domingo, 20 de janeiro de 2013

Os EUA poderá espionar qualquer pessoa em qualquer parte do mundo

No final de 2012 renovou-se nos EUA a polémica lei que permite espionar cidadãos sem ordem judicial. Agora esta lei também autoriza a vigilância de qualquer cidadão do mundo cujos dados figurem em companhias como Google. Defensores das liberdades civis vêem esta lei como um atentado à privacidade
A FISA foi aprovada em 1978 pelo mandatário estadounidense Jimmy Carter e tinha como objetivo estabelecer procedimentos para a vigilância física e eletrónica além de coletar todo o tipo de informação relacionada com cidadãos estadounidenses e residentes permanentes suspeitos de atividades de espionagem. No 2008 a FISA foi aprovada com carácter retroactivo e no final do 2012 renovou-se até o 2017.
Os defensores das liberdades civis que advertem que esta lei é um atentado à privacidade dos cidadãos.
Segundo Caspar Bowden, ex-assessor chefe em matéria de privacidade de Microsoft na Europa e um dos redatores deste relatório, «a emenda criada outorga aos Estados Unidos um poder de vigilância em massa especificamente dirigida aos dados de pessoas não estadounidenses localizadas fora do país que utilizem serviços na nuvem».
Esta lei assinala que as empresas estadounidenses com presença na União Europeia podem ser obrigadas através de uma ordem secreta de vigilância -ditada à sua vez por um tribunal de forma secreta- a entregar dados que pertençam a qualquer cidadão europeu.
Segundo afirma Bowden, a maioria das agências de espionagem dos países controlam as comunicações em tempo real, como e-mails ou telefonemas, daqueles grupos sob suspeita com motivo da segurança nacional.
FISA, em troca, autoriza expressamente o controlo destas comunicações em tempo real e os dados na nuvem vinculados com sede no estrangeiro. Inclusive mais, já que permite que Estados Unidos possa obrigar os fornecedores de serviços na nuvem como Google a oferecerem os dados que requeiram dos utentes europeus (Koldo Landaluze)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=9ec1994bb176cb0b7a2cec414fe8ffb2&cod=10881

Uma boa idéia contra a brutalidade

Deputado federal quer banir MMA da TV

O MMA conquistou popularidade devido a lutadores brasileiros transformados em ídolos nacionais, campeões em diversos torneios e categorias mundo a fora. Mas o esporte que fatura bilhões de dólares todos os anos tem atraído também a atenção de quem o considera violento. A polêmica em torno da suposta violência promovida pelas lutas foi parar em Brasília (DF). O deputado federal e advogado, José Mentor (PT-SP) propôs o projeto de lei 5.534/2009 que visa proibir a transmissão das lutas não olímpicas, caso do MMA, em TVs brasileiras (abertas e fechadas). O ringue agora é no Congresso Nacional, que deve receber uma audiência pública ainda neste ano.
A batalha começou em 2009, ano em que o projeto de lei foi criado pelo deputado José Mentor. “Nosso objetivo é proibir o televisionamento de lutas agressivas e brutais que banalizam e propagandeiam a violência pela violência, sem qualquer outra mensagem, pela TV, que é uma concessão estatal. Éder Jofre, por exemplo, bicampeão mundial de boxe, é um dos veementes opositores ao MMA, que tem pouco de esporte e muito de ‘briga de rua’, onde vale tudo”, afirma.
Mentor se atém às mortes de atletas do MMA, em decorrência da intensidade dos golpes sofridos, sobretudo na cabeça. “Basta assistir a um único embate para ver a brutalidade e a contundência dos golpes, desde pontapés e joelhadas na cabeça até cotoveladas no rosto, chaves de braço e ‘mata-leões’”, ressalta Mentor.
A polêmica atinge diretamente a Rede Globo, que negociou recentemente a renovação do contrato de exclusividade para transmitir as lutas do UFC por R$ 1 bilhão. Ela e o canal Premiere Combate, seu braço na TV por assinatura, têm os direitos de transmissão até 2022. Desta forma, a maior emissora do país é, mesmo que não admita, mais uma adversária do deputado paulista neste embate.
De acordo com a assessoria de imprensa do UFC no Brasil, maior e mais importante torneio de MMA no mundo, ninguém comentará a proposta do deputado paulista
Tramitação
O projeto de lei está agora na Comissão de Ciência da Câmara, já tendo passado pela de Desporto. Depois vai para a de Constituição e Justiça, podendo chegar ao Plenário, se houver recurso. “O debate é se o MMA é o tipo de atividade que queremos para formar, qualificar, graduar ou promover os valores esportivos e civilizatórios do cidadão brasileiro. É essa a discussão que devemos travar”, afirma José Mentor.

http://cadaminuto.com.br/noticia/2013/01/19/deputado-federal-quer-banir-mma-da-tv

PM mata e estupra em Alagoas


Soldado da PM é acusado de matar jovem após discussão em Pilar

Vítima chegou a ser levado ao HGE, mas não resistiu à gravidade do ferimento causado pelo disparo no peito

Um soldado da Polícia Militar é acusado de matar um jovem de 24 anos, na madrugada deste domingo (20), na Praça Nossa Senhora das Graças, no Centro do município de Pilar, região metropolitana de Maceió. O policial está foragido, mas disse que irá se entregar.

Segundo relatório divulgado pelo Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), o policial militar João Cleber Viera Chagas, de 26 anos, teria atirado contra o peito direito de João Paulo de Oliveira Silva após uma discussão.

O jovem chegou a ser socorrido por populares e levado ao posto de saúde do município. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu às 3h35.

A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o soldado confessou o crime e que ele se irá se entregar à polícia nesta segunda-feira. Ele se apresentará na Central de Polícia de Maceió acompanhado pelo advogado.

A assessoria garantiu ainda que o caso será apurado e que o acusado responderá tanto judicial quanto administrativamente pelo crime.


Cabo do Bope é acusado de tentar abusar de criança de 4 anos

Menina tinha ido a casa do militar para brincar com o gato

O cabo PM Sebastião Oliveira Lins, de 41 anos, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi acusado de abuso sexual contra uma criança de 4 anos. A menina é filha da vizinha do militar, identificada como Maria Alrenira, que denunciou o crime à polícia.

A moradora declarou ter deixado a filha brincar com outras crianças no condomínio onde reside, na Avenida Frei Damião, no bairro Cidade Universitária.

A dona de casa comunicou o fato ao Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), que determinou o deslocamento de colegas de farda para efetuar a prisão do cabo PM. Ele foi levado para Central de Polícia, onde foi autuado em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável.

O caso será investigado pela delegada Bárbara Arraes, dos Crimes contra Crianças.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Picaretas do Senhor

"Forbes" lista cinco pastores mais ricos do Brasil

A religião sempre foi um negócio rentável, inclusive no Brasil. Ainda que no País a maioria se considere católica, com aproximadamente 123,2 milhões de pessoas, um pregador evangélico pode ganhar muito com seus seguidores Brasil afora.

O número de evangélicos protestantes no País subiu de 15,4% para 22,2% em apenas uma década. Quem ganha com isso? Segundo a Forbes, os pastores evangélicos.

A publicação americana levantou o patrimônio dos principais pastores evangélicos brasileiros e fez uma lista dos cinco mais ricos do país. Veja abaixo. (Fonte: Infomoney)

1. Edir Macedo: O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um patrimônio líquido estimado pela Forbes de US$ 950 milhões, ou cerca de R$ 1,9 bilhão. Macedo é escritor evangélico e já vendeu mais de 10 milhões de livros, todos ligados à religião. Seu grande investimento, porém, foi realizado na década de 80, quando adiquiriu o controle da emissora de televisão Rede Record.

2. Valdemiro Santiago: Após ter sido expulso da Igreja Universal do Reino de Deus, por algum desentendimento com Macedo, Santiago fundou sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, seu patrimônio líquido é de US$ 220 milhões, ou aproximadamente R$ 440 milhões. 

3. Silas Malafaia: Líder da Assembléia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. “Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença". A Forbes estima que sua fortuna esteja em US$ 150 milhões, ou R$ 300 milhões. O site também afirmou que Malafaia lançou uma campanha chamada “O Clube de Um Milhão de Almas”, que pretende levantar R$ 1 bilhão para sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida em 137 países

4. RR Soares: Segundo o site, Romildo Ribeiro Soares, ou RR Soares, é o mais ativo em multimídia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira. Com isso, sua fortuna estimada pela Forbes, é de US$ 125 milhões, ou R$ 250 milhões.

