segunda-feira, 22 de abril de 2013

O STF NOSSO DE CADA DIA

1- REFORMA DOS BANHEIROS DE BARBOSA CUSTARÁ R$ 90 MIL

Folha publica reportagem que vinha sendo apurada por Felipe Recondo, do Estadão, que foi chamado de "palhaço" pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e ainda assim engavetou sua apuração; STF irá gastar uma pequena fortuna para colocar materiais de primeira qualidade, em mármore e granito, nos banheiros do apartamento funcional de 523 metros quadrados, em Brasília; Barbosa também terá uma adega de luxo; como diria o conde de Buffon, "o estilo é o homem"
247 - Incumbido de cobrir o Poder Judiciário para o jornal Estado de S. Paulo, o repórter Felipe Recondo foi chamado de "palhaço" e acusado de chafurdar no lixo, pelo presidente do Supremo Tribunal, Joaquim Barbosa, quando se dedicava a apurar gastos determinados pela presidência da suprema corte. Num capítulo que envergonha a história do jornal, o Estadão decidiu não comprar a briga com o presidente da suprema corte, que, para os Mesquita, deveria ser mantido no pedestal de herói por ter conduzido o julgamento da Ação Penal 470 e, especialmente, por ter liderado a condenação de lideranças do PT, como José Dirceu e José Genoino.
Um dos pontos da reportagem de Recondo, engavetada pelo Estadão, era a reforma determinada pelo STF no apartamento funcional de Joaquim Barbosa – um imóvel de 523 metros quadrados, em Brasília, antes ocupado por Carlos Ayres Britto.
O tema, no entanto, foi retomado pela Folha, em sua edição deste sábado. E Barbosa, que critica gastos supostamente desnecessários do Poder Judiciário, decidiu gastar R$ 90 mil com a reforma de seus banheiros, pedindo peças de primeira qualidade, em mármore e granito.

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2- CASO QUE ENVOLVE XUXA CAUSA NOVO EMBARAÇO A FUX

247 - O juiz carioca Luiz Fux vem tendo seu passado esquadrinhado nos mínimos detalhes. Neste domingo, na coluna "Xou de Fux", o colunista Janio de Freitas, da Folha, resgata mais uma ação patrocinada pelo amigo Sergio Bermudes, em que ele não se declarou impedido de participar. O caso envolvia a apresentadora Xuxa, cliente de Bermudes, que teve ganho de causa com direito a indenização de R$ 2 milhões. Leia abaixo:

Xou de Fux
O ministro do STF e Sergio Bermudes têm participação na mesma causa há pelo menos duas décadas e meia
Graças ao pudor tardio de Xuxa, comprovam-se em definitivo, e de uma só vez, duas esclarecedoras faltas de fundamento. Uma, a do advogado Sergio Bermudes, ao asseverar que seu "amigo de 40 anos" Luiz Fux "sempre se julga impedido" de atuar em causas suas. Outra, a do hoje ministro, ao alegar que só por erro burocrático no Supremo Tribunal Federal deu voto em causa do amigo.
Há pelo menos 26 anos, no entanto, quando Luiz Fux era um jovem juiz de primeira instância e Sergio Bermudes arremetia na sua ascensão como advogado, os dois têm participação na mesma causa. Documentada. Tinham, conforme a contagem referida por Bermudes, 14 anos de amizade, iniciada "quando foi orientador" [de trabalho acadêmico] de Fux.
O caso em questão deu entrada na 9ª Vara Cível do Rio em 24 de fevereiro de 1987. Levava as assinaturas de Sergio Bermudes e Ivan Ferreira, como advogados de uma certa Maria da Graça Meneghel, de profissão "atriz-manequim". Já era a Xuxa "rainha dos baixinhos". E por isso mesmo é que queria impedir judicialmente a comercialização, pela empresa CIC Vídeo Ltda., do videocassete de "Amor, Estranho Amor", filme de 1983 dirigido por Walter Hugo Khoury.
A justificativa para o pedido de apreensão era que o vídeo "abala a imagem da atriz [imagem "de meiguice e graciosidade"] perante as crianças", o público infantil do Xou da Xuxa, "recordista de audiência em todo o Brasil". Não seria para menos. No filme, Xuxa não apenas aparecia nua, personagem de transações de prostituição e de cenas adequadas a tal papel. Mas a "rainha dos baixinhos" partia até para a sedução sexual de um menino.
Em 24 horas, ou menos, ou seja, em 25 de fevereiro, o juiz da 9ª Vara Cível, Luiz Fux, deferia a liminar de busca e apreensão. Com o duvidoso verniz de 11 palavras do latim e dispensa de perícia, para cumprimento imediato da decisão.
Ninguém imaginaria os pais comprando o vídeo de "Amor, Estranho Amor" para mostrar aos filhos o que eles não conheciam da Xuxa. E nem risco de engano, na compra ou no aluguel, poderia haver. Xuxa estava já na caixa do vídeo, à mostra com os seus verdadeiros atributos.
A vitória fácil na primeira iniciativa judicial levou à segunda: indenização por danos. Outra vez o advogado Sergio Bermudes assina vários atos. E Luiz Fux faz o mesmo, ainda como juiz da 9ª Vara Cível. No dia 18 de maio de 1991, os jornais noticiam: "O juiz Luiz Fux, 38, condenou as empresas Cinearte e CIC Vídeos a indenizar a apresentadora Xuxa por danos consistentes a que faria jus se tivesse consentido na reprodução de sua imagem em vídeo'". Mas o que aumentou o destaque da notícia foi a consequência daquele "se" do juiz, assim exposta nos títulos idênticos da Folha e do "Jornal do Brasil": "Xuxa vence na Justiça e poderá receber U$ 2 mi de indenização". Mi de milhões.
Na última quarta-feira, "O Estado de S. Paulo", com o repórter Eduardo Bresciani, publicou que Luiz Fux, "ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes", relatou no STF "três casos" e participou de outros "três de interesse do grupo" [escritório Sergio Bermudes] em 2011. Luiz Fux disse, a respeito, que caberia à Secretaria Judiciária alertá-lo sobre o impedimento e que a relação dos processos com o escritório de Bermudes lhe passara "despercebida". Depois foi mencionada falha de informática.
Sergio Bermudes argumenta que a legislação, exceto se envolvida a filha Marianna Fux, não obrigava o ministro a se afastar dos processos de seu escritório. E a ética, e a moralidade judiciária?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

