sábado, 22 de setembro de 2012

Brasil rejeita proposta da ONU de desmilitarizar polícia

Extinção da polícia militar é inconstitucional, diz embaixadora brasileira a Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas

O Brasil rejeitou nesta quinta-feira (20/09) a recomendação do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de desmilitarizar a polícia militar. De 170 propostas, esta medida foi a única que o governo do país decidiu recusar integralmente, aceitando 10 indicações de forma parcial.

O documento apresentado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 25 de maio apontou que, entre os principais problemas do Brasil, estão a situação nas prisões e a atuação da polícia militar, que envolve práticas de tortura. A decisão deve decepcionar ativistas e movimentos que lutam pelo fim da polícia militar no país.

(Charge em homenagem ao Cordão da Mentira, movimento que questiona se o Brasil vive em uma ditadura civil-militar)

Maria Nazareth Farani de Azevedo, embaixadora brasileira na sede da ONU em Genebra, explicou que a extinção da polícia militar viola a constituição nacional que prevê a existência de forças civis e militares. Em sessão nesta manhã no Conselho de Direitos Humanos, a diplomata disse que os policiais militares “são responsáveis pelo policiamento extensivo e pela preservação da ordem pública”.

O Ministério das Relações Exteriores já havia anunciado sua decisão nesta quarta-feira (19/09) por meio de comunicado à imprensa. “É significativo que o governo tenha acolhido todas essas manifestações, com exceção de uma, que trata da estrutura das polícias no Brasil e que conflita com a Constituição brasileira”, diz a nota.

Apesar disso, Azevedo assegurou que as autoridades brasileiras estão tomando providências para garantir os direitos humanos no país. “O Brasil melhorou o controle sob suas forças de segurança pública por meio da instalação de corregedorias e de escritórios internacionais, como também pelo treinamento permanente de profissionais em direitos humanos”, afirmou a diplomata. Neste sentido, o governo brasileiro também aceitou parcialmente a recomendação de criar mecanismos de prevenção e combate à tortura, que está sendo discutido atualmente no Congresso. 
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Apesar de ter acatado a grande maioria das indicações, organizações não governamentais criticaram os compromissos assumidos pelo governo brasileiro em reportagem da Agência Brasil. “A impressão é que o Brasil está deixando de aproveitar o momento e deixando passar a oportunidade para avançar em vários aspectos fundamentais”, disse Camila Asano, diretora da ONG Conectas que acompanha as discussões na Suíça.

Outra recomendação polêmica do Conselho de Direitos Humanos que não foi aceita de forma integral pelo governo brasileiro diz respeito a proposta de legalizar a união homossexual, que permanecerá viável somente no civil.

As recomendações foram feitas por 78 delegações estrangeiras que integram o Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos e divididas em dois blocos: o sistema prisional brasileiro e a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Como já era previsto, o Brasil apresentou nesta quinta (20/09) sua resposta às propostas.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24426/brasil+rejeita+proposta+da+onu+de+desmilitarizar+policia.shtml

STF decide que município não pode ter terceirizados na saúde

RIO - Os 9.500 profissionais da área de saúde terceirizados e que trabalham em clínicas da família, UPAs e hospitais municipais, poderão ter que deixar seus postos em breve. Na última quarta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, um recurso do município contra ação movida pelo Sindicato dos Médicos que exige o fim da terceirização na saúde. A prefeitura já havia sido derrotada outras duas vezes.
A Segunda Turma acompanhou o voto de Cezar Peluso, dado em agosto, antes de o ministro se aposentar. Ele concordou com decisão anterior, que dizia que "os cargos inerentes aos serviços de saúde, prestados dentro de órgãos públicos, por ter a característica de permanência e de caráter previsível, devem ser atribuídos a servidores admitidos por concurso público".
O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, comemorou ontem a decisão. Segundo ele, é um absurdo que a administração municipal, em vez de contratar médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, prefira fazer contratos temporários.
- A prefeitura vai ter que repensar toda a sua lógica de contratações. A decisão do STF não impede que as Organizações Sociais continuem gerindo clínicas de família e UPAs. Mas elas terão que ter nos locais médicos e outros profissionais aprovados através de concurso público. Não poderão ter funcionários terceirizados - diz Darze.
Segundo ele, o município tem atualmente 25 mil profissionais da área de saúde concursados e cerca de 9.500 terceirizados.
- É urgente que a Secretaria municipal de Saúde faça logo um concurso público. Os médicos terceirizados devem poder permanecer por mais seis meses, até que a situação toda seja regularizada - estimou Darze.
O Sindicato dos Médicos entrou com a ação no governo Cesar Maia, antes de as Organizações Sociais administrarem unidades de saúde. A prefeitura perdeu em 2005, entrou com recurso e foi novamente rejeitado em 2009. Após a decisão do STF, o município ainda tem direito ao recurso de revista, que não julga o mérito da ação. Procurados, assessores de comunicação da Secretaria municipal de Saúde não foram localizados.

http://br.noticias.yahoo.com/stf-decide-munic%C3%ADpio-pode-ter-terceirizados-sa%C3%BAde-031644921.html

Centenas de manifestantes invadem embaixada dos EUA no Iêmen

Seguranças tentaram conter multidão que protestava contra filme anti-Islã.
Também houve protesto, com feridos, na embaixada americana no Egito.

Centenas de manifestantes invadiram o complexo onde fica a embaixada dos Estados Unidos em Sanaa, capital do Iêmen, nesta quinta-feira (13), em protesto contra um filme considerado blasfemo para o Islã e que vem gerando reações violentas em vários países muçulmanos -na mais grave delas, quatro diplomatas americanos foram mortos na Líbia.
Seguranças do edifício tentaram conter o protesto em Sanaa e chegaram a atirar para o alto.
Os manifestantes atearam fogo em carros estacionados no complexo.
Testemunhas disseram que os manifestantes quebraram janelas de imóveis vizinhos ao da embaixada dos EUA antes de derrubarem o portão principal do prédio americano.
Não houve feridos, segundo as autoridades iemenitas.
Egito
No Egito, novos confrontos em frente à embaixada americana, no Cairo, deixaram 13 feridos.
O presidente egípcio, o islamita Mohamed Morsi, criticou as ofensas ao profeta, mas pediu o fim da violência.
Quatro diplomatas mortos
Na quarta-feira (12), um ataque ao prédio do consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, matou quatro pessoas, entre elas o embaixador Chris Stevens.
Nesta quarta, os EUA anunciaram o envio à costa da Líbia de dois destróieres e uma equipe de fuzileiros especializada na luta antiterrorista.
Antes do ataque, o prédio americano foi cercado por manifestantes que protestavam contra o filme “Innocence of Muslims” (“A inocência dos Muçulmanos”), dirigido e produzido por Sam Bacile, que seria o pseudônimo de um israelense-americano que afirma que o Islã é "uma religião do ódio" e um "câncer".
http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/09/manifestantes-invadem-embaixada-dos-eua-no-iemen.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis


 

domingo, 16 de setembro de 2012

Mais um massacre da OTAN no Afeganistão

Bombardeios da Otan mataram oito mulheres e deixaram várias feridas neste sábado (15) à noite na província de Laghman, no leste de Cabul, disseram neste domingo (16) fontes afegãs.

