terça-feira, 27 de novembro de 2012

Esta é a polícia que nós temos... uma herança da ditadura militar!

É com esta questão que apresentamos três flagrantes de violência policial, ocorridas em lugares e situações diferentes. Como podemos confiar na polícia se ela age dessa forma? E isso parece ser um comportamento rotineiro, é só ver as crescentes denúncias nas corregedorias. Não podemos mais permitir a existência da PM tal como foi herdada da ditadura militar. É hora de avançar o debate sobre a desmilitarização da Polícia Militar.


1- Policiais envolvidos em agressão de torcedora são afastados, diz PM

Com a punição, PMs deixam de trabalhar nas ruas e fazem trabalho interno.
Torcedora agredida relatou que a situação 'foi constrangedora'.

Os policiais militares que agrediram a torcedora Ana Paula Lima antes da partida do Coritiba contra o Vasco da Gama no sábado (17), em Curitiba, foram afastados do serviço operacional. A informação foi confirmada pela Polícia Militar nesta quarta-feira (21).
Parte da agressão foi filmada por outra torcedora que participava da escolta realizada pela PM até o estádio. As imagens mostram um policial batendo a cabeça da vítima contra um portão de ferro.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, com a punição, os policiais deixam de atuar nas ruas e passam a trabalhar em serviços internos da corporação.
Além dos que aparecem na imagem, toda a equipe que participou da escolta também foi afastada dos serviços operacionais. A assessoria não soube confirmar a quantidade de policiais.

Assista o vídeo:

http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/11/policiais-envolvidos-em-agressao-de-torcedora-sao-afastados-diz-pm.html

2- Ação da PM em Curitiba termina com agressões a idosa e abuso de poder

Advogada presa na ação diz que foi vítima de tortura e racismo dos policiais.
Família vítima dos policiais se preparava para jantar quando houve invasão.

Moradores do Bairro Alto, em Curitiba, acusam um grupo de policiais de abuso de autoridade. Em uma ação, no início da noite de sábado (24), eles invadiram uma casa, bateram nos moradores e prenderam 11 pessoas. Entre as vítimas das agressões, está uma idosa de 72 anos.
Conforme os moradores, a polícia invadiu a casa após um motociclista se recusar a mostrar os documentos do veículo aos policiais. O homem teria fugido para dentro da casa. Segundos depois, mais de uma dezena de PMs entrou no local. “Já entrou com cassetete para um lado, chutes para o outro. Já foi derrubando tudo. Foram entrando para dentro e massacrando”,  lembra a aposentada Zulmira Floriano.
Ela e a família se preparavam para jantar quando aconteceu a invasão. Zulmira, o marido, os três filhos e a mãe foram agredidos pelos policiais. Em vários locais da casa, as marcas de sangue comprovam a versão das vítimas. Num dos cômodos, três dias depois da confusão, os pedaços de um cassetete quebrado ainda estão no chão.
Vizinhos registraram parte da confusão. Nas imagens, é possível ver quando os policiais invadem a casa e como agem após prender os moradores. Num dado momento, um morador diz aos policiais “Agora vai falar que o piá (garoto) resistiu à prisão”. Um dos PMs, sai em busca de quem proferiu a frase. “Que você falou, hein, seu filho da p...?”, questiona o policial.
Outra vítima das agressões foi a advogada Andréa Vitor. Ela conta que foi ao local para saber o que estava acontecendo, mas acabou detida pelos policiais. Junto com outras 10 pessoas que foram presas, ela foi encaminhada para um módulo da Polícia Militar.
No local, ela afirma que os policiais agrediram novamente os presos. “Eles me deram um tapa no rosto”, lembra. A advogada diz que também foi vítima de racismo. “Advogada, com essa corzinha, sua negra vagabunda, sua preta vadia”, teriam dito os policiais a ela.
O corregedor-geral da Polícia Militar, César Kogut, reconheceu o abuso dos policiais. Segundo ele, o caso será investigado pela corregedoria. “Existem indícios de que houve abuso de poder e abuso de autoridade. Isso vai ser apurado, tanto que foi aberto inquérito”, afirma.
Para o advogado de Andréia, Elias Mattar Assad, o caso configura, além de racismo, crime de tortura. “A atitude da PM não se pautou dentro da lei. E quando não se pauta dentro da lei, é barbárie”, diz.
Assista o vídeo: http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/11/acao-da-pm-em-curitiba-termina-com-agressoes-idosa-e-abuso-de-poder.html

3- CPC analisa imagens de PMs agredindo suspeitos rendidos Corregedor-geral afirma que responsáveis poderão ser expulsos da corporação

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O comandante do policiamento da capital, coronel Gilmar Batinga, analisa as imagens de policiais militares agredindo suspeitos já rendidos, que foram divulgadas pela TV Gazeta e pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite dessa segunda-feira (26). Segundo a corregedoria da PM, os responsáveis poderão ser expulsos da corporação.
Além da gravação, o coronel também coleta documentos para encaminhar à corregedoria da Polícia Militar, que espera instaurar o processo administrativo até a próxima quarta-feira (27).

“Somente pelas imagens, provavelmente não será possível identificar os agressores, mas vamos investigar porque também é nossa vontade punir os responsáveis por isso”, declarou o corregedor-geral da PM, coronel Louverci Monteiro de Oliveira.

Uma vez instaurado, a corregedoria tem 30 dias para concluir as investigações, podendo esse prazo ser prorrogado por mais 15 dias. “As penas possíveis para os atos que eu vi nas imagens podem ser de prisão administrativa [quando o militar fica recluso no quartel da PM] ou licenciamento [expulsão da corporação]”, explicou o corregedor-geral.

O vídeo
O vídeo enviado à TV Gazeta mostra policiais militares agredindo suspeitos já rendidos, durante operação no Trapiche da Barra, em Maceió. Além de socos e pontapés, um dos policiais utiliza um aparelho de choque contra um acusado que está de joelhos. Os militares pertencem ao Batalhão de Radiopatrulha e as cenas foram flagradas por um cinegrafista amador. 

Assista o vídeo: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=328471&e=12 

Cerca de 200 policiais militares são denunciados por ano, diz corregedoria

Cerca de 200 denúncias contra policiais militares são registradas anualmente pela corregedoria da PM, afirmou o corregedor-geral, coronel Louverci Monteiro de Oliveira. As punições para casos dessa natureza podem ser de prisão administrativa, quando o militar fica recluso no quartel, até licenciamento, quando o agente é expulso da corporação.
O coronel garantiu que todas as queixas são devidamente apuradas. “Mas o procedimento administrativo demora um pouco porque precisamos respeitar todo o processo legal, garantindo o princípio do contraditório e da ampla defesa”, explicou o corregedor-geral, que informou que o prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 15.

http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=328474&e=12

Um refrigerante por dia aumenta risco de câncer de próstata


Homens que consomem uma lata de refrigerante por dia estão sujeitos a um risco maior de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo sueco anunciado nesta segunda-feira.
"Entre os homens que consomem uma grande quantidade de refrigerantes ou outras bebidas com adição de açúcar, constatamos um risco de câncer de próstata aproximadamente 40% maior", disse à AFP uma das autoras do estudo, Isabel Drake.
O estudo, que será publicado na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, baseia-se no acompanhamento de mais de 8.000 homens da região da cidade de Malmö (sul da Suécia), com idade entre 45 e 73 anos, durante uma média de 15 anos. Todos anotaram minuciosamente os alimentos e bebidas que ingeriram.
Aqueles que beberam um refrigerante (330 ml) por dia estiveram 40% mais propensos a desenvolver câncer de próstata, necessitando de tratamento.
Além disso, aqueles que tiveram uma dieta rica em arroz e massas apresentaram 31% mais chances de desenvolver formas mais benignas do câncer. Este risco foi aumentado em 38% para aqueles que ingeriram grandes quantidades de açúcar no café da manhã, relatou a pesquisadora.
Estudos anteriores já haviam indicado que os chineses e os japoneses que viviam nos Estados Unidos, o maior consumidor de refrigerantes do mundo, desenvolveram câncer de próstata com mais frequência do que os compatriotas que permaneceram em seu país.
Uma pesquisa aprofundada sobre a resposta a diferentes dietas de acordo com a genética torna possível "adaptar as recomendações em termos de comida e bebida para certos grupos de alto risco", considerou Drake.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Israel em Gaza: o criminoso que se faz de vítima


Há uma coisa estranha no conflito israelo-palestiniano: apesar de durar há décadas, os ataques israelitas são sempre apresentados como uma resposta a qualquer coisa. Ou seja, a história, que não tem fim e da qual já se perdeu o início, começa sempre a ser contada a partir de um qualquer ataque palestino. E assim se apresenta povo que não tem direito a um Estado, que está impedido de ter forças armadas, comércio externo, economia e território contíguo, que tem grande parte do seu território ilegalmente ocupado, que vive cercado por muros e humilhado em checkpoints dentro do seu próprio País e que não vê nenhuma das deliberações da ONU respeitada pelo seu vizinho como o agressor.
Mesmo para quem não conheça a realidade palestina - sobretudo em Gaza, onde mais de um milhão e meio de pessoas vive amontuada num gueto -, bastaria olhar para a desproporcionalidade dos ataques israelitas para perceber o absurdo desta narrativa. Perante uns rockets artesanais que mataram três israelitas as forças de Israel lançaram uma ofensiva que, em apenas oito dias, provocou noventa mortos e 720 feridos.
Mas a ofensiva mais recente não começou a semana passada nem é uma resposta a coisa alguma. Entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, foram mortos centenas de civis em Gaza. As repetidas incursões na faixa de Gaza provocaram, só no ano passado, 108 mortos e 468 feridos. Este ano, até esta ofensiva, e especialmente no mês de Setembro, os ataques israelitas a Gaza provocaram 55 mortos e 257 feridos.
Esta nova onda de violência ganhou uma nova escala com o assassinato, por Israel, do dirigente do Hamas Ahmed al-Jabari, quando este participava, através da mediação egípcia, na negociação para uma trégua nos confrontos. E não corresponde, ao contrário do que é dito pelo governo israelita, a uma reação, mas a um gesto político. A ofensiva militar israelita integra-se numa campanha para boicotar a iniciativa da OLP de propor a elevação do estatuto da representação diplomática da Palestina na ONU. E, tal como aconteceu no final de 2008, dá-se a poucos meses da realização de eleições em Israel. Ou seja, corresponde à criação de um ambiente internacional e interno que favoreça as posições mais radicais nos dois lados. Ambiente que, como se sabe, tem historicamente beneficiado as posições expansionistas do Estado de Israel e a impossibilidade da Palestina ter, como é seu direito, um Estado viável.
Até quando continuará a comunidade internacional a tratar os palestinos como sub-humanos sem direito a tudo a que um povo tem direito? Até quando continuaremos a comprar a narrativa de um agressor crônico que se usa a má-consciência do Mundo para garantir a passividade internacional perante os seus crimes? Até quando continuaremos a justificar o injustificável? 
http://expresso.sapo.pt/israel-em-gaza-o-criminoso-que-se-faz-de-vitima=f768084 

