissíveis, como cardiopatias, diabetes ou câncer, contribuem para a morte de 35 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, afirmaram os especialistas, destacando o papel do açúcar no avanço destas patologias.
Os efeitos do consumo excessivo de açúcar podem ser similares aos do abuso de álcool, favorecendo a hipertensão, o diabetes e os riscos cardíacos.
Segundo o estudo, o consumo de açúcar em todo o mundo triplicou nos últimos 50 anos.
http://br.noticias.yahoo.com/abusar-a%C3%A7%C3%BAcar-%C3%A9-t%C3%A3o-nocivo-ingerir-%C3%A1lcool-excesso-203923755.html
Ingerir açúcar demais é tão nocivo para a saúde quanto o abuso de álcool, afirmam três cientistas americanos, que defendem a adoção de restrições ao consumo, como as impostas às bebidas alcoólicas e ao tabaco.
Para reduzir o consumo, os cientistas propuseram adotar uma taxa para as bebidas e os alimentos que contenham açúcar agregado, em particular a frutose, segundo artigo publicado na revista científica Nature.
De acordo com Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, o consumo abusivo de açúcar é tão nocivo que eles propõem que se proíba a venda de bebidas açucaradas a menores de 17 anos.
Doenças não transmissíveis, como cardiopatias, diabetes ou câncer, contribuem para a morte de 35 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, afirmaram os especialistas, destacando o papel do açúcar no avanço destas patologias.
Os efeitos do consumo excessivo de açúcar podem ser similares aos do abuso de álcool, favorecendo a hipertensão, o diabetes e os riscos cardíacos.
Segundo o estudo, o consumo de açúcar em todo o mundo triplicou nos últimos 50 anos.
http://br.noticias.yahoo.com/abusar-a%C3%A7%C3%BAcar-%C3%A9-t%C3%A3o-nocivo-ingerir-%C3%A1lcool-excesso-203923755.html
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Crack cresce no Brasil por causa de queda nos EUA, diz ‘WSJ’
Sílvio Guedes Crespo
A Cracolândia paulistana foi parar na primeira página da edição de fim de semana do “Wall Street Journal“, em uma reportagem com o título “Mercado emergente do Brasil: o crack”.
O texto afirma que a Cracolândia está inserida em um contexto internacional, em que os produtores de coca buscam novos mercados no mundo por causa da queda no consumo de cocaína e de crack nos Estados Unidos.
“Um surto de crack que lembra aquele que devastou cidades dos EUA nos anos 1980 começa a tomar conta desta nação sul-americana [o Brasil], à medida que traficantes com dificuldade de vender dentro dos EUA estão desbravando mercados em outros lugares”, afirma o repórter John Lyons.
Segundo o “Journal”, os EUA continua sendo o maior mercado de cocaína do mundo, mas está diminuindo. Em dez anos, o consumo do produto no país caiu 38%, de 267 toneladas em 1998 para 165 em 2008. Já na Europa, esse mercado ilegal dobrou no mesmo período, passando de 63 toneladas anuais para 126.
Nesse contexto, o Brasil surge não só como um mercado consumidor, como um entreposto por onde a mercadoria passa antes de ir à Europa. Há mais de um ano, outro jornal, o britânico “Financial Times“, já comentara que o Brasil, especificamente o Aeroporto Internacional de Guarulhos, teria se tornado o principal ponto de exportação da cocaína sul-americana.
Agora, o “Journal” explica que a quantidade de cocaína sul-americana que passa pelo Brasil antes de ir à Europa dobrou (o diário não diz exatamente em que período nem cita as fontes), o que contribui para aumentar o consumo também dentro do País. Nesse ambiente, a pedra, subproduto da cocaína, torna-se popular entre os consumidores que não têm condições de comprar o pó.
“O Brasil ilustra uma tendência global. Traficantes de cocaína estão cada vez mais explorando novos mercados para compensar o forte declínio no uso da droga nos EUA nos últimos anos”, afirma a reportagem. Segundo o “Journal”, 80% da cocaína que chega ao Brasil vem da Bolívia.
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/01/23/cracolandia-cresce-no-brasil-apos-repressao-nos-eua-diz-wsj/
A Cracolândia paulistana foi parar na primeira página da edição de fim de semana do “Wall Street Journal“, em uma reportagem com o título “Mercado emergente do Brasil: o crack”.
O texto afirma que a Cracolândia está inserida em um contexto internacional, em que os produtores de coca buscam novos mercados no mundo por causa da queda no consumo de cocaína e de crack nos Estados Unidos.
“Um surto de crack que lembra aquele que devastou cidades dos EUA nos anos 1980 começa a tomar conta desta nação sul-americana [o Brasil], à medida que traficantes com dificuldade de vender dentro dos EUA estão desbravando mercados em outros lugares”, afirma o repórter John Lyons.
Segundo o “Journal”, os EUA continua sendo o maior mercado de cocaína do mundo, mas está diminuindo. Em dez anos, o consumo do produto no país caiu 38%, de 267 toneladas em 1998 para 165 em 2008. Já na Europa, esse mercado ilegal dobrou no mesmo período, passando de 63 toneladas anuais para 126.
Nesse contexto, o Brasil surge não só como um mercado consumidor, como um entreposto por onde a mercadoria passa antes de ir à Europa. Há mais de um ano, outro jornal, o britânico “Financial Times“, já comentara que o Brasil, especificamente o Aeroporto Internacional de Guarulhos, teria se tornado o principal ponto de exportação da cocaína sul-americana.
Agora, o “Journal” explica que a quantidade de cocaína sul-americana que passa pelo Brasil antes de ir à Europa dobrou (o diário não diz exatamente em que período nem cita as fontes), o que contribui para aumentar o consumo também dentro do País. Nesse ambiente, a pedra, subproduto da cocaína, torna-se popular entre os consumidores que não têm condições de comprar o pó.
“O Brasil ilustra uma tendência global. Traficantes de cocaína estão cada vez mais explorando novos mercados para compensar o forte declínio no uso da droga nos EUA nos últimos anos”, afirma a reportagem. Segundo o “Journal”, 80% da cocaína que chega ao Brasil vem da Bolívia.
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/01/23/cracolandia-cresce-no-brasil-apos-repressao-nos-eua-diz-wsj/
Justiça de Israel mantém lei polêmica sobre palestinos
A Suprema Corte de Israel manteve nesta quinta-feira uma polêmica lei que proíbe que palestinos casados com israelenses tenham direito a cidadania e residência no país.
A corte considerou a lei válida sob o argumento de que os palestinos poderiam significar um risco à segurança do país.
Grupos de defesa dos direitos humanos haviam promovido uma campanha para tentar derrubar a lei, em vigor desde 2003.
Eles classificaram a decisão da Justiça de "racista" e disseram que ela prejudica a proteção dos direitos humanos em Israel.
Um juiz da Suprema Corte afirmou que os direitos humanos não poderiam ser "uma receita para o suicídio nacional".
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/01/12/justica-de-israel-mantem-lei-polemica-sobre-palestinos.htm
A corte considerou a lei válida sob o argumento de que os palestinos poderiam significar um risco à segurança do país.
Grupos de defesa dos direitos humanos haviam promovido uma campanha para tentar derrubar a lei, em vigor desde 2003.
Eles classificaram a decisão da Justiça de "racista" e disseram que ela prejudica a proteção dos direitos humanos em Israel.
Um juiz da Suprema Corte afirmou que os direitos humanos não poderiam ser "uma receita para o suicídio nacional".
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/01/12/justica-de-israel-mantem-lei-polemica-sobre-palestinos.htm
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Acusada de ser contra a qualidade da internet, Oi nega intenção de "anular" metas da Anatel
Para movimentos pela democratização da comunicação, metas são conquista da sociedade
Escrito por: Redação da Rede Brasil Atual
A Oi divulgou nota pública nesta segunda-feira (30) em resposta à mobilização na internet que acusa a companhia de ser contra a qualidade do serviço de banda larga. A operadora de telefonia fixa e celular e de TV por assinatura sustenta ser favorável à "adoção de um sistema de medição de qualidade da rede de banda larga", mas critica o modelo proposto pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) para estabelecer metas para a oferta de internet em alta velocidade para dispositivos móveis.