CUT: Brasil está jogando no Haiti o papel de terceirizado dos EUA

O senador haitiano Jean Charles Moise voltou a denunciar, na noite da última quinta-feira, que as tropas brasileiras em ação no Haiti têm sido usadas para reprimir manifestações sindicais e protestos de todo o tipo promovidos pelos cidadãos daquele país. Mais grave ainda: relatou casos de estupros e enforcamentos que os soldados da força de ocupação da ONU – chefiada pelo Brasil – têm cometido no Haiti desde que lá chegaram, em 2004, após golpe que derrubou o presidente eleito Bertrand Aristide.
Moise participou de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), convocada para reafirmar a necessidade de retirada imediata das tropas brasileiras e dos demais países que participam da missão da ONU.
A audiência é parte da campanha “Defender o Haiti é Defender a Nós Mesmos”. Ela foi convocada e apoiada pela CUT,  pelo MST, Movimento Negro Unificado, SOS Racismo e por parlamentares do PT e do PSB. A audiência foi presidida pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT).
A atividade de ontem insere-se na preparação da Conferência Continental Pela Retirada de Tropas do Haiti que vai ocorrer na capital, Porto Príncipe, em 1º de junho, quando a ocupação completará nove anos – a ONU alegava inicialmente que a ocupação duraria apenas seis meses. A Conferência deve reunir movimentos sociais e lideranças político-partidárias de diversos países.
O diretor-executivo da CUT, Júlio Turra, ao falar durante o ato na Alesp, destacou a contradição na política externa brasileira, usando como parâmetro as posições adotadas pelo Governo Dilma em relação às eleições venezuelanas e a ocupação no Haiti.
“A presidenta Dilma acertou ao reconhecer a vitória de Nicolás Maduro e ao comparecer à posse do novo presidente da Venezuela, contrariando a posição dos Estados Unidos”, disse.  “Mas no Haiti o Brasil está jogando o papel de terceirizado dos Estados Unidos”.

O senador Moise relatou que com a repressão aos movimentos sociais e a proteção a instalações de empresas privadas, as tropas da ONU têm garantido margem de ação ao atual presidente Michel Martelly em seus ataques sistemáticos às garantias democráticas e suas operações suspeitas com os Estados Unidos.
As eleições para o Senado e para as prefeituras, que deveriam ter acontecido há dois anos, ainda não foram organizadas pelo atual governo; por causa disso, os mandatos atuais estão esvaziados ou mesmo vencidos por decurso de prazo.
Recentemente, parlamentares da oposição, segundo Moise, tiveram acesso a documentos restritos que comprovam a existência de minas de ouro em solo haitiano que valeriam bilhões de dólares. “E o nosso presidente, de extrema-direita, fez o quê? Em lugar de dar espaço a empresas locais capazes de fazer a mineração, abriu sua própria companhia, em sociedade com empresários estadunidenses”, contou.
Bárbara Corrales, do comitê “Defender o Haiti é Defender a Nós Mesmos”, reivindicou que a presidenta Dilma “dê o exemplo” e decida pela retirada imediata das tropas brasileiras:

Por três vezes o senador Moise acenou com o risco de conflitos no Haiti. “O presidente Martelly assinou acordo com o FMI que proíbe nosso país de produzir arroz, produto importante de nossa economia. Está desalojando camponeses de suas terras com a ajuda das tropas da ONU. Está reprimindo os movimentos sociais. Vocês acham que nós vamos ficar quietos para sempre? Eu acho que não. Nós já fomos guerreiros, hoje somos apenas soldados. Mas não deixaremos jamais que tirem nossa dignidade”, afirmou. O Haiti foi o primeiro país negro a conquistar a independência, em 1804, em revolução popular que expulsou o exército napoleônico.

http://www.viomundo.com.br/politica/isaias-dalle.html

Milhares fazem greve de fome no Dia do Prisioneiro Palestino

Manifestações pela libertação de presos palestinos rejeitam detenções administrativas e acusam Israel de negligência médica

Cerca de 3 mil palestinos que estão em prisões israelenses rejeitaram nesta quarta-feira (17/04) comer e beber por conta do Dia do Prisioneiro Palestino e em solidariedade a Samer Issawi, em greve de fome desde agosto.

Ziad Abu Ein, do Ministério de Assuntos dos Presos da ANP (Autoridade Nacional Palestina), elevou o número de grevistas para cerca de 4.900, ou seja, praticamente todos os palestinos repartidos em mais de 27 prisões e centros de detenção israelenses.

Abu Ein explicou que o objetivo da greve de um dia é pressionar as autoridades israelenses para que reconsiderem a detenção administrativa, que permite aos tribunais militares israelenses nos territórios ocupados prender pessoas sem apresentar acusações e com base em provas secretas que nem o preso e nem seu advogado conhecem.

Dos cerca de 5 mil reclusos - considerados presos políticos pelos manifestantes -, 110 estão presos desde antes da assinatura dos Acordos de Oslo em 1993, cuja libertação é exigida pela ANP, e 50 estão detidos há mais de 25 anos, segundo dados divulgados pela APP (Associação de Presos Palestinos). Além disso, 235 seriam crianças e 14, mulheres.

Na prisão de Hadarim, ao norte de Tel Aviv, e com cerca de 150 reclusos palestinos, a greve não é somente de um dia, mas permanente até conseguir a libertação de Issawi, que foi detido novamente pouco após ser liberado em outubro de 2011 na troca de mil presos palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit, mantido refém pelo Hamas na Faixa de Gaza.

Issawi pediu hoje, em carta aberta, a transformação do dia de apoio aos presos em um "dia de fúria e solidariedade". "Peço para nossa nação árabe e muçulmana, assim como aos povos livres do mundo, que transformem 17 de abril de 2013 em um dia de fúria e solidariedade com os presos palestinos no mundo todo", diz a carta, divulgada através de seu advogado, segundo a agência palestina Ma'an.

Segundo a correspondente da Al Jazeera em Ramallah, Nisreen el Shamayleh, desde o início da ocupação israelense em 1967, cerca de 800 mil palestinos foram presos em algum momento. “É uma questão crucial para a maior parte de famílias palestinas, uma vez que já tiveram alguma vez membros da família em prisões israelenses”, disse.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28420/milhares+fazem+greve+de+fome+no+dia+do+prisioneiro+palestino.shtml

Latifúndios pagam apenas 0,04% do total de impostos do país


Desproporção em imposto sobre propriedades rurais pune pequenos produtores e estimula concentração de terras


Com tributações desatualizadas e reduzidas, os latifúndios pagaram em 2011 apenas 0,04% de todos os impostos arrecadados pela União (governo federal, estados e municípios), segundo cálculo do Dieese publicado na cartilha 10 Ideias para uma Tributação mais Justa, lançada este mês, em São Paulo. O Dieese ainda não tem os dados fechados de 2012, mas já sabe que, em relação à arrecadação federal (R$ 992 bilhões), os grande proprietários arcaram com menos de 0,07%.
“Além de os impostos serem baixos, o problema é reforçado porque os latifundiários designam grandes extensões das suas propriedades como área de conservação, que não são oneradas”, explica o responsável pela publicação, Clóvis Scherer. Em 2012, o agronegócio faturou R$ 357,3 bilhões, 8,7% a mais do que em 2011, segundo a CNA (Confederação Nacional da Agricultura), e pagou cerca de R$ 670 milhões em impostos.
As propriedades com mais de mil hectares, ou 10 milhões de metros quadrados, representam apenas 0,92% dos estabelecimentos agropecuários do país. Em contrapartida, correspondem a 45% da área total das propriedades rurais, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, de 2006. “O ideal seria que o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) fosse menor para os pequenos produtores ou para os voltados exclusivamente para produção de alimentos”, sugere Scherer.
Improdutividade e tributos 
A baixa tributação das terras favorece a manutenção de latifúndios improdutivos para especulação, de acordo com Umbelino. “A terra no Brasil não é apropriada para a produção. Ela é usada como reserva patrimonial, como garantia para conseguir crédito no sistema financeiro. Por isso, as grandes empresas procuram ter terras”, afirma.
Em 2006, 48,37% dos 5.175.636 estabelecimentos agropecuários do país eram utilizados para lavouras (permanentes e temporárias), forrageiras, cultivo de flores, pastagens e sistemas agroflorestais, segundo o Censo Agropecuário do IBGE. O restante é composto por áreas de pastagens degradadas e naturais, matas e florestas para preservação, áreas alagadas, benfeitorias e terras degradadas ou inaproveitáveis para o cultivo. Não há dados específicos sobre terras improdutivas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Às vésperas de GP de F1, polícia reprime estudantes secundaristas no Bahrein

