sábado, 15 de junho de 2013

Adriano Diogo: “Infiltraram policiais civis e militares no meio da garotada para incitar a violência”


Na próxima terça-feira, os deputados estaduais Adriano Diogo e Beth Sahão (PT) proporão  à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a  convocação do comandante da Polícia Militar (PM), para dar explicações sobre barbárie dessa quinta-feira, 13 de junho.
“Nos últimos dias, o governo Alckmin prometeu intensificar a repressão nas próximas manifestações de rua. Ao anunciar isso publicamente, ele deu a senha para a repressão abusiva, descabida, desnecessária da PM”, atenta Adriano Diogo, que preside a Comissão. “Os policiais atiraram em jovens, jornalistas, pessoas que estavam passando… Barbarizam mesmo para forçar uma reação violenta.”
“Embora o metrô e o trem tenham aumentado, o governo Alckmin, nas entrevistas, só se refere ao aumento do ônibus, para atingir o governo Haddad”, prossegue o deputado. “É uma ação pensada, bem orquestrada, com vistas à eleição de 2014, e com o objetivo de desmoralizar o PT.”
“Nessas horas, dá perceber claramente o que nós já sabemos: a  estrutura policial da ditadura permanece intacta, principalmente os setores de inteligência, como a P2 [serviço reservado da PM] e a tropa de choque”,  denuncia Adriano. “Infiltraram policiais civis e militares à paisana no meio da garotada para incitar a violência. Ninguém me contou, eu vi um bando de profissionais em provocação – não eram estudantes! –,  quebrando vidro, fazendo bandidagem.”

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Autoridades ou canalhas?

1- Promotor que incitou violência é demitido do Mackenzie

O promotor Rogério Leão Zagallo, que causou polêmica ao escrever um comentário no Facebook pedindo à Tropa de Choque que atirasse contra os manifestantes do Movimento Passe Livre, será desligado da Universidade Mackenzie, onde dá aulas no curso de Direito.
O próprio professor declarou aos seus alunos que não mais fará parte do corpo docente da universidade a partir do próximo semestre. Segundo ele, a universidade decidiu não renovar o seu contrato.
Preso no trânsito durante o protesto da última quinta-feira (6), o promotor escreveu em seu perfil pessoal: “Por favor, alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial?”

2- O policial pilhado quebrando o vidro da própria viatura

A cena gravada neste vídeo conta muito sobre o que está acontecendo em São Paulo nestes dias em que jovens estudantes decidiram ir às ruas protestar contra o aumento do ‘busão’ – e muitas coisas mais, naturalmente.
Um policial foi pilhado quebrando o vidro da própria viatura sabe-se muito bem com que finalidade – culpar os vândalos, armados com uma perigosa arma chamada vinagre.
Quanto os protestos tocaram fundo na insatisfação da sociedade com o rumo das coisas se vê nas pesquisas.

PM BARBARIZA NA REPRESSÃO AO PROTESTO EM SP

Aos números: 235 presos e 7 jornalistas agredidos, numa ação que chocou até a Anistia Internacional; protesto contra o aumento dos ônibus teve jovens detidos ainda na concentração; prefeito Fernando Haddad condenou "violência policial" e o secretário de Segurança, Fernando Grella, afirmou que a corregedoria da instituição irá atuar para coibir abusos


No quarto dia de protestos contra os aumentos de ônibus em São Paulo, a Polícia Militar decidiu barbarizar. Ainda na concentração, 40 jovens foram detidos. Na madrugada, contabilizados todos os presos, eram nada menos que 235 pessoas. Desses suspeitos, 198 foram encaminhados ao 78º DP (Jardins) e outros 37 para o 1º DP (Liberdade). Destes, 231 foram soltos e quatro seguem detidos, acusados de formação de quadrilha.
Ao comentar o episódio, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad condenou a violência policial. "Na terça, a imagem que ficou foi da violência dos manifestantes. Hoje, infelizmente, não resta dúvida, a imagem que ficou e da violência policial". O secretário de Segurança do estado, Fernando Grella, disse que as ações foram tomadas para garantir o "direito de ir e vir", mas afirmou que abusos serão investigados pela "corregedoria" da instituição.
Ao todo, sete jornalista da Folha de S. Paulo foram agredidos e, entre os detidos,  está o repórter da "Carta Capital", Piero Locatelli. A repressão ao trabalho da imprensa provocou protestos até mesmo da Anistia Internacional.
Os protestos criticam o aumento das passagens dos ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,20 e o Ministério Público propõe um congelamento dos preços durante 45 dias – que seria o prazo para uma negociação com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Fernando Haddad. "Quanto a reduzir o valor da passagem, não há possibilidade", afirmou o governador. O prefeito Fernando Haddad (PT) também disse que não reduzirá a tarifa de ô

