segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Geraldo Alckmin apoiou candidato do PCC

O governado Geraldo Alckmin (PSDB) apoiou nas eleições,  um candidato com ligação com o crime organizado. Segundo denúncias, o candidato a deputado federal em São Paulo Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos (PSC), foi alvo de operação policial por suspeita de lavagem de dinheiro para a organização criminosa PCC.

Analistas afirmam que o rompimento de acordo entre Governo do Estado e o PCC é a causa do aumento de homicídios em São Paulo.

Assista ao vídeo:

Geraldo Alckmin apoia candidato do PCC e diz "VAMOS ... - YouTube

www.youtube.com/watch?v=3-IeNuAMtx8‎

 

Vereador fascista defende que mendigo deveria virar ração para peixe

“Mendigo deveria até virar ração para peixe”. A declaração, dada na Câmara Municipal de Piraí, no Sul Fluminense, pelo vereador José Paulo Carvalho de Oliveira, o Russo (PT do B), na sessão ordinária de 8 de outubro deste ano, virou o assunto da cidade desde a última sexta-feira, quando um vídeo com o discurso foi postado no Youtube. O vereador opinava sobre o voto a moradores de rua. - Mendigo não tem que votar. Mendigo não faz nada. Ele não tem que tomar atitude nenhuma. Aliás, acho que deveria até virar ração para peixe. Eu não dou nada para mendigo. Não adianta me pedir que eu não dou. Se quiser, vai trabalhar - discursou. Wilden Vieira da Silva, o Prico (PSD), presidente da Câmara estava na sessão e ouviu o discurso. Ele confirmou as declarações e disse que pretende se reunir com todos os moradores até esta terça para decidir que medidas tomará em relação a Russo. Para Prico, a declaração polêmica não fere a imagem da Casa: - Foi a opinião pessoal dele, que não feria em nada a imagem da Câmara. Ele fala em nome dele. Foi um fato isolado. Segundo ele, a declaração de Russo foi logo após a declaração de um outro vereador que fez considerações sobre os 25 anos da Constituição Federal.  Moradores estariam se mobilizando para fazer uma manifestação de repúdio em frente à Câmara, nesta terça-feira (29).

http://www.bahiareporter.com.br/ultimas_noticias.php?codnoticia=31577

Ocupação norte-americana matou cerca de meio milhão de pessoas no Iraque

Cerca de 460 mil pessoas morreram entre os anos de 2003 e 2011 no Iraque por conta da guerra e ocupação norte-americana do país. A estimativa é resultado de uma pesquisa conduzida por estudiosos de diversas universidades sobre a taxa de mortalidade na nação árabe divulgada nesta quarta-feira (16/10) pela revista de medicina PLOS (Livraria Publica de Ciência na tradução livre do português).

O relatório indica que mais de 60% dessas mortes foram provocadas diretamente pela violência decorrente da ocupação norte-americana do território: com 35% atribuídas às forças de coalizão, 32% a milícias guerrilheiras e 11% a criminosos. O restante teria sido causado por outros efeitos indiretos da guerra, como, por exemplo, o colapso de infraestrutura e nos serviços.
Segundo os autores, o dossiê refinou a metodologia utilizada nas pesquisas anteriores sobre o tema, baseando-se em críticas realizadas previamente, e procurou abarcar todos os anos de guerra e ocupação do Iraque (2003 – 2011), algo que nenhum outro estudo havia feito. “Os relatórios anteriores cobriram períodos diferentes entre 2003 e 2006 e encontraram diferentes taxas de mortalidade e de mortes atribuídas ao conflito”, diz o artigo. “Todos foram controversos e suas metodologias, criticadas”, acrescenta.

Leia mais:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/31859/ocupacao+norte-americana+matou+cerca+de+meio+milhao+de+pessoas+no+iraque.shtml

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

0,7% da população detém 41% da riqueza mundial

Cinco anos depois do início da crise econômica mundial, marcada pela quebra do banco norte-americano Lehamn Brothers, os indicadores financeiros seguem apontando para uma concentração da riqueza ao redor do globo. De acordo com o relatório "Credit Suisse 2013 Wealth Report", um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.

Em valor acumulado, a riqueza mundial atingiu em 2013 o recorde de todos os tempos: US$ 241 trilhões. Se este número fosse dividido proporcionalmente pela população mundial, a média da riqueza seria de US$ 51.600 por pessoa. No entanto, não é o que acontece.

Apesar de serem o país mais rico do mundo em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e capital produzido, os EUA têm um dos maiores índices de pobreza e desigualdade do mundo. Se dividida, a riqueza dos EUA seria, em média, de mais de US$ 110 mil dólares. No entanto, é atualmente de apenas US$ 45 mil dólares - menos da metade.

Mesmo com o crescimento da riqueza mundial, a desigualdade social continua com índices elevados. Os 10% mais ricos do planeta detêm atualmente 86% da riqueza mundial. Destes 0,7% tem posse de 41% da riqueza mundial.

Veja no gráfico abaixo a pirâmide da riqueza. Apenas 0,7% da população detém US$ 98,7 trilhões de dólares:



Em meados deste ano, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou um estudo sobre o crescimento da desigualdade social nos países desenvolvidos, como consequência da crise financeira.

A organização diz que o número de pobres cresceu entre 2010 e 2011 em 14 das 26 economias desenvolvidas, incluindo EUA, França, Espanha e Dinamarca. Nos mesmos países, houve forte aumento do desemprego de longa duração e a deterioração das condições de trabalho. Atualmente, o número de desempregados no mundo supera os 200 milhões.