5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sonia: Os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um patrimônio líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares, ou R$ 130 milhões.

http://br.financas.yahoo.com/fotos/forbes-lista-cinco-pastores-mais-ricos-do-brasil-slideshow/ 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jabor não se conforma com a democracia na Venezuela

Blog do Rovai
 
No Jornal da Globo de ontem, 12, Arnaldo Jabor fez mais um de seus espetáculos circenses.
Recheado de afirmações vagas, números tirados da cartola e conclusões sem fundamento, seu discurso teve como alvo o presidente venezuelano, democraticamente reeleito, Hugo Chávez, e todo o povo Venezuelano.
Jabor chamou o povo venezuelano de ignorante, o que sustentaria Chávez no poder, e classificou o presidente como um “Mussolini tropical”.
O curupaco da Globo também atacou os líderes que prestaram apoio a Chávez. No Brasil, Jabor disse que o assessor Marco Aurélio Garcia “recebe ordens de Cuba”.
Quando a Venezuela sofreu um golpe de Estado, em 11 de abril de  2001, Jabor apareceu na mesma Globo com um cacho de bananas celebrando o evento. Para ele a América Latina amanhecia mais forte e desbananizada. Em post dos 10 anos do golpe, recorde o episódio que também tratei em O Midiático Poder – O Caso Venezuela e a Guerrilha Informativa.
Agora vamos aos números mágicos citados ontem por Jabor. Ele disse que “a milícia boliviarana tem 50 mil soldados prontos para a guerra” e outros “60 mil expedicionários cubanos armados” para derrotar a oposição. De onde Jabor tirou esses dados? De onde veio esta informação?
Evidente que ele não diz, até porque o que faz está longe de ser jornalismo ou algo similar.

http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/01/13/venezuela-nao-deixa-passar-e-repudia-arnaldo-jabor/

Cidade chilena vive matança de dezenas de cães após declarações de bispo

Dom Bernardo Bastres citou a Bíblia para justificar morte de cachorros de rua que supostamente atrapalham cidadãos

 Dezenas de cachorros apareceram mortos durante este final de semana nas ruas da pacata cidade de Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Ainda não está claro como esses animais morreram, mas organizações denunciam possível envenenamento.
A matança vem apenas poucos dias depois das declarações de um bispo local que citou a Bíblia para justificar o assassinato de cães de rua. Em artigo no jornal regional Hoy por Hoy na última quarta-feira (09/01), dom Bernardo Bastres lembrou que existem cidades na Europa com autonomia para eliminar os cachorros de rua quando eles são um incômodo para a sociedade.
“Deus criou todas as coisas e as colocou à disposição do ser humano, esse é um princípio do Gênese, tudo está ao nosso serviço, e, portanto, também podemos nos desfazer problemas criados pela natureza”, afirmou o religioso. Ele queria que as autoridades chilenas sacrificassem os cães sem donos.

Revoltados com a morte dos cachorros, dezenas de pessoas se reuniram neste domingo (13/01) em frente à catedral da cidade e responsabilizaram o bispo pelo ocorrido. Os manifestantes impediram a realização da missa e informaram que vão se concentrar novamente nesta segunda (14/01) no local.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26572/cidade+chilena+vive+matanca+de+dezenas+de+caes+apos+declaracoes+de+bispo.shtml

Farra de horas extras abala Justiça Eleitoral

Números um e dois do funcionalismo do Tribunal Superior Eleitoral são exonerados; caíram pelo Diário Oficial o diretor-geral Alcidez Diniz, homem de confiança da presidente da Corte, Carmem Lúcia (à esq.), e a secretária de Controle Interno Mary Ellen Madruga; motivo: pagamentos de R$ 9,5 milhões em horas extras, entre setembro e novembro, a funcionários; servidores acabaram ganhando mais que ministros

247 – Nem a Justiça Eleitoral, instituição em que, segundo as pesquisas,os brasileiros confiam, escapa dos escândalos de corrupção. Desta vez, na forma de pagamentos irregulares de horas extras a quase 600 servidores públicos lotados na instituição. Em razão de gastos nessas rubrica de R$ 9,5 milhões entre os meses de setembro e novembro do ano passado, foram exonerados de seus cargos o diretor geral do Tribunal Superior Eleitoral, Alcidez Diniz, e a secretária de Controle Interno e Auditoria do TSE, Mary Ellen Gleason Gomide Madruga. Diniz era homem de confiança da ministra Carmem Lúcia, presidente da Corte, e assumiu o cargo na gestão dela. Apenas Mary Ellen, no mês de novembro, recebeu R$ 26 mil apenas em horas extras.

Apenas no mês de novembro, os gastos com horas adicionais a 567 funcionários do TSE totalizou R$ 3,8 milhões. Somando-se os meses de setembro e outubro, esses gastos subiram para R$ 9,5 milhões. Com os ganhos adicionais, muitos servidores receberam nesses meses mais que os ministros da instituição. A presidente Carmem Lúcia ainda não falou publicamente sobre as exonerações.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/90554/Farra-de-horas-extras-abala-Justi%C3%A7a-Eleitoral.htm

domingo, 13 de janeiro de 2013

Arnaldo Jabor: o boca do lixo

Venezuela chama Jabor às falas

O Conversa Afiada publica nota da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela:

Além de desrespeitar os venezuelanos, povo irmão do Brasil, e de proferir acusações sem base nos fatos reais, o comentário de Arnaldo Jabor nesta quinta-feira, 10 de janeiro, no Jornal da Globo, demonstra total desconhecimento sobre a realidade de nosso país.

Existe hoje na Venezuela, graças à decisão de um povo que escolheu ser soberano, um sistema político democrático participativo com amplo respaldo popular, comprovado pela alta participação da população toda vez que é convocada a votar em candidatos a governantes ou a decidir sobre temas importantes para o país. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, o governo já se submeteu a 16 processos democráticos de consulta popular – entre referendos, eleições ou plebiscitos.

Não nos parece ignorante ou despolitizado um povo que opta por dar continuidade a um projeto político que diminuiu a pobreza extrema pela metade, erradicou o analfabetismo, democratizou o acesso aos meios de comunicação e que combina crescimento econômico com distribuição de renda. Esse povo consciente de seus direitos não se deixa manipular pelas mentiras veiculadas por um setor da mídia corporativa – essa que circula livremente também na Venezuela.

Considerando o alto grau de organização e conscientização da população venezuelana, não são nada menos do que absurdas as acusações feitas por Jabor da existência de um aparato repressor contra o livre pensamento. Na Venezuela, civis e militares caminham juntos no objetivo de garantir a defesa, a segurança e o desenvolvimento da nação. É importante lembrar que se trata do mesmo comentarista que em 11 de abril de 2002, quando a Venezuela sofreu um golpe de Estado que sequestrou seu presidente durante 48 horas, saudou e comemorou este ato antidemocrático, durante comentário feito na mesma emissora, a Rede Globo.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/01/12/venezuela-chama-jabor-as-falas/

sábado, 12 de janeiro de 2013

Ofensiva da CNI contra nossos direitos

Entidade patronal apresentou 101 propostas ao governo
 
Em 5 de dezembro, no 7º Encontro Nacional da Indústria em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), máxima entidade empresarial do setor, entregou à presidente Dilma Roussef, acompanhada por 6 ministros,  uma cartilha com 101 propostas para “modernizar as relações de trabalho”, isto é para diminuir o Custo Brasil” flexibilizando e liquidando direitos trabalhistas.
Não por acaso essas propostas foram apresentadas num momento em que o anunciado crescimento do PIB pelo ministro Mantega foi medíocre, demonstrando que a política de isenções fiscais para setores da indústria não levou os capitalistas a investirem no aumento da produção, e que os efeitos da crise internacional do capitalismo começam a se fazer sentir com mais força no Brasil.
Com o pretexto de tornar “mais competitivas” as indústrias instaladas no Brasil – boa parte delas multinacionais, como se sabe – as propostas da CNI reduziriam a pó os direitos inscritos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Resumidamente o que quer a CNI é flexibilizar leis que hoje garantem  a licença-maternidade, o descanso aos domingos, jornadas de trabalho definidas,  restrições ao trabalho noturno, redução da jornada com redução de salários, ampliar a terceirização, ao mesmo tempo que busca empurrar os “encargos sociais” hoje assumidos pelos patrões para a Previdência ou diretamente para os cofres públicos.