Tensões aumentam com a proximidade da corrida, que chegou a ser cancelada em 2011


Um protesto estudantil em um colégio secundarista para homens em Manama foi duramente reprimido nesta terça-feira (16/04) pela polícia barenita, que usou cassetetes e atirou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.
 
A tensão política no país tem aumentado com a proximidade da realização do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1, que será realizado neste domingo (21/04). Os estudantes, que tentaram sem sucesso impôr modificações no regime durante a Primavera Árabe em 2011, pedem uma maior abertura política na pequena ilha do Golfo Pérsico e são contra a realização da corrida.
 
As primeiras ações policiais começaram na quinta-feira passada (11) no vilarejo de Kahmis, próximo a Manama. Segundo o site de notícias Russia Today, observadores internacionais informam que ativistas pró-democracia têm sido observados por forças de segurança, criticando a etapa bahrenita da F1 como um ato do regime local.

Os protestos são incentivados com cânticos como “sua corrida é um crime”, “abaixo Hamad” (em referência ao monarca do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa) e “o povo quer a queda do regime”. Rapidamente, a polícia local reagiu para dispersar a multidão, que atirou coquetéis Molotov como retaliação. Um policial ficou ferido.
 
Dirigentes da Fórmula 1 mantiveram a etapa do Bahrein no calendário, em evento que ocorrerá entre 19 e 21 de abril. Em 2011, em meio aos protestos da Primavera Árabe, a prova não ocorreu.
 
O Bahrein é uma monarquia governada por uma dinastia sunita, mas a população do país é de maioria xiita. O país é aliado dos vizinhos Arábia Saudita e Catar.

Fux vota em casos do patrão de sua filha

Ministro do STF ignora memorando de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o escritório do amigo Sergio Bermudes, que emprega sua filha Mariana, como parte; advogado foi o organizador da mega festa de aniversário de 60 anos de Fux, que não aconteceu depois da denúncia de assédio moral feita pelo ex-ministro José Dirceu sobre o julgamento do chamado mensalão; em entrevista ao 247, Bermudes afirmou que pagaria a festa "do próprio bolso" e que Fux só poderia se declarar impedido nos casos em que ele, Bermudes, fosse parte, ou que Mariana assinasse a petição


247 – Alvo de denúncias de assédio moral pelo ex-ministro José Dirceu (leia aqui), Luiz Fux cai em nova contradição. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do escritório do advogado Sergio Bermudes, que emprega sua filha Marianna.
Em declaração assinada em 1º de abril de 2011, Fux prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte. Os processos são distribuídos livremente e por sorteio entre os ministros do STF. Caso o ministro sorteado para relatar o caso se julgue impedido ou se considere suspeito por questões de foro íntimo, o processo é redistribuído.
Em dois casos, em vez de se julgar impedido, Fux seguiu adiante com os processos que têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes, depois da data do memorando.
Segundo o Estadão, em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.
O advogado Sergio Bermudes foi responsável pela organização de uma festa de aniversário de 60 anos do ministro para mais de 200 convidados em sua residência, prevista para o próximo dia 26, com uma lista ilustre de convidados, como o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Após a polêmica com Dirceu, o evento foi cancelado.
Em seu escritório, Bermudes emprega também Guiomar Mendes, que é esposa do ministro Gilmar Mendes. Por isso mesmo, ele faz questão de rechaçar as insinuações de que mantenha "conluio" com integrantes do Poder Judiciário. "Essa é mais uma das leviandades do ministro Joaquim Barbosa", diz ele. "Membros da comunidade forense se relacionam entre si. Juízes se relacionam com advogados e não com veterinários".

TJ-BA: PRESIDENTE RESPONDERÁ A PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

Débora Zampier

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O corregedor-geral de Justiça, ministro Francisco Falcão, determinou hoje (16) a abertura de processos administrativos para investigar irregularidades no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Um dos problemas encontrados na apuração prévia realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é o pagamento indevido de R$ 448 milhões em precatórios.
Segundo o relatório, o setor de precatórios está "sem controle", especialmente nos cálculos de atualização das dívidas e verificação dos requisitos legais de tramitação processual. "O quadro retratado, de forma breve neste relatório preliminar de correição, é grave. São indicadas sérias irregularidades na administração do tribunal, em relação a licitações, controle de pessoal e precatórios", registra o documento.
Serão processados, administrativamente, o atual presidente da Corte, desembargador Mário Hirs, e a ex-presidenta Telma Laura Silva Britto. Segundo Falcão, há indícios de que os dirigentes não tomaram providências quando foram alertados sobre os problemas, inclusive em inspeções anteriores realizadas pelo CNJ.
Outras irregularidades apontadas no relatório são o sumiço de uma ação civil pública, funcionários aparecendo no tribunal apenas duas vezes por semana, contratos com dispensa de licitação e ausência da declaração de bens e valores de cerca de mil juízes e servidores. A prestação de rendimentos é obrigatória por lei.

domingo, 14 de abril de 2013

Espanhóis saem às ruas de Madri para pedir o fim da monarquia

Aniversário da II República foi celebrado com um público muito maior do que nos últimos anos

Dezenas de milhares de pessoas saíram neste domingo pelas ruas de Madri em comemoração ao 82º aniversario da II República (1931-1939), uma marcha que simboliza oposição ao regime monárquico. O público, que andou por um percurso da praça Cibeles até a praça Sol e ostentava bandeiras tricolores (vermelha, amarela e roxa) da época republicana foi o maior registrado nos último anos, em um momento em que a coroa espanhola atravessa um mau momento. As informações são do jornal El Mundo.

A manifestação, em tom muito festivo e sem nenhuma ocorrência de confronto, foi convocada por cerca de vinte coletivos, que clamavam os espanhóis a saírem às ruas para reivindicar o fim da monarquia e a instauração da III República. Muitos também pedem um referendo para que a população possa decidir entre a República e a Monarquia, além da nacionalização dos bancos, uma reforma fiscal progressiva, proteção aos desempregados, reforma política, punição contra os crimes do franquismo e o não pagamento da dívida.