Em contrapartida, entre os países do G20, o lucro das empresas aumentou 3,4% entre 2007 e 2012, enquanto os salários subiram apenas 2,2%.

América Latina
Na contramão das grandes potências, a situação econômica e social da América Latina melhorou. Entre 2010 e 2011, 57,1% da população dos países da região estava empregada, um ponto percentual a mais que em 2007, último levantamento antes da crise financeira internacional.

No entanto, a OIT destaca que a região ainda enfrenta como desafios a desigualdade social, maior que a média internacional, e o emprego informal. A média da região é de 50%, sendo que em países mais pobres, como Bolívia, Peru e Honduras, supera os 70%.

Em todo o mundo, a organização afirma que há mais de 200 milhões de desempregados. A expectativa é que, ao final de 2015, esse número chegue a 208 milhões.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/31831/Mapa+da+desigualdade+em+2013+07+da+populacao+detem+41+da+riqueza+mundial.shtml

domingo, 20 de outubro de 2013

Petroleiros em greve explicam oposição ao leilão de Libra

Na próxima segunda-feira (21), o governo brasileiro promove o leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, o primeiro após a descoberta do pré-sal.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o campo tem capacidade de produção entre 12 e 15 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a toda a reserva nacional – em torno de 14 bilhões – e renderia mais de dois trilhões de dólares ao país.

Diante de tamanho potencial, a FUP comanda uma mobilização para suspender a licitação e cobrar que a riqueza fique em território nacional. Como parte da mobilização, iniciou uma greve por tempo indeterminado no último dia 16, que atinge 90% de todo o sistema Petrobrás.

“A realização deste leilão é descabida e o governo deveria ter utilizado o artigo 12 da Lei da Partilha nº 12.351, de 2010, aprovada pelo presidente Lula, que deixa claro: todas as vezes em que houver risco ao interesse da nação e à política energética, o governo poderá contratar a Petrobrás sem necessidade de leilão”, afirma o presidente da FUP, João Antônio Moraes, em vídeo gravado para o portal da entidade.



O dirigente refere-se a uma lei aprovada durante o governo do ex-presidente Lula e que vale exclusivamente para a exploração do pré-sal. A legislação altera o antigo modelo de concessão, de Fernando Henrique Cardoso (FHC), em que as empresas vencedoras tinham a propriedade do petróleo e do gás natural extraídos, para um sistema de partilha em que a União é a dona do petróleo e recebe da empresa vencedora parte da produção, já sem os custos. A Petrobrás terá participação mínima de 30% no consórcio vencedor.

O ganhador do leilão ainda terá de pagar R$ 15 bilhões de bônus por um contrato de exploração da área de 35 anos, que podem ser prorrogados.

Para o diretor da secretaria de Seguridade Social e Políticas Sociais da FUP, Paulo César Martin, nem mesmo uma possível justificativa de falta de capacidade financeira para exploração é justificável.

“A partir do momento em que a Petrobrás se torna a única empresa a operar o pré-sal, as ações sobem e aumentam o capital. Além de abrir linha de crédito para o Brasil em qualquer lugar do mundo. E se a Petrobrás detém a tecnologia de extração, sem depender de qualquer outra empresa, não precisa fazer leilão”, defende.
http://www.cut.org.br/acontece/23876/maior-campo-de-petroleo-ja-descoberto-libra-vai-a-leilao-e-fup-explica-porque-e-contra

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Teólogo diz que Jesus foi uma ficção criada por aristocratas romanos

No próximo dia 19 de outubro, Joseph Atwill, um teólogo americano especializado na Bíblia, deve chocar os participantes de um simpósio em Londres chamado Covert Messiah, dedicado a compreender com mais detalhes como teria sido a vida de Cristo. Lá, Atwill deve apresentar a teoria de que o Novo Testamento - consequentemente, a história de Jesus Cristo - foi um mito criado pelos romanos no séc. I.
De acordo com Atwill, ele reuniu evidências conclusivas de que essa parte da Bíblia foi escrita por aristocrata romanos e que, embora isso certamente vá deixar cristãos insatisfeitos, trata-se de questão de tempo até que sua teoria seja aceita. "Eu apresento meu trabalho com alguma ambivalência, porque não quero atingir diretamente nenhum Cristão. Mas isso é importante pra nossa cultura. Cidadãos alertas precisam saber a verdade sobre nosso passado para que possamos entender como e porque governos criam falsas histórias e falsos deuses. Isso é feito, frequentemente, para obter uma ordem social que vai contra os interesses do povo comum", disse ele no release oficial que enviou à imprensa.
Mas... como?
Segundo Atwill, a criação da história de Jesus teria sido uma estratégia política dos romanos para pacificar as investidas violentas dos judeus que viviam na Palestina naquela época. Os romanos esgotaram suas tentativas de conter a rebelião usando armas e teriam criado o mito de um líder judeu pacifista para inspirar o hábito de "dar a outra face" e encorajar os judeus a ceder a Cesar e pagar impostos a Roma.
Jesus não teria nem sequer sido baseado em uma figura histórica específica. Ao contrário, seria uma construção - uma colcha de retalhos - feita a partir de outras histórias. "Eu comecei a notar uma sequência de paralelos entre os dois textos [o Novo Testamento e o manuscrito "A Guerra Judaica", escrito por Flávio Josefo no séc. I]", declara Atwill sobre sua descoberta mais intrigante, "e embora estudiosos cristãos tenham reconhecido por séculos que as profecias de Jesus parecem estar cheias das coisas que Josefo escreveu em seu manuscrito, eu enxerguei outras dúzias", disse.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI343900-17770,00-TEOLOGO+DIZ+QUE+JESUS+FOI+UMA+FICCAO+CRIADA+POR+ARISTOCRATAS+ROMANOS.html

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

POLICIAL DIZ QUE AMARILDO SOFREU TORTURA DENTRO DA UPP DA ROCINHA

Um policial militar que trabalhava na noite do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza deu um depoimento afirmando que ele sofreu tortura dentro da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha. O testemunho foi dado na noite do último domingo (13) no Ministério Público (MP) e entrou pela madrugada, de acordo com o site G1.