Nesta quarta-feira (1º), daqui a dois dias, termina o prazo para uma consulta pública da Anatel sobre a proposta da Oi de alterar as metas de qualidade para se oferecer serviço de acesso à internet banda larga móvel – 3G e celular. Ativistas ligados ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e à Campanha Banda Larga consideram que a adoção das metas é uma conquista da sociedade, obtida a partir de mobilização em redes sociais em outubro de 2011.
Segundo a Oi, a proposta da Anatel de exigir metas de velocidade mínima e média inclui aspectos que "não dependem exclusivamente das operadoras" de telecomunicações. Ainda de acordo com a empresa, o desempenho da conexão estaria associado a questões como a característica do site acessado, conexões internacionais, redes de outras empresas, servidor e computador usado pelo consumidor, entre outros.
"Não é prática internacional o estabelecimento de metas de uma rede que utiliza premissas estatísticas para o dimensionamento das ofertas de banda larga, uma vez que o próprio uso estatístico é dinâmico e evolutivo, pois depende da carga dos conteúdos de texto, áudio ou vídeo", prega a nota da Oi.
A empresa alega ter adotado padrões técnicos empregados na Europa e nos Estados Unidos para propor a alteração que deu origem à consulta pública. A Oi afirma ainda que, apesar de o regimento da Anatel chamar de "anulação" o pedido de revisão, a intenção da empresa é apenas promover ajustes. "A Oi reitera o seu compromisso com a qualidade e com o consumidor e acredita que o regulamento de qualidade da Anatel possa ser aprimorado seguindo os padrões internacionais", conclui a nota.
Desde às 16h desta segunda, usuários de redes sociais como Twitter e Facebook concentram suas manifestações com a hashtag "#OiContraQualidade". O objetivo da mobilização é pressionar a Oi e a Anatel a manter a resolução original. "As metas foram conseguidas após outra manifestação parecida, em outubro do ano passado, com forte participação dos consumidores", sustenta o Idec.
Em outubro, foram 80 mil mensagens enviadas à Anatel, segundo os organizadores da campanha. Caso a medida seja aplicada, haverá critérios definidos para avaliar o serviço, incluindo velocidade mínima e média exigida. Atualmente, por ser um serviço exercido a partir de concessão em caráter privado, não há planos de universalização nem parâmetros de qualidade.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47213/acusada-de-ser-contra-a-qualidade-da-internet-oi-nega-intencao-de-anular-metas-da-anatel
Escrito por: Redação da Rede Brasil Atual
A Oi divulgou nota pública nesta segunda-feira (30) em resposta à mobilização na internet que acusa a companhia de ser contra a qualidade do serviço de banda larga. A operadora de telefonia fixa e celular e de TV por assinatura sustenta ser favorável à "adoção de um sistema de medição de qualidade da rede de banda larga", mas critica o modelo proposto pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) para estabelecer metas para a oferta de internet em alta velocidade para dispositivos móveis.
Nesta quarta-feira (1º), daqui a dois dias, termina o prazo para uma consulta pública da Anatel sobre a proposta da Oi de alterar as metas de qualidade para se oferecer serviço de acesso à internet banda larga móvel – 3G e celular. Ativistas ligados ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e à Campanha Banda Larga consideram que a adoção das metas é uma conquista da sociedade, obtida a partir de mobilização em redes sociais em outubro de 2011.
Segundo a Oi, a proposta da Anatel de exigir metas de velocidade mínima e média inclui aspectos que "não dependem exclusivamente das operadoras" de telecomunicações. Ainda de acordo com a empresa, o desempenho da conexão estaria associado a questões como a característica do site acessado, conexões internacionais, redes de outras empresas, servidor e computador usado pelo consumidor, entre outros.
"Não é prática internacional o estabelecimento de metas de uma rede que utiliza premissas estatísticas para o dimensionamento das ofertas de banda larga, uma vez que o próprio uso estatístico é dinâmico e evolutivo, pois depende da carga dos conteúdos de texto, áudio ou vídeo", prega a nota da Oi.
A empresa alega ter adotado padrões técnicos empregados na Europa e nos Estados Unidos para propor a alteração que deu origem à consulta pública. A Oi afirma ainda que, apesar de o regimento da Anatel chamar de "anulação" o pedido de revisão, a intenção da empresa é apenas promover ajustes. "A Oi reitera o seu compromisso com a qualidade e com o consumidor e acredita que o regulamento de qualidade da Anatel possa ser aprimorado seguindo os padrões internacionais", conclui a nota.
Desde às 16h desta segunda, usuários de redes sociais como Twitter e Facebook concentram suas manifestações com a hashtag "#OiContraQualidade". O objetivo da mobilização é pressionar a Oi e a Anatel a manter a resolução original. "As metas foram conseguidas após outra manifestação parecida, em outubro do ano passado, com forte participação dos consumidores", sustenta o Idec.
Em outubro, foram 80 mil mensagens enviadas à Anatel, segundo os organizadores da campanha. Caso a medida seja aplicada, haverá critérios definidos para avaliar o serviço, incluindo velocidade mínima e média exigida. Atualmente, por ser um serviço exercido a partir de concessão em caráter privado, não há planos de universalização nem parâmetros de qualidade.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47213/acusada-de-ser-contra-a-qualidade-da-internet-oi-nega-intencao-de-anular-metas-da-anatel
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
'Operação Pinheirinho': custo ultrapassa R$ 100 milhões
Levantamento realizado por O VALE considera despesas com planejamento, aparato policial, abrigo e programas habitacionais para as famílias desalojadas; maior parte do dinheiro sairá dos cofres públicos
Carolina Teodora
São José dos Campos
A Operação Pinheirinho terá um custo final de pelo menos R$ 109,4 milhões, sendo mais de R$ 103 milhões dos cofres públicos.
O levantamento feito pelo O VALE com base em dados oficiais mostra que o maior investimento será na construção das moradias para abrigar as famílias do acampamento: R$ 88 milhões.
Até que o conjunto habitacional fique pronto, os sem-teto vão receber um ‘aluguel social’ de R$ 500 mensais que vai atingir a cifra de R$ 9 milhões em 18 meses --prazo previsto para a construção.
Somente na ação de desocupação da área foram investidos mais de R$ 5 milhões na mobilização e infraestrutura aos policiais e aluguel das máquinas para demolição das casas. No abrigo aos desalojados foram gastos cerca de R$ 3,5 milhões.
O VALE considera como operação o planejamento, desocupação, abrigo e programas habitacionais para a dar solução ao caso.
Júlio Aparecido da Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, considerou o custo alto, mas necessário.
“A minha preocupação é com a fila da habitação que será furada, mas isso é necessário”, afirmou.
Planilha. A planilha considera itens como a diária que será paga aos 850 policiais de outras cidades que participaram da ação por terem se deslocado de suas sedes.
Dona do terreno, a massa falida da Selecta gastou cerca de R$ 4 milhões com a estrutura da PM, demolição e mudança dos móveis.
A prefeitura mantém em sigilo o dinheiro empenhado para abrigar as 1.200 pessoas que estão nos abrigos. Empresas do setor estimam que esse custo varie de R$ 3 milhões a R$ 3,5 milhões.
A prefeitura vai gastar ainda com o pagamento de horas extras a servidores.
Empresa tentou mediar regularização
São José dos Campos
O impasse envolvendo o Pinheirinho poderia ter sido resolvido sem a retirada dos moradores, prejuízos aos cofres públicos e privados ou intervenção do poder público.
É o que afirma o advogado André Albuquerque, fundador da empresa Terra Nova, com sede no Paraná, especializada em regularização fundiária.