A Força Internacional de Assistência para a Segurança (ISAF) disse por meio de um de seus porta-vozes que "havia acabado de saber" que causou a morte de entre "cinco a oito afegãos" durante um bombardeio que, por outro lado, acabou com um "grande número de insurgentes".

O incidente aconteceu antes do amanhecer na localidade de Dilaram, no remoto distrito de Alingar, quando as mulheres recolhiam lenha, disseram fontes afegãs.

Sarhadi Zwak, um porta-voz provincial, denunciou a operação militar unilateral não coordenada pelas forças afegãs, que "matou oito mulheres e feriu outras oito".

O governador de Laghman "nomeou uma delegação para investigar", disse.
http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=322970&e=16

Veneno na mesa



Há 3 anos, o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos. São 850 milhões de litros por ano, ⅕ do do que todo o planeta consome. Na ponta do lápis, significa que cada pessoa ingere 5 litros de veneno por ano. Por aqui, se usa agrotóxicos banidos há tempos em outros países. Estudos toxicológicos confirmam que o coquetel de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Mal de Parkinson e Alzheimer e outras doenças degenerativas. Puros ou associados, aumentam casos de câncer, aborto, doenças neurológicas, má formação fetal e mal estar constante entre agricultores, moradores rurais e consumidores.
O uso dos venenos se alastra no campo e nas zonas periurbanas, por terra, ar e água e o efeito dessa carga pesada contamina rios e solos, diminui a biodiversidade e definitivamente não aumenta a produtividade tampouco resolve o gigante problema da fome e da insegurança alimentar e nutricional, como alegam os fabricantes de veneno, pesquisadores financiados por estas empresas e técnicos agrícolas ultrapassados.
O lodo sujo da indústria química agroalimentar vem à tona à medida que a sociedade sofre, se organiza e bota a boca no mundo. Numa condenação histórica, a justiça da cidade de Córdoba, na Argentina, declarou delito penal as pulverizações com agrotóxicos em campos de soja acerca dos bairros povoados. E condenou duas das três pessoas que foram levadas aos tribunais. Há 12 anos, as famílias denunciam mortes e lesões em consequencia do uso de agrotóxicos. A luta em Córdoba começou pela determinação de uma das mães do bairro, Sofía Gatica, que em 1997 perdeu um bebê que havia nascido sem os rins. Ela demorou a juntar uma coisa com a outra, até que percebeu um número pouco usual de mulheres com lenços na cabeça e crianças com máscaras a caminhar pela região. Leia a notícia na íntegra.

Banir o uso indiscriminado e criminoso de veneno está em nossas mãos. E inventar soluções a esse sistema agroalimentar falido também. A agroecologia está aí para provar seu potencial de alimentar as pessoas mais pobres e proteger os recursos naturais. Relatório da ONU apresenta iniciativas agroecológicas em várias partes do mundo e afirma que, se replicadas, podem dobrar a produção de alimentos. Veja no vídeo quais são os mitos que você sempre ouviu sobre agroecologia mas ninguém teve coragem de negar.
Preocupados e indignados com o fato de o Brasil ter se tornado o campeão mundial absoluto no uso de agrotóxicos, representantes de movimentos sociais e ambientais, estudantis e pesquisadores na área da nutrição e saúde criaram a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida com o objetivo de sensibilizar a população para os riscos que os agrotóxicos representam e tomar medidas para frear seu uso no Brasil.
Estruturada em comitês estaduais e municipais, a campanha promove debates, seminários e encaminha propostas de políticas pública para reduzir o uso dos venonos nos alimentos e abrir espaço para a produção agroecológica. Recentemente, lançou um projeto para ampliar suas ações com a criação de material de divulgação, formação de agentes multiplicadores, cessões de cinema e debates, criação de hortas comunitárias orgânicas, produção de vídeo. O financiamento da campanha é feito em modelo colaborativo, onde cada pessoa escolhe o valor da contriução. Além de apoiar a causa, recebe em troca uma prenda. As cotas vão de 15 a 1200 reais e as recompensas são um prato cheio: adesivo da campanha, DVD com documentário sobre o tema, cesta de alimentos orgânicos, visita a sítios com direito a colheita na horta, materiais educativos, aulas de ioga, etc.
"A escolha dos produtos oferecidos foi feita pensando em valorizar parceiros que produzem com qualidade e enfrentam dificuldades de acesso ao mercado", explica Susana Prizendt, coordenadora da Campanha em SP. Quase 260 pessoas já apoiaram espontaneamente o projeto, querem fazer parte de algo maior e querem fazer da maneira mais direta possível.

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/o-veneno-est%C3%A1-na-mesa-e-o-ant%C3%ADdoto-004630648.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A tentativa de sufocar a blogosfera

No mais recente atentado contra a liberdade de expressão no Brasil, o prefeito de Curitiba (PR) e candidato à reeleição Luciano Ducci processou o blogueiro Tarso Cabral Violin, apenas porque discordou de duas enquetes publicadas na página mantida pelo blogueiro. A Justiça Eleitoral, num gesto inexplicável, deu ganho de causa ao prefeito-censor e estipulou uma multa de R$ 106 mil, o que inviabiliza a continuidade do blog. No mesmo Paraná, o governador Beto Richa também persegue de forma implacável o blogueiro Esmael Morais, que já foi processado várias vezes e coleciona multas impagáveis.

Em outros cantos do país, a mesma tática, a da judicialização da censura, tem sido aplicada visando intimidar e inviabilizar financeiramente vários blogs. Alguns processos já são mais conhecidos, como os inúmeros que tentam calar os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. No fim de 2010 e início de 2011, o diretor de jornalismo da poderosa TV Globo, Ali Kamel, também ingressou na Justiça contra seis blogueiros – o que prova a falsidade dos discursos dos grupos de mídia que se dizem defensores da liberdade expressão. Criticado pelos blogueiros, pelo seu papel manipulador nas eleições de 2006 e 2010, Kamel parece ter escolhido a via judicial para se vingar dos críticos.

Se os juízes de primeira instância parecem pressionados diante de autoridades e empresas de Comunicação tão poderosas, é preciso garantir que os tribunais superiores mantenham-se atentos para garantir que a liberdade de expressão não se transforme num direito disponível apenas para meia dúzia de famílias que controlam jornais, TVs e rádios brasileiras.

Além da judicialização da censura, também está em curso no país uma ação ainda mais violenta contra os blogueiros – com ameaças de morte e até atentados. Em 2011, o blogueiro Ednaldo Filgueira, do município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi barbaramente assassinado após questionar a prestação de contas da prefeitura. Outro blogueiro também foi morto no Maranhão. Há várias denúncias de tentativas de intimidação com o uso da violência, principalmente em cidades do interior onde a blogosfera é o único contraponto aos poderosos de plantão.