Israelense de 19 anos prefere a cadeia ao ataque a Gaza

O jovem Natan Blanc, de 19 anos, seguiu para a prisão neste domingo porque se recusou a tomar parte neste novo ataque a Gaza. "Como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”', diz o jovem em uma carta que denuncia a "onda de militarismo agressivo" em Israel.

No Blog de Moriel Rothman, um escritor e poeta israelense e estadunidense, que mora em Jerusalém e saiu há pouco da prisão militar por ser um "refusenik", está a carta de Natan Blanc. Moriel tem 23 anos e já cumpriu sua pena por ter se recusado a servir, em outubro deste ano. Os "refuseniks" são os cidadãos israelenses que se recusam a ingressar nas Forças de Defesa de Israel para atuar além da fronteira da linha verde, que é a fronteira reconhecida pelas Nações Unidas como legitimamente pertencente ao Estado de Israel, e que datam de 1967.

O movimento surgiu em meio aos bombardeiros entre Israel e o Líbano, em 1982, quando pilotos da Força Aérea Israelense decidiram não bombardear civis e não tomar parte em operações militares fora de Israel. De 1982 para cá, os refuseniks cresceram e criaram uma rede internacional de solidariedade, que hoje em dia conta com uma rede de financiamento para ajudar às famílias dos "refuseniks" que, além de enviados a prisões militares, perdem o direito ao soldo.

A primeira geração de "refusenik" é fundadora do estado de Israel e tem dentre os seus mais ilustres membros o escritor, falecido em novembro do ano passado, Peretz Kidron. Kidron, de origem austríaca e militante de toda a vida da esquerda sionista, era membro da Força Aérea e protagonizou o movimento de recusa de tomar parte nos ataques que “cruzaram a linha vermelha”, na linguagem deles, contra as populações civis no Líbano.

Desde meados dos anos 80, ele e os seus companheiros de resistência criaram o movimento Yesh Gvul (“Há um limite”), e inspiraram muitos outros militares a não ultrapassarem a linha que é de direito israelense.

A segunda onda de "refuseniks" surgiu, não por acaso, por ocasião da Segunda Intifada, que irrompeu durante o governo de Ariel Sharon. Também em 2006, na operação que resultou num ataque ao sul do Líbano, uma nova geração de refuseniks se organizou e, agora, seis anos depois, novos refuseniks, mais jovens, manifestam sua disposição de ir para a prisão militar, mas não combater e não tomar parte nos combates além da linha verde.

No blog de Moriel Rothman, hoje, está a carta de Natan Blanc, 19 anos, que neste domingo, 19, segue para a prisão, porque se recusou a tomar parte neste ataque a Gaza.

Segue a carta de Natan:

“Eu comecei a pensar em recusar a tomar parte no exército israelense durante a operação ‘Chumbo Fundido’ em 2008. A onda de militarismo agressivo que varreu o país, então, as expressões de ódio mútuo e o vácuo de conversas a respeito do caráter de nosso terror e da criação de um efeito de dissuasão, sobretudo, impulsionaram minha recusa.

Hoje, depois de anos cheios de terror, sem um processo político [por meio de conversações de paz], e sem tranquilidade em Gaza e em Sderot, está claro que o governo Netanyahu, assim como o de seu antecessor, Olmert, não estavam interessados em encontrar uma solução para a situação existente, mas, antes, em preservá-la.

Do ponto de vista deles, não há nada errado em iniciarmos a “Operação Chumbo Fundido 2” a cada três ou quatro anos (e então a operação chumbo fundido 3, 4, 5 e 6): nós falaremos em dissuasão, nós vamos matar algum terrorista, nós perderemos alguns civis em ambos os lados, e nós prepararemos o terreno para uma nova geração cheia de ódio de ambos os lados.

Como representantes do povo, os membros do gabinete não têm qualquer dever de apresentarem sua visão para o futuro do país, e podem continuar com esse círculo sangrento, sem fim à vista. Mas nós, como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”.


Natan Blanc

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21275

Assista o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-Ga0s936ldU

Turquia acusa Israel de "limpeza étnica" em Gaza

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou os líderes de Israel de buscar eliminar a população palestina na Faixa de Gaza. Ele disse que as ações israelenses não podem ser classificadas como autodefesa contra os ataques com foguetes do Hamas, como os EUA e outros aliados de Israel fazem. Erdogan descreveu a ofensiva como "terrorismo" e chamou as ações israelenses de uma "tentativa de limpeza étnica".
As declarações de Erdogan vêm à tona no momento em que o ministro das Relações Exteriores da Turquia e ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe se dirigem a Gaza para tentar assegurar uma trégua. A Turquia era um dos poucos países muçulmanos que tinham boas relações com Israel, mas elas chegaram ao fim após uma incursão israelense contra um navio de ajuda humanitária em 2010.

http://br.noticias.yahoo.com/turquia-acusa-israel-limpeza-%C3%A9tnica-gaza-143000922.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Estado terrorista de Israel massacra palestinos na Faixa de Gaza

Sobe para 100 número de mortos por ataques a Gaza

Novos ataques aéreos de Israel contra regiões da superpovoada Faixa de Gaza elevaram a cem o número de palestinos mortos nos bombardeios dos últimos dias, informaram autoridades locais nesta segunda-feira. Um integrante do alto escalão do grupo islâmico Hamas morreu num bombardeio a um centro de mídia na Cidade de Gaza, mas a maior parte das vítimas dos ataques israelenses é civil.
Israel intensificou os bombardeios durante o fim de semana e passou a atacar casas de líderes do Hamas, agremiação que governa a Faixa de Gaza. Com isso, 24 civis morreram em apenas dois dias, disse um funcionário da secretaria de saúde de Gaza.
A intensificação dos bombardeios israelenses ocorre em um momento no qual o Egito tenta mediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Os dois lados se dizem "abertos" a uma solução diplomática, mas os mediadores ainda não conseguiram conciliar as exigências das partes em conflito.
Em seis dias de violência, cem palestinos e três israelenses morreram. Dos cem palestinos mortos, 53 eram civis. Os três israelenses mortos eram civis atingidos por um foguete disparado de Gaza em direção a Tel-Aviv.
Os bombardeios israelenses a Gaza também feriram 840 pessoas, inclusive 225 crianças, segundo Ashraf al-Kidra, da secretaria de saúde de Gaza. Já os disparos de foguetes por militantes palestinos feriram dezenas de pessoas. As informações são da Associated Press.

http://www.dgabc.com.br/Mobile/Noticia.aspx?idNews=5994822

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Turquia acusa Israel de atacar Gaza por interesses eleitoreiros

O primeiro-ministro da Turquia, o islamita moderado Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel nesta sexta-feira pelos ataques contra o lado palestino da faixa de Gaza e acusou o governo desse país de agir com interesses eleitoreiros.
"Antes das eleições (de janeiro), estão disparando contra essa gente inocente em Gaza por razões que são inventadas", disse Erdogan em entrevista em Istambul. "A Turquia está com nossos irmãos em Gaza e com a legítima causa do povo palestino. Minha intenção é falar na noite de hoje com (o presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama para comunicá-lo sobre isso pessoalmente", acrescentou o primeiro-ministro turco.
Erdogan também revelou que pediu uma reunião com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. "Quero que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tome as decisões necessárias, e que as potências mundiais ponham fim a este ataque de Israel", afirmou o primeiro-ministro.
"Já não temos qualquer relação com Israel", lembrou Erdogan para explicar por que não procurou diretamente o governo israelense, com o qual a Turquia manteve durante anos uma estreita relação estratégica e militar. Esta relação foi suspensa depois do violento ataque israelense à chamada "Flotilha da Liberdade", que seguia rumo a Gaza, em maio de 2010.
O líder comparou o atual conflito de Gaza com o do ano de 2008, que aconteceu semanas antes das eleições em Israel. Erdogan, que viaja amanhã ao Cairo, também prometeu conversar sobre o conflito com o presidente egípcio, Mohammed Mursi, mas negou que tivesse intenção de entrar em Gaza.
Organizações islamitas turcas convocaram para hoje em Istambul uma manifestação de protesto contra Israel.

http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI6306600-EI188,00-Erdogan+acusa+Israel+de+atacar+Gaza+por+interesses+eleitoreiros.html

Estado assassino de Israel recomeça a matança anual de palestinos

Israel retoma a carnificina anual com objetivo de exterminar o povo palestino.