Segundo ele, vereadores de São José o convidaram em 2008 para analisar o caso do Pinheirinho. Entre os parlamentares que fizeram o convite estava o Robertinho da Padaria (PPS), que teve sua padaria incendiada após conflito.
“Analisei a situação, fiz um projeto e uma reunião com líderes do movimento e representantes da massa falida, que estavam interessados na questão. Essa etapa levou cerca de dois anos”, disse.
“Mas a reunião mais importante que foi marcada na Câmara, em 2010, foi boicotada pelos líderes do movimento, que disseram que não iriam fazer acordo nenhum, muito menos para os moradores terem que pagar por suas casas. Estava todo mundo na reunião, menos os moradores do Pinheirinho”, acrescentou.
De acordo com o pré-projeto que ele havia elaborado, cada família iria pagar entre R$ 3.000 e R$ 6.000 pelo lote de suas casas, com prestações entre R$ 60 a R$ 100 por dez anos.
A maior parte do valor seria repassado à massa falida proprietária do terreno. Com o acordo firmado, morador iria pagar sua casa e empresa receber seu dinheiro, a Justiça que estudava o processo de reintegração da posse dava o caso como encerrado.
http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/operac-o-pinheirinho-custo-ultrapassa-r-100-milh-es-1.212763
Carolina Teodora
São José dos Campos
A Operação Pinheirinho terá um custo final de pelo menos R$ 109,4 milhões, sendo mais de R$ 103 milhões dos cofres públicos.
O levantamento feito pelo O VALE com base em dados oficiais mostra que o maior investimento será na construção das moradias para abrigar as famílias do acampamento: R$ 88 milhões.
Até que o conjunto habitacional fique pronto, os sem-teto vão receber um ‘aluguel social’ de R$ 500 mensais que vai atingir a cifra de R$ 9 milhões em 18 meses --prazo previsto para a construção.
Somente na ação de desocupação da área foram investidos mais de R$ 5 milhões na mobilização e infraestrutura aos policiais e aluguel das máquinas para demolição das casas. No abrigo aos desalojados foram gastos cerca de R$ 3,5 milhões.
O VALE considera como operação o planejamento, desocupação, abrigo e programas habitacionais para a dar solução ao caso.
Júlio Aparecido da Rocha, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, considerou o custo alto, mas necessário.
“A minha preocupação é com a fila da habitação que será furada, mas isso é necessário”, afirmou.
Planilha. A planilha considera itens como a diária que será paga aos 850 policiais de outras cidades que participaram da ação por terem se deslocado de suas sedes.
Dona do terreno, a massa falida da Selecta gastou cerca de R$ 4 milhões com a estrutura da PM, demolição e mudança dos móveis.
A prefeitura mantém em sigilo o dinheiro empenhado para abrigar as 1.200 pessoas que estão nos abrigos. Empresas do setor estimam que esse custo varie de R$ 3 milhões a R$ 3,5 milhões.
A prefeitura vai gastar ainda com o pagamento de horas extras a servidores.
Empresa tentou mediar regularização
São José dos Campos
O impasse envolvendo o Pinheirinho poderia ter sido resolvido sem a retirada dos moradores, prejuízos aos cofres públicos e privados ou intervenção do poder público.
É o que afirma o advogado André Albuquerque, fundador da empresa Terra Nova, com sede no Paraná, especializada em regularização fundiária.
Segundo ele, vereadores de São José o convidaram em 2008 para analisar o caso do Pinheirinho. Entre os parlamentares que fizeram o convite estava o Robertinho da Padaria (PPS), que teve sua padaria incendiada após conflito.
“Analisei a situação, fiz um projeto e uma reunião com líderes do movimento e representantes da massa falida, que estavam interessados na questão. Essa etapa levou cerca de dois anos”, disse.
“Mas a reunião mais importante que foi marcada na Câmara, em 2010, foi boicotada pelos líderes do movimento, que disseram que não iriam fazer acordo nenhum, muito menos para os moradores terem que pagar por suas casas. Estava todo mundo na reunião, menos os moradores do Pinheirinho”, acrescentou.
De acordo com o pré-projeto que ele havia elaborado, cada família iria pagar entre R$ 3.000 e R$ 6.000 pelo lote de suas casas, com prestações entre R$ 60 a R$ 100 por dez anos.
A maior parte do valor seria repassado à massa falida proprietária do terreno. Com o acordo firmado, morador iria pagar sua casa e empresa receber seu dinheiro, a Justiça que estudava o processo de reintegração da posse dava o caso como encerrado.
http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/operac-o-pinheirinho-custo-ultrapassa-r-100-milh-es-1.212763
Participe da reação contra a proposta absurda da OI!
A Oi entrou com um pedido de anulação das metas de qualidade para a banda larga definidas em outubro pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essa atitude demonstra que a empresa não tem nenhum compromisso com a oferta de um serviço de internet de qualidade – nem na banda larga fixa, nem na móvel – via celular ou modem 3G.
A definição dessas metas foi uma conquista da sociedade, que pressionou a agência a adotar, pela primeira vez, parâmetros rigorosos para a qualidade da banda larga, que ainda nem entraram em vigor. O pedido de anulação está nas mãos da Anatel, que abriu uma consulta pública até 1º de fevereiro para ouvir a opinião da sociedade sobre o assunto. Precisamos nos manifestar para impedir qualquer retrocesso!
O Idec produziu uma campanha para reações em massa sobre o tema, com apoio da Campanha Banda Larga é um direito seu! O Avaaz também produziu uma campanha sobre o tema. Entrem e divulguem.
Na segunda-feira, dia 30, haverá um tuitaço para divulgar as campanhas. A ideia é concentrar os tweets por volta de 16h. Algumas sugestões de frases vão abaixo.
#Oicontraqualidade Diga não à proposta da Oi de derrubar os parâmetros de qualidade para a internet! bit.ly/y30A3D @digaoi
#Oicontraqualidade Não deixe a Anatel aceitar a chantagem da Oi contra a qualidade na internet! bit.ly/y30A3D @digaoi
#Oicontraqualidade A Oi é contra a qualidade da internet. Simples assim. Não deixe a Anatel ceder às pressões! bit.ly/y30A3D @digaoi
É importante deixar claro que o pedido da Oi não se sustenta porque:
As metas foram amplamente discutidas e passaram por consulta pública no segundo semestre de 2011. Não faz sentido rever uma decisão tomada há três meses!
Há anos, as teles são campeãs de reclamação nos órgãos de defesa do consumidor. Elas já demonstraram que não têm disposição para resolver esse problema por conta própria.
Em 90% dos municípios brasileiros, não há competição entre os serviços de banda larga, nem na fixa nem na móvel. Se a prestadora não oferece um serviço de qualidade, o consumidor não tem opção!
As metas adotadas estão tecnicamente fundamentadas e não há nenhum motivo para anulação de nenhuma delas.
Entre na página preparada pelo Idec/Campanha Banda larga é um direito seu! e mande sua contribuição para a consulta da Anatel:
http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/oicontraqualidade
Fonte: http://campanhabandalarga.org.br/index.php/2012/01/26/participe-da-reacao-contra-a-proposta-absurda-da-oi/
A definição dessas metas foi uma conquista da sociedade, que pressionou a agência a adotar, pela primeira vez, parâmetros rigorosos para a qualidade da banda larga, que ainda nem entraram em vigor. O pedido de anulação está nas mãos da Anatel, que abriu uma consulta pública até 1º de fevereiro para ouvir a opinião da sociedade sobre o assunto. Precisamos nos manifestar para impedir qualquer retrocesso!
O Idec produziu uma campanha para reações em massa sobre o tema, com apoio da Campanha Banda Larga é um direito seu! O Avaaz também produziu uma campanha sobre o tema. Entrem e divulguem.
Na segunda-feira, dia 30, haverá um tuitaço para divulgar as campanhas. A ideia é concentrar os tweets por volta de 16h. Algumas sugestões de frases vão abaixo.