Segundo o militar, todos os policiais que estavam de serviço em 14 de julho receberam ordem do tenente Luiz Felipe de Medeiros para que ficassem dentro de um contêiner. De lá, ouviram barulhos por 40 minutos que davam a entender que ocorria uma sessão de tortura no local. Gritos, agressões, barulhos de choques e ruídos de asfixia foram ouvidos. Após o silêncio, os policiais gritaram que algo tinha dado errado e começou uma movimentação em direção à mata atrás da UPP da Rocinha.
O policial não teve a identidade revelada, e a sua família está sob proteção. O depoimento incrimina outros cinco militares, além dos dez que já foram indiciados e estão presos. A Polícia Civil fez novas buscas no fim da tarde desta segunda-feira (14) na Rocinha, mas até às 19h30 ainda não havia encontrado o corpo de Amarildo.



PM ameaça filho de Amarildo

Como se não bastasse o assassinato do pedreiro Amarildo, agora a PM ameaça seu filho Emerson Gomes, de 20 anos. O jovem acusa um PM de abuso de autoridade, e registrou queixa. O policial nega e registrou ocorrência por desacato. Em depoimento à polícia, o filho de Amarildo contou que chegava do trabalho por volta das 19h30 de sábado (12), quando na esquina da Rua Boiadeiro com a Estrada da Gávea, perto da UPA da Rocinha, o PM pediu que se aproximasse para conversar. Emerson conseguiu escapar e denunciou a ameaça a sua integridade física.
Na delegacia, de acordo com o delegado Orlando Zaccone, titular da 15ª DP (Gávea), o soldado disse que fazia a escolta de uma procissão junto com outros agentes quando Emerson se dirigiu ao grupo de PMs com insultos e xingamentos. O PM teria então dado voz de prisão e com ajuda de um colega teria tentado segurar o rapaz, mas ele escapou, deixando mochila e a camisa para trás. O material foi levado para a delegacia.
A partir das informações do G1:

domingo, 13 de outubro de 2013

Governadora do Maranhão veta lei contra escravidão

Stefano Wrobleski - Repórter Brasil

A governadora do Estado do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vetou o projeto de lei nº 169/2013, que havia sido aprovado na Assembleia Legislativa do Estado e previa a cassação do registro de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de empresas flagradas com trabalho escravo. O veto foi publicado na edição de segunda-feira (5) do Diário Oficial da Assembleia Legislativa e, na sua justificativa, a governadora alegou que o texto é inconstitucional.

De autoria do deputado Othelino Neto (PPS), o projeto foi inspirado na lei paulista nº 14.946/2013, de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), que foi regulamentada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em maio. Propostas semelhantes já foram apresentadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Além da cassação do registro de ICMS, ambas as matérias determinam que as empresas que se beneficiarem de mão de obra escrava serão impedidas de exercer o mesmo ramo de atividade econômica ou abrir nova empresa por dez anos.

O projeto de lei de Othelino Neto é o segundo com o mesmo teor a ser proposto neste ano na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em maio, a Repórter Brasil noticiou que o deputado Bira do Pindaré (PT) havia apresentado o projeto de lei nº 078/2013, que também foi inspirado na lei paulista. A matéria, no entanto, não obteve parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde teve como relator o deputado Tatá Milhomem (PSD), que alegou “vício de iniciativa”. No seu entendimento, esse tipo de lei não poderia partir do Poder Legislativo. Quando um projeto de lei recebe parecer negativo da CCJ, o deputado que o propôs pode pedir que o plenário vote por reverter o parecer, o que permite a votação do projeto. Bira, no entanto, não fez isso: “Para reverter precisamos de 22 votos, que é a maioria dos deputados da Assembleia. Como faço parte da minoria que faz oposição ao governo, nunca consegui reverter um parecer contrário ao meu”, explicou.

Os dois projetos se diferenciam majoritariamente no primeiro artigo, que define quais serão as empresas punidas. Enquanto a proposta de Bira também pune as empresas que se beneficiaram de trabalho escravo em qualquer etapa da cadeia produtiva, sendo responsabilizadas também pelo flagrante de funcionários em empresas terceirizadas, somente as empresas envolvidas diretamente com escravidão são alvo do projeto de Othelino Neto.

Para Ítalo Rodrigues, procurador do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, “responsabilizar a empresa por condições indignas em qualquer das etapas de produção é bem mais condizente com as disposições internacionais acerca do trabalho”. Ele ressalta que as empresas flagradas fazendo uso de trabalho escravo colocam, em geral, o seu processo produtivo de uma forma “pulverizada”, o que resulta na subcontratação de outras empresas, processo também conhecido como “terceirização”. O deputado paulista Carlos Bezerra Jr. considera que alteração do primeiro artigo “suprime a possibilidade de penalizar a terceirização de fachada e tira a possibilidade de enfrentar o problema na sua raiz”.