15 civis assassinados, entre eles uma grávida e um bebê de sete meses, e mais de cem feridos

Dois dias antes de Israel assassinar líder do Hamas e semear a morte em Gaza, seu ministro do Exterior ameaçou presidente palestino se for mantida proposta de reconhecimento do Estado da Palestina na ONU

No dia 14 de novembro, o exército israelense atacou em vários pontos da Faixa de Gaza, incluindo a principal cidade, Gaza e ainda Khan Younis e Beit Lahia.
A agência de notícias palestina, Ma’an, informa a morte de 15 civis e mais de 100 feridos logo no primeiro dia de bombardeios. Entre os assassinados reportados, um bebê de 7 meses, Ranan Arafat (cujo corpo ficou incinerado), uma menina de 7 anos e mais um garoto de 11 vítima de um obus de tanque. Uma mulher, grávida de gêmeos, também faleceu.
Os ataques, até o fechamento dessa edição, foram através de mísseis lançados por caças israelenses e obuses atirados por tanques na fronteira com a Faixa de Gaza contra uma das regiões mais povoadas do mundo. Em 2008, um ataque criminoso a Gaza, perpetrado pelo mesmo premiê Netanyahu, destruiu cerca 4.000 casas palestinas e atingiu 53 instalações patrocinadas pela ONU. Mais de mil palestinos morreram nos 23 dias de bombardeios constantes, incluindo mais de 400 crianças e adolescentes.
Outro ataque lançado em março deste ano tirou a vida de 25 palestinos.
Antes do bombardeio generalizado, o regime israelense assassinou, Ahmad Al Jabari, uma das principais lideranças e responsável pelo aparato armado do Hamas na Faixa de Gaza, com um míssil sobre o carro onde se encontrava.
O assassinato de Jabari foi um dos mais absurdos já cometidos pelos israelenses, uma vez que ele era a liderança indicada pelo Hamas para acompanhar o cessar-fogo acordado entre esta facção palestina (que detém o poder na Faixa de Gaza) e o governo de Israel. Jabari também fora o negociador pelos palestinos de Gaza nas conversações que levaram a liberação do soldado israelense Gilad Shalit (que fora detido pelas forças de resistência palestinas) mediante a soltura de presos palestinos nas prisões israelenses. A soltura de Shalit era um anseio não só de seus familiares, mas de todos os israelenses.
Os primeiros misseis lançados por Israel logo após a morte de Jabari foram contra instalações da polícia e outras forças de segurança palestinas em Gaza.
O governo de Israel já sinaliza com uma escalada ainda maior contra Gaza e seus reservistas já foram convocados e o exército, segundo a agência de notícias, Rússia Today, "não descarta a expansão do ataque, incluindo com o uso de forças terrestres em invasão", como ocorreu em 2008. Depois do desgaste do morticínio de 2008, uma chacina confessa até no nome da operação, "Chumbo derretido", Israel agora chama a nova agressão de "Pilar de defesa".
Mesmo depois da morte de crianças e mulheres palestinas Netanyahu disse que se tratavam de "operações cirúrgicas com armas de alta precisão" e que Israel estava "fazendo todo o possível para não causa danos a civis".
Obama ligou para Netanyahu para dizer que "Israel tem o direito à defesa" e também se disse preocupado "que os civis não sejam prejudicados".
Tudo isso ocorre dois dias depois do ministro do Exterior de Israel, Avigdor Lieberman, ter contatado todos os embaixadores de seu regime e afirmado que se a Autoridade Nacional Palestina (ANP) mantiver a proposta de reconhecimento do Estado Palestino na ONU "todos os acordos de Oslo serão rompidos".
A ANP conclamou o Conselho de Segurança da ONU a se posicionar diante das "ações criminosas e ilegais" de Israel.
O enviado palestino à ONU, Riyad Mansour, chamou o CS da ONU – através de seu atual presidente, o embaixador da Índia, Hardeep Singh Puri - a "deter Israel que provoca outro ciclo de violência e derramamento de sangue".
"Mais uma vez a comunidade internacional é testemunha de um malfadado massacre por parte de Israel, através do uso dos meios militares mais letais e medidas ilegais contra a indefesa população civil palestina", declarou ainda Mansour.

http://www.cut.org.br/destaque-central/50575/israel-retalia-estado-palestino-na-onu-com-chacina-em-gaza

 

 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mais um crime monstruoso da PM de São Paulo

Provas mostram que PMs tiveram intenção de matar, diz delegado. Diretor do DHPP pedirá à Justiça a prisão preventiva dos policiais detidos. 

A investigação da Polícia Civil tem provas de que policiais militares tiveram intenção de matar o servente Paulo Batista do Nascimento, segundo o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O crime aconteceu no Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, no sábado (10). Parte da ação da PM foi filmada por um morador da região. Os cinco policiais suspeitos estão presos administrativamente desde domingo (11) no prédio da Corregedoria da PM.
Ao registrar a ocorrência, os policiais alegaram que abordaram suspeitos em um carro roubado,  houve troca de tiros e o corpo do servente foi encontrado depois em uma viela. Entretanto, um cinegrafista amador registrou os policiais prendendo o servente em uma casa e o levando para o carro da corporação. Neste momento, o vídeo registra o barulho de um disparo.
Em entrevista nesta terça-feira (13) ao Bom Dia Brasil, Carrasco disse que os fatos contradizem a versão dos policiais.  “Nós temos um inquérito aqui que se iniciou como uma resistência [à prisão seguida de morte], e, posteriormente, dadas as provas já colhidas nos autos, depreendeu-se que se trata um homicídio doloso [quando há intenção de matar] contra a vida. Ou seja: homicídio", disse Carrasco.
Os cinco PMs envolvidos são o tenente Halstons Kay Yin Chen e os soldados Francisco Anderson Henrique, Marcelo de Oliveira Silva, Jailson Pimentel de Almeida e Diógenes Marcelino de Melo.
"Os autores são essa guarnição. Todos tomaram conhecimento daquela imagem", disse o delegado. Segundo o diretor do DHPP, um dos suspeitos foi ouvido pela Polícia Civil na segunda-feira. Nesta terça, outros integrantes da equipe serão ouvidos. "Posteriormente, será pedida a prisão preventiva de todos”, disse Carrasco.
"As provas estão nos autos já dão, inconteste, que houve um crime doloso contra a vida, homicídio”, argumentou. “Todos os casos de resistência são investigados no DHPP e já tivemos casos em que houve uma simulação de resistência e os seus autores foram responsabilizados perante a Justiça”, comentou.


http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/11/para-delegado-ha-provas-de-que-pms-tiveram-intencao-de-matar-servente.html

Comentáio do blog: Tá na hora de desmilitarizar as polícias no Brasil, até a ONU reconhece isso. Não podemos mais tolerar isso. A ditadura militar já passou e este entulho continua.
É necessário a desmilitarização das polícias e o reconhecimento do direito de organização e de greve dos policiais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

2º ENCONTRO PELA REVOGAÇÃO DA LEI DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - OSs

Movimento sindical realizará encontro nacional contra as chamadas "organizações sociais", nova fachada da privatização da saúde. Veja abaixo a convocatória.

No ano passado em julho realizamos o Encontro pela revogação da lei das organizações sociais em Florianópolis (SC), onde reunimos 75 representantes, sindicatos, movimentos de saúde, movimentos populares, parlamentares de SC, SP,PR, MT, MG E AL e aprovamos uma série de encaminhamentos para fazer frente a política de destruição dos serviços públicos através das OSs. 


Nos estados várias atividades foram realizadas, comitês constituídos, intervimos nos congressos da CUT para apoiarem a luta e na Conferência Nacional da Saúde (dezembro) uma delegação entregou ao Ministro da Saúde Alexandre Padilha mais de 10.000 assinaturas no abaixo assinado dirigida a Presidente Dilma pedindo a revogação da Lei 9637/98, que criou as OSs em território nacional e também o Dossiê que elaboramos sobre as consequências das OSs nos serviços públicos. Na audiência o Ministro ouviu e respondeu as questões e se comprometeu a continuar a discussão em São Paulo, infelizmente esta continuidade não se deu. Mas a luta não parou... 

Baixar Panfleto
Nos estados e municípios, governadores e prefeitos continuam a ofensiva de implantar as OSs para privatizar os serviços públicos, em especial da saúde, entregando hospitais, UBS, centro de diagnósticos a terceiros cujo interesse são os recursos públicos. Nas propagandas eleitorais todos dizem defender a saúde, mas não dizem se manterão ou revogarão as OSs, enquanto a saúde agoniza. De nosso lado estamos ao lado de todos que lutam para defender os serviços públicos e contra esses ataques que visam privatizar os serviços públicos. 



Desta forma o compromisso assumido em Florianópolis está de pé: “continuar lutando em defesa do serviço público contra a implantação das OSs”. 
E avaliamos que chegou o momento de nos reunirmos novamente nacionalmente para avaliar nossas lutas até o momento e discutir novos passos na luta pela revogação da lei que criou as OSs.