#Oicontraqualidade Diga não à proposta da Oi de derrubar os parâmetros de qualidade para a internet! bit.ly/y30A3D @digaoi
#Oicontraqualidade Não deixe a Anatel aceitar a chantagem da Oi contra a qualidade na internet! bit.ly/y30A3D @digaoi
#Oicontraqualidade A Oi é contra a qualidade da internet. Simples assim. Não deixe a Anatel ceder às pressões! bit.ly/y30A3D @digaoi
É importante deixar claro que o pedido da Oi não se sustenta porque:
As metas foram amplamente discutidas e passaram por consulta pública no segundo semestre de 2011. Não faz sentido rever uma decisão tomada há três meses!
Há anos, as teles são campeãs de reclamação nos órgãos de defesa do consumidor. Elas já demonstraram que não têm disposição para resolver esse problema por conta própria.
Em 90% dos municípios brasileiros, não há competição entre os serviços de banda larga, nem na fixa nem na móvel. Se a prestadora não oferece um serviço de qualidade, o consumidor não tem opção!
As metas adotadas estão tecnicamente fundamentadas e não há nenhum motivo para anulação de nenhuma delas.
Entre na página preparada pelo Idec/Campanha Banda larga é um direito seu! e mande sua contribuição para a consulta da Anatel:
http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/oicontraqualidade
Fonte: http://campanhabandalarga.org.br/index.php/2012/01/26/participe-da-reacao-contra-a-proposta-absurda-da-oi/
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Manifesto contra ação no Pinheirinho causa desconforto em evento tucano
Jornal do Brasil - Jorge Lourenço
O Prêmio Governador do Estado para a Cultura em São Paulo acabou se voltando contra os seus próprios organizadores, os tucanos. Durante a premiação, os vencedores na categoria voto popular, os cineastas Marcos Dutra e Juliana Rojas, aproveitaram a oportunidade para fazer um manifesto contra a ação no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Constrangimento
Algumas pessoas da plateia protestaram contra o discurso em determinado momento e a organização tentou interrompê-lo em função da demora. O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo, foi o mais constrangido. Ele estava ao lado dos artistas durante o discurso e não sabia para onde olhar. Ao contrário da grande maioria dos convidados, ele não aplaudiu os cineastas.
Ataque
"Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital. De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada - numa batalha em que um exército ataca civis (...) Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?", questionou Juliana Rojas.
http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/01/26/manifesto-contra-acao-no-pinheirinho-causa-desconforto-em-evento-tucano/
O Prêmio Governador do Estado para a Cultura em São Paulo acabou se voltando contra os seus próprios organizadores, os tucanos. Durante a premiação, os vencedores na categoria voto popular, os cineastas Marcos Dutra e Juliana Rojas, aproveitaram a oportunidade para fazer um manifesto contra a ação no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Constrangimento
Algumas pessoas da plateia protestaram contra o discurso em determinado momento e a organização tentou interrompê-lo em função da demora. O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo, foi o mais constrangido. Ele estava ao lado dos artistas durante o discurso e não sabia para onde olhar. Ao contrário da grande maioria dos convidados, ele não aplaudiu os cineastas.
Ataque
"Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital. De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada - numa batalha em que um exército ataca civis (...) Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?", questionou Juliana Rojas.
http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/01/26/manifesto-contra-acao-no-pinheirinho-causa-desconforto-em-evento-tucano/
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
EUA e Israel criam nova doutrina dos 'assassinatos seletivos preventivos'
Por Reginaldo Mattar Nasser
Está circulando pelos blogs e redes sociais trecho de um programa de TV paga em que um dos comentaristas, Sr Caio Blinder (assista aqui e aqui) ) , apoia o “assassinato” de cientistas que participam do “programa de enriquecimento de urânio do Estado Terrorista iraniano”. Argumenta que é “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”. O tema já foi intensamente debatido nos EUA, em 2007, quando o professor de direito Glenn Reynolds criticou o presidente Bush por não fazer o suficiente para parar o programa nuclear iraniano (vejam só Bush acusado de ser soft demais!) e, em seguida, defendeu que os EUA deveriam assassinar líderes religiosos e cientistas nucleares iranianos com o objetivo de intimidar o governo do Irã. Portanto, se nos EUA a justificativa para esse tipo de crime não é algo incomum, no Brasil - salvo engano meu - é a primeira vez que aparece publicamente nos meios de comunicação e por isso julgo necessário tecer algumas considerações.
Casos
No dia 11 de Janeiro de 2012, Ahmadi Roshan, engenheiro químico da usina de enriquecimento de urânio de Natanz, foi assassinado nas ruas de Teerã após explosão de uma bomba em seu carro. É mais um de uma série de acontecimentos similares. Em dezembro de 2011, sete pessoas morreram em uma explosão em Yazd. Em 28 de novembro, uma bomba explodiu nas instalações nucleares em Isfahan. Em 12 de novembro, 17 pessoas foram mortas por uma explosão perto de Teerã.. Em 29 de novembro de 2010, o cientista Shahriari foi morto da mesma forma como Roshan, com uma bomba plantada em seu carro. Em todos os casos as autoridades dos EUA e de Israel negaram veementemente qualquer envolvimento.
Mas qual é o problema? De forma declarada ou encoberta tanto EUA, como Israel, sempre adotaram a tática do assassinato seletivo. Desde 11 de setembro, o governo dos EUA tem realizado operações similares (“assassinatos seletivos”) mesmo fora dos campos de batalha do Afeganistão e do Iraque, como no Iêmen, Paquistão, Somália, Síria e possivelmente em outros lugares, causando a morte de mais de 2 mil supostos terroristas e de incontáveis vítimas civis. A justificativa está fundamentada numa autorização legal, aprovada na Câmara e no Senado, atribuindo ao presidente o poder para adotar as medidas que julgue necessárias para impedir ou prevenir atos de terrorismo internacional contra os Estados Unidos.
Nova doutrina
É importante notar que até pouco tempo atrás a justificativa para assassinar civis pressupunha a participação direta desses nas hostilidades. Quando se diz que um assassinato seletivo é "necessário" entende-se que matar era a única maneira de evitar um ataque iminente. Mas no caso dos cientistas é praticamente impossível afirmar que matá-los era necessário para impedir o Irã de lançar um ataque nuclear iminente contra Israel ou qualquer outro país. A não ser que haja uma nova doutrina em formação: “assassinato seletivo preventivo”
Voltando ao porta-voz brasileiro dos fundamentalistas norte-americanos, o sr. Blinder, que é uma pessoa bem informada, sabe que além da quantidade e qualidade de urânio ou plutônio, a produção de armas nucleares também requer os meios para levá-las ao seu destino (mísseis e ogivas). Portanto, é um projeto que envolve grande quantidade de cientistas, engenheiros e operadores. Levando à extremidade lógica o argumento dos fundamentalistas, será preciso assassinar mais algumas centenas ou mesmo milhares de pessoas. Claro, com o nobre objetivo de evitar mais mortes! Aliás, 90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido à utilização de armas e munições produzidas no próprio EUA. Portanto, somos tentados a concluir que os responsáveis pela indústria bélica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos? A ser levada a sério essa proposta (assassinato de cientistas), não é improvável que os congressos científicos internacionais acabem se convertendo em um verdadeiro festival de tiroteios e bombas. Aliás, o suposto efeito da intimidação, pressuposto dessas ações, está gerando um efeito oposto. Cerca de 1.300 estudantes universitários iranianos pediram para mudar as suas áreas de estudo para o campo das ciências nucleares após o assassinato. Veja só Sr Blinder! Será preciso eliminar esses estudantes também porque um dia eles serão cúmplices do projeto nuclear iraniano!