Negociado vale mais que a lei
A cartilha da CNI mostra o “caminho” para se chegar ao tal “aumento de competitividade das empresas”. Ela insiste na proposta de que acordos feitos entre patrões e sindicatos de trabalhadores devam prevalecer diante do que está estabelecido em lei, e ainda explica que:  "Para isso, é necessário que seja explicitamente previsto que a negociação coletiva feita por sindicatos representativos tenha a mesma força da tutela legal".
Mais adiante se propõe até mesmo que para algumas categorias de trabalhadores o “acordo individual” prevaleça sobre o “acordo coletivo”.
Como se vê, os capitalistas continuam insistindo que o “negociado prevaleça sobre a lei”, coisa que já tentaram emplacar na época de FHC e o movimento sindical, com a CUT à cabeça, os derrotou, mas que volta e meia fazem reaparecer pela boca de parlamentares e agora na pressão exercida pela mais importante entidade empresarial do país.
Dentre as propostas da CNI figura também a de criar um “fundo antidesemprego” com recursos do FAT (que são dos trabalhadores), proposta inspirada na “jornada curta”existente na Alemanha, a desoneração da folha salarial para as empresas e a redução dos pisos salariais.
Nenhuma organização sindical dos trabalhadores digna desse nome pode aceitar esse pacote de desregulamentação das leis trabalhistas que são as 101 propostas da CNI. A começar pela CUT, que, além de adotar uma clara posição de rechaço ao “pacote”, deve recusar  qualquer negociação com os patrões e governo sobre a base de tais propostas!

Júlio Turra, diretor executivo da CUT Nacional

http://cut.org.br/ponto-de-vista/artigos/4777/ofensiva-da-cni-contra-nossos-direitos

 

 

Latuff: "Estou pisando nos calos certos"

247 - Apontado pelo Centro Simon Wiesenthal como um dos maiores antissemitas do mundo, o brasileiro Carlos Latuff, de 44 anos, concedeu uma entrevista à jornalista Laura Daudén, da revista Istoé, e falou sobre sua arte, que incomoda alguns setores da sociedade, mas hoje é reconhecida internacionalmente. Confira, abaixo, seus posicionamentos:
ISTOÉ – Como você recebeu a notícia de que estava na lista de maiores antissemitas?
Carlos Latuff – Com muita tranquilidade. Eu tenho sido acusado de antissemita por organizações que apoiam Israel desde que comecei a desenhar sobre a Palestina. Essa tentativa de associar as críticas ao governo israelense com o ódio aos judeus é uma estratégia para criminalizar e silenciar os críticos. O rabino Marvin Hiers, fundador do CSW, já havia se manifestado publicamente contra mim dizendo que eu era “quase pior que antissemita” por ter feito aquela charge sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 
ISTOÉ – O que motiva essas acusações?
Latuff – Elas partem do lobby israelense, que é muito bem organizado. Eu nunca vi uma instituição antissionista judaica me acusar de antissemitismo. O ódio aos judeus não é uma mentira. Ele existiu e existe, e promover a tolerância é sempre necessário. Mas é inaceitável fazer uma manipulação em favor de um Estado sob o argumento de que se está combatendo o antissemitismo. Uma crítica à Arábia Saudita não é um ataque aos muçulmanos ou ao islã, assim como uma crítica ao primeiro-ministro de Israel não é um ataque aos judeus ou ao judaísmo. 
ISTOÉ – Você tomará providências contra o Centro Simon Wiesenthal?
Latuff – O relatório do CSW faz parte de uma disputa política e ideológica. A resposta, portanto, deve ir na mesma direção. O cineasta Silvio Tendler publicou carta em meu apoio que está correndo a internet e já conseguiu a assinatura de várias pessoas importantes, como o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o sociólogo Emir Sader e o ator americano Danny Glover. Eu também abri uma petição pública para coletar a assinatura de pessoas comuns que não aceitam a manipulação do antissemitismo.
ISTOÉ – Você quer voltar à Palestina?
Latuff – Eu gostaria, mas, enquanto tiver de passar pela alfândega israelense, não vou poder entrar. ­Intelectuais como Nor­man  Finkelstein e Noam Chomsky já foram barrados porque se opuseram às políticas de Israel. Depois de ter sido citado como antissemita tantas vezes, é pouco provável que me deixem entrar.
ISTOÉ – Quando você começou a trabalhar com os movimentos sociais?
Latuff – Em 1998, quando fiz desenhos para os zapatistas no México. Depois, no início de 1999, visitei os territórios palestinos e passei a apoiá-los. Já no Brasil, comecei a trabalhar para os sem-terra, os sem-teto e para as vítimas da violência policial. Minhas charges ganharam projeção lá fora e outros movimentos requisitaram os desenhos. Esse trabalho é um exercício cotidiano de pisar em calos e esse incidente só me estimula a continuar porque me mostra que estou pisando nos calos certos.

http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/90352/Latuff-Estou-pisando-nos-calos-certos.htm?acid=335714&ls-acm0=10

A semana dos grandes erros na grande imprensa

Primeiro, a Folha noticiou uma reunião de emergência sobre o setor elétrico, que era rotineira. O Estadão, em letras garrafais, anunciou que o Ministério Público investigaria o ex-presidente Lula. E o Globo avisou que empresários já estariam fazendo seu próprio racionamento. Três exemplos "wishful thinking", em que a vontade política dos editores se impõe à objetividade dos fatos. Se isso não bastasse, Veja também derrapou feio ao anunciar uma megafusão bancária que não houve

247 - Wishful thinking. A expressão inglesa é a melhor tradução para o comportamento dos grandes jornais brasileiros na semana que passou e expressa um dos principais erros do pensamento, que é o de transformar desejos em realidade. Em vez de narrar os fatos como eles são, a história é contada como gostaríamos (ou gostariam) que fosse.
Entre pessoas comuns, o erro é perdoado. Mas quando se trata de grandes jornais, que têm o dever da objetividade, a questão se complica. A semana que passou, para a grande imprensa, foi também a semana dos grandes erros. Não pequenos deslizes, mas erros colossais, que, em alguns casos, foram escritos em letras garrafais – fugindo até ao padrão gráfico das publicações.
O jogo dos erros começou com a Folha de S. Paulo, dos Frias, que, na segunda-feira, anunciou: "Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico". No subtítulo, a mensagem de que, na "reunião de emergência", seriam discutidas medidas contra o racionamento, sob a imagem de uma vela acesa na escuridão. Este era o desejo – o wishful thinking. A realidade, no entanto, é que a reunião não era emergencial nem haverá racionamento.
No dia seguinte, foi a vez do Estadão, principal concorrente da Folha, que não ficou atrás. O sonho da família Mesquita, que controla o jornal, talvez seja ver o ex-presidente Lula atrás das grades. E a manchete "MPF vai investigar Lula" veio em negrito e letras gigantes como se anunciasse que a Alemanha nazista foi derrotada pelos aliados. Mais um exemplo de wishful thinking. No mesmo dia, a "informação" foi negada pelo procurador-geral Roberto Gurgel.
O Globo, dos Marinho, naturalmente, não poderia ficar de fora da festa e anunciou que grandes grupos empresariais já planejam racionar energia. Outra demonstração de um desejo – na quinta-feira, após uma reunião com a presidente Dilma, os principais empresários do País deram demonstrações públicas de que não estão trabalhando com a hipótese de apagão.
Se tudo isso não bastasse, houve também a barriga de Veja Online, que, também nesta semana, anunciou a fusão entre Bradesco e Santander. Neste caso, não era wishful thinking. Apenas um erro de informação e os jornalistas responsáveis foram demitidos.
De todo modo, a semana foi exemplar ao escancarar os riscos que se corre quando a vontade política dos editores se sobrepõe à objetividade dos fatos.
PS: até agora, apenas a Folha admitiu o erro, ainda que em letras miúdas.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/90346/A-semana-dos-grandes-erros-na-grande-imprensa.htm

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Milhares saem às ruas de Caracas em apoio a Chávez

Caracas - Após o Tribunal Supremo de Justiça ter autorizado o adiamento da cerimônia de posse prevista para esta quinta-feira (10), centenas de milhares de manifestantes se concentraram em Caracas para apoiar o governo bolivariano, acompanhados por representantes de 27 países da região. O presidente boliviano Evo Morales afirmou que a saúde de seu colega venezuelano é um tema que preocupa “a todos os povos antiimperialistas do mundo”, enquanto que o ex-mandatário paraguaio Fernando Lugo assegurou que Chávez “pertence não só a Venezuela, mas também a Argentina, ao Equador, ao Paraguai, ao Caribe e à toda América Latina”.

O ato de homenagem ao presidente reeleito da Venezuela, Hugo Chávez, começou formalmente pouco depois das 14 horas de Caracas, quando o vice-presidente Nicolas Maduro chegou ao palanque erguido em frente ao Palácio de Miraflores. Maduro subiu ao palco junto com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Haiti, Michel Martelly, da Nicarágua, Daniel Ortega, e do Uruguai, José Mujica, assim como os chanceleres da Argentina, Héctor Timerman, do Equador, Ricardo Patiño, e do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, entre outras autoridades.