Os manifestantes entoavam cânticos como "Abaixo um Alteza com tantas baixezas!", "Amanhã, a Espanha será republicana", "Essa bandeira é a verdadeira” e "O próximo desempregado será o chefe de Estado (o rei Juan Carlos II)".

Também alguns lembravam o caso de corrupção conhecido como "Operação Babel", que envolveu o ex-jogador de handebol Iñaki Urdangarin, esposo da princesa infanta Cristina (oficialmente a Duquesa de Palma de Mallorca). Ele está sendo investigado pela polícia por uma suspeita de desvio de fundos públicos, fraude e lavagem de dinheiro através do Instituto Nóos, uma ONG de incentivo ao esporte. Para ele, os manifestantes gritavam: "Urdangarin, Urdangarin, vai trabalhar no Burger King". Ainda nesta semana, a princesa Cristina também foi formalmente acusada no escândalo. 

Além do escândalo envolvendo Urdangarin, a família real também se desgastou com uma recente viagem do rei Juan Carlos para caçar elefantes na Bostuana quando a crise das dívidas públicas europeias atingiu o país e um suposto escândalo amoroso do rei com uma empresária alemã. O rei também tem parecido pouco em público, pois enfrenta problemas de saúde.

Queda de popularidade
Recente pesquisa publicada em novembro de 2012 pelo jornal ABC indicava que apenas 45,8% dos espanhóis acreditavam que a manutenção da monarquia contribuia para a democracia, enquanto o apoio ao rei era de 55%. Há cinco dias, o El País publicou uma pesquisa com resultados ainda piores para a democracia: 53% dos entrevistados desaprovam a monarquia, contra 42% de apoiadores.

A avaliação anual dos espanhóis sobre a monarquia parou de ser realizada pelo CIS (Centro de Investigações Sociológicas) em 2011, quando a famílai real recebeu a nota pífia de 4,89.  

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28347/espanhois+saem+as+ruas+de+madri+para+pedir+o+fim+da+monarquia.shtml

sábado, 13 de abril de 2013

UM ASSESSOR DO STF PODE BIOGRAFAR BARBOSA?

Contratado como secretário de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, o jornalista Wellington Geraldo Silva irá escrever a história oficial de Joaquim Barbosa, segundo revelou Ancelmo Gois, em sua coluna no Globo. Ocorre que, no julgamento da Ação Penal 470, o então relator Barbosa tentou condenar João Paulo Cunha numa segunda ação de peculato, alegando que o ex-assessor de imprensa da Câmara dos Deputados, Luís Costa Pinto, era utilizado com fins pessoais. E agora: é diferente?


247 - Vingador e vingativo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se vê com uma espécie de espada do mundo, sempre pronto a cortar cabeças em seu furor moralista. Aliás, esta é a imagem que boa parte da imprensa construiu a seu respeito. As grosserias e agressões em série contra colegas de magistratura, jornalistas e advogados seriam apenas, como diz o Globo, parte de seu estilo "assertivo".
No julgamento da Ação Penal 470, o Brasil inteiro pôde assistir ao espetáculo que o consagrou. Num dos capítulos, Joaquim Barbosa tentou condenar João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, numa segunda ação de peculato. Dizia o relator que a contratação da empresa Idéias, Fatos e Texto, do jornalista Luís Costa Pinto, visava apenas à promoção pessoal do próprio João Paulo Cunha. Segundo Barbosa, houve, inclusive, dolo na contratação da IFT, mas, neste ponto, foi voto vencido. Os demais ministros entenderam que o ex-assessor da Câmara prestou serviços à própria Câmara dos Deputados – e não a seu presidente.
Nesta sexta, no entanto, o jornalista Ancelmo Gois faz uma revelação que poderia ser constrangedora para o presidente do STF, se o Globo, que lhe concedeu o prêmio "Faz Diferença", não estivesse tão casado com suas posições. Diz Ancelmo que o assessor de imprensa da presidência do Supremo Tribunal Federal, o jornalista Wellington Geraldo Silva, irá escrever a biografia oficial do chefe. Leia abaixo:

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O topless imperialista do Femen não vai salvar a mulher árabe


Não fosse o impressionante número de cliques gerados em cada álbum de fotos postado em sites do mundo inteiro, o Femen, grupo cujas integrantes protestam com os seios de fora, estaria relegado à total irrelevância. Não seria uma injustiça, tendo em vista a completa falta de conexão com a realidade das ideias vazias da maioria de suas integrantes.

A última polêmica envolvendo o Femen, fundado na Ucrânia em 2008, remete a um protesto feito por uma ativista ligada ao próprio grupo. No fim de março, a tunisiana Amina Tyler, de 19 anos, postou no Facebook fotos em que aparecia com os seios de fora e com as inscrições “F… sua moral” e “Meu corpo pertence a mim e não é fonte de honra para ninguém”. Era um protesto contra a precária situação da mulher no mundo árabe e as inúmeras violações às quais são submetidas.
As fotos de Amina trouxeram à tona o lado mais horrendo do fundamentalismo islâmico. Ao menos um líder salafista (ultraconservador) sugeriu que a garota deveria ser apedrejada até a morte. As ameaças fizeram Amina se esconder. Surgiu, então, o Femen, com seu feminismo “iluminista”. A ideia do grupo era mobilizar integrantes em diversas partes do mundo em solidariedade a Amina. A manifestação, no último dia 4, se tornou uma orgia de imperialismo e islamofobia. Os protestos foram realizados em frente a mesquitas, bandeiras com referências ao Islã foram queimadas e uma participante chegou a posar, com os seios de fora, com uma barba falsa e uma toalha na cabeça, uma referência a Maomé.
Não foi a primeira demonstração de falta de noção do Femen. Em janeiro, num protesto contra a prostituição na Alemanha, o Femen usou o slogan Arbeit macht frei (“o trabalho liberta”), estampado na porta do campo de concentração de Auschwitz. Usar o ponto mais sensível da história alemã no protesto causou indignação de feministas alemãs.
No caso dos protestos “em defesa” de Amina Tyler, houve reação. Diversas feministas árabes se incomodaram. As integrantes do grupo Mulheres Muçulmanas Contra o Femen publicaram uma carta aberta dizendo estar “cheias e cansadas de ouvir de mulheres privilegiadas a perpetuação do estereótipo de que a mulher muçulmana, a mulher de cor, a mulher do sul global é submissa, desamparada e precisa do ‘progresso’ ocidental”. Em entrevista a uma emissora de tevê francesa, Amina afirmou que apoia o Femen, pois o grupo é “verdadeiramente feminista”, mas se distanciou dos atos recentes. “Sou contra. Todos vão pensar que eu encorajei suas ações. Elas insultaram todos os muçulmanos em todos os lugares e isso não é aceitável”.
A tréplica do Femen mostrou uma face desconhecida do grupo. No site oficial, as mulheres muçulmanas foram retratadas como “vítimas de Síndrome de Estocolmo”, estado psicológico de quem passa a ter simpatia por seus sequestradores. Em tom condescendente, Inna Shevchenko, uma das líderes do Femen, afirmou que as mulheres muçulmanas dizem “não precisar de liberação, mas em seus olhos está escrito ‘me ajude’”. Em carta, Inna se dirige às mulheres, mas diz fazer isso “apesar de saber que por trás delas estão homens barbados com facas”.
Os atos e os comentários do Femen mostram quão raso é o tipo de pensamento norteador de suas ações. O Femen é incapaz de perceber que nem todo muçulmano, nem todo árabe, nem todo homem é machista.
O grupo não entende a existência de mulheres muçulmanas que realmente desejam usar véus e não reconhece os homens que lutam contra a cultura patriarcal dominante na região. Mais importante, o Femen não entende que, assim como fazer referências nazistas não avança causa alguma na Alemanha, a nudez ocidental não trará benefício à mulher árabe que batalha diariamente contra o sexismo. Ao contrário, ao atrelar a feminista árabe com a imagem de uma ocidental seminua fantasiada de Maomé, o Femen, como afirmou a pesquisadora australiana Susan Carland, as transforma automaticamente em “traidoras religiosas e culturais”. Desta forma, o único feito do Femen é isolar ainda mais essa causa na sociedade árabe e dificultar qualquer tipo de avanço.
José Antonio Lima