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A manobra de Joaquim Barbosa para triplicar folha salarial do CNJ


Joaquim Barbosa manobra para triplicar folha de salários do CNJ. Ministro busca aumentar em R$ 74 milhões o teto do CNJ para contratação de servidores; manobra desafia o Tribunal de Contas da União

Sem conseguir nos bastidores emplacar no Congresso mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, quer editar resolução que praticamente triplica o limite de gastos do órgão com o pagamento de pessoal. Em valores, Barbosa busca aumentar em R$ 74 milhões o teto do CNJ para contratação de servidores – de R$ 40,4 milhões para R$ 114,4 milhões. A manobra desafia o Tribunal de Contas da União (TCU), que considera obrigatório o aval do Legislativo para as alterações.

Para não precisar do Congresso, que desde 2009 debate novos parâmetros da LRF para o Judiciário, Barbosa pediu aos presidentes de quatro tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, Superior Tribunal Militar, Tribunal Superior do Trabalho e Tribunal Superior Eleitoral) que cedam ao CNJ parte dos seus limites de despesas. A proposta de resolução, assinada pelo ministro, precisa ser aprovada pelo plenário do conselho. Sem ela, o órgão estourará o máximo de gastos definido pela legislação e não poderá convocar todos os candidatos já aprovados no concurso feito este ano.
Conforme informações encaminhadas pelo CNJ aos quatro tribunais superiores, às quais o Estado teve acesso, o limite atual de despesas “mostra-se insuficiente para comportar as presentes despesas e os acréscimos decorrentes do provimento de cargos”. Os gastos previstos na lei orçamentária já ultrapassariam o limite de despesas com pessoal definido para este ano. Em alguns cenários, incluindo aumento de salário e contratação dos 177 candidatos aprovados em concurso para o CNJ, o limite poderia ser extrapolado em cerca de R$ 9 milhões.
O CNJ foi criado após a aprovação da LRF, sancionada em 2000. Por isso, os limites de gastos do órgão vêm sendo definidos por normas internas – a mais recente é a Resolução 26, de 2006, em vigor atualmente.
Segundo o TCU, contudo, a solução é irregular, pois uma lei complementar não pode ser alterada pela caneta dos conselheiros. “Como a divisão interna dos porcentuais entre os diversos órgãos do Poder Judiciário foi feita a partir de um comando expresso contido na LRF, esses valores não ensejam modificação apenas por meio de uma resolução daquele órgão. A via legislativa é o canal indicado para a promoção dessas alterações”, diz decisão da corte de contas, que analisou a reivindicação em 2008 e recomendou ao conselho que tomasse providências para que as mudanças tivessem o aval do Congresso.
Desde 2009, um projeto visando à adequação dos parâmetros tramita no Legislativo, mas não foi votado. Diante disso, Barbosa pretende levar adiante a aprovação de mais uma resolução, aumentando as despesas do CNJ, apesar do entendimento do Tribunal de Contas. A restrição feita pelo tribunal foi lembrada aos assessores de Barbosa. Mas, segundo fontes dos tribunais, o presidente decidiu levar o projeto adiante.
Procuradores do Ministério Público que atuam no TCU adiantam que, aprovada a norma no CNJ, cabe representação para que a corte analise novamente o caso. “Se a matéria é tratada por lei, você não pode alterar por portaria ou resolução, a não ser que a própria lei preveja assim”, diz um dos representantes do MP.
O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal criticou, nos últimos dias, a proposta de criação de quatro novos tribunais regionais federais (leia abaixo) e o consequente aumento de custos no Judiciário. No começo de sua gestão, chegou a sugerir no CNJ que uma comissão avaliasse a necessidade da existência Justiça Militar. Desta vez, Barbosa viu-se compelido a pedir a anuência dos presidentes do Conselho da Justiça Federal (CJF), Felix Fischer, e do Superior Tribunal Militar (STM), general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho.
Em documento enviado à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, e ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Carlos Alerto Reis de Paula, Barbosa pede que todos se manifestem favoravelmente à nova resolução.