Continue lendo:
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/Governadora-do-Maranhao-veta-lei-contra-escravidao/5/28246

sábado, 12 de outubro de 2013

O VANDALISMO (COM ESPUMA) DOS BOMBEIROS BELGAS

Protestando por melhor condições, a corporação parou as ruas de Bruxelas e foi até o gabinete do primeiro-ministro com caminhões, sirene e muita água

Nas ruas de Bruxelas, quem parou as máquinas e o trânsito para protestar nesta semana foram os bombeiros. E foram à luta com as próprias armas: levaram seus caminhões, ligaram suas sirenes, empunharam suas mangueiras d’água e jogaram muita (muita mesmo) espuma.
Insatisfeitos com as condições de trabalho e com as medidas de austeridade adotadas pelo governo do país, os bombeiros belgas resolveram ir às ruas. Queimaram pneus e levaram, segundo relata uma agência local, mais de 30 caminhões, e suas barulhentas sirenes, para endossar a causa.
Na realidade, o corpo de bombeiros belga já acumula algum histórico recente no quesito insurgência civil. No ano passado, quando o governo quis aumentar a idade mínima para aposentadoria dos 58 para os 60 anos de idade, os guarda-vidas não se calaram. Pelo contrário, tentaram chegar até o gabinete do primeiro-ministro para encharca-lo d’água. Dessa vez, repetiram a tática. Mas acrescentaram algumas camadas de espuma também.
E também, um pouco de leite
Essa não foi a primeira fez que a capital belga vira palco de protestos alternativos — sem a tropa de choque, as bombas de gás e o spray de pimenta a que os manifestantes brasileiros estão se acostumando.
Em 2012, fazendeiros locais protestaram por melhores preços para seus produtos, sobretudo laticínios. A tática empreendida foi invadir a cidade com tratores e banhar a polícia com jatos de... leite!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ALÉM DE RUIM, TELEFONIA CELULAR NO BRASIL É A MAIS CARA DO MUNDO

País ainda é o que cobra mais caro pelas chamadas em termos absolutos. Segundo um relatório divulgado em Genebra pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência das Nações Unidas, o minuto para ligação entre celulares da mesma operadora no Brasil custa em média US$ 0,71, 70 vezes mais que em Hong Kong, por exemplo


Como se não bastasse a péssima qualidade da telefonia celular no Brasil, o País ainda é o que cobra mais caro pelas chamadas em termos absolutos. Segundo um relatório divulgado em Genebra pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência das Nações Unidas, o minuto para ligação entre celulares da mesma operadora no Brasil custa em média US$ 0,71, valor mais alto do mundo.
Para se ter uma ideia, o norte-americano paga três vezes menos para falar pelo celular. Na Espanha, paga-se cinco vezes menos do que no Brasil. Na China, o custo para se falar pelo celular não ultrapassa US$ 0,04 por minuto e, em Hong Kong, é de no máximo US$ 0,01 – 70 vezes menos que no Brasil. Os vizinhos argentinos também pagam duas vezes menos que nós.
Ao calcular tarifas de telefones fixo, o desempenho do País também não é nada bom. Quando a ligação é realizada entre celulares de diferentes operadoras, o custo brasileiro sobe para US$ 0,74, o mesmo para ligações de celular para telefone fixo, também o mais caro do mundo.
De acordo com a UIT, entre 161 países avaliados, o Brasil está apenas na 93ª posição. Já levando em consideração o poder aquisitivo dos cidadãos de cada país, o Brasil é o quarto mais caro do mundo, ultrapassado pela Bulgária, Malawi e Nicarágua. Quanto à banda larga, a situação melhora um pouco: o Brasil é apenas o 55º mais caro.
Mesmo diante dos altíssimos preços, a UIT aponta que cada vez mais brasileiros têm acesso à internet e a telefones celulares. Em 2012, o País atingiu pela primeira vez a marca de metade da população estar conectada à rede de computadores e ter um computador em casa. Enquanto isso, o número de celulares já ultrapassou o de habitantes no Brasil. Há hoje uma média de 125 aparelhos para cada cem brasileiros.

A polícia brasileira é caso de polícia!

10 policiais são indiciados pela morte de Amarildo

Documento indicia dez policias militares, incluindo o ex-comandante da unidade, por crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil fluminense encaminhou ao Ministério Público do Rio a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarido de Souza, de 47 anos. Ele sumiu no dia 14 de julho depois de ser levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.

O documento indicia dez policiais militares lotados à época na UPP , entre eles, o ex-comandante da unidade, major Edson dos Santos. Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. O promotor de Justiça, Homero de Freitas, encarregado do caso, disse que vai oferecer denúncia contra os acusados nos próximos 

Um nítido flagrante que revela o quão corrupta essa corporação retrógrada pode ser. Se são capazes de atos como este na frente das câmeras, imaginem o que cometem quando não há registros

Um vídeo que circula pela na internet levanta gravíssima acusação sobre a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro. As imagens mostram o que seria uma simulação de flagrante contra manifestantes em um protesto dos professores no centro da cidade.
As imagens mostram o momento em que o PM deixa o objeto cair no chão, enquanto outros colegas revistam a bolsa do jovem. Em seguida o mesmos policial dá voz de prisão para o manifestante e o leva algemado.No vídeo é possível identificar um policial correndo para a rua São José, no centro da cidade, com um artefato explosivo na mão. Depois de alguns segundos um grupo de militares abordam estudantes que seguiam de forma pacífica pela via.
O grupo tentou reagir contra a prisão, mas foram contidos pelos militares.