Como se não bastassem os processos e as ameaças físicas, alguns setores retrógrados da sociedade também tentam impedir a viabilização financeira da blogosfera através de anúncios publicitários. Recentemente, o PSDB ingressou com ação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) questionando os poucos anúncios do governo federal em blogs e sítios de reconhecida visibilidade. A ação foi rejeitada, o que não significa que não cumpriu seu objetivo político de intimidar os anunciantes. Até o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem atacado a publicidade nos blogs.

Diante desses atentados à liberdade de expressão, o Centro de Estudos Barão de Itararé manifesta a sua total solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados. É preciso denunciar amplamente os que tentam silenciar esta nova forma de comunicação.

É urgente acionar os poderes públicos – governo federal, Congresso Nacional e o próprio Supremo Tribunal Federal – em defesa da blogosfera. É o que faremos, em parceria com as demais entidades da sociedade civil, em especial com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), requisitando audiências junto ao STF, STJ, TSE, Congresso Nacional e Ministério da Justiça.

Pedimos, ainda, a atenção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para o tema. Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20867

sábado, 8 de setembro de 2012

Açúcar acelera o envelhecimento


Açúcar destrói as fibras de sustentação da pele. Saiba como evitar esse processo.


Envelhecer é tabu, mas não adianta: cedo ou tarde, essa fase natural da vida chega para todo mundo. Se você é aficionado em alimentos ricos em açúcar então, prepare-se: esse é o terreno perfeito para a chegada precoce da pele enrugada, flácida e com fortes marcas do tempo.
Os "doces momentos" são verdadeiras armadilhas que turbinam o processo de envelhecimento. Isso porque o açúcar destrói as fibras de sustentação da pele por estimular a glicação - processo bioquímico que resulta na formação de produtos de glicação avançada (AGEs, na sigla em inglês -advanced glycation endproducts).
Esse processo acontece quando uma molécula de açúcar em excesso - seja por aumento da ingestão, seja por lentidão do metabolismo - adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina, etc.). Daí surgem os AGEs, uma classe de moléculas heterogêneas que altera a estrutura das proteínas. "Isso impede a eficácia no desempenho das funções das proteínas na pele. Além disso, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, deixando o organismo como um todo mais envelhecido", explica a nutricionista especialista em Nutrição Clínica Funcional, Roseli Rossi.
A glicação também aumenta com a idade, conforme alerta o médico endocrinologista e membro da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento (Abmae) e da Academia Internacional de Medicina Antienvelhecimento (Iaam, na sigla em inglês), Tércio Rocha. "O corpo perde as reservas de antioxidantes. Além disso, o consumo de açúcares e a exposição a fatores glicantes (sol, temperatura elevada, álcool, etc.) é ainda mais prejudicial."
A solução já é bem conhecida: hábitos alimentares saudáveis, atividade física e controle emocional são fatores essenciais para o combate a esse envelhecimento.
Riscos
O acúmulo de AGEs no corpo causa deterioração proteica, envelhecimento, intoxicação e bloqueio metabólico. Os danos celulares podem levar até mesmo ao comprometimento da função dos órgãos. Os altos índices glicêmicos provocam um processo inflamatório generalizado nos vasos sanguíneos, afetando mais os capilares terminais (de menor calibre), o que leva à acidez do tecido, provocando rugas, ressecamento e flacidez da pele e celulite.
No Brasil, o açúcar mais popular é o extraído da cana. Quando digerido, ele se transforma em glicose e frutose, que, em excesso, são extremamente prejudiciais à saúde e podem provocar, além do envelhecimento, vários distúrbios, como o diabetes tipo 2 e o aumento da gordura corporal.
Um outro alerta é a importância da redução da farinha refinada, que entra na receita de quase todos os doces e gera compulsão alimentar. Embora pouca gente saiba, o açúcar não gera compulsão, ao contrário da farinha. Além disso, ela contém triptofano, substância que estimula o cérebro a produzir a serotonina - neurotransmissor que regula o prazer, o sono, o apetite e a própria alegria de viver.
Substitua
Abolir o açúcar e a farinha refinada do cardápio de uma hora para a outra não é uma boa opção. O melhor é diminuir gradualmente as porções. "Um corte radical provoca a queda brusca de serotonina no organismo e a pessoa pode manifestar uma síndrome de abstinência semelhante à de um viciado em álcool ou cocaína. Entre os sintomas mais frequentes, estão a dor de cabeça, a depressão, enjoos e mau humor", destaca Rocha.
O endocrinologista aponta que o mais importante é a ingestão combinada de alimentos com índices glicêmicos baixos e índices proteicos altos, ricos em fibras, bem como grãos integrais, azeite e produtos light.
"Para manter em baixa os índices glicêmicos, deve-se começar as refeições com saladas de verduras e legumes com azeite. As fibras e o azeite retardam o tempo de absorção dos alimentos. O uso de arroz integral, granola, legumes (ao vapor ou grelhados), folhas verdes, frutas in natura e sucos sem coar também é fundamental. Os portadores de alto índice glicêmico devem evitar ao máximo produtos industrializados, lácteos e doces."
Também é importante comer de forma fracionada, para evitar que os níveis de açúcar despenquem. Manter o controle emocional, fazendo exercícios físicos e atividades que proporcionem prazer, é outro ponto fundamental. "Isso aumenta a síntese de serotonina, endorfina e dopamina naturalmente, sem precisar recorrer aos doces", salienta a nutricionista Roseli.
Há uma série de itens que são opções para substituir o açúcar na dieta. Confira os principais:
Frutas in natura ou desidratadas. Prefira frutas quentes, como: banana assada com canela e adoçante; abacaxi assado ou grelhado; compota de maçã ou pera; mousse; pudins de frutas (goiaba, manga). Mel. Chocolate amargo. Adoçantes como sucralose ou estévia. Aumente a ingestão de água.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Brasil é o maior mercado consumidor de crack do mundo, aponta estudo

Por Fernanda Cruz, da Agência Brasil

O Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, conforme resultado de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os dados do estudo - que ouviu 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos em 149 municípios do país – foram apresentados nesta quarta-feira (05) na capital paulista.
Os resultados do estudo, que tem o nome de Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), apontam ainda que o Brasil representa 20% do consumo mundial do crack. A cocaína fumada (crack e oxi) já foi usada pelo menos uma vez por 2,6 milhões de brasileiros, representando 1,4% dos adultos. Os adolescentes que já experimentaram esse tipo da droga foram 150 mil, o equivalente a 1%.
De acordo com o relatório, cerca de 4% da população adulta brasileira, 6 milhões de pessoas, já experimentaram cocaína alguma vez na vida. Entre os adolescentes, jovens de 14 a 18 anos, 44 mil admitiram já ter usado a droga, o equivalente a 3% desse público. Em 2011, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes usaram cocaína. 
O levantamento do Inpad revelou também que a cocaína usada via intranasal (cheirada) é a mais comum. Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas já a experimentaram na vida e, somente no último ano, 2,3 milhões fizeram uso. Entre os adolescentes, o uso é menor, 316 mil experimentaram durante a vida e 226 mil usaram no último ano.
A pesquisa também comparou o consumo de cocaína nas regiões brasileiras em 2011. No Sudeste está concentrado o maior número de usuários, 46% deles. No Nordeste estão 27%, no Norte 10%, Centro-Oeste 10% e Sul 7%. Relatórios com resultado e metodologia estão na página do Inpad na internet.