Obama
Dentro da mesma linha de raciocínio o proprietário do Atlanta Jewish Times, Andrew Adler, pediu desculpas na semana passada depois de sugerir que o assassinato do presidente Obama era uma opção que deveria ser considerada pelo governo israelense, conforme relatado pelo Huffington Post (veja aqui). De acordo com Adler, Israel tem apenas três opções disponíveis para se manter seguro: 1. atacar Hezbollah e o Hamas, 2. destruir as instalações nucleares do Irã; 3. assassinar Obama!
Estranhamente o “assassinato seletivo” ocorreu três dias após a afirmação do secretario de Defesa dos EUA de que era improvável que os iranianos estivessem tentando desenvolver uma arma nuclear e no momento em que governo iraniano reiniciava as negociações com o grupo (P5 +1) para autorizar a realização de uma visita de delegados da Agência Internacional de Energia Atômica em seu pais.
Fica claro que o objetivo do assassinato dos cientistas é provocar uma forte reação da linha dura iraniana justificando, dessa forma, os famosos ataques preventivos. De acordo com reportagem na Foreign Policy (leia aqui), que teve acesso a memorandos elaborados pelo governo Bush, a Mossad usa as credenciais da CIA para recrutar membros da organização Jundallah (considerada terrorista pelo governo dos EUA) para lançar ataques contra o Irã. Como notou o analista internacional, Pierre Sprey, vivemos um daqueles raros e perigosos momentos da história, quando o “Big Oil” e os israelenses estão pressionando a Casa Branca na mesma direção. A última vez que isso aconteceu resultou na invasão do Iraque.
Reginaldo Mattar Nasser é professor de Relações Internacionais da PUC (SP) e Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e Puc-SP).
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/artigos-e-debates/2440-assassinato-seletivo-serve-para-provocar-a-guerra
Está circulando pelos blogs e redes sociais trecho de um programa de TV paga em que um dos comentaristas, Sr Caio Blinder (assista aqui e aqui) ) , apoia o “assassinato” de cientistas que participam do “programa de enriquecimento de urânio do Estado Terrorista iraniano”. Argumenta que é “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”. O tema já foi intensamente debatido nos EUA, em 2007, quando o professor de direito Glenn Reynolds criticou o presidente Bush por não fazer o suficiente para parar o programa nuclear iraniano (vejam só Bush acusado de ser soft demais!) e, em seguida, defendeu que os EUA deveriam assassinar líderes religiosos e cientistas nucleares iranianos com o objetivo de intimidar o governo do Irã. Portanto, se nos EUA a justificativa para esse tipo de crime não é algo incomum, no Brasil - salvo engano meu - é a primeira vez que aparece publicamente nos meios de comunicação e por isso julgo necessário tecer algumas considerações.
Casos
No dia 11 de Janeiro de 2012, Ahmadi Roshan, engenheiro químico da usina de enriquecimento de urânio de Natanz, foi assassinado nas ruas de Teerã após explosão de uma bomba em seu carro. É mais um de uma série de acontecimentos similares. Em dezembro de 2011, sete pessoas morreram em uma explosão em Yazd. Em 28 de novembro, uma bomba explodiu nas instalações nucleares em Isfahan. Em 12 de novembro, 17 pessoas foram mortas por uma explosão perto de Teerã.. Em 29 de novembro de 2010, o cientista Shahriari foi morto da mesma forma como Roshan, com uma bomba plantada em seu carro. Em todos os casos as autoridades dos EUA e de Israel negaram veementemente qualquer envolvimento.
Mas qual é o problema? De forma declarada ou encoberta tanto EUA, como Israel, sempre adotaram a tática do assassinato seletivo. Desde 11 de setembro, o governo dos EUA tem realizado operações similares (“assassinatos seletivos”) mesmo fora dos campos de batalha do Afeganistão e do Iraque, como no Iêmen, Paquistão, Somália, Síria e possivelmente em outros lugares, causando a morte de mais de 2 mil supostos terroristas e de incontáveis vítimas civis. A justificativa está fundamentada numa autorização legal, aprovada na Câmara e no Senado, atribuindo ao presidente o poder para adotar as medidas que julgue necessárias para impedir ou prevenir atos de terrorismo internacional contra os Estados Unidos.
Nova doutrina
É importante notar que até pouco tempo atrás a justificativa para assassinar civis pressupunha a participação direta desses nas hostilidades. Quando se diz que um assassinato seletivo é "necessário" entende-se que matar era a única maneira de evitar um ataque iminente. Mas no caso dos cientistas é praticamente impossível afirmar que matá-los era necessário para impedir o Irã de lançar um ataque nuclear iminente contra Israel ou qualquer outro país. A não ser que haja uma nova doutrina em formação: “assassinato seletivo preventivo”
Voltando ao porta-voz brasileiro dos fundamentalistas norte-americanos, o sr. Blinder, que é uma pessoa bem informada, sabe que além da quantidade e qualidade de urânio ou plutônio, a produção de armas nucleares também requer os meios para levá-las ao seu destino (mísseis e ogivas). Portanto, é um projeto que envolve grande quantidade de cientistas, engenheiros e operadores. Levando à extremidade lógica o argumento dos fundamentalistas, será preciso assassinar mais algumas centenas ou mesmo milhares de pessoas. Claro, com o nobre objetivo de evitar mais mortes! Aliás, 90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido à utilização de armas e munições produzidas no próprio EUA. Portanto, somos tentados a concluir que os responsáveis pela indústria bélica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos? A ser levada a sério essa proposta (assassinato de cientistas), não é improvável que os congressos científicos internacionais acabem se convertendo em um verdadeiro festival de tiroteios e bombas. Aliás, o suposto efeito da intimidação, pressuposto dessas ações, está gerando um efeito oposto. Cerca de 1.300 estudantes universitários iranianos pediram para mudar as suas áreas de estudo para o campo das ciências nucleares após o assassinato. Veja só Sr Blinder! Será preciso eliminar esses estudantes também porque um dia eles serão cúmplices do projeto nuclear iraniano!
Obama
Dentro da mesma linha de raciocínio o proprietário do Atlanta Jewish Times, Andrew Adler, pediu desculpas na semana passada depois de sugerir que o assassinato do presidente Obama era uma opção que deveria ser considerada pelo governo israelense, conforme relatado pelo Huffington Post (veja aqui). De acordo com Adler, Israel tem apenas três opções disponíveis para se manter seguro: 1. atacar Hezbollah e o Hamas, 2. destruir as instalações nucleares do Irã; 3. assassinar Obama!
Estranhamente o “assassinato seletivo” ocorreu três dias após a afirmação do secretario de Defesa dos EUA de que era improvável que os iranianos estivessem tentando desenvolver uma arma nuclear e no momento em que governo iraniano reiniciava as negociações com o grupo (P5 +1) para autorizar a realização de uma visita de delegados da Agência Internacional de Energia Atômica em seu pais.
Fica claro que o objetivo do assassinato dos cientistas é provocar uma forte reação da linha dura iraniana justificando, dessa forma, os famosos ataques preventivos. De acordo com reportagem na Foreign Policy (leia aqui), que teve acesso a memorandos elaborados pelo governo Bush, a Mossad usa as credenciais da CIA para recrutar membros da organização Jundallah (considerada terrorista pelo governo dos EUA) para lançar ataques contra o Irã. Como notou o analista internacional, Pierre Sprey, vivemos um daqueles raros e perigosos momentos da história, quando o “Big Oil” e os israelenses estão pressionando a Casa Branca na mesma direção. A última vez que isso aconteceu resultou na invasão do Iraque.
Reginaldo Mattar Nasser é professor de Relações Internacionais da PUC (SP) e Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e Puc-SP).
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/artigos-e-debates/2440-assassinato-seletivo-serve-para-provocar-a-guerra
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
OAB de São José dos Campos diz que houve mortos em operação no Pinheirinho
Por Bruno Bocchini e Flávia Albuquerque, da Agência Brasil | Yahoo! Notícias
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, disse hoje (23) que houve mortos na operação de reintegração de posse do terreno conhecido como Pinheirinho, na periferia da cidade. De acordo com ele, crianças estão entre as vítimas.