Convidamos assim aqueles que estiveram em Florianópolis e chamamos também outros companheiros, sindicalistas, parlamentares, movimentos de saúde e populares a se somarem a esta luta e se reunirem em São Paulo no II ENCONTRO PELA REVOGAÇÃO DA LEI DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (OSs) em 24 de novembro a partir das 9 horas, local SIMESP, sindicato dos médicos de SP.
http://organizacaosocialnao.blogspot.com.br/2012/10/2-encontro-pela-revogacao-da-lei-das.html

domingo, 11 de novembro de 2012

Estada assassino de Israel mata cinco palestinos em Gaza

GAZA - Bombardeios de tanques israelenses mataram pelo menos cinco palestinos e feriram 25 na Faixa de Gaza neste sábado, após um suposto ataque a uma patrulha do Exército de Israel na fronteira, disseram médicos palestinos e testemunhas locais. O número de mortos foi um dos maiores em um único incidente em Gaza nos últimos meses.
Moradores disseram que uma tenda lotada usada como local de um velório no bairro de Shijaia, perto da Cidade de Gaza, estava cheia de pessoas prestando homenagens a um homem enlutado, quando uma bomba os atingiu. Ambulâncias, carros privativos e motocicletas levaram os feridos às pressas para o hospital, disseram testemunhas. Dentre os mortos estava um rapaz de 18 anos.
- A mira da ocupação contra civis foi uma grave escalação, que não deve passar em silêncio - disse o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum. - A resistência deve ser reforçada para bloquear a agressão.
A Faixa de Gaza, um populoso território costeiro com mais de 1,5 milhão de pessoas, a maioria deles refugiados, é controlada pelos islamitas do Hamas, que rejeitam o direito de existência do Estado de Israel.
O Exército israelense negou-se a comentar imediatamente, porém, a mídia local informou que um carro de patrulha do Exército havia sido atingido e gravemente danificado por um míssil anti-tanque no leste da Cidade de Gaza, pouco antes do ataque em Shijaia.Em um incidente separado em outro local, quatro pessoas ficaram feridas em um ataque aéreo israelense na cidade de Khan Younis.
Em um ataque na quinta-feira, um menino de Gaza foi morto por um tiro israelense enquanto tropas travavam um tiroteio com militantes palestinos. Pouco depois, militantes explodiram um túnel cheio de explosivos perto da fronteira.

http://br.noticias.yahoo.com/ataque-israelense-mata-ao-cinco-palestinos-gaza-005345080.html

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Espanhola suicida-se no País Basco após ordem de despejo

Amaya Egaña, que hoje se suicidou no momento em que ia ser desalojada, atirando-se da varanda do seu apartamento em Barakaldo, Biscaia, era casada com o ex-conselheiro local do PSE , José Manuel Asensio.

Nas últimas três semanas, é a segunda morte em Espanha relacionada com uma execução hipotecária. Amaya Egaña, 53 anos, funcionária do Bizkaibus, o serviço interurbano de autocarros, atirou-se esta manhã do seu apartamento no bairro de Burtzeña, em Barakaldo, no País Basco, no momento que ia ser desalojada. Caiu numa zona ajardinada junto ao edifício de seis andares onde morava, mas não teve morte imediata. O INEM local chegou quase de imediato, mas não conseguiu salvá-la.
Egaña, que era militante socialista e foi durante um ano e meio conselheira da localidade de Eibar, nos anos 80, era mulher de José Manuel Asensio - ex-conselheiro do PSE de Barakaldo - com quem tinha um filho de 21 anos. 
"Destroçado pela morte de uma amiga. Os despejos estão a converterem-se na face mais cruel da crise", escreveu na sua conta no Twitter o lehendakari (presidente do governo autonómico do País Basco espanhol), Patxi López, que conhecia pessoalmente a vítima e o seu marido.

Nos primeiros seis meses deste ano, foram expulsas das suas casas 137 famílias baracaldesas.
No passado dia 26, um homem de 53 anos, desempregado há quatro anos, atirou-se da varanda da sua casa em Burjassot, Valência, mas sobreviveu. No dia anterior, José Miguel Domingo, 53 anos, foi encontrado morto no pátio do edifício onde residia em Chana, Granada. Pouco depois, chegaram os agentes que iam proceder ao despejo.
As ações de protestos contra os despejos sucedem-se um pouco por todo o país.

Greve geral contra austeridade paralisa a Grécia


Paralisação deve durar dois dias. Manifestação afetará transportes, índústrias e empresas públicas.

A Grécia despertou paralisada nesta terça-feira (6) devido ao início de uma greve geral de dois dias contra as novas medidas de austeridade que o governo de Antonis Samaras pretende aprovar no Parlamento nesta quarta (7).
Hoje não funcionarão metrô, ônibus, trólebus, bonde e trens nas principais cidades do país, Atenas e Salônica.
As embarcações, tanto de transporte de mercadorias como de passageiros, não sairão dos portos devido à adesão de marinheiros, estivadores e funcionários portuários.
Os controladores aéreos realizarão uma greve de três horas, o que levou ao cancelamento de uma dúzia de voos, enquanto outros 30 sofrerão atrasos.
Espera-se também uma paralisação em massa no setor industrial, nas empresas de titularidade pública e na administração.
Os centros de saúde e hospitais, por sua vez, só funcionarão para casos urgentes. Por fim, os advogados continuam a sua greve, que começou ontem e irá até sexta-feira (9).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Alta no preço dos combustíveis faz gregos enfrentarem inverno mais gelado

Aumento do custo de sistemas de calefação obriga população a comprar aquecedores elétricos ou lenha

A decisão do governo de grego de elevar a carga tributária sobre os combustíveis fósseis que alimentam sistemas de calefação aumentou em 40% o custo de manutenção desse tipo de aquecimento e poderá tornar mais frio o inverno da maior parte da população.
Hoje, um litro do óleo de calefação custa de 1,3 a 1,4 euros. Em abril, esse valor girava em torno da marca de 1,05 euros. Nesse inverno, o custo mensal para o aquecimento pode chegar a cerca de 200 euros.
"Este ano não vamos acender a calefação central do prédio porque não temos dinheiro para pagar a barbaridade que está custando", disse em entrevista ao El Mundo Panagiotis Conti, morador do centro de Atenas. "Aqueles que quiserem se aquecer terão que comprar um aquecedor elétrico", revela. Desde o outono de 2011, o poder aquisitivo dos gregos já caiu 25%, o que tornou a questão do aquecimento uma prioridade para muitos.
Protestos contra a alta dos preços dos combustíveis de calefação não se limitaram a Atenas e foram particularmente mais intensos no norte do país, região montanhosa e, portanto, mais fria. Na última terça-feira, moradores das duas cidades mais frias da Grécia, Florina e Kastoria, despejaram cubos de gelo em frente ao edifício do Parlamento.
Entre os estudantes e os aposentados, o quadro é ainda mais crítico. Com aposentadorias cortadas devido às medidas de austeridade, os mais idosos tem cada vez menos condições de arcar com os custos do aquecimento. Entre os estudantes, a pergunta mais comum no momento de alugar um apartamento é se a calefação central do edifício será ligada durante o inverno.
Desde 2011, a venda de lenha praticamente dobrou na Grécia. A maior demanda fez com que seu preço crescesse 10% no período, mas, ainda assim, trata-se de um combustível 60% mais econômico que o óleo fóssil.
Sob a perspectiva ambiental, esse crescente consumo de madeira trouxe efeitos negativos. O governo registrou um aumento no número de casos de exploração ilegal e agora é maior o risco de áreas florestais sofrerem com processos de desmatamento.
Nos supermercados de Atenas, a demanda por aquecedores elétricos é cada vez maior. De acordo com uma vendedor consultada pelo El Mundo, os aparelhos “estão vendendo bem e venderão ainda mais”. Também cresceu a venda de edredons e cobertores, especialmente em zonas periféricas da capital.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/25238/alta+no+preco+dos+combustiveis+faz+gregos+enfrentarem+inverno+mais+gelado.shtml


sábado, 3 de novembro de 2012

Sob críticas, Portugal aprova elevação de impostos

E ainda quer cortar 4 bilhões de euros em 2013 e 2014. A economia desse valor implica em maior redução dos gastos com proteção social, saúde, educação e ciência

A assistente administrativa Fátima Silva, 44 anos, prepara-se para emigrar em fevereiro para a Inglaterra, onde irá trabalhar como faxineira em um hospital em Londres e ganhar mais do que recebe trabalhando em um escritório em Lisboa. Segundo ela, o salário atual (em torno de 500 euros por mês, cerca de R$ 1.350) não tem sido suficiente para viver em Portugal.
A assistente administrativa era uma das centenas de pessoas entre desempregados e militantes de partidos de esquerda que, convocadas por meio das redes sociais, protestavam até a noite de ontem (31) contra o Orçamento do Estado proposto pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e aprovado na Assembleia da República de Portugal.
"Mais uma vez vamos continuar a ser penalizados. Vão nos retirar o ordenado, vão nos retirar benefícios sociais, vamos pagar bens de consumo mais caros. Empresas vão continuar fechando e as pessoas continuarão com salários em atraso. Nós não sabemos se vamos receber auxílio de Natal [equivalente ao décimo terceiro salário]", reclamava Fátima.
O quadro descrito pela assistente administrativa ilustra as opiniões e as expectativas de grande parte da população de Portugal que, por causa da crise econômica na zona do euro, teme o agravamento da recessão. O próprio governo admite piora do quadro econômico. "Tendo em conta o padrão de ajustamento em 2012, prevê-se uma contração adicional da procura interna (...) No que diz respeito ao consumo privado, a quebra de 2,2% explica-se pelo agravamento do desemprego e pelo aumento de impostos sobre o rendimento", disse o ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, ao defender esta semana a proposta do governo na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia.
O Orçamento aprovado ontem visa a reduzir a dívida pública por meio do aumento de impostos das pessoas físicas. No entanto, especialistas acreditam que a medida não será suficiente para que o país tenha superávit fiscal como nos últimos anos.
Por isso, o governo quer editar medidas adicionais e economizar mais 4 bilhões de euros no próximo ano e em 2014. "Foi iniciado um processo de análise detalhada das contas públicas com objetivo de identificar 4 bilhões de euros. Estamos fortemente empenhados em garantir que esse processo seja bem sucedido e que as suas conclusões sejam traduzidas tão cedo quanto possível em 2013 e 2014", disse Gaspar.
A economia desse valor implica em maior redução dos gastos com proteção social, saúde, educação e ciência - o Orçamento de 2013 estabelece o corte de mais de 1,3 bilhão de euros nesses setores (51% dos cortes aprovados pela Assembleia da República). Para tanto, o governo terá de reformar a Constituição e reduzir os gastos com o Estado de bem-estar social. "Reformar é defender o Estado social", disse ontem no Parlamento o ministro de Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, principal liderança do Centro Democrático Social/ Partido Popular (CDS/PP) a legenda que forma com o Partido Social Democrata (PSD), de Passos Coelho, a base de sustentação do governo.
A reforma da Constituição é um passo estratégico para o governo que tenta evitar que as decisões venham a ser desautorizadas pela Justiça (como ocorreu recentemente com a decisão de diminuir salários e benefícios dos funcionários públicos e aposentados). A iniciativa exigirá apoio da oposição. O governo, antes mesmo da aprovação do Orçamento, já fazia acenos ao Partido Socialista (que sucedeu) propondo uma "refundação" do programa de ajustamento econômico imposto pelo Fundo Monetário Internacional, pela União Europeia e pelo Banco Central Europeu.