http://br.noticias.yahoo.com/brasil-%C3%A9-o-maior-mercado-consumidor-de-crack-do-mundo--aponta-estudo.html

Nobel da Paz diz que Blair e Bush deveriam ser julgados em Haia pela Guerra no Iraque

Arcebispo Desmond Tutu se recusou a participar de conferência sobre liderança ao lado do ex-premiê britânico


O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz e um dos heróis da luta contra o apartheid em seu país, fez duras críticas ao ex-presidente dos EUA George W. Bush e o ex-premiê britânico Tony Blair. Em um artigo ao jornal semanal britânico The Observer publicado neste domingo (02/09), Tutu diz que os dois deveriam ser julgados na corte internacional de Haia, na Holanda, “pela devastação física e moral causada pela [segunda] guerra do Iraque (2003)”.
No artigo, intitulado “Porque eu devo desprezar Tony Blair”, o líder religioso explica porque se recusou a se sentar ao lado de Blair na última semana durante uma conferência internacional realizada em Johanesburgo sobre "liderança".

Tutu diz que os argumentos usados por EUA e Reino Unido para liderar uma coalizão internacional e atacar o país árabe foram baseados em mentiras. O objetivo seria, segundo Tutu, unicamente derrubar o regime de Saddam Hussein. “Não posso sentar ao lado de alguém que justifica a invasão ao Iraque com uma mentira”. 
“A imoralidade da decisão dos Estados Unidos e do Reino Unido em invadir o Iraque em 2003, sob a premissa mentirosa de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, desestabilizou e polarizou o mundo com uma extensão jamais vista em outro conflito na história”, escreveu o líder religioso.
Em 2003, Bush, com apoio incondicional do governo britânico, invadiu o Iraque sob a justificativa de que Saddam estaria guardando armas de destruição em massa, o que se comprovou, anos depois, que não era verdade. A invasão, no entanto, não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU e rechaçada por grande parte da população mundial. Uma das grandes dificuldades dos norte-americanos foi enfrentar uma forte oposição da França e da Alemanha, tradicionais aliados.
Tutu lembra também as consequências do conflito na sociedade iraquiana de hoje. “6,5 pessoas morrem por dia em ataques suicidas provocados por explosões de automóveis, de acordo com o projeto Iraqi Body Count; mais de 110 mil iraquianos morreram nesse conflito depois de 2003, e milhões ficaram desabrigados. Até o fim do último ano, cerca de 4500 soldados norte-americanos morreram e mais de 32 mil ficaram feridos”, acrescenta.
Por essa razão, ele afirma que os responsáveis por esses números e perdas de vidas humanas “deveriam seguir o mesmo caminho que alguns de seus pares africanos e asiáticos, que tiveram de responder por seus atos diante da corte internacional de Justiça em Haia (Holanda)”, defende.
Resposta
O premiê britânico, no entanto, parece irredutível em suas convicções.  A resposta veio em seu site na internet, na qual Blair afirma que tem “um profundo respeito pela luta do Arcebispo contra o apartheir – onde estivemos do mesmo lado da luta”. “Mas repetir a velha história de que nós mentimos sobre [as conclusões dos serviços de ] inteligência é completamente errado, como todas investigações independentes já demonstraram”.
O ex-líder trabalhista também disse considerar bizarro o fato de Tutu ter dito que era “irrelevante” se Saddam “era bom ou mau”, pois isso não justificaria a “moralidade” da coalizão para invadir o Iraque, citando diversos massacres atribuídos ao ex-ditador.
Outra justificativa usada por Blair foi  que a economia iraquiana, segundo ele, cresceu três vezes mais do que na época do regime de Saddam, “e os investimentos cresceram enormemente em regiões como Basra”.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Valdemiro Santiago faz cara de choro e pede R$ 30 milhões a fieis

Apóstolo Waldemiro Santiago, líder da igreja evangélica que mais cresce no Brasil, apela aos fieis para pagar suposta dívida milionária com rede de televisão

Valdemiro Santiago, da igreja Mundial, voltou a fazer cara de choro na TV ao pedir aos fiéis dinheiro para pagar uma suposta dívida de R$ 30 milhões com a Band, entre outras emissoras.
É muito dinheiro, mesmo considerando que se trata do custo de horário de TV, que, no caso da Mundial, se concentra nas madrugadas.
Mas Santiago, chefe da igreja que mais cresceu nos últimos anos, poderá conseguir a soma em poucas semanas, ainda mais se ele continuar com a cara de chorão, a mesma que fez recentemente para arrecadar R$ 7 milhões.
Não se sabe por que a Mundial está ou estaria de caixa baixa, se por descontrole administrativo ou se as contribuições dos fiéis diminuíram. O fato é que funcionários que trabalham na sede da igreja em São Paulo andaram reclamando de atraso no pagamento do salário.
Já a Band, apesar das supostas dificuldades financeiras da Mundial, não tem do que reclamar. Além da igreja de Valdomiro, a emissora fatura com a Assembleia de Deus Vitória em Cristo do Silas Malafaia e com a Igreja da Graça de Deus, do R.R. Soares, e agora está sendo assediada pela Universal, de Edir Macedo.
Fatura alto com investimento zero na programação.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/08/apostolo-valdemiro-pede-dinheiro-fieis.html

Sucção oral de bebês pode ser proibida pela justiça; ultraconservadores protestam


Ultraortodoxos insistem em sugar sangue de bebês em ritual de circuncisão. Conselho de saúde quer impedir prática devido a risco de transmissão de doenças


A comunidade de judeus ultraortodoxos de Nova Iorque (EUA) está protestando contra a decisão do Conselho Municipal de Saúde de colocar em setembro em votação proposta para que a sucção oral de sangue de bebê durante o ritual de circuncisão só seja feita com autorização por escrito dos pais.
O conselho quer que os pais assumam a responsabilidade pelo risco de transmissão de herpes por intermédio do contato da boca dos rabinos com o pênis dos bebês. O HSV-1, vírus da herpes, pode ser fatal para bebês, além da possibilidade de causar danos cerebrais.
Michael Tobman, consultor político que se tornou porta-voz dos ultraortodoxos nessa questão, acusou as autoridades de estarem tentando inibir o metzitzah b’peh (ritual da circuncisão em crianças de oito dias).
Ele afirmou que os religiosos não aceitam qualquer restrição porque se trata de uma tradição divina. Disse que os mohels (rabinos que realizam esse tipo de ritual) estão dispostos a recorrer à desobediência civil, se preciso.
O prefeito Michael Bloomberg disse que ninguém tem o direito de colocar a vida de uma criança em risco. “Há determinadas práticas que os médicos dizem que não são seguras, e nós não vamos permiti-las.”
Cristopher Hitchens (1948-2011), em seu livro “Deus não é Grande – como a religião envenena tudo” (Ediouro, 304 págs, R$ 52), criticou o metzitzah b’peh pela “sua natureza anti-higiência ou suas associações (sexuais) perturbadoras”.