Após a entonação do Hino Nacional, em ritmo de capela, por parte da multidão, o chanceler argentino Héctor Timerman abriu a lista de oradores com um breve discurso no qual disse ser portador de uma mensagem de carinho e afeto da parte da presidenta Cristina Fernández de Kirchner, ao mesmo tempo em que confirmou que a mandatária argentina visitará Chávez nesta sexta-feira em Havana.

“Quem diz que o companheiro Hugo está ausente? Ele está aqui em seu povo”, afirmou Fernando Lugo ao tomar o microfone. “A Revolução Bolivariana está em boas mãos porque está nas mãos do povo venezuelano”, acrescentou o ex-presidente paraguaio, destituído após um golpe institucional em junho de 2012.

Por sua parte, o boliviano Evo Morales manifestou que “neste momento Hugo Chávez Frias está na consciência de todos os bolivianos e de todas as bolivianas”. Ele observou que “o tema da saúde do irmão Chávez não é somente uma preocupação do povo venezuelano, mas também do povo boliviano e de todos os povos antiimperialistas do mundo”.

Evo fez um chamado pela “unidade na Venezuelana e na América Latina”, e assegurou que “Chávez seguirá a frente da Revolução”. Além disso, reconheceu sua “admiração e respeito a este povo venezuelano revolucionário, socialista e solidário”, e recordou os cafés da manhã vividos com o líder bolivariano em suas visitas anteriores a Caracas. “Hoje comi uma broa de milho no café da manhã e senti que estava com Chávez”, afirmou.

O governo recebeu quarta-feira um aval legal com a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que descartou declarar a ausência temporal ou absoluta do mandatário convalescente e disse que ainda que seja um requisito necessário, Chávez pode fazer o juramento depois do dia 10 de janeiro diante dos magistrados.

A sentença argumentou que Chávez tem uma licença aberta concedida pela Assembleia Nacional, que é um presidente reeleito e, portanto, há continuidade no mando, pelo que autorizou tanto o vice-presidente Nicolás Maduro como os ministros do gabinete para preservar as funções de governo por um tempo que não foi estabelecido.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21486

Vergonha nacional: Justiça do Rio suspende processo contra Thor Batista

O desembargador Antonio Carlos Bitencourt, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), concedeu, na quinta-feira (10), liminar à defesa de Thor Batista, filho do bilionário Eike Batista, que pedia a suspensão do processo no qual ele é acusado de atropelar e matar o ciclista Wanderson Pereira dos Santos. O crime aconteceu na Rodovia Washington Luiz (BR-040), na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 17 de março de 2012. Thor foi indiciado e denunciado à Justiça por homicídio culposo (sem intenção de matar) na direção de veículo automotor. A pena prevista é de 2 a 4 anos de prisão. O processo tramita na 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias.
No pedido de liminar, os advogados de Thor questionam a validade de um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), apresentado na última audiência do processo, em 13 de dezembro passado, que atesta que o empresário dirigia a 135 quilômetros por hora no momento do atropelamento. O limite de velocidade naquele trecho da rodovia é de 110 quilômetros por hora. A defesa de Thor alegou que não teve acesso ao laudo pericial antes da audiência, o que caracterizaria cerceamento de defesa.
"O processo penal, e principalmente ele, se funda no princípio da Paridade de Armas, onde oportunidades iguais devem ser dadas às partes, e nessa paridade o direito à prova e contraprova, que, em princípio, e por mero juízo delibatório, suspeita-se violado, razão porque defiro a liminar de suspensão do processo a que se refere a impetração, sendo partes o paciente e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento do mérito do habeas corpus ora impetrado", escreveu o desembargador Bitencourt em sua decisão. Com a decisão, o processo está suspenso até a análise do mérito da liminar pelos desembargadores da 5ª Câmara Criminal.

http://br.noticias.yahoo.com/justi%C3%A7a-rio-suspende-processo-thor-batista-124000451.html

Faroeste paulistano

Tiros na cabeça das vítimas, reações a assaltos, tiroteios com policiais. O cenário é de faroeste. Apenas nesta madrugada e noite de ontem, 11 pessoas foram baleadas, seis delas mortas. Crimes sucedem o doloroso caso de Daniela Nogueira Oliveira que, grávida, não resistiu a um bala alojada em seu cérebro e morreu nesta quinta-feira. Sua filha, Gabriela, passa bem. Polícia divulgou retrato falado de um dos suspeitos. Avaliação de Alckmin desaba

Gisele Federicce _247 – A maior cidade do País, já acostumada a acordar e buscar notícias de chacinas ocorridas nas horas anteriores, teve no fim desta quinta e madrugada de sexta-feira 10 uma noite típica de faroeste, na qual homens armados enfrentaram a bala seus adversários. Foram nada menos que onze pessoas baleadas, das quais seis morreram nessas circunstâncias, em pontos diferentes da cidade, envolvendo também a região da Grande São Paulo.
Entre as vítimas fatais está um policial militar aposentado, que tomou um tiro no peito depois de ameaçar os bandidos que o abordaram enquanto dirigia seu carro em Moema, bairro nobre da zona sul da cidade. Os bandidos conseguiram fugir. Numa tentativa de assalto em um hipermercado também da zona sul, chegou a ocorrer um tiroteio, concluído com a morte do suspeito do crime por policiais militares.
Os tiroteios sucedem o doloroso caso de Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, baleada na cabeça por dois criminosos que a abordaram próximo à sua casa, quando a moça chegava do trabalho. Os dois fugiram de moto e o retrato falado de um deles foi divulgado pela Polícia Civil. Na tarde desta quinta-feira, o Hospital do Campo Limpo confirmou a morte cerebral da assistente administrativa. Ela estava grávida e, na véspera, já em seu leito de morte, passou por uma cesariana de emergência, que salvou a vida de sua filha, Gabriela.
Faroeste paulistano
"Ninguém mais está atirando para o alto, para assustar, ou no pé, para machucar. É tudo na cabeça, para matar". A declaração, indignada, do médico que chefiou o atendimento a Daniela, no Hospital do Campo Limpo, dá um sinal esclarecedor do ambiente da Grande São Paulo. Para se ter uma ideia, das 24 chacinas registradas ao longo de 2012, apenas uma foi esclarecida pela Polícia Civil, deixando impunes dezenas de assassinos que tiraram a vida de 80 pessoas nessas ocasiões.
Em um ano bastante sangrento, com crimes que incluem, além de assassinatos, incêndios de ônibus e ataques a balas a bases da Polícia Militar, numa guerra que parece não ter fim entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a corporação, mais de 100 PMs foram mortos, boa parte deles quando estava em dia de folga. O número é significativamente superior ao registrado em 2011, quando houve 76 homicídios, de acordo com a PM.
De 1999 a 2010, a política de Segurança do Estado permitiu que o número de mortos caísse de 39,7, entre 100 mil habitantes, para 14,1. Em 2012, no entanto, tudo desandou. O ambiente de faroeste deixou centenas de pessoas assassinadas ao longo do ano, mais de 200 pela própria polícia. O criminalista Luiz Flávio Gomes, colunista do 247, lembra que o Estado lidera o número absoluto de presos no Brasil, com mais de 190 mil detentos. "São Paulo é o mais expressivo exemplo de encarceramento massivo, que não está dando certo em 2012: não diminuiu a criminalidade nem a sensação de insegurança da população", declara ele.
Enquanto isso, a parcela da população que considerava o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) "ótimo" ou "bom" caiu de 40% em setembro para 29% em outubro, de acordo com dados do Datafolha. Em setembro, a gestão era ruim ou péssima para 17% dos paulistanos. Já em outubro, o percentual subiu para 25%, fazendo com que o tucano perdesse 11 pontos em apenas um mês, pior avaliação de um governador de estado desde 1997.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/90272/Faroeste-paulistano.htm 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Esquema mafioso na CBF:Ricardo Teixeira ganha mesada de R$ 120 mil e Marin acumula fontes de renda