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/84404/Sob-cr%C3%ADticas-Portugal-aprova-eleva%C3%A7%C3%A3o-de-impostos-Sob-cr%C3%ADticas-Portugal-aprova-eleva%C3%A7%C3%A3o-impostos.htm

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Justiça pode ser cega. Mas, estes casos... É melhor ficarmos atentos!

1
Em agosto deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello concedeu liminar suspendendo o júri popular que finalmente faria Justiça ao “caso Nicole”. O empresário Pablo Russel Rocha é acusado de, em 1998, ter arrastado com sua caminhonete, até a morte, a garota de programa Selma Artigas da Silva, então com 22 anos, em Ribeirão Preto. A jovem era conhecida como Nicole.
Grávida, Nicole teve uma discussão com Pablo. A acusação diz que ele a prendeu ao cinto de segurança e a arrastou pela rua. Pablo, que responde pelo crime em liberdade, diz “não ter percebido” que a moça estava presa ao cinto e nem ter ouvido os gritos da moça porque “o som da Pajero estava muito alto”. O corpo de Nicole foi encontrado, totalmente desfigurado, do outro lado da cidade. Com a suspensão, a família de Selma/Nicole vai esperar não se sabe quantos anos mais pelo julgamento do acusado.

2
Em novembro de 2011, o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus ao empresário Alfeu Crozado Mozaquatro, de São José do Rio Preto (SP), acusado de liderar a “máfia do boi”, mega-esquema de sonegação fiscal no setor de frigoríficos desvendado pela Polícia Federal. De acordo com a Receita Federal, o esquema foi responsável pela sonegação de mais de 1 bilhão e meio de reais em impostos. Relator do processo, Marco Aurélio alegou haver “excesso” de imputações aos réus.

3
Em julho de 2008, o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, sua irmã Verônica e mais nove pessoas presas na operação Satiagraha da PF, entre elas o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (que morreu em 2009). A Satiagraha investigava justamente desdobramentos do chamado mensalão, mas, para Mendes, a prisão era “desnecessária”. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o grupo de Dantas teria cometido o crime de evasão de divisas, por meio do Opportunity Fund, uma offshore nas ilhas Cayman que movimentou entre 1992 e 2004 quase 2 bilhões de reais. O grupo também era acusado de formação de quadrilha e gestão fraudulenta.

Adaptado de:
http://www.cartacapital.com.br/politica/o-stf-e-suas-contradicoes/

domingo, 28 de outubro de 2012

PADRINHO REVELA UM MELLO POLÍTICO E MIDIÁTICO

No romance autobiográfico “Código da Vida”, o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos conta como ajudou a nomear Celso de Mello para o STF e como rompeu com o ex-pupilo; o ministro havia dado um voto contra José Sarney, que o nomeara, por pressão da Folha de S. Paulo, mas apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente; depois disso, ambos romperam e Saulo disparou: “Você é um juiz de m...”


247 – Responsável ontem pela comparação entre  o PT e duas organizações criminosas que roubam e matam (o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital), o ministro Celso de Mello, “decano” do Supremo Tribunal Federal, é saudado há vários anos pelos meios de comunicação como uma espécie de herói por sua defesa constante da liberdade de expressão.
Essa conexão com os meios de comunicação foi apontada em 2007 pelo ex-ministro da Justiça, Saulo Ramos, que foi um dos articuladores de sua ida para o Supremo Tribunal Federal. Naquele ano, Saulo publicou o romance “Código da Vida”, com pitadas autobiográficas, em que falou sobre o ex-pupilo Celso de Mello.
Segundo Saulo, o ministro deu um voto contra José Sarney, que o nomeou, por pressão da Folha da S. Paulo, que questionava sua independência – assim como muitos jornais fazem hoje em relação a Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. E essa revelação teria sido feita pelo próprio Mello a Saulo numa conversa telefônica reproduzida no livro.
Além de confessar a pressão da Folha, Mello teria dito ainda a Saulo que votou contra Sarney apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente, que pôde mudar seu domicílio eleitoral para o Amapá, onde se elegeu senador. Ou seja: se fosse necessário, ele votaria de outra maneira.
A ligação terminou com o rompimento definitivo entre ambos. “Você é um juiz de merda”, disparou Saulo.
Confira trecho do livro:

"…a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

E continua:

Veio o dia do julgamento do mérito. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura Sarney.

Deus do céu! O que deu no Garoto? Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação ( o assunto do telefonema para o “padrinho” ) com a hipótese de Marco Aurélio de Mello ( primo do Collor ) ser o relator.

Continuando a narrativa:

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha de São Paulo ( que na véspera noticiou o voto certo em favor de Sarney )…

O Presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu…Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…

O Senhor entendeu?

- Entendi.

ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE MERDA!

Bati o telefone e nunca mais falei com ele.

Muitos advogados sabiam que Celso de Mello havia sido meu secretário na Consultoria da República e nomeado Ministro do Supremo por empenho meu. (fls. 169 /176 do livro Código da Vida)".

sábado, 27 de outubro de 2012

Brasileiro desenvolve vacina experimental mais eficaz contra vírus da aids

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em ratos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, conseguiu manter os níveis do vírus da aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nesta quarta-feira a revista "Nature".
Este tratamento experimental, composto por cinco potentes anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico), foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.
O cientista administrou os anticorpos em ratos "humanizados", que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.
Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento.
Em seguida, o cientista comparou os resultados com os obtidos ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.
Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento (cerca de duas semanas).
"O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos 'humanizados', por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos", defendeu o especialista em seu artigo.
Na atualidade, o tratamento anti-retroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios.
No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de "depósito" ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.
Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo. EFE

http://br.noticias.yahoo.com/brasileiro-desenvolve-vacina-experimental-eficaz-v%C3%ADrus-aids-183230596.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Justiça Federal recebe nova denúncia contra coronel Ustra

A Justiça Federal recebeu a denúncia do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações Internas de São Paulo (DOI-Codi-SP) no período de 1970 a 1974, pelo crime de sequestro qualificado do corretor de valores Edgar de Aquino Duarte, em junho de 1971. Também passam à condição de réus pelo mesmo crime o delegado aposentado Alcides Singillo e o delegado Carlos Alberto Augusto, ambos da Polícia Civil.

De acordo com a decisão, da 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo, “uma das características da transição política no Brasil, diferentemente de outras experiências continentais, é a ausência de punição dos agentes estatais envolvidos nos excessos perpetrados durante os períodos de repressão política, vez que delitos como homicídios e lesões corporais, entre outros, foram albergados pela chamada Lei da Anistia”. O documento ressalta, entretanto, que a Lei da Anistia não se aplica ao caso do desaparecimento de Edgar de Aquino Duarte porque seu sequestro “se prolonga até hoje, somente cessando quando a vítima for libertada, se estiver viva, ou seus restos mortais forem encontrados”.

Para o procurador da República Sérgio Gardenghi Suiama, a decisão "é um passo histórico no sentido da responsabilização criminal dos autores de crimes contra a humanidade”. “A vítima Edgar de Aquino Duarte nem mesmo era um dissidente político. Foi preso e 'desaparecido' pelos réus porque sabia demais, depois de ficar três anos presos no DOI-CODI e no DEOPS de São Paulo, sem ordem judicial, de forma totalmente clandestina e ilegal”, destacou.

Edgar Aquino Duarte ficou preso ilegalmente, primeiramente nas dependências do Destacamento de Operações Internas do II Exército (Doi-Codi) e depois no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), até meados de 1973. Nascido em 1941, no interior de Pernambuco, tornou-se fuzileiro naval e membro da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. Em 1964, logo após o golpe militar, foi expulso das Forças Armadas, acusado de oposição ao regime ditatorial. Exilou-se no México, depois em Cuba e só voltou ao Brasil em 1968, quando passou a viver em São Paulo com o falso nome de Ivan Marques Lemos.

Durante as investigações, os procuradores encontraram documentos do II Exército que atestam que Edgar de Aquino Duarte foi preso, que ele não pertencia a nenhuma organização política e que de fato atuava como corretor de valores. Não tinha, portanto, como reconheceram os próprios órgãos de repressão, qualquer envolvimento com a resistência ao regime ditatorial.

Sequestro - A tese de que o crime cometido contra Edgar de Aquino Duarte não está prescrito é baseada em três decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizaram a extradição de agentes acusados pelo Estado argentino de participação em sequestros realizados há mais de 30 anos, sob o argumento de que, enquanto não se souber o paradeiro das vítimas, remanesce a privação ilegal da liberdade e perdura o crime.

Além de Sérgio Gardenghi Suiama, também assinam a ação os procuradores da República Andrey Borges de Mendonça, Inês Virgínia Prado Soares, Ivan Cláudio Marx, André Casagrande Raupp, Tiago Modesto Rabelo e Marlon Weichert.