Maior parte dos filmes baixados no Vaticano é pornografia


Em fevereiro, o site TorrentFreak divulgou que agentes no prédio do FBI estariam baixando filmes e séries piratas. Talvez fosse uma investigação em andamento, talvez não. Em um comunicado, o FBI disse que pirataria é crime e encerrou o assunto. Dessa vez, o TorrentFreak rastreou outros pontos de acesso e encontrou um local improvável como foco de downloads: o Vaticano.
Mas não eram seriados: a maioria dos arquivos baixados era de filmes pornográficos. Filmes como "Os Vizinhos", "Toque" e "Lea Lexis and Krissy Lynn" aparecem tendo sido baixados pela "Holy See - Vatican City State" (Santa Sé - Vaticano). A maioria desses filmes tem como tema os fetiches sexuais de submissão, dominação, sadismo e masoquismo.
O rastreamento foi feito pelo serviço ScanEye, a pedido do TorrentFreak. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

OAB SOLTA NOTA CONTRA AGRESSÃO DE BARBOSA

Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, comandado por Marcus Vinícius Furtado Coelho, repreende o presidente do Supremo Tribunal Federal; ontem Joaquim Barbosa tentou passar um pito coletivo em representantes do Judiciário, acusando-os de tramar, de forma "sorrateira", a criação de novos tribunais; disse ainda que a medida serviria apenas para dar empregos para juízes e advogados e que os fóruns seriam criados perto de resorts; advogados reagiram e exigiram respeito, na primeira nota da história da OAB feita para admoestar um integrante do STF (a propósito, quem gosta de resorts é o próprio Barbosa, que passou férias em Trancoso e em Miami, onde buscou um imóvel de veraneio)


OAB repudia declarações de Joaquim Barbosa sobre TRFs
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, em sessão plenária na noite desta segunda-feira(8/4), feita para eleger os nomes que devem representar a entidade no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério Público, uma nota pública “refutando e repudiando” as declarações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, durante encontro com representantes de três associações de magistrados (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil). 
Nesta segunda-feira, o presidente do STF criticou a criação de novos tribunais regionais federais, aprovada na semana anterior pelo Congresso Federal. “Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação”, disse o presidente do STF, quando, então, acabou discutindo com o vice-presidente da Ajufe, Ivanir Ireno. 
Barbosa criticou abertamente o que classificou como intromissão de entidades de classe de juízes na aprovação do texto da Proposta de Emenda Constitucional 544, que criou quatro novos Tribunais Regionais Federais. O presidente do STF chegou a dizer que os TRFs “vão servir para dar emprego para advogados (...) e vão ser criados em resorts, em alguma praia”. 
“Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil”, diz a nota pública divulgada pela OAB. 
Leia a nota do Conselho Federal da OAB: 
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, durante sessão ordinária realizada nesta data (8/4), tomou conhecimento de declarações do Sr. ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, acerca da Proposta de Emenda Constitucional 544, do ano de 2002, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, que institui quatro novos Tribunais Regionais Federais.
Tais declarações proferidas em reunião com os presidentes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra) reiteram críticas exacerbadas do senhor ministro à criação dos referidos Tribunais. 
Causam espécie, notadamente, os seguintes trechos de tal pronunciamento: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados ...”;  “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia...”;  “foi uma negociação na surdina, sorrateira”.
O Conselho Federal da OAB entende do seu dever refutar e repudiar tais declarações, por inexatas, impertinentes e ofensivas à valorosa classe dos advogados. A bem da verdade, a Emenda Constitucional em questão tramita no Congresso Nacional desde o ano de 2002, tendo observado o processo legislativo próprio, revestido da mais ampla publicidade. Além disso, resultou de antiga e legítima aspiração dos jurisdicionados em nosso país e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. 
Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável.
Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil.
O assunto merece ser tratado em outros termos, respeitando-se a independência dos poderes e a dignidade dos órgãos e associações que pugnam pela melhor realização da Justiça no país.

Quem terá coragem de deter o presidente do STF?


Joaquim Barbosa representa uma ameaça à democracia brasileira. No Supremo Tribunal Federal, ele já desrespeitou quase todos os seus colegas. Recentemente, chamou um jornalista de palhaço e não se desculpou de forma minimamente decente. Hoje, ironizou membros da magistratura, a quem acusou de agir de forma sorrateira na criação de novos tribunais, e mandou que juízes baixassem o tom de voz ao se dirigir a ele. Detalhe: os novos tribunais foram aprovados por 371 deputados federais. Será que Barbosa se vê acima do Congresso Nacional? 
247 - O ex-presidente Lula, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos e Frei Betto podem colocar na biografia: foram responsáveis pela nomeação, ao Supremo Tribunal Federal, de um ministro, hoje presidente da corte, que é uma ameaça à democracia brasileira e que não reúne mínimas condições de permanecer à frente do cargo que ocupa. Joaquim Barbosa já desrespeitou praticamente todos os seus colegas no STF (leia mais aqui). Recentemente, chamou um jornalista do Estado de S. Paulo, Felipe Recondo, de "palhaço", e não se desculpou de forma minimamente civilizada. Hoje, ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de forma "sorrateira" na aprovação de novos tribunais federais.

Detalhe: a aprovação dos tribunais contou com o voto favorável de 371 deputados federais, que representam a soberania popular, mas, decerto, Barbosa se vê acima de todos os poderes da República. Na reunião com as associações de juízes, enquanto todos estavam sentados, o presidente do STF falava de pé, como se fosse um superior a tratar com seus subordinados. Ao ser repreendido por um juiz que se indignou com a expressão sorrateira, o presidente do STF praticamente mandou que o mesmo se calasse.

É preciso um basta, que, certamente, não virá dos jornais conservadores que o transformaram em herói por sua atuação na Ação Penal 470. Mas, neste exato momento, representantes dos juízes e da advocacia discutem se devem redigir nova nota, ainda mais dura do que a anterior (leia mais aqui), contra o ministro que avilta a democracia brasileira (leia detalhes do caso em reportagem do G1). 