“O que se viu aqui é a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Ou seja, não os resolve. Nós vimos isso o dia inteiro. Há mortes, inclusive de crianças. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal [IML], e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”, disse, em entrevista à TV Brasil.
Segundo Neto, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal chegaram a atacar moradores que se refugiavam dentro de uma igreja próxima ao local. “As pessoas estavam alojadas na igreja e várias bombas foram lançadas ali, a esmo”, declarou.
O representante da OAB disse ter ficado surpreso com o aparato de guerra que foi montado em prol de uma propriedade pertencente à massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas. “O proprietário é um notório devedor de impostos, notório especulador, proibido de atuar nas bolsas de valores de 40 países. Só aqui ele é tratado tão bem”.
Desde o início da manhã de ontem (22) , a PM cumpre uma ordem da Justiça Estadual para retirar cerca de 9 mil pessoas que vivem no local há sete anos e 11 meses. O terreno integra a massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas. A Justiça Federal decidiu contra a desocupação do terreno, mas a polícia manteve a reintegração obedecendo ordem da Justiça Estadual.
A moradora Cassia Pereira manifestou sua indignação com a maneira como as famílias foram retiradas de suas casas sem que ao menos pudessem levar seus pertences. “A gente está lutando por moradia. Aqui ninguém quer guerra, ninguém quer briga, a gente quer casa, nossa moradia. Todo mundo tinha suas casas aqui construídas, e tiraram de nós, sem direito a nada. Pegamos só o que dava para carregar na mão”, disse.
O coronel Manoel Messias Melo confirmou que os policiais militares se envolveram em conflitos durante a madrugada, mas negou que a ação foi contra os moradores do Pinheirinho. “Foram vândalos e anônimos que praticaram incêndios na região. Tivemos 14 prisões e algumas apreensões de armas esta noite”, declarou.
“Agora vamos cuidar do patrimônio das pessoas. O oficial de Justiça lacrou [os imóveis] e nós guardamos o imóvel durante a noite. O oficial de justiça vai arrolar os bens. As pessoas receberam um número. Todos os bens serão etiquetados, conduzidos a um caminhão e levados para um depósito judicial ou a um endereço [fornecido] pelo morador”, disse Melo.
De acordo com o coronel, a PM vai permanecer no local até a reintegração de posse do terreno ser concretizada. “Entregue a posse ao proprietário ele deve tomar providências para guardar o local”.
Procurada pela reportagem para falar sobre o assunto, a prefeitura de São José dos Campos não quis se pronunciar.
http://br.noticias.yahoo.com/oab-de-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-diz-que-houve-mortos-em-opera%C3%A7%C3%A3o-no-pinheirinho.html
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, disse hoje (23) que houve mortos na operação de reintegração de posse do terreno conhecido como Pinheirinho, na periferia da cidade. De acordo com ele, crianças estão entre as vítimas.
“O que se viu aqui é a violência do Estado típica do autoritarismo brasileiro, que resolve problemas sociais com a força da polícia. Ou seja, não os resolve. Nós vimos isso o dia inteiro. Há mortes, inclusive de crianças. Nós estamos fazendo um levantamento no Instituto Médico-Legal [IML], e tomando as providências para responsabilizar os governantes que fizeram essa barbárie”, disse, em entrevista à TV Brasil.
Segundo Neto, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal chegaram a atacar moradores que se refugiavam dentro de uma igreja próxima ao local. “As pessoas estavam alojadas na igreja e várias bombas foram lançadas ali, a esmo”, declarou.
O representante da OAB disse ter ficado surpreso com o aparato de guerra que foi montado em prol de uma propriedade pertencente à massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas. “O proprietário é um notório devedor de impostos, notório especulador, proibido de atuar nas bolsas de valores de 40 países. Só aqui ele é tratado tão bem”.
Desde o início da manhã de ontem (22) , a PM cumpre uma ordem da Justiça Estadual para retirar cerca de 9 mil pessoas que vivem no local há sete anos e 11 meses. O terreno integra a massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas. A Justiça Federal decidiu contra a desocupação do terreno, mas a polícia manteve a reintegração obedecendo ordem da Justiça Estadual.
A moradora Cassia Pereira manifestou sua indignação com a maneira como as famílias foram retiradas de suas casas sem que ao menos pudessem levar seus pertences. “A gente está lutando por moradia. Aqui ninguém quer guerra, ninguém quer briga, a gente quer casa, nossa moradia. Todo mundo tinha suas casas aqui construídas, e tiraram de nós, sem direito a nada. Pegamos só o que dava para carregar na mão”, disse.
O coronel Manoel Messias Melo confirmou que os policiais militares se envolveram em conflitos durante a madrugada, mas negou que a ação foi contra os moradores do Pinheirinho. “Foram vândalos e anônimos que praticaram incêndios na região. Tivemos 14 prisões e algumas apreensões de armas esta noite”, declarou.
“Agora vamos cuidar do patrimônio das pessoas. O oficial de Justiça lacrou [os imóveis] e nós guardamos o imóvel durante a noite. O oficial de justiça vai arrolar os bens. As pessoas receberam um número. Todos os bens serão etiquetados, conduzidos a um caminhão e levados para um depósito judicial ou a um endereço [fornecido] pelo morador”, disse Melo.
De acordo com o coronel, a PM vai permanecer no local até a reintegração de posse do terreno ser concretizada. “Entregue a posse ao proprietário ele deve tomar providências para guardar o local”.
Procurada pela reportagem para falar sobre o assunto, a prefeitura de São José dos Campos não quis se pronunciar.
http://br.noticias.yahoo.com/oab-de-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-diz-que-houve-mortos-em-opera%C3%A7%C3%A3o-no-pinheirinho.html
sábado, 21 de janeiro de 2012
Fechamento do Megaupload.com reflete poder dos EUA na internet
PARIS, 20 Jan 2012 (AFP) -O fechamento pelo FBI do portal Megaupload.com realçou o poder das autoridades americanas sobre a Internet e o fato de que possam, com mandato judicial, bloquear em dois minutos qualquer um dos 95 milhões de sites .com.
Acusada de violar os direitos autorais, a emblemática e polêmica plataforma de downloads diretos ou em "streaming" (consumir o produto ao mesmo tempo em que se baixa) foi desativada na quinta-feira à noite e os servidores que hospedavam os dados relacionados a seu funcionamento foram presos.
"Ir contra os servidores hospedados em vários países equivale a cortar a cabeça de uma hidra. Intervir sobre um domínio é golpear o coração do dispositivo nevrálgico", explicou à AFP Lo¯c Damilaville, diretor-geral adjunto da Association Française pour le Nommage Internet en Cooperation (AFNIC), entidade do registro oficial .fr.
O domínio de Internet (ou seja, o identificador) do Megaupload terminava por .com, pelo que a plataforma se submete à Justiça americana, já que a Verisign, sociedade que administra os 95 milhões de páginas .com (de um total de 220 milhões existentes na rede), tem sua sede na Califórnia.
"Uma vez que a Justiça americana toma uma decisão e pede à Verisign para fechar o domínio, a ação propriamente dita de bloquear uma página apenas leva alguns minutos", disse Damilaville.
Por outro lado, o presidente da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), um organismo privado americano que tem um papel chave na regulação da rede já que é ele que atribui os domínios de Internet, criticou a medida.
O governo americano "atua para impedir um atentado jurídico, como o intercâmbio de arquivos ilegais que negam os direitos de propriedade intelectual. Mas, ao invés de ir aos gestores dos .com, poderia ir ao ICANN para deter esse tipo de atividades", garantiu Stéphane Van Gelder, presidente do GNSO, a instância executiva do ICANN.
Não é a primeira vez que as autoridades norte-americanas passam por cima das instâncias mundialmente reconhecidas para fechar os sites por conta própria.
Em 2010, por exemplo, cerca de 84.000 páginas foram "desconectadas" por erro no âmbito da operação "In our sites" lançada com a finalidade de fechar páginas relacionadas à pornografia.