O número da ação para acompanhamento processual é 0011580-69.2012.403.6181.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21138

PM invade sala de aula e intimida alunos na zona sul de SP

Nesta quarta-feira (24), um policial militar entrou sem autorização em uma sala de aula do ensino fundamental do CEU Parque Bristol, na zona sul de São Paulo, para repreender alunos que estariam chamando os policias de "coxinha" pela janela.
Uma foto do momento da "bronca" foi divulgada no Facebook e compartilhada por mais de 1.600 pessoas até a publicação deste post. Nos comentários, há relatos de que o policial teria ameaçado e coagido os alunos.
No perfil Mães de Maio há o seguinte texto acompanhando a foto: "... as crianças mexeram com eles pela janela chamando-os de 'coxinha'. Isso foi o suficiente para eles invadirem a escola, entrarem nessa sala de oitava série e cometer atrocidades como ameaças de morte, coação, engatilhar armas, humilhá-los, chamá-los de marginais, enfim...atitudes dignas de homens 'corajosos'. Esse é nosso pais. Essa escola é municipal. CEU EMEF Parque Bristol".
A Secretaria Municipal de Educação confirma que o policial entrou na escola para repreender os estudantes sem pedir autorização. A SME comunicou o fato à SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) e a gestora da unidade entrou em contato com o 46º Batalhão da Polícia Militar logo após o ocorrido.
De acordo com o setor de Comunicação Social da PM, "o secretário Antonio Ferreira Pinto determinou que a ocorrência seja rigorosamente investigada pela Corregedoria da Polícia Militar". A nota divulgada pela PM também afirma que "a SSP não tolera abusos de policiais e, se confirmadas as denúncias, eles serão afastados e punidos".

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/foto-no-facebook-mostra-pm-dando-bronca-em-210322586.html

PM comete ato covarde contra manifestante

PM que deu choque em manifestante no Rio é preso, diz polícia

Caso foi flagrado na quarta-feira, durante protesto no Centro da cidade.
Agressão vai ser investigada pela 6ª DP (Cidade Nova).

Foi preso pelo comando do 4º BPM (São Cristóvão), nesta sexta-feira (26), o subtenente da Polícia Militar flagrado em um vídeo postado no YouTube (clique e assista) dando um choque em uma menina que segurava um cartaz, durante uma manifestação pacífica no Centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira (24). As informações são da assessoria de imprensa da PM.
A passeata ocorreu na Avenida Presidente Vargas, próximo à Prefeitura do Rio e ao Metrô, por volta das 16h, e reuniu estudantes na pista lateral da via, em protesto contra o aumento da passagem de ônibus na cidade.
A Polícia Civil disse que vai analisar as imagens divulgadas no vídeo para investigar o caso. A informação é do delegado titular da 6ª DP (Cidade Nova), Fábio da Costa Ferreira, responsável pelo local.
As imagens mostram que o policial aplicou a descarga elétrica debaixo do braço dela, sem que a estudante pudesse ver o que acontecia. Pelo vídeo, não é possível identificar nenhuma confusão ou resistência por parte dos estudantes.
assessoria da Polícia Militar informou que, por enquanto, não vai divulgar o nome do policial militar envolvido no caso porque aguarda uma posição do Comando Geral.
A arma não-letal utilizada pelo policial não é usada oficialmente pela corporação. A polícia disse ainda que os PMs agiram no intuito de liberar o trânsito, já que a obstrução de vias públicas constitui crime.


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/10/pm-que-deu-choque-em-manifestante-no-rio-e-preso-diz-policia.html

Comentário do Blog: É mais um ato covarde de uma corporação que tem que ser desmantelada. É uma das heranças malditas da ditadura militar e que trata manifestação social como caso de polícia. É hora avançar a luta democrática pela desmilitalização da PM.

 

 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Bradesco lucra R$ 8,6 bi até setembro, mas continua demitindo trabalhadores

Escrito por: Contraf-CUT com Dieese

 O Bradesco foi o primeiro grande banco a divulgar o balanço do terceiro trimestre deste ano. A instituição financeira anunciou nesta segunda-feira (22) um lucro líquido ajustado de R$ 8,605 bilhões, alta de 2,1% sobre os primeiros nove meses de 2011.
No terceiro trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 2,893 bilhões, o que representa alta de 1,01% sobre igual intervalo do ano passado e alta de 0,91% frente ao segundo trimestre de 2012.
"Esse resultado estrondoso abre nova safra de lucros abundantes dos bancos brasileiros. Queremos que o Bradesco retome as negociações permanentes, discutindo a geração de empregos e o atendimento da pauta específica dos funcionários do banco", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Novo truque da PDD
Conforme análise preliminar do Dieese, o banco voltou a usar a manobra contábil das elevadas provisões para devedores duvidosos (PDD). O montante provisionado foi de R$ 3,303 bilhões de julho a setembro, alta de 18,9% contra o mesmo período de 2011.
Em relação ao segundo trimestre deste ano, houve diminuição de 3,1%. No acumulado de 2012 em comparação a igual período de 2011 houve um crescimento de 29,4%.
Já o índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou uma pequena queda, encerrando setembro em 4,1%, o que representa 0,1 ponto percentual a menos em relação ao trimestre anterior.
 
Mais cortes de empregos
Apesar do lucro astronômico, o Bradesco fechou 431 postos de trabalho entre julho e setembro, a exemplo do trimestre anterior quando foram eliminadas 571 vagas, totalizando 1.002 cortes de empregos nos últimos seis meses. Com isso, o quadro caiu para 104.100 funcionários.
"É inaceitável a redução de postos de trabalho, enquanto cresce o lucro bilionário do banco", aponta o presidente da Contraf-CUT. "Em vez de demitir, o banco precisa contratar, a exemplo de outros setores da economia brasileira, e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país com geração de empregos e distribuição de renda", enfatiza.

Menos funcionários, mais agências
O Bradesco abriu novas agências. O banco atingiu 4.665 unidades em setembro, aumento de 18,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. Houve também expansão do número de correspondentes para 41.713, o que significa 33% a mais do que setembro de 2011.
"Menos funcionários e mais agências significa mais sobrecarga de trabalho. Isso explica por que os bancários estão mais estressados e crescem os casos de adoecimento", alerta o dirigente sindical.

Mais rotatividade
As despesas de pessoal caíram para R$ 3.118.878, uma queda de 7,69% em relação a R$ 3.378.538 em setembro de 2011 quando o banco tinha mais funcionários.
"Isso comprova com os números do balanço o efeito perverso da rotatividade que o Bradesco utiliza para reduzir custos e turbinar os lucros", denuncia Cordeiro.

Mais receitas de tarifas
As receitas com prestação de serviços cresceram 16,39% em 12 meses, passando de R$ 2.889.439 para R$ 3.362.954, e 4,92% apenas no último trimestre, de R$ 3.362.954 para R$ 3.362.954.
Além disso, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas de prestação de serviços mais renda das tarifas bancárias cresceu 27,23 pontos percentuais, passando de 111,65% para 138,88%.
"O aumento dessas receitas compensou tranquilamente as pequenas reduções nas taxas de juros de algumas linhas de crédito", aponta Cordeiro. "Além disso, os números revelam que tais receitas cobrem sozinhas todas as despesas de pessoal do banco e ainda sobra quase 39%", salienta.


http://www.cut.org.br/destaque-central/50295/bradesco-lucra-r-8-6-bi-ate-setembro-mas-continua-reduzindo-os-empregos?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Anuncio da Netshoes é considerado preconceituoso

Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária recomenda alteração de anúncio que discriminava a função do vendedor

Atendendo à denúncia efetuada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a alteração da propaganda veiculada pela empresa de comércio eletrônico NETSHOES, que elimina e violenta o vendedor.
A Contracs, em sua denúncia, reiterou que a citada propaganda infringia o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária em 4 artigos por: não respeitar a dignidade humana (artigo 19); favorecer e estimular ofensa e discriminação contra o vendedor ao classificá-lo de chato (artigo 20); conduzir à violência ao eliminar o vendedor e jogá-lo no lixo (artigo 26) e manifestar descaso pela segurança do vendedor ao derrubá-lo no chão ou jogá-lo no lixo conforme as propagandas veiculadas e denunciadas (artigo 33).
Ainda segundo as normas, todo anúncio deve ser respeitador (artigo 1º), deve ter presente a responsabilidade do Anunciante (artigo 3º) e deve estar em consonância com os objetivos do desenvolvimento econômico, da educação e da cultura nacional (artigo 6º).
Com base nestes artigos, o Conar – durante sessão de julgamento junto ao Conselho de Ética – adotou o voto do conselheiro Marcelo Pacheco pela recomendação de alteração da propaganda. Sendo assim, a NETSHOES não mais poderá veicular as propagandas utilizando a palavra ‘chato’ no comercial bem como qualquer outra forma de agressão física aos vendedores.
Outras ações
Além da denúncia junto ao Conar, a Contracs estuda outras medidas judiciais a serem tomadas em relação à propaganda que ofendia e incitava a violência contra os vendedores.

http://www.cut.org.br/destaque-central/50189/conselho-nacional-de-autorregulamentacao-publicitaria-recomenda-alteracao-de-anuncio-que-discriminava-a-funcao-do-vendedor?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Militares britânicos são denunciados por assassinato no Afeganistão

Jornal aponta que oficiais recusaram assistência médica à insurgente ferido

Cinco oficiais da Marinha do Reino Unido foram acusados pela morte de um homem no sul do Afeganistão aonde realizam operações militares, informou neste domingo (14/10) o Ministério da Defesa. É a primeira vez que militares britânicos são denunciados e detidos por homicídio desde o inicio da intervenção no território afegão em 2011.