Pai consegue condenação de PMs pelo assassinato do filho

Em decisão inédita, Justiça condena dois policiais a 15 anos por homicídio e ocultação de cadáver do jovem Rodrigo Isac dos Santos, crimes ocorridos em 2001


“Tenha cuidado”, disse Elias ao filho Rodrigo, de 17 anos, na noite de sábado, 18 de novembro de 2001. O rapaz estava a caminho da discoteca Weif, em Guarulhos, com a namorada. Na volta da balada, deixou a garota em casa e seguiu caminhando junto com cinco amigos. Quando chegou à avenida Miguel Ackel, no bairro de Vila Isabel, foram chamados por dois jovens para ajudá-los a carregar fios de eletricidade que estavam sendo roubados. Três carros da Polícia Militar surgiram e começaram a persegui-los. Os policiais deram seis tiros. Todos correram. Quatro, para o quintal de uma casa; o quinto escondeu-se debaixo de um carro. O único que não conseguiu escapar foi Rodrigo. Sob os olhares de vizinhos e amigos, foi colocado na caçamba da viatura. Jamais retornou.
“Onde está meu filho?” perguntou-se o pai quando acordou na manhã seguinte. Ele esperou até terça feita, quando saiu a pé para fazer o percurso de sua casa até a discoteca onde o jovem fora na noite de sábado. Ali começava a longa investigação pelo paradeiro de seu filho. A saga de Elias Isac dos Santos durou 11 anos e meio e culminou na condenação, por homicídio e ocultação do cadáver de Rodrigo, de dois dos sete PMs envolvidos no seu desaparecimento.
No dia 3 de abril deste ano, o policial Jair de Almeida Bernardo foi sentenciado a 15 anos de prisão. Em 10 de setembro de 2012, Ricardo Veron Guimarães Júnior já havia sido condenado ao mesmo tempo de reclusão. 
Leia mais:

4 milhões de hóstias com dinheiro público!


Jornada da Juventude católica ataca o Estado Laico.

A Jornada mundial da Juventude Católica, evento que reunirá centenas de milhares de jovens no Brasil durante o mês de julho será também a primeira visita do novo Papa ao Brasil. O custo estimado da visita para os cofres públicos será de R$118 milhões, segundo dados divulgados pelo Jornal O Globo. O gasto será dividido entre governos federais, estaduais e municipais. O primeiro desembolsará R$62 milhões.
Entre as descrições dos gastos, no entanto, consta a compra de 4 milhões de hóstias!
A Jornada será para a Igreja o momento de reforçar a ideologia de sua cúpula, que se posiciona favorável  ao ensino religioso nas escolas, é contra o direito ao aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo em que encobre casos de pedofilia e prega a paz enquanto o banco do vaticano financia empresas armamentistas.
Trata-se de um ataque ao Estado Laico, que não deveria investir um centavo em eventos dessa natureza. Religião é assunto privado e não de Estado! Como na Espanha, durante a jornada em 2011, é preciso levantar a palavra de ordem: “Dos meus impostos ao Papa: Zero!”

domingo, 9 de junho de 2013

Estatuto do Nascituro, a maior aberração dos últimos tempos


Óvulo fecundado passaria a ter mais direitos que uma mulher; meninas estupradas não poderiam realizar aborto. No Estatuto do Nascituro, a mulher não passa de um vaso de planta. Projeto é defendido pela bancada evangélica