Em 2011, as autoridades já decidiram o fechamento da página espanhola Rojadirecta.com por considerar que suas atividades eram ilegais, as mesmas que a justiça espanhola tinha declarado estar em conformidade com a lei.
"As autoridades americanas têm, claramente, poder sobre todas as extensões numéricas que são geridas por prestadores americanos ou situados nos Estados Unidos. Estamos em pleno debate sobre o problema do direito a aplicar quando nos referimos a domínios de Internet; há um verdadeiro conflito de jurisdição", segundo Damilaville.
"Os Estados Unidos se intrometem claramente na arquitetura da Internet para atuar até em outros países", denunciou Jérémie Zimmermann, co-fundador da associação francesa La Quadrature du Net, segundo a qual "com certeza, novos sites Megaupload vão reabrir com domínios de Internet que não podem ser atacados nos Estados Unidos".
http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/fechamento_do_megaupload_com_reflete_poder_dos_eua_na_internet_o_povo_online/redirect_7297819.html
Acusada de violar os direitos autorais, a emblemática e polêmica plataforma de downloads diretos ou em "streaming" (consumir o produto ao mesmo tempo em que se baixa) foi desativada na quinta-feira à noite e os servidores que hospedavam os dados relacionados a seu funcionamento foram presos.
"Ir contra os servidores hospedados em vários países equivale a cortar a cabeça de uma hidra. Intervir sobre um domínio é golpear o coração do dispositivo nevrálgico", explicou à AFP Lo¯c Damilaville, diretor-geral adjunto da Association Française pour le Nommage Internet en Cooperation (AFNIC), entidade do registro oficial .fr.
O domínio de Internet (ou seja, o identificador) do Megaupload terminava por .com, pelo que a plataforma se submete à Justiça americana, já que a Verisign, sociedade que administra os 95 milhões de páginas .com (de um total de 220 milhões existentes na rede), tem sua sede na Califórnia.
"Uma vez que a Justiça americana toma uma decisão e pede à Verisign para fechar o domínio, a ação propriamente dita de bloquear uma página apenas leva alguns minutos", disse Damilaville.
Por outro lado, o presidente da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), um organismo privado americano que tem um papel chave na regulação da rede já que é ele que atribui os domínios de Internet, criticou a medida.
O governo americano "atua para impedir um atentado jurídico, como o intercâmbio de arquivos ilegais que negam os direitos de propriedade intelectual. Mas, ao invés de ir aos gestores dos .com, poderia ir ao ICANN para deter esse tipo de atividades", garantiu Stéphane Van Gelder, presidente do GNSO, a instância executiva do ICANN.
Não é a primeira vez que as autoridades norte-americanas passam por cima das instâncias mundialmente reconhecidas para fechar os sites por conta própria.
Em 2010, por exemplo, cerca de 84.000 páginas foram "desconectadas" por erro no âmbito da operação "In our sites" lançada com a finalidade de fechar páginas relacionadas à pornografia.
Em 2011, as autoridades já decidiram o fechamento da página espanhola Rojadirecta.com por considerar que suas atividades eram ilegais, as mesmas que a justiça espanhola tinha declarado estar em conformidade com a lei.
"As autoridades americanas têm, claramente, poder sobre todas as extensões numéricas que são geridas por prestadores americanos ou situados nos Estados Unidos. Estamos em pleno debate sobre o problema do direito a aplicar quando nos referimos a domínios de Internet; há um verdadeiro conflito de jurisdição", segundo Damilaville.
"Os Estados Unidos se intrometem claramente na arquitetura da Internet para atuar até em outros países", denunciou Jérémie Zimmermann, co-fundador da associação francesa La Quadrature du Net, segundo a qual "com certeza, novos sites Megaupload vão reabrir com domínios de Internet que não podem ser atacados nos Estados Unidos".
http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/fechamento_do_megaupload_com_reflete_poder_dos_eua_na_internet_o_povo_online/redirect_7297819.html
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Anamatra condena projeto que torna legal a terceirização nas atividades-fim
Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho condena ação “precarizante”, que “vai comprometer o futuro”
Escrito por: Hora do Povo
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) manifestou, no ultimo dia 13, duras críticas ao projeto que legaliza a terceirização na atividade fim, e que está em tramitação no Congresso.
Conforme a Associação, o novo texto incentiva diretamente à terceirização do trabalho e “vai acabar produzindo no Brasil uma reforma trabalhista precarizante e vai comprometer o futuro do Brasil”.
A afirmação é do vice-presidente da Anamatra, Paulo Schmidt, segundo o qual, se aprovado, os trabalhadores terão mais dificuldades para obter seus direitos na Justiça e menor poder para negociar com os contratantes.
Na avaliação de Schmidt, ao não estabelecer regras claras para proibir a terceirização dos trabalhadores responsáveis pela execução de atividades-fins das empresas, o projeto de lei gerará um cenário em que o Brasil poderá ter diversas empresas sem empregados. Ao admitir a subcontratação, acrescentou o vice-presidente da Anamatra, a proposta também poderá acabar permitindo a “quarteirização e a quinteirização”.
As centrais sindicais também vêm debatendo com os parlamentares para que o projeto seja modificando de forma a proteger os trabalhadores.
Paulo Schmidt ressalta outros agravantes, como o fato de que, com o projeto, a empresa contratante terá responsabilidade subsidiária, cujo terceirizado só pode cobrar direitos trabalhistas do contratante em último caso, ao invés de ser solidária, na qual determina que a tomadora e a prestadora do serviço se responsabilizem pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias.
O projeto é relatado pelo deputado Roberto Santiago (PSD-SP), e está previsto para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário da Câmara no primeiro semestre. Passando pela Câmara, o projeto deve ser votado no Senado e depois avaliado pela presidenta Dilma.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47124/anamatra-condena-projeto-que-torna-legal-a-terceirizacao-nas-atividades-fim?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut
Escrito por: Hora do Povo
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) manifestou, no ultimo dia 13, duras críticas ao projeto que legaliza a terceirização na atividade fim, e que está em tramitação no Congresso.
Conforme a Associação, o novo texto incentiva diretamente à terceirização do trabalho e “vai acabar produzindo no Brasil uma reforma trabalhista precarizante e vai comprometer o futuro do Brasil”.
A afirmação é do vice-presidente da Anamatra, Paulo Schmidt, segundo o qual, se aprovado, os trabalhadores terão mais dificuldades para obter seus direitos na Justiça e menor poder para negociar com os contratantes.
Na avaliação de Schmidt, ao não estabelecer regras claras para proibir a terceirização dos trabalhadores responsáveis pela execução de atividades-fins das empresas, o projeto de lei gerará um cenário em que o Brasil poderá ter diversas empresas sem empregados. Ao admitir a subcontratação, acrescentou o vice-presidente da Anamatra, a proposta também poderá acabar permitindo a “quarteirização e a quinteirização”.
As centrais sindicais também vêm debatendo com os parlamentares para que o projeto seja modificando de forma a proteger os trabalhadores.
Paulo Schmidt ressalta outros agravantes, como o fato de que, com o projeto, a empresa contratante terá responsabilidade subsidiária, cujo terceirizado só pode cobrar direitos trabalhistas do contratante em último caso, ao invés de ser solidária, na qual determina que a tomadora e a prestadora do serviço se responsabilizem pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias.
O projeto é relatado pelo deputado Roberto Santiago (PSD-SP), e está previsto para ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário da Câmara no primeiro semestre. Passando pela Câmara, o projeto deve ser votado no Senado e depois avaliado pela presidenta Dilma.
http://www.cut.org.br/destaque-central/47124/anamatra-condena-projeto-que-torna-legal-a-terceirizacao-nas-atividades-fim?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Juíza francesa pede permissão aos EUA para fazer investigação em Guantánamo
Uma juíza francesa, que tem em seu poder as denúncias de três ex-detidos franceses da prisão de Guantánamo, pediu às autoridades americanas permissão para investigar no local, segundo um documento consultado nesta terça-feira pela AFP.