Os militares faziam parte da Operação Herrick 14 na província afegã de Helmand que tinha como objetivo lutar contra combatentes talibãs. De acordo com a versão exposta pelas autoridades britânicas, o caso não envolveu civis e a vítima dos oficiais era um “insurgente”.

O ministério ainda informou que nove fuzileiros navais foram presos em conexão com o processo, mas apenas cinco foram denunciados para a corte militar. “Seguindo direções da Promotoria, estes oficiais vão permanecer detidos para atender ao processo judicial”, afirmou o órgão.

O governo britânico não explicou, no entanto, o que de fato teria acontecido entre estes fuzileiros navais e o “insurgente” para sua morte ser considerada um crime. Pois, segundo as regras militares britânicas, as tropas podem abrir fogo para prevenir um ataque do inimigo ou quando estão em confronto direto. O ministério apenas acrescentou que a investigação teve início há poucas semanas.

Segundo apuração do jornal britânico Independent, uma investigação sobre material pornográfico levou à prisão dos fuzileiros navais. A polícia apreendeu um laptop para este caso quando encontrou vídeo mostrando os oficiais discutindo sobre a situação de um afegão machucado. Os militares britânicos debatiam se deveriam oferecer assistência medica ou não ao homem, que acabou por falecer.

Em 2010, a morte de um suposto insurgente por soldado britânico na província de Helmand também foi investigada pelas autoridades do Reino Unido. Oficiais acreditavam que o afegão poderia ser um fazendeiro e não, um terrorista. No entanto, depois de 18 meses de investigação, o Ministério de Defesa não apresentou nenhuma queixa.

As tropas britânicas sofreram dezenas de acusações de tortura e abusos durante sua atuação no Iraque, a partir de 2003. Um dos casos mais famosos envolveu uma recepcionista de hotel que morreu detida em uma base militar do Reino Unido em Basra, sul do Iraque.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24868/militares+britanicos+sao+acusados+de+homicidio+por+morte+no+afeganistao.shtml

Incêndios criminosos em favelas de São Paulo

Provocados pelo grande número de incêndios em favelas e moradias precárias na cidade de São Paulo, entidades e movimentos sociais organizaram um debate na Universidade de São Paulo nesta quarta-feira (10) para discutir o tema e organizar iniciativas de solidariedade às famílias desabrigadas. O jornalista José Arbex Jr. abriu dizendo que “não devemos relacionar este fenômeno nem só a São Paulo nem só ao Brasil. Estamos diante de um processo universal, em que a crise do capital, quanto mais ela se acentua, quanto mais veem que não há saída, mais acontece esta desumanização dos pobres, daqueles que não são consumidores. É uma forma de eliminá-los”.

Arbex, que também é escritor e professor da PUC-SP, foi duro ao falar sobre a aceitação da sociedade diante do discurso da grande mídia. Na ocasião, usou como exemplo a versão de que o incêndio na Favela do Moinho teria iniciado com uma briga entre travestis, fator que o alarmou já que estas são uma das personagens mais atacadas pela mídia e pelo senso comum da sociedade. A versão da mídia, portanto, alimentaria a rejeição da sociedade também às travestis, e facilitaria a incorporação pela classe média paulistana de que os culpados pelos incêndios são os próprios moradores.

“O incêndio da favela não é apenas um fenômeno circunscrito à disputa imobiliária nem à especulação produzida pela Copa do Mundo e pelos Jogos Olímpicos. É também isso, mas é muito mais grave. Porque nos leva a perguntar: como é possível a mídia articular este discurso e não ser atacada? Isso é o grave, pois indica um certo entorpecimento das consciências e uma aceitação passiva desta narrativa”, arrematou o professor.

Morador e liderança da Favela do Moinho, Milton Sales endossou a crítica à mídia ao dizer que “é um bando de pau mandado” dos grandes empresários. Miltão, como é conhecido, afirmou que os valores individualistas, consumistas e violentos transmitidos na televisão brasileira também afetam os moradores de favelas.

Givanildo Manoel, militante do Tribunal Popular, relatou uma série de projetos que estão em curso na cidade e denunciou o episódio ocorrido na Favela do Piolho, onde vários fatores indicam o caráter criminoso dos incêndios. “Essa política só é possível de ser implementada por conta do processo de militarização da cidade”, disse Givanildo em referencia aos militares alocados em quase todas as subprefeituras e à chamada “bancada da bala” recentemente eleita na Câmara dos Vereadores.

As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) implementadas no Rio de Janeiro reforçam a tese de Givanildo, inclusive por abrirem espaço para empresas na favelas. Em São Paulo, o militante acredita que os projetos imobiliários voltados para as periferias, acompanhados da violenta ação policial, alimentam o setor imobiliário e visam expulsar populações pobres para ainda mais longe do centro da cidade.

O professor do Departamento de História da USP, Jorge Grespan, seguiu na mesma toada e disse que “o fato é que essas áreas precisam ser desocupadas para que o capital financeiro tenha poder de abocanhar pedaços maiores da mais valia”. Grespan relacionou as várias formas de exploração sofridas pelos moradores de favela. “É a exploração tanto pelo patrão como pelo setor financeiro pago pelo patrão”, disse.

Várias intervenções dos estudantes presentes na plateia questionavam como a população poderia reagir diante deste processo de reorganização da cidade que prejudica os mais pobres. Todos os debatedores citaram as dificuldades de organização popular na atual conjuntura, mas endossaram a convocatória das iniciativas já agendadas. No dia 13 está marcado um panelaço às 14 horas em frente à Favela do Moinho, e no dia 1º de dezembro, data de inicio da Lei Geral da Copa, deverão ocorrer novas manifestações.

http://www.cartamaior.com.br/template/materiaMostrar.cfm?materia_id=21059

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Milhares de pessoas marcham na Espanha em protesto contra cortes sociais

07 de outubro de 2012 • 09h57 

Milhares de pessoas iniciaram neste domingo uma manifestação em Madri e outras cidades espanholas, convocada por mais de 150 organizações reunida num movimento batizado de Cúpula Social, para protestar pelas medidas econômicas do governo de Mariano Rajoy e contra um orçamento que consideram "anti-social".
Com o lema "Mais desemprego, mais cortes, menos proteção. Querem arruinar o país! É preciso impedir", os manifestantes, entre eles representantes dos dois principais sindicatos do país, UGT e CCOO, marcharam pelo centro da capital.
Também participam da passeata políticos dos partidos da oposição, os socialistas do PSOE e a Esquerda Unida. Os manifestantes cantavam palavras de ordem contra os cortes aprovados pelo executivo conservador.
Os protestos acontecem neste domingo em 57 cidades espanholas, coincidindo com a Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, que este ano tem o lema: "Juventude sem emprego, sociedade sem futuro".
Os secretários gerais das centrais CCOO e UGT, Ignacio Fernández Toxo e Cándido Méndez, respectivamente, disseram hoje que o restritivo orçamento geral de 2013 aprovado neste mês pelo governo provocará "mais recessão e mais desemprego" e opinaram que a convocação de uma greve geral depende do Executivo.
Em entrevista coletiva antes da manifestação, os líderes sindicais exigiram que o governo convoque um referendo sobre os cortes antes que a situação social fique "explosiva e insustentável".
A Espanha sofre com uma altíssima taxa de desemprego, que atinge mais de 23% da população ativa, e que no caso dos jovens supera 50%. EFE

http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI6209259-EI188,00-Milhares+de+pessoas+marcham+na+Espanha+em+protesto+contra+cortes+sociais.html

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mais um passo na via da privatização da saúde pública no Brasil

Alerta do Blog:
Se não bastasse a falta de recursos, o desvio do dinheiro público e a pressão dos planos de saúde e hospitais privados, agora é a entrada do capital americano que pode se tornar mais uma ameaça a saúde pública no Brasil. Veja a matéria da Folha e tire suas conclusões!

Gigante americana compra Amil por US$ 4,9 bilhões

A gigante americana da área de saúde UnitedHealth Group comprou 90% do capital da Amil Participações por US$ 4,9 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões)
O nome comercial brasileiro, Amil, deverá permanecer o mesmo. A UnitedHealth é a maior empresa de benefícios e serviços de saúde dos EUA.
De acordo com Edson Bueno, fundador e diretor-executivo da Amil Participações, não haverá nenhuma alteração dos planos de saúde vigentes.
Foram três anos de negociação. Com a compra, o grupo americano passa a ser controlador das operações da brasileira, inclusive dos 22 hospitais da companhia.
Além desses hospitais, Bueno possui, como pessoa física, outros oito que não entraram no negócio. Mas a americana tem direito de compra dessas unidades no futuro.
A aquisição da Amil é a maior operação da United fora dos EUA. O negócio, no entanto, ainda depende de aprovação da ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar).
CLASSE C
Bueno ressalta que a UnitedHealth tem interesse em desenvolver produtos com foco nos cosumidores da classe C.
"Essa companhia é a mais inovadora do mundo em relação a tecnologias", afirmou. "Essa empresa vai atender melhor os nossos clientes e os nosso médicos. Em três anos, a nossa companhia terá outra cara."
Com faturamento de mais de US$ 100 bilhões em 2011, a UnitedHealth atende um em cada quatro americanos com plano de saúde, destacou Bueno.
De acordo com Erwin Kleuser, diretor corporativo de relações com investidores da Amil, o início das conversas aconteceu por interesse da americana.
O brasileiro informou ainda que vai permanecer mais cinco anos na empresa para formar uma sucessão, que deverá ser constituída integralmente por brasileiros. Portanto, os principais executivos da Amil hoje vão permanecer.
A Amil tem 9% de participação de mercado brasileiro, composto por 1.600 empresas. A estimativa da companhia é crescer 10% ao ano por receita, mas Bueno não descarta possibilidade de aquisições. "Não é por causa da chegada da United. Sempre pretendemos adquirir, desde que empresas com bom potencial e preço certo."
Bueno se comprometeu também a investir US$ 470 milhões em ações da United nos EUA, o que vai representar 0,9% do capital, e será membro do conselho da empresa americana.
O executivo afirmou ainda que o Brasil deverá servir como plataforma de desenvolvimento da UnitedHealth em vários países, como os de língua portuguesa. (CAROLINA MATOS)