vídeo pm flagrante protesto

domingo, 6 de outubro de 2013

Suicídios nas tropas americanas já superam mortes em combate no Afeganistão

Em mais de 150 dias, foram reportados 154 suicídios. O número de soldados norte-americanos que morreram por esta causa desde o início deste ano já ultrapassa o número de tropas mortas em combate na guerra do Afeganistão em 2012, confirmam números oficiais disponibilizados pelo Departamento da Defesa dos EUA. Em média, entre Janeiro e Junho de 2012, o Exército norte-americano perdeu uma pessoa por dia.
No mesmo período, o número de tropas que morreram no Afeganistão foi de menos de 50%, o equivalente a 139, segundo o site icasualties.org, que reúne a contabilidade das mortes em combate.
A taxa de suicídio de tropas se encontra agora num nível histórico diante dos valores do período homólogo de 2011. Trata-se de uma elevação de 25% quando comparada com 2010. Nunca, na última década em que os Estados Unidos estiveram envolvidos em duas guerras (no Iraque e Afeganistão), o ritmo de suicídios entre militares foi tão elevado.
Num esforço para gerir os problemas individuais e sociais provocados pelo esforço de guerra da última década o Exército norte-americano lançou programas de saúde mental, de prevenção do abuso de álcool e drogas, assim como de aconselhamento jurídico e financeiro para os soldados e as suas famílias. Além do aumento dos suicídios, verifica-se também uma subida nos casos de toxicodependência, de violência sexual e doméstica e de outros crimes praticados por soldados.
Como comentava o director-executivo da associação de Soldados Veteranos da América e do Afeganistão, Paul Rieckhoff, o número de suicídios entre militares no activo é apenas "a ponta visível do icebergue". Um inquérito conduzido junto aos 160 mil membros da sua organização revelava que 37% conhecia alguém que havia se matado.
As causas para o problema estão identificadas. Os estudos realizados pelo Pentágono demonstram que os anos de deslocamentos sucessivos para a guerra elevam a probabilidade de os soldados desenvolverem um quadro de stress pós-traumático. Especialistas dizem que a situação econômica dos EUA também poderá estar contribuindo para o aumento da angústia e do desespero das tropas norte-americanas e respectivas famílias.

CIA traficava drogas para financiar guerras

No início da “guerra contra as drogas”, em 1971, os EUA já desenvolviam ao mesmo tempo o tráfico de heroína no Sudeste Asiático

Após várias décadas da “guerra contra as drogas”, acompanhada por um custo colossal em vidas humanas e recursos materiais, os narcotraficantes hoje são mais fortes do que nunca e controlam um território maior do que em qualquer época.

Nos últimos seis anos, ocorreram no México mais de 47 mil assassinatos relacionados ao tráfico de drogas. O número de mortes foi de 2.119, em 2006, para cerca de 17 mil, em 2011. Em 2008, o Departamento de Justiça estadunidense advertiu que as OTDs (Organizações de Tráfico de Drogas), vinculadas a cartéis mexicanos, estavam ativas em todas as regiões dos Estados Unidos. Na Flórida atuam máfias associadas ao cartel do Golfo, aos Zetas e à Federação de Sinaloa. Miami é um dos principais centros de recepção e distribuição de drogas. Além dos mencionados, outros cartéis, como o de Juárez e o de Tijuhana, operam nos Estados Unidos.

Os cartéis do México ganharam maior força depois que substituíram os colombianos de Cali e Medellín nos anos 1990 e controlam agora 90% da cocaína que entra nos Estados Unidos. O maior estímulo ao narcotráfico é o alto consumo estadunidense. Em 2010, uma pesquisa nacional do Departamento de Saúde revelou que aproximadamente 22 milhões de estadunidenses maiores de 12 anos consomem algum tipo de droga.

Esses, que são apenas alguns dos mais inquietantes dados estatísticos, permitem questionar a eficácia da chamada “guerra contra as drogas”. É impossível crer que exista realmente uma vontade política para por fim a este flagelo universal quando observamos o papel desempenhado pelo narcotráfico a serviço da contra-revolução, para a expansão das transnacionais e para as ambições geopolíticas dos Estados Unidos e outras potências.

Tráfico da CIA

Repassemos, em síntese, a história recente. A administração de Richard Nixon, ao iniciar a “guerra contra as drogas” (1971), desenvolve ao mesmo tempo o tráfico de heroína no Sudeste Asiático com o propósito de financiar suas operações militares nessa região. A heroína produzida no Triângulo de Ouro (de onde se unem as zonas montanhosas do Vietnã, Laos, Tailândia e Mianmar) era transportada em aviões da “Air America”, propriedade da CIA (Agência Central de Inteligência).

Em uma conferência de imprensa televisionada em primeiro de junho de 1971, um jornalista perguntou a Nixon: “Senhor presidente, o que você fará com as dezenas de milhares de soldados estadunidenses que regressam viciados em heroína?”.

As operações do “Air America” continuaram até a queda de Saigon em 1975. Enquanto a CIA transportava ópio e heroína do Sudeste Asiático, o tráfico e consumo de drogas nos Estados Unidos se convertia em tragédia nacional. O presidente Gerald Ford solicitou ao Congresso, em 1976, a aprovação de leis que substituíssem a liberdade condicional com a prisão, estabelecessem condenações mínimas obrigatórias e negassem as fianças para determinados delitos envolvendo drogas.

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http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/22309/cia+traficava+drogas+para+financiar+guerras.shtml

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Joaquim Barbosa quer ser marajá do Brasil!