Padre norte-americano diz que crianças e jovens são culpados por “seduzir” pedófilos

Para padre franciscano, agressores não deveriam ser presos, pois não cometeram crimes

Algumas crianças são vítimas de pedofilia por terem "seduzido" seus agressores. Essa é a opinião do padre franciscano norte-americano Bernard Groeschel, de Nova York, que escreveu um artigo chocante no site da revista católica NCR (National Catholic Register), colocado no ar na última segunda-feira (27/08) e retirado pouco depois. A publicação se desculpou em seguida, admitindo um erro editorial. Em razão da revolta causada por suas declarações, e do pedido de retratação da revista, Groeschel voltou atrás em suas declarações.
O padre, de 79 anos, afirmou que quando se pensa em um pedófilo, “as pessoas normalmente imaginam uma pessoa que planejou seus atos, um psicopata. (...) Mas não é o caso. Imaginem um homem que se encontra em plena depressão nervosa e um jovem chega para consolá-lo. Em muitos desses casos, o jovem é que é o sedutor”, diz o franciscano. “As crianças vêm, muitas vezes, procurar uma relação romântica, e não relações sexuais”.
Groeschel defendeu que os padres católicos não deveriam ser presos caso fossem descobertos desde que não repetissem seus atos, “porque a intenção deles não era de cometer um crime”.
O franciscano chegou a citar um caso específico, de um ex-treinador de um time de futebol americano, defendendo Jerry Sandusky, acusado por uma série de abusos contra menores de idade, e que pode ser condenado à prisão perpétua. Para ele, trata-se de um “pobre homem”.
Pedido de desculpas
A redatora-chefe da NCR, Jeanette de Melo, pediu desculpas pela publicação do artigo, afirmando que, devido ao passado de Groeschel, seu artigo foi ao ar sem uma edição apropriada. “Abuso infantil é indesculpável. Os editores da NCR se desculpam por publicar sem a devida clarificação ou questionamento as declarações do Padre Bernard Groeschel, que pareciam sugerir que as crianças são, de alguma forma, responsáveis pelos abusos. Nada é mais fora da verdade”. Segundo Melo, a revista exigiu a retratação do padre.

Venezuela investiga massacre de 80 ianomâmis por brasileiros


Líder indígena diz que mineradores ilegais no país cometeram os crimes.
Ataque ocorreu após tentativa de estupro que teve resistência.



A Promotoria da Venezuela investiga um suposto massacre de índios ianomâmi em uma aldeia situada na fronteira com o Brasil, num caso em que garimpeiros brasileiros são apontados como suspeitos da morte de até 80 de pessoas.
O suposto massacre, segundo testemunhas e sobreviventes, teria sido desencadeado pela tentativa dos garimpeiros de estuprar mulheres indígenas.
A Promotoria Geral da Venezuela indicou nesta quarta-feira (29) uma comissão para investigar o suposto ataque, que teria sido cometido em julho, mas cujos detalhes só vieram à tona nos últimos dias.
De acordo com a ONG Survival International, os índios, que teriam encontrado os corpos carbonizados das supostas vítimas do massacre, só conseguiram reportar a ação muito tempo após ela ter sido cometida, já que os ianomâmi vivem em uma região isolada e as testemunhas levaram dias para chegar a pé até o povoamento mais próximo.

'Corpos carbonizados'
Ainda segundo o relato de Luis Shatiwë, 'no último dia 5 de julho, um grupo de garimpeiros queimou a aldeia irothatheri. Em seguida, três visitantes chegaram à comunidade e encontraram os corpos carbonizados''.
''Ao tomarem outro caminho para voltar, os visitantes encontraram três sobreviventes no meio da selva, que narraram que os garimpeiros pretendiam abusar sexualmente de mulheres ianomâmis. Diante da resistência dos ianomâmis, que conseguiram resgatar as jovens, os mineiros começaram a murmurar e a se organizar para matar e destruir a comunidade. Foi assim que o ataque ocorreu'', afirmou Shatiwë.
''Os três sobreviventes disseram que não podiam abandonar a aldeia, já que tinham ali os corpos sem vida de seus entes queridos. E pediram aos visitantes que transmitissem a informação ao exterior e pedissem ajuda. Assim começou o itinerário de volta, que culminou nesta semana, com a apresentação da denúncia formal do massacre perante as autoridades de Puerto Ayacucho (na Venezuela)'', contou Shatiwë.
A denúncia foi apresentada perante a Promotoria-Geral e a Defensoria Popular, em Puerto Ayachucho, e também perante a 52ª Brigada de Guarnição Militar, que registrou os depoimentos.
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Polícia sul-africana reprime novo protesto de mineiros por melhores condições de trabalho

Manifestações em minas são consideradas ilegais pela justiça do país desde junho deste ano

A polícia sul-africana voltou a reprimir um protesto de trabalhadores nesta segunda-feira (03/09) na mina de Springs, ferindo pelo menos 4 manifestantes com tiros de bala de borracha e estilhaços de bombas de gás lacrimogêneo. 
Segundo as informações fornecidas pela Gold One, empresa responsável pela extração no local, um grupo de antigos funcionários, demitidos por conta de uma greve em junho deste ano, se reuniu na entrada da mina a fim de impedir pelo menos 500 pessoas de trabalharem.
Para dispersar os manifestantes e desbloquear o acesso aos operários, as forças policiais dispararam balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Depois do episódio, a produção na mina foi reestabelecida e todos os mineiros voltaram a realizar o seu trabalho. Não há informações se trabalhadores aderiram ao protesto desta segunda (03/09), mas a empresa reiterou que possui autorização para demitir grevistas.
Os operários de Aurora estão envolvidos em longa luta por melhores condições de trabalho e aumento de salário. Na semana passada, o líder político sul-africano Julius Malema pediu que os mineiros do local tornassem a mina “ingovernável” até que suas demandas fossem atendidas.
Em junho deste ano, depois de uma série de manifestações, a Gold One conseguiu uma interdição judicial proibindo qualquer tipo de protesto em suas minas. Como consequência disso, dezenas de trabalhadores foram demitidos, mas muitos continuam a se manifestar contra a política da empresa.