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1165940-gigante-americana-compra-amil-por-us-49-bilhoes.shtml 

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais de 500 famílias são despejadas por dia na Espanha

Em meio à crise econômica que assola a Espanha, mais de 500 famílias são despejadas a cada dia no país por não pagar aluguel ou prestações do financiamento imobiliário.
Desde 2008, já foram quase 400 mil execuções hipotecárias. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ), órgão do governo, registrou 46.559 despejos. Por dia, 517 famílias foram despejadas suas casas por inadimplência.
A Plataforma dos Afetados pela Hipoteca (PAH), entidade criada para chamar atenção para o problema, estima que, neste ritmo, o país terminará 2012 com mais de 180 mil famílias despejadas.
Ada Colau, ativista do direito à moradia e uma das fundadoras da PAH, critica que a legislação ampare as entidades bancárias, mas não os cidadãos que perdem o emprego e não podem pagar o empréstimo.
Ela afirma que, na época do boom imobiliário, o governo "facilitou o crédito de maneira irresponsável" e, agora, anuncia cortes em gastos com educação e saúde, enquanto resgata a entidades bancárias.
A PAH reúne assinaturas para uma iniciativa legislativa popular, na qual propõe, entre outras coisas, a paralisação dos despejos durante a crise e a destinação de residências desocupadas para o aluguel social. "É preciso tratar a moradia como um direito."

Segundo dado preliminar do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para o Censo deste ano, entre 5 milhões e 6 milhões de moradias no país estariam vazias, o que representa 20% do estoque imobiliário residencial. A Catalunha é uma das comunidades autônomas mais atingidas pela crise imobiliária, onde são realizados 20% dos despejos do país, segundo o CGPJ.
Em ações coletivas da PAH, famílias que perderam judicialmente seus imóveis ocuparam quatro edifícios vazios embargados por bancos na Catalunha.
Ocupação
Um edifício da rua Pompeu Fabra, em Terrassa (a 23 km de Barcelona), está ocupado por 11 famílias desde dezembro passado.
A ocupação foi uma forma de chamar a atenção das autoridades para que pressionem as entidades bancárias e também a única saída para que essas famílias tivessem um teto, ainda que provisório.
É o que explica José Arturo Ramírez, 44 anos, soldador desempregado há quatro anos, que ocupa um dos apartamentos com a mulher, dois filhos, o genro e o neto.
Ramírez é uma das vítimas do setor mais castigado nesta crise econômica, o da construção civil. "Ninguém tinha ideia de que terminaria assim, mas os bancos, sim, sabiam. Era muito fácil conseguir um financiamento", lembra.
Ramírez devolveu o imóvel, mas não quitou completamente a dívida. O apartamento que pertenceu a ele, hoje, continua vazio. "Queremos o diálogo com o governo e com as entidades bancárias."
Ramírez evita fazer planos para o futuro. "Pensei em tirar minha própria vida. Hoje, sigo o conselho do meu médico e vivo cada dia. Se eu desmorono, quem me levanta?"
No mesmo edifício ocupado, vive Soraya Urbano Oviedo, 31 anos, junto com o marido e os dois filhos. Quando ficou desempregada e o marido teve de fechar o negócio por causa da crise, propuseram ao banco um refinanciamento da dívida.
"A resposta foi que, se não pagássemos, nos tirariam a casa."
Seu antigo apartamento também continua vazio. "Eu o vejo diariamente. Me dá muita pena, está se deteriorando. Tenho vontade de entrar lá", confessa. "Não sei se voltaria a 'ocupar'. Não é o que quero para os meus filhos."
Soraya e Ramírez são uns dos poucos que conseguiram o perdão de parte da hipoteca. A maioria não consegue, como Montserrat Colomer, 34 anos, operária.
O apartamento onde mora já foi leiloado em 2010 e ela pode receber um novo aviso de despejo a qualquer momento. "Se me tiram da minha casa, vou 'ocupar' outra, porque meus três filhos não ficarão na rua e ninguém vai tirá-los de mim", avisa.
O dia da entrevista à BBC Brasil era aniversário do filho de 5 anos. Não houve festa, nem bolo. O próximo salário de Montserrat está reservado para comprar os livros da escola.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,mais-de-500-familias-sao-despejadas-por-dia-na-espanha,939424,0.htm

Estudo coloca refrigerante como novo vilão para a saúde

Ingerir um copo da bebida por dia basta para aumentar o risco de obesidade.

O excesso de açúcar presente nos refrigerantes - cerca de 65 g em apenas 600 ml, em média - é um dos principais motivos pelos quais a bebida foi apontada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, como o novo vilão da saúde.

De acordo com o estudo, os refrigerantes, se consumidos regularmente, aumentam o risco genético de uma pessoa se tornar obesa.

Basta ingerir o refrigerante em uma quantidade maior que um copo de 200 ml todos os dias para que o consumo se torne uma ameaça, alerta a diretora-secretária do Conselho Regional de Nutricionistas de Minas Gerais, Joyce Andrade Batista. "Quando se consomem alimentos que contêm muito açúcar, isso aumenta a glicose na corrente sanguínea. Todo excesso não metabolizado pelo organismo irá se transformar em açúcar e, consequentemente, favorecer o ganho de peso", afirma.

Segundo a médica, o que ocorre é que, além do consumo exagerado da bebida, muitas pessoas têm uma dieta rica em gordura e pobre em alimentos integrais, frutas e verduras, o que pode agravar ainda mais a situação. "O refrigerante é uma bebida que não tem vitaminas ou minerais, apenas substâncias industrializadas que não agregam nenhum valor nutritivo, ou seja, não trazem nada de benéfico à saúde", afirma.

A lista de consequências ruins do excesso de açúcar é enorme: hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, obesidade e risco aumentado de câncer de pâncreas e de intestino, osteoporose, cálculos renais, gastrite, caries e insônia.

Os perigos do refrigerante são os mesmos para todos os tipos e sabores. E enganam-se as pessoas que acreditam que, ao ingerirem sucos industrializados, estão fazendo uma boa troca. Tanto os de sachê em pó quanto os sucos de polpa comercializados em caixas ou latas provocam o mesmo efeito (do refrigerante). "Os sucos em pó também não possuem nutrientes. No caso dos outros, a quantidade de polpa é muito pequena", diz Joyce, que aconselha a preferência pelos sucos naturais.

Para a nutricionista, parte do problema começa desde cedo. "Não é difícil ver pais incentivando seus filhos (a beberem refrigerante). Alguns começam a colocar a bebida até mesmo nas mamadeiras", afirma Joyce.

http://www.odebate.com.br/alimentos-e-bebidas/estudo-coloca-refrigerante-como-novo-vilao-para-a-saude-01-10-2012.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Chanceler de Cuba denuncia na ONU 'terrorismo de Estado' dos EUA

Bruno Rodríguez também criticou bloqueio econômico americano à ilha. Mas diplomata voltou a convidar americanos ao diálogo.

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou nesta segunda-feira (1º)  na Assembleia Geral da ONU a política dos Estados Unidos contra seu país, tanto pelo bloqueio econômico como por sua decisão de incluir a ilha na lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
Em um discurso na sede das Nações Unidas, em Nova York, Rodríguez acusou também os Estados Unidos e alguns países da Europa de terem como objetivo derrubar o governo sírio, e defendeu a autodeterminação e a soberania de Damasco.
O chanceler cubano dedicou boa parte de sua mensagem para denunciar políticas dos Estados Unidos contra seu país e relacionou a inclusão de Cuba na lista americana de Estados patrocinadores do terrorismo internacional a uma forma de justificar o bloqueio econômico à ilha.
"O verdadeiro propósito de manter Cuba nesta lista espúria é fabricar pretextos para endurecer a perseguição as nossas transações financeiras e justificar a política de bloqueio, que provocou inestimáveis danos humanos e econômicos de um bilhão de dólares, ao valor atual do ouro", ressaltou.
"É sabido que o governo americano utilizou o terrorismo de Estado como uma arma de sua política contra Cuba, que provocou 3.478 mortes e 2.099 incapacitados entre nossos compatriotas, enquanto abrigou dezenas de terroristas, alguns dos quais ainda hoje vivem livremente nesse país", acrescentou.
Apesar das denúncias, Rodríguez voltou a estender a mão aos Estados Unidos "às vésperas de suas eleições" presidenciais de novembro, propondo uma "normalização das relações por meio do diálogo, em pé de igualdade".
O ministro afirmou que a política de Washington em relação à América Latina "é em essência a mesma" com governos democratas ou republicanos, e assegurou que as promessas do atual presidente Barack Obama ao assumir em 2009 "não foram cumpridas", referindo-se a uma flexibilização das medidas contra Cuba.
Rodríguez destacou o apoio recebido por parte dos países de América Latina e Caribe na última Cúpula das Américas de Cartagena, em abril, da qual Cuba não participou por exigência dos Estados Unidos.
Ao falar da guerra civil na Síria, o chanceler cubano denunciou uma tentativa das potências ocidentais de "derrubar" o gobverno do presidente Bashar al-Assad armando os grupos opositores e recorrendo a mercenários.
"O governo dos Estados Unidos e alguns da Europa decidiram derrubar o governo sírio, e, para isso, armaram, financiaram e treinaram os grupos opositores, incluindo o uso de mercenários", afirmou.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/chanceler-de-cuba-denuncia-na-onu-bloqueio-e-terrorismo-de-estado-dos-eua.html