Um dos ícones do Poder Judiciário do Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa, deseja um aumento bastante generoso para seus colegas de Corte. O magistrado disse ao presidente da Câmara, o deputado Henrique Alves (PMDB), que enviará um novo projeto ao Congresso a fim de aumentar para R$ 40 mil o salário dos ministros do STF. No mês de agosto, Barbosa solicitou reajuste de remuneração, hoje de R$ 28,059,28 para R$ 30,658,42 mil. As informações são do site Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto.

O pedido do ministro esbarra no desejo de diminuição dos gastos públicos. Recentemente, nos protestos que aconteceram a partir do mês de junho no país, manifestantes pediam, entre as pautas, a diminuição dos gastos da máquina pública. Caso o aumento no salário dos ministros do STF seja referendado, o teto do funcionalismo público, que hoje tem como referência os rendimentos dos magistrados, será elevado. Ou seja, poderia ocorrer uma série de aumentos em salários de servidores públicos em todos o país.

No mês de julho, Joaquim Barbosa se envolveu numa nova polêmica por recebido, em benefícios atrasados, R$ 580 mil. O ministro recebeu R$ 414 mil do Ministério Público Federal por conta de controverso bônus salarial, como forma de compensação ao auxílio-moradia concedido a deputados e senadores. Além dele, outros 603 membros do Ministério Público Federal teriam recebido valores semelhantes. A prática é legal, porém polêmica.

Somado a esse valor, o presidente do STF recebeu, ainda, cerca de R$ 226,8 mil, considerando a moeda de hoje, em 2007. A quantia foi resultado da conversão em dinheiro de 11 meses de licenças-prêmio não gozadas por ele. Ao todo, Barbosa embolsou R$ 580 mil. Com os devidos reajustes, esse valor sobe para R$ 704,5 mil.

sábado, 28 de setembro de 2013

Qual o papel de Joaquim Barbosa na prisão da jornalista brasileira?

E a pergunta que está todo mundo se fazendo é: qual foi o papel de Joaquim Barbosa no episódio do qual resultou a prisão, por cinco horas, da jornalista brasileira Cláudia Trevisan, do Estadão?
Pode ser nenhum, é certo. Mas as especulações se multiplicam.
Cláudia tentava entrevistar JB depois de um seminário do qual ele participou na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Ele a avisara de que não iria falar com a mídia, e então Cláudia planejou abordá-lo na saída.
A polícia apareceu e a deteve. Algemada, passou por um constrangimento que incluiu uma cela na delegacia na qual, para fazer xixi, tinha uma privada em que podia ser observada por policiais.
Cláudia foi acusada de “invasão de propriedade”, e ainda terá uma dor de cabeça jurídica para resolver nas próximas semanas. Mas ela simplesmente entrou em Yale, como tanta gente. Não “invadiu”.
Segundo seu relato, Joaquim Barbosa sabia que ela tentaria entrevistá-lo. Teria ele pedido providências à direção da universidade para se livrar da indesejada repórter?
É uma hipótese que faz sentido.
Joaquim Barbosa já tinha uma pendência com o Estadão. Destratou um jornalista do Estadão que lhe perguntou sobre os 90 000 reais em dinheiro público que ele gastou na reforma dos banheiros de seu apartamento funcional em Brasília.
O caso de Yale pega Joaquim Barbosa num momento particularmente ruim. Ele saiu desmoralizado das sessões das quais resultou a aprovação dos embargos para réus do Mensalão.
Agiu como acusador, não como juiz, fez chicanas, facilitou a pressão da mídia sobre magistrados, sobretudo Celso de Mello – e com tudo isso acabou miseravelmente derrotado.
Já entrou para o anedotário jornalístico brasileiro a capa da Veja que o classificou como “o menino pobre que mudou o país”. Aliás, até hoje pela manhã, os leitores da Veja ignoravam a prisão da jornalista do Estadão, noticiada até pela rival Folha e pelo Globo, tão amigo de JB.
Modestamente, o DCM nota que parece ter surtido efeito uma informação que demos sozinhos, relativa a uma outra viagem de JB, para a Costa Rica. Ele patrocinou, então, uma boca livre para jornalistas com o dinheiro público, e a bordo de um avião da FAB.
Desta vez, JB não levou, pelo visto, jornalistas para escreverem coisas laudatórias sobre sua viagem.
É um progresso.
Mas melhor ainda seria se ele dedicasse seu tempo não a visitar Yale e sim a resolver processos que se arrastam sob sua órbita, como o que diz respeito aos velhos e esquecidos pensionistas da Varig. JB não mudou e nem vai mudar o Brasil, mas pode melhorar a vida dura da turma da Varig.

Parece inacreditável: A polícia de SP matou 41% menos neste ano porque foi proibida de prestar “socorro” no local