Quem acreditou que Ricardo Teixeira não tinha mais poder na CBF está bem enganado. Afinal, apesar do clamor público contra o cartola, ele segue faturando R$ 120 mil mensais por prestar ‘consultoria’ a entidade e ao Comitê Organizador Local (COL) para Copa do Mundo de 2014.
O ordenado do ex-chefão da CBF deve ser pago até julho de 2013. Apesar de não deixar claro que os pagamentos são mensais, o atual presidente da entidade José Maria Marin argumenta que a experiência de Teixeira como dirigente é fundamental para os eventos relacionados ao futebol nos próximos dois anos no Brasil
Teixeira comandou com punho de ferro o futebol brasileiro de 1989 a 2012, quando deixou o cargo por conta dos diversos escândalos que enfrentou. Sobretudo o último envolvendo a empresa de marketing esportivo suíça ISL que decretou falência em 2001.
O pagamento ao ex-chefão tem causado desconforto até nos aliados do atual presidente da entidade José Maria Marin. O mais desgostoso com a situação é o mandatário do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Ele ficou revoltado com a renovação do acordo e chegou a se reunir (pasmem) com o ex-diretor de seleções Andrés Sanchez para tratar sobre a criação de uma futura liga independente de clubes.
“Tem que cancelar o contrato com o Ricardo Teixeira. Quem paga esse salário não é a CBF, é o futebol brasileiro”, argumentou o cartola do SPFC. Apesar das queixas públicas, Juvenal disse que não fará oposição a entidade.  Apesar do constrangimento a CBF deve continuar pagando o valor para seu ex-presidente.
José Maria Marin, por sua vez, ganha um salário de 160 mil da CBF e mais R$ 110 mil no Comitê Organizador da Copa (COL).  O atual mandatário ainda acumula R$ 16.033 mil do governo paulista. Esse último rendimento diz respeito a uma extinta carteira previdenciária criada nos anos de 1970. Como se sabe, Marin teve uma vida pública intensa durante a Ditadura Militar.
Ele e outros 266 ex-deputados ou dependentes recebem a pensão. Quem arca com o custo é o Estado de São Paulo que gasta anualmente cerca de R$ 33 milhões com os benefícios.

http://br.esporteinterativo.yahoo.com/blogs/futebol-cinco-estrelas/ricardo-teixeira-ganha-mesada-r-120-mil-e-024952762.html

Pesquisa relaciona refrigerante diet a maior risco de depressão

Consumir quatro copos ou mais por dia aumenta chances em 30%

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde da Carolina do Norte (EUA) verificou uma possível ligação entre o consumo de bebidas diet e um maior risco de depressão. O estudo foi financiado pelos programas americanos de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde, do Instituto Nacional de Ciências de Saúde Ambiental e do Instituto Nacional do Câncer. Os resultados foram apresentados na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, mas ainda não foi descoberta a causa dessa relação.

Os autores analisaram os dados de 264 mil pessoas com mais de 50 anos de idade. Quando eles entraram no estudo, os participantes foram questionados sobre a frequência com que consumiam bebidas diet e outras. Cerca de 10 anos depois, eles foram perguntados se tinham sido diagnosticados com depressão ao longo da década anterior.

A análise revelou que pessoas que bebiam mais de quatro latas ou copos de refrigerante diet por dia tinham um risco cerca de 30% maior de desenvolver depressão ao longo do período de acompanhamento do que aqueles que não ingeriam esse tipo de bebida. Quem bebia refrigerante tradicional apresentou um risco 22% maior.

Os pesquisadores observaram que mais pesquisas são necessárias para confirmar as descobertas. Eles advertem ainda que os resultados se aplicam aos objetos do estudo - pessoas acima de 50 anos vivendo nos Estados Unidos -, mas podem não ser repetidos em outras amostras.

 http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/15966-pesquisa-relaciona-refrigerante-diet-a-maior-risco-de-depressao#.UO3RAJHuTnU

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Resolução proíbe PMs de prestarem socorro e põe fim aos autos de resistência

Procedimento já é adotado com as vítimas de acidente de trânsito. Mudança pode evitar que policias alterem cena do crime. Fim dos autos de resistência é reivindicação antiga das organizações sociais

Jorge Américo
da Radioagência NP

Policiais militares de São Paulo estão proibidos de prestar socorro a vítimas de crimes ou pessoas envolvidas em supostos confrontos. Com essa determinação, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) pretende garantir atendimento adequado aos feridos, além de preservar os locais dos crimes para que a perícia e as investigações sejam feitas de forma adequada.
Esse procedimento já é adotado com as vítimas de acidente de trânsito. A mudança pode evitar que policias alterem a cena do crime. A norma da Secretaria determina que os envolvidos nessas ocorrências sejam apresentados imediatamente à delegacia de polícia.
Outra importante alteração se dará na forma como as ocorrências são registradas nos casos em que há confronto com a polícia. Os termos “resistência seguida de morte” ou “auto de resistência” serão substituídos por “morte decorrente de intervenção policial” ou “lesão corporal decorrente de intervenção policial”.
O fim dos autos de resistência é uma reivindicação antiga das organizações sociais que compõem o Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra e Periférica. Ao longo dos últimos três anos, diversas ações cobraram essa medida, além da desmilitarização das polícias e do fim da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar).

http://www.brasildefato.com.br/node/11479

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Cinema: Filhos do Paraíso

Filhos do Paraíso com duração de 01h e 28min lançado no Irã em 1997. Conta a história de Ali (Amir Farrokh Hashemian) um menino de 9 anos proveniente de uma família humilde e que vive com seus pais e sua irmã, Zahra (Bahare Seddiqi). Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã e, tentando evitar a bronca dos pais, passa a dividir seu próprio par de sapatos com ela, com ambos revezando-o para irem à escola. Enquanto isso, Ali treina para obter um a terceira colocação em uma corrida que será realizada pela escola, pois o terceiro lugar ganharia um par de tênis.
Este filme apesar de ter sito indicado ao Oscar no mesmo período em que Central do Brasil e A Vida é Bela, não ganhou como Melhor Filme Estrangeiro, mas mesmo com poucos recursos e atores supostamente amadores é um ótimo filme que retrata a amizade e fidelidade entre os irmãos até mesmo em momentos difíceis.
No decorrer das aventuras do filme os dois irmãos mostrar os dois lados do Irã quando Ali vai, com seu pai, trabalhar de jardineiro nas mansões do outro lado da cidade.
O filme é muito envolvente e prende a atenção para os detalhes como é o exemplo da corrida que mesmo ganhando o primeiro lugar Ali fica triste, pois o primeiro lugar não tinha como prêmio o tênis que ele precisava para sua irmã.
Os valores morais que o filme mostra são de grande importância para os alunos, pois ensinam a respeitar o próximo e ensina também o companheirismo mesmo nas diferenças e dificuldades.

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA44YAL/resenha-filhos-paraiso

domingo, 6 de janeiro de 2013

TVs vão faturar R$ 600 milhões com horário “gratuito”


O Governo vai pagar, em renúncia fiscal, R$ 600 milhões pelo horário ocupado pelos candidatos nas emissoras de rádio e TV.
As emissoras de rádio e televisão chamam o horário eleitoral de “gratuito”. Grátis pra quem?
O governo (nós) paga o horário para as emissoras com a renúncia de Imposto de Renda. Paga o horário integral ocupado pelos candidatos, como se estivesse fazendo uma propaganda.
A estimativa da Receita Federal, segundo a Agência Congresso, é que o horário eleitoral proporciona um faturamento estimado, para este ano, de R$ 606 milhões para as emissoras.
O Decreto 7.791 de 17/8/12, em seu artigo 1º. define que as emissoras poderão efetuar a compensação fiscal na apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, inclusive na base de cálculo  dos recolhimentos mensais previstos pela legislação.
Desde 2002, o governo pagou para as emissoras de TV e rádio R$ 4 bilhões. E eu não li nenhum editorial reclamando do “desperdício de dinheiro público”.
Em alguns casos o horário “gratuito” é, na verdade, um grande negócio para a emissora, pois o governo paga todo o tempo de inserção por dia como se estivesse comprando um espaço publicitário. Ocorre que originalmente aquele espaço não estava totalmente destinado à propaganda, mas também a programação: jornalismo, música, entretenimento, variedades.  Assim, o faturamento da rádio ou da TV aumenta.
O Decreto prevê que o pagamento seja de 80% do preço de tabela da emissora, isso porque este é o percentual que fica com a empresa, uma vez que a Agência que veicula a propaganda recebe a comissão de 20%.
Mas um anunciante comum paga bem abaixo do preço de tabela, pois o negócio é fechado após ampla negociação. É comum descontos de 40%, 50% sobre o preço de tabela. Às vezes mais. Uma emissora de TV em São Paulo negociou com uma grande rede de varejo, no ano passado, um contrato anual com desconto de 95%.
No caso do horário eleitoral “gratuito” não há negociação. É tabela cheia.
Grátis pra quem cara pálida?

2º Encontro: Revogação da Lei das OSs

Com 100 participantes de oito Estados, atividade avança a luta contra a lei de FHC

No último dia 24, foi reforçada a luta em defesa dos serviços públicos e pela revogação da Lei das Organizações Sociais (OSs), a lei 9637/98 criada no governo de FHC. Nesse dia, o 2º Encontro Nacional pela revogação da lei reuniu, no Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), representantes de entidades e movimentos de oito Estados do país.