Massacre de Marikana
A repressão vem apenas duas semanas depois de policiais abrirem fogo contra 3 mil mineiros em greve em Marikana, matando 34 e ferindo 78 trabalhadores em um dos piores episódios de violência desde o fim do apartheid. O episódio gerou comoção nacional e internacional, com dezenas de protestos contra a violência policial.
Na quinta-feira (30/08), os promotores do país acusaram os próprios grevistas pelo assassinato de seus colegas, em vez das forças policiais.  “Isso é intimidação pura”, disse Patrick Cravez, porta-voz de federação sindical sul-africana. 
“Os advogados têm de ser muito estúpidos se acham que essas denúncias podem ser aceitas. A noção de que estes mineiros são responsáveis pelas mortes de seus companheiros é um absurdo”, acrescentou Cravez, segundo o jornal norte-americano New York Times.  
Depois dos protestos, a Procuradoria da África do Sul retirou no domingo (02/09), em caráter provisório, as acusações de assassinato contra os 270 mineiros que foram detidos durante o massacre. Nesta segunda (03/09), 162 dos 270 mineiros detidos após o massacre na mina de Marikana foram libertados.
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24095/policia+sul-africana+reprime+novo+protesto+de+mineiros+por+melhores+condicoes+de+trabalho.shtml

Major Curió e doutor Asdrúbal denunciados por crimes na ditadura

Brasília - O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, e o major da reserva Lício Augusto Maciel, o doutor Asdrúbal, serão os primeiros militares brasileiros a responder pelos crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura militar. Em uma decisão inédita e histórica, a juíza da 2ª Vara Federal de Marabá, Nair Pimenta de Castro, recebeu as denúncias formuladas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra dois dos agentes da ditadura apontados por vítimas e familiares como os maiores carrascos do período. 

Na denúncia, os dois são apontados como responsáveis pelo sequestro qualificado de militantes que atuaram na Guerrilha do Araguaia, na década de 1970, e estão desaparecidos até hoje. O major Curió é acusado de comandar as tropas que prenderam Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Cordeira Corrêa (Lia), entre janeiro e setembro de 1974. Todos eles foram capturados no Araguaia, levados a bases militares, submetidos à tortura e nunca mais foram vistos.

O doutor Asdrúbal é responsabilizado pela captura de Divino Ferreira de Souza, o Nunes. De acordo com as investigações do MPF, Divino foi emboscado no dia 14 de outubro de 1973 pelos militares chefiados por Lício, quando estava ao lado de André Grabois (o Zé Carlos), João Gualberto Calatroni (o Zebão) e Antônio Alfredo de Lima (o Alfredo). Apesar de ferido, Divino foi interrogado e torturado. Tal como os demais, não foi mais visto.

Na denúncia, o MPF defende que a responsabilização penal de Sebastião Curió e Lício Maciel é obrigação do Estado brasileiro diante da sentença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre o tema e não contradiz a Lei de Anistia ou o julgamento do Supremo Tribunal Federal, que a revalidou, em 2010. Para a acusação, os acusados são responsáveis por crimes contra a humanidade, que são imprescritíveis e não passíveis de anistia.

Ustra e Gravina
Em São Paulo tramita uma terceira ação penal relativa a crimes da ditadura, contra o ex-chefe do Doi-Codi, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o delegado da Polícia Civil, Dirceu Gravina, pelo crime de sequestro qualificado do bancário Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, ocorrido em maio de 1971. A Justiça Federal, entretanto, negou o recebimento da denúncia. O MPF recorreu e aguarda julgamento de recurso.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20805

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Paraísos fiscais, um porto seguro para multimilionários

Vinte e um trilhões - com “t” - de dólares. Eis o que as pessoas mais ricas do mundo escondem em paraísos fiscais internacionais. Embora a quantidade real possa ser maior, chegando aos 32 trilhões, uma vez que, claro, é quase impossível conhecê-la com exatidão.
Ao mesmo tempo em que os governos cortam o gasto público e demitem os trabalhadores, em prol de uma maior "austeridade" obrigada pela desaceleração da economia, os super-ricos - menos de 10 milhões de pessoas - esconderam longe do alcance do arrecadador de impostos uma quantidade igual às economias japonesa e estadunidense juntas.
Os dados são de um novo relatório da Tax Justice Network (Rede para a justiça tributária) [1] cujas conclusões são impactantes. As receitas fiscais perdidas graças aos refúgios fiscais extraterritoriais – offshore -, afirma o relatório, "são suficientemente grandes como para marcar uma diferença significativa em todas nossas medidas convencionais da desigualdade. Dado que a maior parte da riqueza financeira desaparecida pertence a uma pequena elite, o efeito é assustador”.

1. Apresentamos-lhes o Top 0,001%
"Segundo nossas estimativas, pelo menos um terço de toda a riqueza financeira privada, e quase a metade de toda a riqueza offshore, é agora propriedade das 91.000 pessoas mais ricas do mundo: só 0,001% da população mundial", diz o relatório. Estes 91.000 que formam o vértice da pirâmide têm cerca de 9,8 trilhões de dólares do total estimado neste estudo, e menos de dez milhões de pessoas detém todo o volume de dinheiro em espécie.

2. Onde está o dinheiro? É difícil saber
Offshore, segundo Henry, não é já um lugar físico, embora existam vários lugares, como Singapura e Suíça, que ainda se especializam em proporcionar "residências físicas seguras e fiscalmente interessantes" aos ricos do mundo.
Uma empresa pode estar situada em uma jurisdição, ser propriedade de um testa de ferro localizado em outro lugar e ser administrada por testas de ferro de um terceiro lugar. "Em última instancia, portanto, o termo offshore se refere a um conjunto de capacidades" e não tanto a um ou vários lugares.

3. Grandes bancos resgatados dirigem este negócio
Mas quem facilita este processo? Alguns nomes familiares saem rapidamente à superfície quando se vasculha os dados: Goldman Sachs, UBS e Credit Suisse são os três primeiros, e o Bank of America, Wells Fargo e JP Morgan Chase estão no Top 10. Segundo afirma o relatório, "Agora podemos acrescentar algo a mais a sua lista de distinções: são os atores principais dos refúgios fiscais de todo o mundo e ferramentas chave do injusto sistema tributário global”.

4. A desigualdade é pior do que acreditamos
Com toda esta riqueza oculta em todo o mundo, impossível de contar e de tributar – afirma a Tax Justice Network -, não resta dúvida de que estamos subestimando a desigualdade de ingressos e riqueza realmente existente. Stewart Lansley, autor de The Cost of Inequality (O custo da desigualdade), assegurou a Heather Stewart, do The Guardian: "Não há absolutamente nenhuma dúvida de que as estatísticas sobre a renda e a riqueza dos de cima diminuem a magnitude do problema".

5. Os países "endividados" não devem, na realidade, nada
O relatório de Henry destaca um subgrupo de 139 países, de ingressos baixos ou médios, e destaca que segundo a maioria dos cálculos, os ditos 139 países tinham, em conjunto, uma dívida superior a quatro trilhões de dólares no final de 2010. Mas ao se tomar em conta todo o dinheiro que se acumula offshore, os países, na verdade, teriam uma dívida negativa de 10 trilhões de dólares...

6. Quanto estamos perdendo?
Aqui está o centro da questão, não? É impossível saber a exatamente, é claro, devido a que as cifras são só estimativas, mas Henry calcula que se estes 21 trilhões de dólares não declarados obtivessem uma taxa de rendimento de 3% e os ingressos se gravaram em 30%, por si só gerariam receitas fiscais de cerca de 190 bilhões de dólares. Se a quantidade total de dinheiro colocada em paraísos fiscais fosse próxima a estimativa mais alta, ou seja, 32 trilhões de dólares, se obteriam cerca de 280 bilhões, o que é aproximadamente o dobro do montante que os países da OCDE gastam em ajuda ao desenvolvimento. Em outras palavras, uma enorme quantidade de dinheiro. E isso levando em conta que um rendimento de 3% é um cálculo muito prudente.