Em uma Comissão Rogatória Internacional (CRI) datada de 2 de janeiro, a juíza Sophie Clement, que investiga as acusações de tortura e atos de barbárie apresentados por três ex-detidos franceses, pede para "proceder a todas as constatações materiais úteis na base americana da baía de Guantánamo".
A juíza pede às autoridades americanas permissão para "tomar conhecimento e fazer cópia de todos os documentos em seu poder" relativos a Murad Benchellali, Nizar Sasssi e Jale Ben Mustafa, os três ex-presos franceses.
A juíza pede, em particular, os documentos "relativos às condições de sua detenção, de sua transferência e seu encarceramento em um campo militar em Kandahar (Afeganistão), e sua posterior transferência e detenção na base americana de Guantánamo".
A juíza investiga desde 2005 supostos episódios de sequestro e detenção arbitrária, e, em 2009, obteve a autorização de incluir na investigação eventuais atos de tortura e barbárie.
http://br.noticias.yahoo.com/ju%C3%ADza-francesa-pede-permiss%C3%A3o-aos-eua-fazer-investiga%C3%A7%C3%A3o-102218354.html
Em uma Comissão Rogatória Internacional (CRI) datada de 2 de janeiro, a juíza Sophie Clement, que investiga as acusações de tortura e atos de barbárie apresentados por três ex-detidos franceses, pede para "proceder a todas as constatações materiais úteis na base americana da baía de Guantánamo".
A juíza pede às autoridades americanas permissão para "tomar conhecimento e fazer cópia de todos os documentos em seu poder" relativos a Murad Benchellali, Nizar Sasssi e Jale Ben Mustafa, os três ex-presos franceses.
A juíza pede, em particular, os documentos "relativos às condições de sua detenção, de sua transferência e seu encarceramento em um campo militar em Kandahar (Afeganistão), e sua posterior transferência e detenção na base americana de Guantánamo".
A juíza investiga desde 2005 supostos episódios de sequestro e detenção arbitrária, e, em 2009, obteve a autorização de incluir na investigação eventuais atos de tortura e barbárie.
http://br.noticias.yahoo.com/ju%C3%ADza-francesa-pede-permiss%C3%A3o-aos-eua-fazer-investiga%C3%A7%C3%A3o-102218354.html
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Brasil tem 14 cidades entre mais violentas do mundo, diz ONG
DA ANSA, NA CIDADE DO MÉXICO
O Brasil possui maior número de cidades entre as mais violentas do mundo, de acordo com estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. A lista da organização mostra que 14 cidades das 50 relacionadas são brasileiras.
Maceió (AL) aparece no terceiro lugar do ranking, com uma taxa de 136 homicídios por 100 mil habitantes. As outras cidades presentes na pesquisa são Belém (78), Vitória (67), Salvador (56), Manaus (51), São Luís (50), João Pessoa (48), Cuiabá (48), Recife (48), Macapá (45), Fortaleza (43), Curitiba (38), Goiânia (37) e Belo Horizonte (34).
O estudo usa as informações de todos os municípios com mais de 300 mil habitantes que contem com as estatísticas oficiais de homicídios na internet.
AMÉRICA LATINA
Das 50 cidades avaliadas pela organização, 40 ficam na América Latina. A mais violenta é San Pedro Sula, em Honduras, com 159 homicídios por 100 mil habitantes, que sofre com a ação de milícias e grupos de traficantes.
O segundo lugar é da mexicana Ciudad Juárez, com 148. A cidade, que liderou o ranking por três anos, é uma das áreas de atuação dos cartéis do tráfico do país. Outras dez cidades, sendo cinco em região de fronteira com os Estados Unidos, estão na lista.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033863-brasil-tem-14-cidades-entre-mais-violentas-do-mundo-diz-ong.shtml
O Brasil possui maior número de cidades entre as mais violentas do mundo, de acordo com estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal. A lista da organização mostra que 14 cidades das 50 relacionadas são brasileiras.
Maceió (AL) aparece no terceiro lugar do ranking, com uma taxa de 136 homicídios por 100 mil habitantes. As outras cidades presentes na pesquisa são Belém (78), Vitória (67), Salvador (56), Manaus (51), São Luís (50), João Pessoa (48), Cuiabá (48), Recife (48), Macapá (45), Fortaleza (43), Curitiba (38), Goiânia (37) e Belo Horizonte (34).
O estudo usa as informações de todos os municípios com mais de 300 mil habitantes que contem com as estatísticas oficiais de homicídios na internet.
AMÉRICA LATINA
Das 50 cidades avaliadas pela organização, 40 ficam na América Latina. A mais violenta é San Pedro Sula, em Honduras, com 159 homicídios por 100 mil habitantes, que sofre com a ação de milícias e grupos de traficantes.
O segundo lugar é da mexicana Ciudad Juárez, com 148. A cidade, que liderou o ranking por três anos, é uma das áreas de atuação dos cartéis do tráfico do país. Outras dez cidades, sendo cinco em região de fronteira com os Estados Unidos, estão na lista.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1033863-brasil-tem-14-cidades-entre-mais-violentas-do-mundo-diz-ong.shtml
Bolha imobiliária leva até 100 mil a viver em jaulas de cães na China
Habitações de 1,80 metro por 75 centímetros são alugadas por R$ 360.
Cada quarto tem cerca de 20 jaulas; fotógrafo britânico registrou a situação.
A bolha imobiliária na cidade de Hong Kong, com preços cada vez mais impraticáveis para parte da população, tem levado dezenas de milhares de chineses a morar em condições degradantes, como mostrou uma série de imagens feita pelo fotógrafo britânico Brian Cassey e publicada pelo "Daily Mail" nesta quarta-feira (11).
Mesmo sendo uma das cidades mais ricas do mundo, Hong Kong pode possuir cerca de 100 mil habitantes vivendo nessas condições, segundo as estimativas mais altas. As jaulas transformadas em habitações medem em torno de 1,80 metro por 75 cm. A altura varia, mas mas mesmo nas mais altas é difícil ficar em pé.
Segundo as informações do tabloide inglês, o aluguel médio de uma jaula fica em torno do equivalente a R$ 360 por mês. Cada quarto abriga cerca de 20 jaulas, emplilhadas em até três "andares".
Hong Kong tem uma das maiores concentrações de habitantes por área no mundo e, segundo o "Daily Mail", tem mais lojas da grife Louis Vuitton que Paris, o que reflete seu poder econômico.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/bolha-imobiliaria-leva-ate-100-mil-viver-em-jaulas-de-caes-na-china.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis
Cada quarto tem cerca de 20 jaulas; fotógrafo britânico registrou a situação.
A bolha imobiliária na cidade de Hong Kong, com preços cada vez mais impraticáveis para parte da população, tem levado dezenas de milhares de chineses a morar em condições degradantes, como mostrou uma série de imagens feita pelo fotógrafo britânico Brian Cassey e publicada pelo "Daily Mail" nesta quarta-feira (11).
Mesmo sendo uma das cidades mais ricas do mundo, Hong Kong pode possuir cerca de 100 mil habitantes vivendo nessas condições, segundo as estimativas mais altas. As jaulas transformadas em habitações medem em torno de 1,80 metro por 75 cm. A altura varia, mas mas mesmo nas mais altas é difícil ficar em pé.
Segundo as informações do tabloide inglês, o aluguel médio de uma jaula fica em torno do equivalente a R$ 360 por mês. Cada quarto abriga cerca de 20 jaulas, emplilhadas em até três "andares".
Hong Kong tem uma das maiores concentrações de habitantes por área no mundo e, segundo o "Daily Mail", tem mais lojas da grife Louis Vuitton que Paris, o que reflete seu poder econômico.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/bolha-imobiliaria-leva-ate-100-mil-viver-em-jaulas-de-caes-na-china.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis
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