Veja abaixo trecho das insanas agressões de Joaquim aos juízes:

As imagens da reunião foram feitas pela TV Justiça. Os outros jornalistas só puderam gravar o áudio. “Esses tribunais vão ser criados onde? Em algum resort, em alguma grande praia muito provavelmente”, falou.

Joaquim Barbosa e o vice-presidente da Associação dos Juízes Federais, Ivanir César Ireno, discutiram.
Joaquim Barbosa: Pelo que eu vejo, vocês participaram de maneira sorrateira na aprovação.
Ivanir Ireno: Sorrateira não. Sorrateira, não. Democrática e transparente.
Joaquim Barbosa: São responsáveis, sim, são responsáveis, na surdina, pela aprovação.
Ivanir Ireno: Sorrateira em hipótese alguma.
Joaquim Barbosa: Senhor, abaixe a voz por que aqui o senhor está na presidência do Supremo Tribunal. Abaixe a voz, por favor.
Ivanir Ireno: Eu não estou gritando. Eu só estou dizendo que sorrateira não foi.
Joaquim Barbosa: Então dirija a palavra quando eu lhe pedir, está certo? Os senhores não representam a nação. Os senhores não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Os órgãos que representam a nação não falaram nesse procedimento, e a reunião está encerrada.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PM nossa de cada dia

Rio lidera em denúncias de extorsão por PMs

Três em cada dez vítimas de extorsão praticada por policiais militares no país são do estado do Rio de Janeiro, apontam dados preliminares da Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgados pelo Ministério da Justiça

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Três em cada dez vítimas de extorsão praticada por policiais militares no país são do estado do Rio de Janeiro. Segundo dados preliminares da Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgados pelo Ministério da Justiça, o estado é o que concentra o número mais elevado de vítimas desse tipo de crime e responde sozinho por mais da metade das vítimas em todo o Sudeste.
Somando os quatro estados do Sudeste, 1.098 pessoas relataram casos em que tiveram que pagar propina a policiais militares, sendo 619 somente no Rio de Janeiro. Isso representa 7,2% dos entrevistados no estado (8.550 pessoas) e 30% das vítimas desse tipo de crime em todo o país. Do total de 78 mil entrevistados em todo o país, 2,6% disseram ter sido vítimas de extorsão praticada por policiais militares e a grande maioria (97,4%) disse nunca ter pago propina a um Policial Militar.
De acordo com o levantamento, que segundo o Ministério da Justiça tem o objetivo de comparar o número de ocorrências criminais na população com os dados oficiais registrados pelas polícias, São Paulo aparece em segundo lugar no ranking, com 373 pessoas tendo vivido esse tipo de situação. O número corresponde a 1,8% dos entrevistados no estado (21.209) e a 18% das vítimas no país.
Roraima e Acre, ambos no Norte, são os estados com menos vítimas desse tipo de extorsão. Nos dois estados apenas uma pessoa entre as entrevistadas relatou ter dado dinheiro a policiais militares, número que corresponde a aproximadamente 0,04% do total de vítimas. Ainda segundo o levantamento, 61,6% dos entrevistados consideram que os policiais militares fazem "vista grossa" à desonestidade dos colegas de corporação.
A pesquisa também revela dados relativos à extorsão praticada por policiais civis. Do total de 78.006 entrevistados, 0,8% disseram ter sido vítima desse tipo de situação, contra 99,2% que negaram. O levantamento aponta que, nesse caso, o estado de São Paulo aparece em primeiro lugar do ranking, com 170 vítimas.
O número corresponde a 0,8% dos entrevistados no estado (21.213) e a 28% do total de vítimas no país. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 102 vítimas, o que representa 1,2% dos entrevistados no estado (8.550) e 17% das vítimas considerando todos os estados.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não tem nenhum posicionamento oficial em relação aos dados da pesquisa. A Polícia Civil de São Paulo não respondeu à Agência Brasil até o fechamento da matéria.

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/98344/Rio-lidera-em-den%C3%BAncias-de-extors%C3%A3o-por-PMs-Rio-lidera-den%C3%BAncias-extors%C3%A3o-PMs.htm

Número de abortos no Uruguai diminui após descriminalização

Uruguai: número de abortos diminuiu após descriminalização. Dados preliminares apontam entre 300 e 400 abortos por mês no país

O Uruguai realiza por mês entre 300 e 400 abortos legais desde a promulgação, em outubro do ano passado, da lei que descriminalizou a prática até a 12ª semana de gestação. A informação foi divulgada pelo subsecretário de Saúde Pública, Leonel Briozzo, nesta terça-feira.

Em entrevista à rádio Universal, Briozzo disse que, com esse número, o Uruguai chagaria a 4 mil abortos por ano, cifra inferior a estimativa anterior à aprovação da lei, de 33 mil. Na opinião dele, leis como a aprovada no ano passado “fazem com que diminua a quantidade de abortos”.

“A prática da despenalização diminui o número de abortos e abate a mortalidade materna, ou seja, faz com que o aborto seja seguro”, afirmou. Para ele, o referendo proposto pelo deputado nacionalista Pablo Abdala para consultar a população sobre o tema “não é a melhor forma de fixar o tema”.

 http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/numero-de-abortos-no-uruguai-diminui-apos-descriminalizacao.html

Boca do Lixo 6

Marco Feliciano diz em vídeo que Deus 'matou' John Lennon e Mamonas Assassinas

Pastor afirma durante vídeo, que ex-integrante dos Beatles e integrantes do grupo Mamonas Assassinas morreram por blasfemarem contra Deus

Em meio às polêmicas sobre a permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o pastor relaciona a morte de artistas, como John Lennon e dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, como uma punição de Deus. Os vídeos já começam a repercutir na internet.
"Ninguém afronta Deus e sobrevive pra debochar!", disse Feliciano sobre o ex-integrante dos Beatles, John Lennon, morto a tiros em 1980.
"Eu queria estar lá no dia que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘Me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse em nome do Espírito Santo', disparou Feliciano durante o vídeo.
Em outro vídeo, provavelmente no mesmo culto, Feliciano também relaciona a morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas à vontade divina.
"Ao invés de virar pra um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças."
O deputado Marco Feliciano, desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos, tem opinado em diversos assuntos e citado várias frases polêmicas que ganharam destaque em todo o País.

http://acritica.uol.com.br/noticias/manaus-amazonas-amazonia-Marco-Feliciano-Deus-John-Lennon-Mamonas_Assassinas_0_897510268.html

Feliciano reafirma em defesa que africanos são uma maldição divina

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou em sua defesa protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) a afirmação de que os africanos fazem parte de uma maldição divina e justificou o posicionamento como parte da sua crença religiosa.
O deputado disse ainda que a sua fé está presente no seu mandato político, mas que não afeta a atuação dele na Câmara. Em 2011, ele escreveu que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.
Na internet, por meio do microblog pessoal, Feliciano disse em uma publicação que africanos eram amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. A mensagem postada pelo deputado foi excluída depois da repercussão nacional sobre o tema.
As declarações não foram bem vistas pela sociedade brasileira que protestou contra a postura do parlamentar. Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, crime sujeito a prisão de um a três anos e multa.