“Cobrar os prefeitos eleitos”

Abrindo o debate, João B.Gomes da CUT, depois de fazer um histórico da campanha, destacou a necessidade do Encontro avançar a unidade na luta pela revogação da lei federal, que é a “mãe” de todas as leis estaduais e municipais. João Paulo destacou que as OSs, fazem a contratação sem concurso público, contratações feitas através de pessoa jurídica, onde o trabalhador não tem direitos. Em Santa Catarina, como explicou o vereador Battisti (foto), tem OS no bancco de sangue e hospitais. Ele ex-plicou que no SAMU a luta conseguiu reverter na Justiça.

O vereador Ângelo Barreto, depois de explicar a situação em Campinas onde a entrega dos serviços de saúde às OSs só fez piorar a situação, alertou que há projeto na Câmara Municipal para entregar outros serviços públicos à OSs, e concluiu “se não revogar a lei federal não tem jeito, nossos governos vão aplicar. Temos que ir a Brasília”. Cícero, do Conselho Municipal da Saúde, falou da importância da participação dos servidores e da população nesta luta e completou: “Tivemos uma conversa séria com Haddad. Dissemos a ele: vamos te eleger, mas queremos o seu apoio e você no mínimo deve nos receber e trabalharmos juntos, senão vamos para a rua também”.
A vereadora Juliana Cardoso (PT-SP) fez uma apresentação da situação das OSs na capital paulista (foto). Explicou que, enquanto as OSs receberam R$ 1,8 bi em 2010, valor que saltou para R$ 2,2 bi em 2012, os serviços pouco aumentaram ou até mesmo diminuíram. Destacou ainda que o número de funcionários municipais tem caído, enquanto o das OSs aumenta. Juliana ressaltou que a luta contra as OSs tem que continuar.

O debate no plenário
Um rico debate com 22 inscrições mostrou como as Organizações Sociais avançam em áreas como cultura, lazer, educação e até na segurança, e como os serviços são terceirizados ou até mesmo quarteirizados. Uma situação que coloca o desafio de como defender esses trabalhadores. Foram feitas denúncias de unidades, como da zona norte de São Paulo, de nepotismo, filas e descaso no atendimento, desrespeito aos servidores, abuso de poder e que OSs religiosas se negam a utilizar métodos contraceptivos.

Foi apresentado o exemplo de Cuiabá, onde a candidatura de Lúdio Cabral (PT) à prefeitura cresceu quando ele se comprometeu a acabar com as OS, e onde há um Projeto de Iniciativa Popular, com mais de 30.000 assinaturas, que pede a revogação da lei estadual. A delegação de Alagoas explicou que em decorrência da luta, o projeto de lei das OSs está parado. Várias intervenções propuseram uma marcha a Brasília, além da confecção de dossiês e cartilhas.

Foi proposto também se dirigir ao PT, através do seu presidente Rui Falcão, para que seja apresentado na Ação Direta de Inconstitucionlidade que está parada no STF, novos dados que condenam as OSs. Uma importante discussão foi em relação ao argumento de que através do controle social se corrigirá os problemas trazidos pelas OSs. A conclusão foi que isso é aceitar as OSs, já planejadas pelo então Ministro de FHC, Bresser Pereira em 1995 (veja box). Ao final foi adotado o Compromisso de São Paulo.

As decisões do 2º Encontro
O Compromisso de São Paulo reafirma “o compromisso expresso no 1º Encontro pela Revogação da Lei das OSS, realizado em Florianópolis, em 2011: ‘continuar lutando em defesa do serviço público, contra a implantação das OSs’. Essa bandeira uniu profissionais de saúde e usuários nos Estados e municípios, fazendo com que muitos conseguissem adiar ou mesmo reverter as OSs.”

Com esse compromisso o encontro decidiu:
-continuar a coletar adesões ao Abaixo Assinado dirigido a Presidente Dilma, pela a revogação da Lei 9.637/98, insistindo num pedido de audiência junto ao governo;
-exigir dos prefeitos eleitos ou reeleitos que revertam as OSs em seus municípios;
-lançar a proposta de que o Dia Mundial da Saúde, 07 de abril, seja um Dia de Luta pela Revogação da Lei das OSs, com organização ou participação de atos nos municípios, e a organização de uma Marcha a Brasília. Para encaminhar essas decisões o encontro constituiu com Comitê Nacional emanado das delegações presentes. 
 
http://organizacaosocialnao.blogspot.com.br/2012/12/2-encontro-revogacao-da-lei-das-oss.html
 

Margem de lucro das montadoras no Brasil 3 vezes maior que nos EUA


Os dirigentes das montadoras disseminam há décadas a tese de que a causa do alto preço do carro no Brasil é o imposto. O mantra pegou e é quase senso comum que a carga tributária é que faz o brasileiro pagar o carro mais caro do mundo.
Outro fator que costuma ser citado é o custo Brasil, um conjunto de dificuldades estruturais e burocráticas, destacando-se a falta de qualificação profissional e uma estrutura logística cara, insuficiente e arcaica.
As enormes dificuldades que o empresário enfrenta para produzir no Brasil explicam, em parte, o alto preço praticado –não apenas do carro, mas de em qualquer produto.
Mas impostos nem o custo Brasil justificam os US$ 37.636 que o brasileiro para por um Corolla, enquanto o seu colega americano paga US$ 15.450. Na Argentina, país mais próximo tanto geograficamente quanto em relação às dificuldades e problemas, o Corolla também custa mais barato: US$ 21.658.
No Paraguai, o consumidor paga pelo Kia Soul US$ 18 mil, metade do preço no Brasil. Ambos vêm da Coreia. Não há imposto que justifique tamanha diferença. O Volkswagen Jetta custa R$ 65 mil no Brasil, menos de R$ 40 mil no México e R$ 30 mil nos EUA –a propaganda do carro, aliás, tem como protagonista não um executivo, mas um… universitário sofrido (youtu.be/gqDUV-rHQe4).
Há vários outros exemplos. Cito mais um: o Hyundai ix35 é vendido na Argentina por R$ 56 mil. O consumidor brasileiro paga R$ 88 mil.
Se o custo Brasil fosse um fardo pesado nas costas do empresariado, seria impraticável a redução da margem operacional. A crise de 2008 revelou, porém, que havia gordura pra queimar: os preços despencaram.
O índice AutoInforme/Molicar indicou queda média de preço de 10,1% desde a crise de 2008. Carros de algumas marcas tiveram queda de preço de 20%. Não se tem notícia de que essas empresas tenham entrado em colapso por causa disso.
O Hyundai Azera, que era vendido por R$ 100 mil, passou a custar R$ 80 mil após a crise de 2008. Descontos de R$ 5.000, até R$ 10.000, foram comuns no auge da crise, revelando a enorme margem com que algumas montadoras trabalham: em 2010 a GM vendeu um lote do Corsa Classic com desconto de 35% para uma locadora paulista, conforme um ex-executivo da própria locadora.
A chegada dos chineses desvendou o mistério. Equipados e baratos, ameaçaram as marcas tradicionais.
O QQ, da Chery, chegou recheado de equipamentos, alguns inexistentes mesmo em carros de categoria superior, como airbags, freio ABS, sistema de som e sensor de estacionamento. Preço: R$ 22.990. Mas daria pra vender por R$ 19,9 mil, segundo uma fonte da importadora, não fosse a pressão dos concessionários por uma margem maior.
Em março de 2011, a também chinesa JAC Motors começou a vender no Brasil o J3 por R$ 37,9 mil. Reação imediata: a Ford reposicionou o Fiesta hatch, passou a vender o carro pelos mesmos R$ 37,9 mil e instalou nele alguns dos equipamentos que o chinês trazia de série, mas apenas em São Paulo, Rio e Brasília –onde o J3 ameaçava o concorrente.
Mesmo assim, as montadoras instaladas no Brasil se sentiram ameaçadas e, argumentando a defesa do emprego na indústria nacional, pediram socorro ao governo, sendo prontamente atendidas: medida editada em setembro de 2011 impôs super IPI às empresas que não têm fábrica no país. Pela primeira vez, a Anfavea (associação das montadoras), cujos associados não foram atingidos pelo imposto extra, não se rebelou contra nova carga tributária.
A maioria das importadoras absorveu parte dos impostos adicionais e praticou um aumento inferior ao que seria necessário para manter a margem de lucro, indicando que havia muita gordura.
A grande diferença de preço do carro vendido no Brasil em relação a outros países chamou a atenção do Senado. A pedido da senadora Ana Amélia (PP-RS), a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado convocou audiência pública para “discutir e esclarecer as razões para os altos preços dos veículos automotores no país e discutir medidas para a solução do problema”.
Realizada na semana passada, com a presença de representantes do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, do Ministério Público Federal, do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e deste jornalista. Lamentada ausência da Anfavea, a audiência revelou (por um estudo apresentado pelo Sindipeças) que a margem de lucro das montadoras instaladas no Brasil é três vezes maior que nos EUA: no Brasil é de 10%, nos EUA é 3% e a média mundial é de 5%.
A discussão deve continuar, enquanto houver tanta gordura pra queimar!
JOEL SILVEIRA LEITE, 58, é jornalista e diretor da agência AutoInforme