NOTA
[1] James S. Henry, The Price of Offshore Revisited , 2012
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20782

Crescem as evidências do envolvimento de Israel na morte de Arafat


Procuradoria francesa abre investigação sobre morte de Arafat

DA FRANCE PRESSE

A Procuradoria de Nanterre (oeste de Paris) abriu nesta terça-feira uma investigação judicial por assassinato sobre a morte do líder palestino Yasser Arafat em 2004, informaram fontes próximas ao caso.
A abertura desta investigação é consequência de uma ação apresentada por Suha Arafat, viúva do chefe da Autoridade Palestina, contra pessoa desconhecida por assassinato no dia 31 de julho.
Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 no hospital militar francês de Percy de Clamart, perto de Paris.
Suha entrou no Justiça após o canal Al Jazeera, do Qatar, informar que o líder palestino poderia ter sido envenenado.
No último dia 4, o canal árabe exibiu uma reportagem sobre os resultados de uma investigação da morte do líder palestino, Prêmio Nobel da Paz e Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia em 1994, junto com o ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin.
POLÔNIO
A reportagem concluía que Arafat pode ter sido envenenado com polônio-210, uma substância altamente radioativa encontrada em seus objetos pessoais.
Após uma investigação de nove meses realizada no Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário de Lausanne (Suíça), as análises efetuadas na roupa, na escova de dentes e inclusive na emblemática "keffiyeh" (o tradicional lenço palestino) de Arafat demonstravam que todos esses materiais continham níveis anormais de polônio.
Israel tachou de "ridículas" as alegações de que Arafat morreu envenenado e acusou a "Al Jazeera" de promover uma campanha contra o Estado israelense.
A ANP, por sua parte, se mostrou disposta a exumar os restos de Arafat, enterrados na Muqata de Ramallah, na Cisjordânia, e convidou especialistas suíços para essa tarefa.
A viúva de Arafat solicitou a exumação dos restos de seu marido para determinar a causa de sua morte, nunca esclarecida pelos médicos franceses que o atenderam.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1144404-procuradoria-francesa-abre-investigacao-sobre-morte-de-arafat.shtml

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Exército israelense agride regularmente crianças palestinas, denunciam ex-soldados


JERUSALÉM (AFP) – Ex-soldados israelenses nos territórios ocupados afirmaram neste domingo 26 que o exército costuma agredir as crianças palestinas, inclusive, em período de calma.
A organização “Romper o Silêncio”, composta por ex-soldados israelenses, publicou cerca de 30 testemunhos de militares que contaram sobre a violência rotineira contra as crianças na Cisjordânia.
Um ex-sargento conta, por exemplo, sobre uma operação de represália em um bairro perto de Ramallah, em Cisjordânia, depois de confrontos com palestinos. Outro conta como os soldados aterrorizaram um grupo de crianças que fugiam deles. O comandante da unidade jogou uma granada de efeito moral para obrigá-los a se entregar.
“Um menino ficou aterrorizado, achou que iam matá-lo. Suplicou para que salvassem sua vida. É algo que deixa marcas para sempre”, comentou. O exército israelense afirmou que o documento era impreciso para abrir uma investigação.

Vídeo mostra soldado de Israel chutando criança palestina de 9 anos



A lâmpada de Edison vai apagar-se de vez

A partir de 1 de setembro, a produção de lâmpadas incandescentes acaba na UE.

As lâmpadas incandescentes inventadas por Thomas Edison há 133 anos vão deixar de ser fabricadas nos países da UE a partir de 1 de setembro e em quase todo o mundo depois de 2016.
A nova era tecnológica na iluminação já começou e as lâmpadas economizadoras ou fluorescentes compactas estão a espalhar-se pela Europa e a substituir progressivamente as 8000 milhões de lâmpadas tradicionais existentes.
Agora, comprar uma lâmpada é uma operação sofisticada, porque além do preço, da potência e da etiqueta energética, há que ter em conta o fluxo luminoso (lúmenes), o tempo de arranque, o ciclo (número de vezes de ligar/desligar), o tempo de vida útil, a temperatura de cor e a divisão da casa onde a lâmpada nova vai ser colocada.
A Quercus tem um site - o www.topten.pt - com as melhores lâmpadas economizadoras à venda no mercado nacional, onde podem ser comparados todos estes parâmetros.
http://expresso.sapo.pt/a-lampada-de-edison-vai-apagar-se-de-vez=f748822

sábado, 25 de agosto de 2012

Inglaterra nega asilo político a Assange, mas já concedeu asilo diplomático a Augusto Pinochet

O asilo concedido pela República do Equador ao jornalista Julian Assange surge como um feixe incandescente sobre o obscurantismo medieval que caracteriza a elite conservadora da Inglaterra. E aqui não se trata de diferenciar, no binário sistema político inglês, o Partido Conservador de Margareth Tatcher e seus antecessores e sucessores históricos, do Partido Trabalhista de Tony Blair e seus antecessores e sucessores históricos – simplesmente porque são idênticos na condução da economia, da política e dos assuntos de Estado.

Entre o período da ortodoxia liberal com Tatcher e o período da ortodoxia neoliberal com Blair, tênues nuances diferenciaram os dois tempos. No essencial, foram idênticos: promotores de guerras [Malvinas e Iraque, respectivamente]; satélites europeus dos EUA; cúmplices do capital financeiro internacional; supressores de direitos sociais e laborais; minimalizadores do papel do Estado e, especialmente, imperialistas e colonialistas.

O país que hoje sitia o jornalista Julian Assange e ameça invadir a Embaixada do Equador num gesto de desprezo pela Convenção de Viena sobre o direito de asilo e imunidade diplomática, é o mesmo país que concedeu asilo diplomático a Augusto Pinochet - um dos maiores trogloditas latinoamericanos do último século. A história é curiosa. O juiz Baltazar Garzón litigou contra o Estado da Inglaterra pelo cumprimento de um mandato internacional de prisão contra Pinochet, recusado ferrenhamente pelo governo inglês, que assim asilou um criminoso. E o juiz espanhol novamente luta contra o Estado da Inglaterra, desta vez para assegurar o direito de asilo e de saída do país ao jornalista Julian Assange, encontrando a ferrenha resistência do governo inglês. 

O país que colonizou e dilapidou grande parte da África e Asia inteiras - da Índia à Nigéria - e inspirou a trágica monstruosidade do Apartheid, na África do Sul, é o mesmo país que coloniza as Ilhas Malvinas, distante a 12.700 Km de Londres, para piratear sua costa e seu petróleo. Se recusa a dialogar e encontrar o entendimento para o conflito; ao contrário, se pinta para a guerra em defesa da usurpação.

No Comitê de Descolonização da ONU estão identificados 16 territórios em todo o mundo que ainda são colônias, sem autonomia e sem soberania. O Reino Unido coloniza 10 desses territórios, que estão localizados na Ásia, na Europa, na América Latina e no Caribe. O desrespeito às resoluções das Nações Unidas sobre a erradicação do colonialismo é sistemático.