http://acritica.uol.com.br/noticias/Manaus-Amazonas-Amazonia-Feliciano-reafirma-africanos-maldicao-divina_0_895710455.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Boca do Lixo 5

Cão de guarda de Geraldo Alckmin felicita ditadura militar e questiona crimes

Nesta semana [1º/04], na cerimônia de entrega de parte dos arquivos do DOPS-SP digitalizados, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, apareceu com o novo secretário particular, o advogado Ricardo Salles, um provocador que já disse coisas como “felizmente tivemos uma ditadura de direita no Brasil”.
Salles já concorreu duas vezes, a deputado federal e estadual, pelo PFL e depois pelo DEM, mas não conseguiu se eleger.
Meus colegas do Estadão, Júlia Duailibi e Bruno Lupion lembraram no jornal: Salles é fundador do radical Instituto Endireita Brasil, que, na rede social, entre outras pérolas, como criticar o casamento gay e a Comissão da Verdade, já publicou que Dilma é uma terrorista.
Comentou o analista Glauco Cortez: “Salles cuidará de toda a agenda do governador do estado mais rico do País. Aparentemente uma função burocrática, mas o fato é que, com essa nomeação, o político tucano instala, dentro do Palácio dos Bandeirantes, um movimento que exala obscurantismo.”
Mas a declaração mais chocando de Salles embrulha o estômago de muitas famílias vítimas da Ditadura, como a minha.
Segundo o assessor do governador de SP, “não vamos ver generais e coronéis acima dos 80 anos presos por crimes de 64, se é que esses crimes ocorreram.”
Sim, esses crimes ocorreram.
Nem precisamos citar a extensa biografia à respeito, nem os testemunhos colhidos há décadas, no projeto Tortura Nunca Mais, da Igreja. Nem depoimentos de gente do partido do governador, como FHC e José Serra, cassados e exilados pela ditadura, ou de gente da liderança e base tucana que foi torturada.
Sou testemunha viva. Eu e minhas irmãs. Vimos nossa casa no Rio de Janeiro ser invadida por militares armados com metralhadoras em 20 de janeiro de 1971.
Vimos meu pai, minha mãe e irmã Eliana serem levados.
Minha mãe ficou 13 dias presas no DOI/Codi, sem que o Exército reconheça ou tenha feito qualquer acusação.
Meu pai entrou no quartel do Exército e não saiu vivo de lá. Também não sabemos o motivo da prisão, a acusação. Não entendemos as negativas posteriores de que estivesse preso.
Abaixo, documentos que provam que, sim, crimes ocorreram.
Em nome da decência, exigimos uma retratação do secretário e um pedido de desculpa do Governo do Estado.
Que está onde está graças aos que lutaram, foram torturados ou deram a vida pela redemocratização do País. Brasileiros que merecem mais respeito.

PM assassina mais um inocente. Até quando isso vai continuar?

PM afasta policiais suspeitos de atirar e matar estudante por enganoRapaz de 27 anos estava no banco do passageiro, quando foi baleado na cabeça; estudante não resistiu aos ferimentos e morreu
Foram afastados da área operacional da PM os três policiais que estavam na viatura de onde partiu o tiro que matou por engano José Chaves Alves Pereira, de 27 anos, na noite de quarta-feira (3/4). A informação foi confirmada pelo coronel corregedor-adjunto da PM, Erich Meier Júnior, nesta quinta-feira (4/4). 
Segundo Erich Meier, os policiais vão atuar no setor administrativo até a conclusão do inquérito, que deve ocorrer em aproximadamente 40 dias.  "Ainda é cedo para dizer se houve falha. A intenção era apenas atirar no pneu do carro para parar", explicou Meier.
José Chaves estava no banco do passageiro de um Fiat Uno vermelho, quando foi baleado na cabeça. Ele foi atendido no Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo testemunhas, a motorista do veículo, Karla Pamplona Gonçalves, 22 anos, também foi atingida de raspão pelos disparos, mas já recebeu alta. 
Michael de Oliveira Leal, 21, estava no banco de trás e não foi ferido. Ainda de acordo com o depoimento das testemunhas que estavam dentro do carro alvejado, policiais militares teriam atirado contra o veículo sem fazer abordagem.
Segundo as investigações, os PMs confundiram o carro com um um outro da mesma cor e do mesmo modelo, que foi roubado durante um sequestro relâmpago na Comercial Norte, em Taguatinga.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/04/04/interna_cidadesdf,358516/pm-afasta-policiais-suspeitos-de-atirar-e-matar-estudante-por-engano.shtml
Comentário:Não existe matar por engano. A PM atirou para matar e pronto. Não importa se era suspeito ou não. Que dizer, que se fosse suspeito tudo bem? Isso é pena de morte! Este rapaz podia ser o seu filho! É esse poder de atirar para matar que a sociedade precisa cassar da PM. É hora de desmantelar esse aparato assassino herdado da ditadura militar. Desmilitarização da PM já!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O editorial de Roberto Marinho que exaltou a Ditadura Militar


Nestes dias em que o golpe militar de 1964 completa 49 anos, ‘Carta Maior’ traz a seus leitores o editorial escrito por Roberto Marinho no jornal ‘O Globo’, em 1984, em que exalta conquistas políticas e econômicas supostamente obtidas pela ditadura, assim como a própria participação de seu grupo empresarial no golpe.


Em 7 de outubro de 1984, às vésperas do fim da ditadura militar e da retomada do governo federal pelos civis, o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, publicava um editorial no jornal ‘O Globo’ em que exaltava conquistas políticas e econômicas supostamente obtidas pela ditadura, assim como a própria participação de seu grupo empresarial no golpe de 1964. Veja a seguir a íntegra do texto assinado por Roberto Marinho.

”Julgamento da Revolução

Roberto Marinho

Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente. 

Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, "por exigência inelutável do povo brasileiro". Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um 'pronunciamento" ou "golpe" com o qual não estaríamos solidários. 

O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País. Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos 'tenentes e bacharéis' que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história. 
Leia o texto inteiro em:

A censura judicial e a reação da blogosfera


Desde quando anunciou que seu blog VIOMUNDO estaria suspendendo suas atividades, o jornalista e blogueiro Luiz Carlos Azenha, conseguiu a façanha de mobilizar voluntariamente, grandes nomes da blogosfera progressista do Brasil, e esta se lançou de forma espontânea, numa campanha contra a Rede Globo e todos os conglomerados que controlam a comunicação no país. Além disso, muitos petistas e militantes de esquerda e demais partidos progressistas - que se utilizam das redes sociais e da própria blogosfera - passaram a criticar quem sustenta através do pagamento milionário da propaganda oficial do governo federal, toda a indústria da informação, neste caso, tendo como alvo principal a política conservadora do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o que não eximiu a própria presidenta Dilma Rousseff de uma onda reivindicatória que começou assim e não se sabe como – e nem se – terminará.