O fato de a Polícia Militar ter matado 41% menos, nos primeiros 7 meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2012, é, provavelmente, decorrente da determinação de que o socorro seja feito pela equipe especializada, e não pela própria polícia.
No dia 7 de janeiro deste ano, a Secretaria da Segurança Pública editou uma resolução determinando que os policiais militares, em casos de ferimento a tiro, devem acionar as equipes de socorro, especialmente o SAMU, ao invés de socorrer na própria viatura.
A polêmica foi grande, com diversas manifestações de policiais dizendo que eles seriam obrigados a cometer crimes de omissão de socorro. A queixa era injustificada, porque ninguém comete omissão de socorro se, ao invés de socorrer no próprio carro, chamar uma equipe especializada. Com a polícia não é diferente, pois se uma viatura policial é a primeira a chegar a um acidente de trânsito, o policial aguarda a chegada do socorro. A questão é se não socorre um acidentado, por que a PM colocava um ferido a tiros no camburão e o levava ao hospital, onde ele “morria”, invariavelmente, quando dava “entrada”?
No fundo, há um grande sarcasmo nessa queixa de certos PMs, pois a preocupação não é com a vida do ferido. Sabemos como são frequentes as execuções por policiais militares e que, nesses casos, levar o cadáver para o hospital é uma forma de descaracterizar o local, dificultando a perícia. Por isso, a “coincidência” de morrerem quase todos na porta do hospital. Os policiais precisam dizer que ele estava vivo quando saiu do local e não tem como enganar os profissionais de saúde que recebem um morto. Daí a saída padrão: os policiais agem como se ele houvesse morrido no caminho.
Curioso que essa fraude acaba sendo padronizada, revelando o faz-de-conta. Como há aceitação social dessa violência — como já escrevi, inclusive de integrantes do judiciário e do Ministério Público —, muitos fingem que não percebem a fraude, de modo a perpetuar a violência policial.
Segundo perito oficial com quem conversei, era comum que PMs, principalmente da Rota, levassem “para o hospital uma pessoa com três tiros no peito de .40, arma desenvolvida para parar uma pessoa com um tiro.”
A resolução da Secretaria foi decorrente da percepção de que a retirada da pessoa do local não era socorro — até porque só se socorre pessoa viva —, mas uma fraude para dificultar a perícia e manter oculto o homicídio. Tanto que, nas considerações iniciais, menciona que o “primado da dignidade da pessoa humana” depende do respeito à vida e que é necessária a preservação do local do crime, “inclusive a decorrente de intervenção policial”.
A diminuição de 41% das mortes, provavelmente, decorre da nova regra da resolução. Deve ser comemorada, mas ainda é pouco.
Os índices de mortes causadas pela PM paulista ainda é muito alto e está longe de um patamar aceitável em um regime democrático. Basta dizer que a polícia paulista mata mais que a polícia dos Estados Unidos inteiro. Contudo, parece que a resolução foi um passo importante para que tenhamos um dia, em São Paulo, uma polícia que atue dentro da legalidade.

ISTOÉ APONTA QUEM RECEBIA PROPINAS DA ALSTOM E REPASSAVA A TUCANOS

247 – Nova reportagem da revista Istoé, que chega neste sábado (28) às bancas, sobre o propinoduto tucano, aponta Jorge Fagali Neto, que foi indiciado pela Polícia Federal, como o responsável por receber e intermediar o pagamento de propinas da multinacional francesa Alstom a autoridades do PSDB paulista.
A revista teve acesso ao depoimento e a uma série de e-mails comprometedores entregues ao Ministério Público, em junho de 2010, pela ex-secretária de Fagali, Edna da Silva Flores. A documentação deixa clara a proximidade dele com agentes públicos e o seu interesse em contratos do Metrô paulista e da CPTM.
“Apesar das tentativas de Fagali de manter a discrição, segundo sua ex-secretária, o elo do homem da propina no escândalo do Metrô com agentes públicos ligados ao PSDB é irrefutável. Em 2006, Fagali trocou mensagens e recebeu planilhas por e-mail de Pedro Benvenuto, então coordenador de gestão e planejamento da Secretaria de Transportes Metropolitanos, órgão responsável pelas estatais”, informa a matéria
Abaixo, na íntegra, o texto dos jornalistas Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas:

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Por que Israel não adere ao Tratado de Armas Nucleares?

O presidente do Irã, Hassan Rohani, disse na quinta-feira (26/09) na Assembleia Geral da ONU que o desarmamento nuclear é a "prioridade principal de seu governo" e convidou Israel a assinar o tratado de não-proliferação nuclear, para que as armas nucleares que supostamente possui sejam monitoradas.
"Israel, o único país não signatário do Tratado de Não Proliferação, deve se somar a ele sem mais demora".
Israel não confirma nem nega ter armas nucleares – uma política conhecida como "ambiguidade nuclear" – porém acredita-se que o país possua até 400 ogivas nucleares. Israel mantém um complexo de pesquisa nuclear em Dimona desde a década de 1960. Em 1986, o ex-funcionário Mordechai Vanunu revelou detalhes de um programa de armas clandestino no local.
O Irã acusou o Ocidente de adotar uma posição contraditória ao se opor ao seu programa nuclear, mas não ao de Israel.
Em 18 de setembro de 2009, a Agência Internacional de Energia Atômica pediu a Israel que se junte ao tratado e abra suas instalações nucleares para inspeção.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Americafobia: como entender a rejeição tão intensa aos Estados Unidos no Oriente Médio