BRASIL CELEBROU 100 ANOS DE SEU MAIOR SANFONEIRO

No dia 13 de dezembro de 1912, uma sexta-feira, nascia em Exu (PE) Luiz Gonzaga Nascimento, aquele viria a ser o Rei do Baião. Historiadores da MPB, como Ricardo Cravo Albin, destacam o papel fundamental que Gonzaga teve na inserção dos ritmos nordestinos no mapa musical do Brasil

Agência Brasil - No dia 13 de dezembro de 1912, uma sexta-feira, nascia em Exu (PE) o segundo dos nove filhos do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus, que, na pia batismal da igreja matriz da cidade recebeu o nome de Luiz Gonzaga Nascimento.
Gonzaga incluiu a música e a cultura do Nordeste no mapa da mídia
Paulo Virgilio, Rio de Janeiro - O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil disse, em recente entrevista, que Luiz Gonzaga foi "a primeira coisa significativa do ponto de vista da cultura de massa no Brasil". Gil revelou que Gonzaga foi o seu primeiro ídolo, ainda na cidade baiana de Ituaçu, onde cresceu. Por causa disso foi um acordeon, e não o violão, seu primeiro instrumento musical.
Vários nomes da música popular brasileira (MPB) que eram meninos ou jovens na época em que o baião tomou conta do rádio tiveram o acordeon, e não o violão ou o piano, como primeiro instrumento. Este também foi o caso de Milton Nascimento e de João Donato.
Historiadores da MPB, como Ricardo Cravo Albin, destacam o papel fundamental que o sanfoneiro teve na inserção dos ritmos nordestinos no mapa musical do Brasil. Isso foi possível por causa do rádio, que vivia uma era de ouro na década de 1940.
No universo do rádio da então capital federal, um local protagonizou a grande mexida que a sonoridade da sanfona, da zabumba e do triângulo trouxe para a música popular brasileira: o auditório de 500 lugares da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com seus programas transmitidos para todo o país.
Foi do auditório da Rádio Nacional que saíram, pela primeira vez, em 1946, para todo o Brasil, os versos de Humberto Teixeira para a composição de Luiz Gonzaga que ensinou o Brasil a dançar o baião e fez o ritmo virar uma febre musical que tomou conta do país. "Eu vou mostrar pra vocês como se dança um baião e quem quiser aprender é favor prestar atenção", diz o refrão da música cantada por Gonzagão.
Também foi na Rádio Nacional que ele ganhou o apelido Lua, dado pelo violonista Dino Sete Cordas, devido à sua cara redonda. O apelido foi popularizado pelos radialistas César de Alencar e Paulo Gracindo em seus programas, que sempre contavam com a participação do sanfoneiro.
Estudioso lembra que o sanfoneiro mapeou a cultura e a geografia nordestinas em sua música
Para o cantor e compositor Sergival, que nos dias de hoje apresenta, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o programa Puxe o Fole, Luiz Gonzaga foi o responsável pela construção da identidade do sertanejo da região nos meios de comunicação de massa."A imagem do nordestino projetada através do seu figurino – chapéu de couro, inspirado em Lampião, a jaqueta de couro, inspirada no vaqueiro, as alpercatas de couro, os embornais – todos esses elementos constituíram a grande contribuição de Luiz Gonzaga para popularizar o Nordeste como um todo no país", relata.
Estudioso da obra do artista, Sergival ressalta que ele e seus parceiros, como Humberto Teixeira e Zé Dantas, mapearam a cultura popular nordestina e a própria região geográfica nas letras de suas músicas ."Os animais, os pássaros, os rios e outros elementos citados nas letras retratam o cotidiano do nordestino, a agricultura de subsistência, a vegetação, a seca. E aí ele entra na questão social, nos reflexos da seca", acrescenta.
O trio musical formado por sanfona ou acordeom, zabumba e triângulo também foi uma criação de Gonzaga. "Além da intuição de ter um instrumento grave e rítmico, que é a zabumba, um agudo, que é o triângulo, e a sanfona fazendo a harmonia e os solos, havia a facilidade que essa formação permitia para as turnês que ele fazia pelo Brasil inteiro".
A formação musical facilitava a mobilidade, exigia cachê menor, poucos músicos, além de mostrar os instrumentos típicos do Nordeste: a zabumba, muito usada pelas bandas de pífanos em novenas, e o triângulo, usado pelos vendedores ambulantes para apregoar seus produtos.
Até chegar a essa formação instrumental, Luiz Gonzaga passou por outras etapas em sua trajetória como músico. Ele começou a tocar sanfona com o pai, o velho Januário, que tocava a chamada concertina, um instrumento de oito baixos. Diferentemente do acordeom de teclas, a concertina é de botões e exige outra técnica de tocar. O velho Januário era considerado o melhor nesse instrumento, na região do sertão pernambucano, onde vivia. Luiz Gonzaga cresceu nesse ambiente, com o pai, consertando instrumentos e tocando.

O enésimo escândalo e a passividade do PT


por Lincoln Secco, especial para o Viomundo


“Irene preta / Irene boa / Irene sempre de bom humor./ Imagino Irene entrando no céu:/ — Licença, meu branco!/ E São Pedro bonachão:/ — Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” (Manuel Bandeira).
É de Manuel Bandeira o belo poema “Irene no Céu”.  Os três primeiros versos são sempre ritmados por uma acentuação das sílabas poéticas que facilmente nos convida a cantar. Assim, mais que a cor de Irene, também o ritmo parece popular. Ao mesmo tempo é visível o distanciamento entre o eu poético e a voz da própria Irene ao entrar onde, a princípio, não seria convidada. Afinal, Irene pede licença.  Ela não deveria, posto que seja seu o direito de entrar no céu, já que é boa.
Desde 2003, quando Lula se tornou presidente, o Partido dos Trabalhadores (PT) aparece na grande imprensa como uma imensa coleção de escândalos. E desde então uma pergunta tem incomodado a base social do PT: por que os dirigentes petistas têm tanto medo? A resposta não é simples e poderia ser reformulada: Por que alguém que recebe o poder das mãos do povo pede licença para exercê-lo?
Recentemente, a Polícia Federal invadiu o escritório da Presidente da República para encontrar “provas” contra o seu antecessor, que é simplesmente o seu maior apoiador. A primeira e única defesa petista foi a de que agora a PF age como instituição republicana e independente blá blá blá blá… Da mesma maneira o STF agiu como instituição independente…  Ora, alguém imaginaria a PF invadindo o escritório de Fernando Henrique Cardoso quando ele era presidente?
Ante a condenação de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, o PT não reagiu. Aceitou o julgamento como legítimo. Ante o receio do confronto com a imprensa, o relator Odair Cunha buscou refúgio no presidente do PT, Rui Falcão. E este, escondeu-se em algum lugar.
É certo que há políticos em qualquer partido que ganham com a queda de seus adversários internos e o PT não é diferente. Mas nada disso explica um comportamento coletivo de uma passividade bovina.
A explicação da covardia política não é, evidentemente, a de que os dirigentes petistas sejam naturalmente medrosos. Como em todos os partidos existem os covardes, os corruptos, os que se associam a banqueiros etc. Mas há também os que não se curvam e lutam.
Que o “oprimido” se ache sem o direito de ocupar um lugar que não é o seu, é bastante compreensível. O PT forjou em sua história uma nova elite de sindicalistas, professores de ensino fundamental, líderes de movimentos sociais e pessoas de classe média que oportunamente aderiram ao partido. A ascensão social e política dessas pessoas não teve correspondência na ideologia, a qual continua sendo a dos que detêm os meios de produção de mercadorias materiais e espirituais.
Contudo, por mais que ataquem o PT e destruam seletivamente suas lideranças, os opositores não conseguem retomar o governo. E isto acontece porque eles não dispõem de programa alternativo nenhum. Sem discutir os erros estruturais do Governo Lula, é visível a melhoria social que ele gerou.
Enquanto durar esta conjuntura, as armas da oposição serão inúteis e o PT poderá continuar jogando seus timoneiros ao mar. Há “petistas” que imaginam que é bom que a imprensa “limpe” o partido. Há os que acreditam que os escândalos apenas maculam a sua História. Nada mais falso. Não é a história do PT que está em jogo. É o seu futuro.