A comoção e apoio de toda a blogosfera nacional pelo “caso Azenha” se deu após este comunicar que iria retirar do ar o blog VIOMUNDO, pois não aguentaria mais sustentar os custos de honorários advocatícios, que já alcançaram a bagatela de R$30 mil reais para ter que defender-se da toda poderosa Organização Roberto Marinho, controladora da maior emissora de televisão do Brasil, representada na justiça por Ali Kamel, quem move contra Luiz Carlos Azenha várias ações judiciais, por este criticar e denunciar os desmandos e manipulações da Rede Globo.

A notícia do fim do VIOMUNDO gerou indignação em vári@s blogueir@s e Ativistas Digitais que utilizam a internet para fazer o contraponto à mídia conservadora e seus representantes.

Uma reunião está marcada para acontecer nesta terça-feira (02/04) em SP, onde ativistas digitais debaterão estratégias de reação à tentativa de silenciar os que lutam pela democratização dos meios de comunicação e pela verdadeira Liberdade de Expressão.

Israel prende pela oitava vez jovem que se recusa a entrar no Exército para matar palestinos

Nathan Blanc tem 19 anos e nas últimas 19 semanas foi preso oito vezes por ser contra serviço militar

“A onda de agressividade militar que varreu o país, as expressões de ódio mútuo, e a conversa vazia sobre eliminar o terror e criar um impedimento foram o gatilho primordial para minha recusa”. Quem diz isso é Nathan Blanc, israelense de 19 anos, preso pela oitava vez em quase cinco meses por ser contra o ingresso obrigatório na IDF (sigla para Forças Armadas Israelenses). As informações são doThe Guardian.

O termo “conscientious objector” é usado para alguém que conscientemente se recusa a prestar serviço militar e é isso que Nathan justifica toda vez que vai para uma base militar perto de Tel-Aviv. Depois disso, o jovem é preso e sentenciado a entre 10 e 20 dias na Prisão Militar Número 6. Quando liberado, o ciclo recomeça. E assim acontece há 19 semanas, durante as quais ele já permaneceu 100 dias preso. Houve uma vez em que saiu em uma terça-feira e foi novamente detido na quinta da mesma semana.

A difícil decisão, segundo ele, de recusar o serviço militar se consolidou durante a Operação Chumbo Fundido em 2008, cujas três semanas na Faixa de Gaza deixaram cerca de 1400 palestinos e 13 israelenses mortos. “O governo não está interessado em achar uma solução para a situação atual, mas apenas em preservá-la... Falamos sobre ações dissuasivas, matamos alguns terroristas, perdemos alguns civis de ambos os lados, e preparamos terreno para uma nova geração cheia de ódio. Nós, como cidadãos e seres humanos, temos o dever moral de recusar a participar desse jogo cínico”, diz.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28123/israel+prende+pela+oitava+vez+jovem+que+se+recusa+a+entrar+no+exercito.shtml

Violência no Brasil: a PM continua matando

Oito PMs são presos suspeitos de envolvimento em execução em SP

Oito policiais militares suspeitos de executarem dois jovens no Brás, região central de São Paulo, foram presos pela Corregedoria da corporação. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1) pela PM, que ainda confirmou que os agentes permanecerão detidos até que se apurem os detalhes dos assassinatos. O crime ocorreu na madrugada do dia 16 de março.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que dois homens em uma moto se aproximaram de três jovens. Armados e sem tirar os capacetes, os motoqueiros mandaram os garotos, que estavam sentados na calçada, se levantarem. Ao virarem de costas, eles efetuaram os disparos. Dois morreram na hora e um conseguiu fugir. Uma das vítimas tinha apenas 14 anos e era filho de um catador de material reciclável. O flagrante foi divulgado na noite deste domingo (31) pelo Fantástico, da TV Globo.

As câmeras flagraram ainda que, enquanto os homens atiravam, uma viatura da PM estava de frente para a cena do crime, com as sirenes ligadas. Oito minutos depois, policiais militares isolaram o local. No boletim de ocorrência, os PM’s disseram que encontraram os corpos no chão, mas não há informação sobre a perseguição aos atiradores.

Uma das vítimas estava falando ao celular na hora do assassinato. Segundo Elisabete Sato, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a pessoa que estava do outro lado da linha do telefone, confirmou que ouviu e percebeu a voz de um dos rapazes dizendo: “Parado. Mão (sic) pra cima que é polícia”.

A Polícia Militar afirma na nota divulgada à imprensa que "assim que tomou conhecimento dos fatos neste sábado (30), adotou providências imediatas para apurar as circunstâncias da ocorrência".

http://www.brasildefato.com.br/node/12506

Liberdade de protestar ameaçada no Brasil

Justiça proíbe protesto contra empreendimento imobiliário

Em frente a uma construção na Vila Mariana, bairro nobre em São Paulo, pedestres eram convidados a subir em uma escada e a espiar por cima de um muro. No topo dos degraus, eles se deparavam com um terreno de quase 10 mil metros quadrados em obras, onde insistentes poças de água brotam do chão mesmo nas semanas mais secas.
A ideia da intervenção, feita pelo “Movimento O Outro Lado do Muro”, era chamar atenção para o impacto da obra. O movimento contesta a legalidade da construção, que estaria descumprindo legislações ambientais. Segundo o grupo, ela se localiza em área protegida pelo código florestal e impacta também na mobilidade do bairro.
O protesto, porém, está proibido pela justiça desde março. O juiz da 34ª Vara Cível, Adilson Aparecido Rodrigues Cruz, impediu o porta-voz do movimento, Ricardo Fraga Oliveira, de fazer qualquer manifestação em um raio de um quilômetro do empreendimento. Ele não poderá mais fazer protestos com megafones, carros de som, afixar cartazes e faixas.
O impedimento se estende à internet e às redes sociais, onde Ricardo e a página do movimento no facebook estão impedidos de fazer novos posts. Posteriormente, na quarta-feira 26 de março, o desembargador Moreira Viegas estabeleceu multa diária de mil reais caso a página “O outro lado do muro – Intervenção Coletiva” continuasse no ar cinco dias após a decisão.
600 horas de protesto
O movimento alega que, dentro do terreno, esteja canalizado o rio Boa Vista. Pela regra do Código Florestal, haveria um limite de 30 metros para ser construído no entorno das águas. Pelo código de obras da cidade, seriam somente dois metros de cada lado. A defesa da construtora alega a inexistência do Rio.
Baseado na existência do rio, os protestos começaram a ser feitos em junho de 2011 e duraram “mais de 600 horas”, segundo Oliveira. Ele conseguiu a suspensão da obra em julho do ano passado, mas a empresa conseguiu uma liminar para voltar a construir em fevereiro deste ano.
Em audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo movimentos da cidade condenaram esse ataque à liberdade através de medidas judiciais. Além de Ricardo, outros cidadãos e movimentos contra a especulação imobiliária compartilharam situações semelhantes em seus depoimentos, as vezes em ações impetradas pelos mesmos advogados em diferentes empreendimentos pela cidade.

 http://www.cartacapital.com.br/sociedade/justica-proibe-protesto-contra-empreendimento-imobiliario/