O que está acontecendo no Oriente Médio tem um nome: americafobia. Tantos absurdos os Estados Unidos cometeram na região que os povos árabes acabaram se unindo em torno do ódio aos americanos.
Os Estados Unidos eram admirados no Oriente Médio até o começo dos anos 1950. Os sentimentos positivos começaram a se deteriorar quando os americanos foram aliciados pelos ingleses, sob Churchill, para derrubar o governo democrático e progressista de Muhammad Mossadegh no Irã.
Os ingleses não se conformavam com a nacionalização do petróleo iraniano, e convenceram os americanos de que Mossadegh poderia levar o Irã para os braços da União Soviética. O ministro do exterior do Reino Unido disse uma frase célebre: “Sem o dinheiro do petróleo iraniano não vamos conseguir manter o padrão das pessoas na Inglaterra”.
A embaixada americana em Teerã foi o QG da conspiração contra Mossadegh. Foi um vale tudo. Redatores americanos pagos pela CIA escreviam editoriais ferozes contra o governo, e eles eram imediatamente publicados por jornais iranianos interessados na volta da dinastia Pahlevi ao poder.
Foi o primeiro de uma série de passos que foram dar na americafobia que caracteriza o mundo árabe. Recentemente, os drones americanos – os aviões sem tripulação que despejam bombas mesmo em países contra os quais os Estados Unidos não estão em guerra, como o Paquistão – tornaram a americafobia ainda mais aguda no Oriente Médio por causa da morte de crianças, velhos e mulheres numa quantidade indecente no esforço impreciso americano de caçar extremistas.
Com a possível exceção da Alemanha nazista, nunca um país foi  tão rejeitado amplamente como os Estados Unidos desde que se tornaram superpotência – e o ódio extremo dos muçulmanos devem ser entendidos dentro deste quadro de americafobia aguda.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fiscais encontram escravos em obra da OAS no Aeroporto de Guarulhos

Ao todo, 111 migrantes do Maranhão, Sergipe, Bahia e Pernambuco foram submetidos a condições análogas à de escravidão de acordo com auditores do Ministério do Trabalho e Emprego e procuradores do Ministério Público do Trabalho. Eles foram contratados para trabalhar na ampliação do aeroporto mais movimentado da América Latina e passaram fome.
A OAS  declarou que “vem apurando e tomando todas as providências necessárias para atender às solicitações” do ministério. A construtora nega que as vítimas sejam seus empregados e afirma que “não teve qualquer participação no incidente relatado”. A reportagem é de Stefano Wrobleski, da Repórter Brasil:
Segundo fiscalização conduzida por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), são empregados dela também 111 homens resgatados de condições análogas às de escravos. Para garantir o pagamento de verbas rescisórias e indenizações, o MPT acionou a Justiça trabalhista, que determinou o bloqueio imediato de R$ 15 milhões da empresa.*
Aliciadas em quatro Estados do Nordeste – Maranhão, Sergipe, Bahia e Pernambuco –, as vítimas aguardavam ser chamadas para trabalhar alojadas em onze casas de Cumbica que estavam em condições degradantes. Além do aliciamento e da situação das moradias, também pesou para a caracterização de trabalho escravo o tráfico de pessoas e a servidão por dívida. A primeira denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil em Guarulhos ao MTE, que resgatou os primeiros trabalhadores no último dia 6 de setembro. Na ocasião, a fiscalização visitou três casas com um total de 77 pessoas que chegaram de Petrolândia, interior de Pernambuco, nos dias 13 de agosto e 1º de setembro. Cada uma havia pago entre R$ 300 e R$ 400 ao aliciador (“gato”) pela viagem e aluguel da casa, além de uma “taxa” de R$ 100 que seria destinada a um funcionário da OAS para “agilizar” a contratação. Eles iriam trabalhar como carpinteiros, pedreiros e armadores nas obras de ampliação do aeroporto de Guarulhos, que prometem aumentar a capacidade dele de 32 para 44 milhões de passageiros por ano até a Copa do Mundo de 2014.
Ficha de encaminhamento recebida pelas vítimas para contratação na OAS (Foto: Stefano Wrobleski)
Ficha de encaminhamento recebida pelas vítimas para contratação na OAS (Fotos: Stefano Wrobleski)
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OAS faz acordo com Ministério Público do Trabalho para corrigir normas de segurança e paga R$ 200.000 por danos morais

OAS Empreendimentos, Gafisa e o Consórcio OAS Gafisa se comprometeram a fazer a correção das normas de segurança em todas as suas obras, além de pagar R$ 200.000 a título de indenização por danos morais coletivos pelo prazo em que negligenciaram as condições de saúde e segurança em seus canteiros. Os recursos serão revertidos em favor de entidades filantrópicas a serem indicadas pelo MPT e poderão arcar com multa de R$ 20.000 em caso de descumprimento de cada uma das cláusulas, esclarece a procuradora regional do trabalho Maria Lúcia de Sá Vieira, autora da ação. Apesar do processo só ter sido iniciado em 2012, o caso vem sendo apurado pelo MPT na Bahia desde que o operário Anderson Mário dos Santos, 25 anos, morreu ao ser atingido por tubos que se soltaram num canteiro de obras mantido pelo Consórcio, no dia 8 de agosto de 2008, durante a construção do empreendimento Palm Ville, na Avenida Paralela, em Salvador. Dentre os itens que passam a ter que ser obrigatoriamente cumpridos em todos os canteiros das empresas, sob pena de multa, estão a proibição de circulação ou permanência dos empregados na área de movimentação de transporte de carga e descarga de materiais de construção e o isolamento e sinalização do local de passagem dos trabalhadores para evitar acidentes futuros. Além disso, a empresa terá que adquirir os equipamentos de proteção individual adequados ao risco das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores e retirar as instalações elétricas provisórias dos canteiros de obras. No acordo judicial, a OAS, a Gafisa  e o Consórcio se comprometem a registrar os horários de entrada e saída dos empregados. Além disso, o grupo se compromete a pagar o salário até o quinto dia útil do mês trabalhado. Terá ainda que apresentar documentos sujeitos a inspeção do trabalho no dia e hora previamente fixados pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego e outros órgãos, além de realizar avaliação clínica, integrante do exame periódico, a cada ano, com os empregados que são expostos a risco ou aqueles portadores de doença crônica.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RETRATO DO BRASIL DESNUDA "JUÍZO MEDIEVAL" DA AP 470