http://www.viomundo.com.br/politica/lincoln-secco-o-enesimo-escandalo-e-a-passividade-bovina-do-pt.html

Moore: Desde Columbine, já ocorreram 31 massacres em escolas

"Muito cedo para falar sobre uma nação louca por armas? Não, muito tarde. Pelo menos TRINTA E UM tiroteios em escolas desde Columbine". Autor do documentário 'Bowling for Columbine' (Tiros em Columbine, no Brasil), o cineasta norte-americano Michael Moore recorreu a sua conta no Twitter para, a exemplo do que faz grande parte dos americanos, demandar que o presidente Barack Obama lidere o enfrentamento ao lobby republicano a favor das armas.
Moore alcançou fama internacional em 2002, quando seu filme sobre o massacre de Columbine, que vitimou 15 pessoas (incluindo os dois atiradores) em abril de 1999, ganhou o Oscar de melhor documentário. Desde então, o cineasta se tornou um dos maiores expoentes contra o lobby da indústria armamentista nos Estados Unidos. Para defender seu ponto nesta sexta-feira, Moore destacou que "nesta manhã, um maluco atacou 22 crianças numa escola primária na China. Mas tudo o que esse maluco tinha era uma faca. Número de mortes? Zero".

Desde 1982, são 61 os massacres com armas de fogo registrados nos Estados Unidos (confira cada um deles aqui, em inglês), e a maioria dos agressores conseguiu acesso às armas dentro da lei. Diante da banalidade dos motivos que levaram aos ataques, é difícil imaginar que esses massacres teriam acontecido caso os autores não tivessem acesso tão facilitado a armas de fogo. Além de duas pistolas, o atirador da Escola Primária Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, carregava um rifle, algo considerado um direito nos Estados Unidos.

O fato de o massacre de 27 pessoas desta sexta-feira envolver 20 crianças com menos de 10 anos pode enfim contribuir para sensibilizar aqueles que ainda acreditam que a posse de uma arma é garantia de segurança. A impressão, aliás, é que se os EUA não derem um basta à questão agora, não o farão nunca mais. O problema da vez é que a oportunidade para evoluir no assunto surge bem na hora em que o presidente Obama tenta se entender com os republicanos para evitar o abismo fiscal.

Mas é preciso fazer uma opção. Para o cineasta/ativista Michael Moore, "a forma de honrar as mortes dessas crianças é exigir o rígido controle de armas, plano de saúde mental gratuito e o fim da violência enquanto política pública". Lidar com interesses de um indústria tão poderosa não é fácil, mas os Estados Unidos não podem mais se dar ao luxo de esperar o próximo massacre para mudar.
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Violações se proliferam em obra de Eike Batista

Após afetar agricultores e pescadores, o grupo EBX, responsável pela construção do Complexo do Açu, ao norte fluminense, fere os direitos de seus operários

Marcos Antonio Pedlowski

Apesar da polêmica em torno da construção do chamado Complexo Portuário- Industrial do Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, norte fluminense, ter se concentrado até o momento nas violações dos direitos de centenas de agricultores familiares e pescadores que estão sendo sumariamente expulsos de suas terras, agora começam a surgir evidências de que outros problemas graves estão ocorrendo também dentro do canteiro de obras.          
Na área trabalhista, os primeiros sinais de uma falsa propalada eficiência do processo de construção do megaempreendimento de propriedade do Grupo EBX, do bilionário Eike Batista, surgiram em fevereiro de 2011. Na época, os operários contratados pelo Consórcio ARG-Civilport entraram em greve e fecharam as estradas de acesso aos canteiros de obras pelo menos em duas ocasiões. 
As reclamações dos trabalhadores percorriam desde a falta de pagamento do adicional de periculosidade, passando pela falta de seguro de vida, até chegar aos problemas causados pela superlotação dos alojamentos em que eles foram colocados.        
Mesmo com compromissos firmados pelo consórcio ARG-Civilport, os operários voltaram a entrar em greve em fevereiro de 2012 devido ao alto número de acidentes de trabalho, e também pela falta de cumprimento dos acordos firmados no tocante ao valor dos salários e ao pagamento das chamadas “horas in itinere”, que são um valor pago pelos custos arcados pelos trabalhadores para viajar aos seus locais de moradia e retornar aos seus postos de trabalho.
Terceirizações
Como resposta a estas duas greves, a LLX e a OSX, subsidiárias do Grupo EBX, encarregadas da construção de diferentes componentes do Complexo do Açu, passaram parte significativa dos trabalhos realizados pelo consórcio ARG-Civilport para a empresa espanhola Acciona.  
A Acciona, por sua vez, terceirizou a maior parte destes serviços e contratou outras empresas menores, entre elas a Hispabras Engenharia Civil e Ambiental, cuja sede fica em Goiânia (GO). No entanto, se a mudança visava acabar com os conflitos trabalhistas, as evidências que surgem por meio de relatos publicados na imprensa regional demonstram que o efeito foi o oposto. Tanto que ao longo dos meses de novembro e dezembro, uma série de novas denúncias começaram a ser apuradas pelo Ministério do Trabalho, envolvendo justamente trabalhadores contratados pela Hispabras.          
De acordo com o que foi divulgado na imprensa local, além dos costumeiros problemas de superlotação dos alojamentos, os fiscais do trabalho começaram a verificar também a ausência de fornecimento de água potável, quebra de compromissos sobre valores de salários, não pagamento de horas extras e tempo de permanência exagerado dentro do canteiro de obras sem que os trabalhadores pudessem retornar para seus locais de origem em períodos de folga. Esta situação tornou-se particularmente aguda para trabalhadores que foram trazidos da região nordeste com promessas de ótimas condições de salário e acomodação.
Contexto “sombrio”
Um aspecto bastante peculiar que dificulta a capacidade de articulação dos trabalhadores envolvidos na construção do Complexo do Açu para lutar pelo cumprimento de seus direitos é o seu relativo isolamento em relação à população local. Por um lado, o acesso ao canteiro de obras é fortemente controlado pelo Grupo EBX, o que dificulta o acesso de organizações como o Comitê Popular pela Erradicação do Trabalho Escravo Degradante do Norte Fluminense, que há anos tem realizado um trabalho de combate às violações dos direitos de trabalhadores migrantes que antes vinham para a região norte fluminense atuar no corte da cana.                  
Além disso, os locais que são usados como alojamento também têm o seu acesso fortemente controlado. Para completar este quadro sombrio, os trabalhadores que decidem questionar o descumprimento dos acordos feitos no momento da contratação são ameaçados de demissão imediata e de retorno para seus locais de origem sem o cumprimento de seus direitos trabalhistas.

De resto, fica evidente que o discurso de estilo arrojado e moderno voltado para a economia globalizada, com que o Sr. Eike Batista se apresenta para vender seus projetos, não resiste a uma análise mínima das condições a que os trabalhadores que os executam estão diariamente submetidos.

http://www.brasildefato.com.br/node/11426
 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Globo fecha 2012 com pior ibope da história; Record mantém vice-liderança

A Globo teve muito pouco o que comemorar no ano que se encerrou há dois dias.
Mesmo com sucessos como "Avenida Brasil", que caiu na boca do povo, a emissora fechou 2012 com o pior ibope de sua história.
Foram 14,7 pontos (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios na Grande São Paulo) das 7h à meia-noite.
A Record manteve a vice-liderança, com 6,2 pontos, seguida pelo SBT, que marcou 5,6 pontos.
A emissora de Silvio Santos diminuiu a distância da concorrente (em 2011 a diferença era de 7,2 contra 5,7), mas permaneceu na terceira colocação.
A Band ficou com 2,5 pontos, enquanto a RedeTV! teve apenas 0,9 ponto.
Todas as emissoras tiveram queda com relação ao ano anterior.
A mais acentuada foi a da RedeTV!, que perdeu 37% de sua audiência com a saída do "Pânico", entre outros.
A Record caiu 13%, enquanto a Globo perdeu 10%, o SBT 2% e a Band 1%.
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Veja o desempenho da Globo nos últimos dez anos:
2002 - 20,3
2003 - 21
2004 - 21,7
2005 - 21
2006 - 21,4
2007 - 18,7
2008 - 17,4
2009 - 17,4
2010 - 16,5
2011 - 16,3
2012 - 14,7

http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1209082-globo-fecha-2012-com-pior-ibope-da-historia-record-mantem-vice-lideranca.shtml