A ilegal – à luz do direito internacional - reação da Inglaterra ante o asilo concedido pelo Equador a Julian Assange não surprende. É expressão do seu poder num mundo que teve as normas internacionais subvertidas pela chamada “guerra preventiva” da doutrina terrorista de Bush e Blair. Segundo esta doutrina, os EUA e a Inglaterra são os guardiões da segurança e da ordem mundial. Nesta qualidade, caçam os cidadãos que representam “perigo para a humanidade”. O inofensivo e trabalhador brasileiro Jean Charles, por exemplo, foi alvejado por esta doutrina: tiros certeiros na cabeça, numa estação do metrô londrino. 

A ação inglesa no episódio Julian Assange, ameaçando invadir a Embaixada equatoriana e se recusando a conceder o salvo-conduto, traduz sua profunda devoção aos desejos do império estadoudinense e o desrespeito com a comunidade internacional. A Inglaterra faz de tudo para viabilizar a extradição de Assange aos EUA, onde ele seria julgado arbitrariamente a la guantánamo e possivelmente condenado à prisão perpétua ou à pena de morte. Isso mesmo, pena de morte - outro traço do obscurantismo de uma cultura medieval e bárbara, incompatível com uma visão iluminista de mundo. 

Julian Assange cometeu o crime de fundar o Wikileaks e assim exercer a liberdade de informar e de revelar os meandros do establishment dos EUA e as vísceras da política externa intervencionista e belicista que desenvolve no mundo. Curiosamente, o país acusado pelos EUA e pela Inglaterra de tolher a liberdade de imprensa, o Equador, é o mesmo que concede asilo político a um dos maiores símbolos contemporâneos da luta pela liberdade de informação, pela verdade dos fatos e pela democratização da mídia.
http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=5741

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

África do Sul: massacre de 34 mineiros evoca apartheid

A morte nesta quinta-feira de 34 mineiros em um confronto com a polícia na África do Sul causou comoção no país, que voltou a lembrar os momentos mais duros do antigo regime de segregação racial do apartheid.
A chefe da polícia sul-africana, Riah Phiyega, confirmou hoje as mortes, ocorridas durante protestos na mina de platina da empresa Lonmin, em Marikana, a cerca de 100 km de Johanesburgo, Além das mortes, 78 pessoas ficaram feridas. Esta é a operação policial mais sangrenta que acontece na África do Sul desde 1994, quando acabou o apartheid. Ao todo, 259 pessoas foram presas pelos distúrbios de Marikana, precisou Riah em entrevista coletiva.
A situação na mina era tensa hoje, com um forte aparato policial no local. No hospital da região, dezenas de pessoas aguardavam para saber o estado dos feridos: "ainda não sabemos quem está ferido ou não. As pessoas não sabem o que ocorreu com seus familiares", disse à agência EFE um mineiro que não quis se identificar. "A polícia tinha instruções de disparar contra a gente. Havia algumas pessoas armadas, mas a maioria só carregava paus", relatou à EFE outro dos trabalhadores da mina.
A resposta policial suscitou críticas de partidos políticos e associações civis, que pediram uma investigação do fato. A tragédia foi comparada com massacres ocorridos durante o apartheid. O Congresso Nacional Africano (CNA), ligado ao NUM e que está no poder desde que Nelson Mandela assumiu a presidência em 1994, defendeu uma "investigação exaustiva" sobre o caso e demonstrou sua consternação pela tragédia.
A morte dos 34 mineiros reacendeu na África do Sul o fantasma da violência do apartheid e a lembrança do massacre de Shaperville, em 1960, quando 69 trabalhadores foram mortos. O jornal local Times afirmou hoje que as imagens de Marikana "são horrivelmente familiares" e "parecem vir daquele passado da África do Sul no qual os choques entre a polícia e a população civil eram frequentes, mas esta já não é mais a época do apartheid".
Dezoito anos depois do fim do regime, a situação política na África do Sul é distinta, mas muitos trabalhadores negros, como os mineiros, seguem excluídos dos benefícios da primeira economia emergente da África e vivem em condições precárias. Para o jornal local The Sowetan, o massacre de Marikana significa que uma "bomba-relógio deixou de fazer tic-tac e explodiu".

Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina


Apesar de ocupar o posto de sexta maior economia mundial, o Brasil ainda é o quarto país mais desigual da América Latina e do Caribe segundo o índice Gini, importante medida internacional de concentração de renda. É o que aponta um estudo inédito do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), divulgado nesta terça-feira 21. O País aparece em condições melhores apenas que Guatemala, Honduras e Colômbia, todos com coeficiente acima de 0,56 (quanto mais próximo do 1, maior a desigualdade). O melhor resultado foi o da Venezuela (0,41), seguida pelo Uruguai.
De forma geral, indica o estudo, houve avanços e diminuição da pobreza na região. Foi registrada ligeira queda na concentração de renda com evolução positiva em dez países e deterioração em oito. As melhoras se deveram à geração de mais empregos, queda nas diferenças salariais e programas de transferência.
Os dados mostram que Argentina, Chile e Uruguai possuem uma incidência de pobreza nacional abaixo de 12%, ao passo que mais da metade dos habitantes de Bolívia, Guatemala e Paraguai é pobre. Em termos absolutos, dos 124 milhões de pobres da região, 37 milhões estão no Brasil e 25 milhões no México.
Na comparação dos níveis de pobreza relativa em áreas urbanas de 2009 com os das últimas duas décadas, houve avanços consideráveis em Chile, Equador e Brasil. A Argentina, por outro lado, registrou elevado aumento deste tipo de pobreza desde o início dos anos 2000 com as sucessivas crises enfrentadas pelo país. No ranking da pobreza urbana, o Brasil aparece em posição intermediária, atrás de Uruguai, Argentina, Chile, Panamá, Costa Rica e Peru.
A região considerada a mais desigual do mundo, principalmente na distribuição de renda, habitação e acesso a bens de serviço, como saúde e educação. Na América Latina e Caribe, os 20% mais ricos possuem renda per capita quase 20 vezes maior que os 20% mais pobres.
Avanços dos países 
O estudo mostra que a região atingiu os Objetivos do Milênio em relação ao abastecimento de água. Mas, apesar de 92% da população urbana ter água encanada, estima-se que 40% do bem é perdido devido ao mau funcionamento da infraestrutura, vazamentos e usos inadequados. Além disso, as tarifárias não conseguem cobrir os custos de operação e dificilmente beneficiam os mais pobres.
Cerca de 74 milhões de pessoas ainda precisam de saneamento adequado nas cidades, sendo que menos de 20% das águas residuais é tratada antes de seu descarte.
Segundo a ONU, cada habitante urbano da região gera quase um quilo de resíduos sólidos todos os dias. As cidades conseguiram melhorar a coleta e a eliminação de lixo, aumentando o acesso ao serviço e desempenhando atividades de reciclagem, reutilização e aproveitamento. Entretanto, o órgão internacional indica haver a necessidade de ampliar o potencial do setor.