Leonardo Sakamoto, em seu blog
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprovou, nesta quarta (5), substitutivo ao projeto que cria o Estatuto do Nascituro. Ele prevê o direito ao pagamento de pensão às crianças concebidas por estupro. A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça antes de ir para o plenário. Com isso, são criadas brechas para criminalizar o aborto em casos de estupro – hoje permitido por lei. Na prática, o embrião passa a ter mais direitos que a mulher violentada. O projeto tem sido defendido por deputados da bancada evangélica.
OK, deu. Vamos entregar a questão da saúde pública aos cuidados das igrejas, pronto. Certamente, as igrejas terão a coragem de pôr em prática ações que o Estado não toma. Os problemas sociais serão resolvidos com base no Código de Direito Canônico e, por que não, na reedição da bulaCum ad nihil magis, do Santo Ofício. Por exemplo, lembrar aos médicos que fizerem abortos, mesmo que nos raros casos previstos em lei, que eles estão sob risco de uma eternidade de privações no limbo (já que não se fazem mais fogueiras em praças públicas como antigamente) vai por um ponto final na questão.
Inferno e o limbo não existem. Mas não é todo mundo que sabe disso.
Não há defensora ou defensor do direito ao aborto que ache a interrupção da gravidez uma coisa fácil e divertida de ser feita, equiparada a ir à padaria para comprar uma rosca de torresmo. Também não seriam formadas filas quilométricas na porta do SUS feito um drive thru de fast food de pessoas que foram vítimas de camisinhas estouradas. Também não há pessoa em sã consciência que defenda o aborto como método contraceptivo. Aliás, essa ideia de jerico aparece muito mais entre as justificativas daqueles que se opõem à ampliação dos direitos reprodutivos e sexuais do que entre os que são a favor. A interrupção de uma gravidez é um ato traumático para o corpo e a cabeça da mulher, tomada após uma reflexão sobre uma gravidez indesejada ou de risco. Defender o direito ao aborto não é defender que toda gestação deva ser interrompida. E sim que as mulheres tenham a garantia de atendimento de qualidade e sem preconceito por parte do Estado se fizerem essa opção.
Hoje, o “direito” ao aborto depende de quanto você tem na conta bancária. Afinal de contas, mulher rica vai à clínica, paga R$ 4 mil e pronto. Mulher pobre se vale de objetos pontiagudos ou remedinhos vendidos a torto e direito sem controle e que podem levar a danos permanentes. A discussão não é quando começa a vida, sobre isso dificilmente chegaremos ao um consenso, mas as mulheres que estão morrendo nesse processo. Negar o “direito ao aborto” não vai o diminuir o número de intervenções irregulares, eles vão acontecer legal ou ilegalmente.
Mas aborto é mais do que um problema de saúde pública. Negar a uma mulher o direito a realizá-lo é equivalente a dizer que ela não tem autonomia sobre seu corpo, que não é dona de si. Na minha opinião – e na de vários outros países que reconheceram esse direito, ela tem sim prevalência a ele. É uma vergonha ainda considerarmos que a mulher não deve ter poder de decisão sobre a sua vida, que a sua autodeterminação e seu livre-arbítrio devem passar primeiro pelo crivo do poder público e ou de iluminados guardiões dos celeiros de almas, que decidirão quais os limites dessa liberdade dentro de parâmetros. Parâmetros estipulados historicamente por homens.
É extremamente salutar que todos os credos tenham liberdade de expressão e possam defender este ou aquele ponto de vista. Mas o Estado brasileiro, laico, não pode se basear em argumentos religiosos para tomar decisões de saúde pública ou que não garantam direitos individuais, como poder abortar em caso de estupro. A justificativa de que o embrião tem os mesmos direitos de uma cidadã nascida é, no mínimo, patético.

100 mil acessos!

Registramos, hoje, 09/06/2013, 100 mil acessos ao nosso blog! É um fato muito importante para a mídia independente e para o processo de democratização da comunicação.
A mídia tradicional perde a cada dia que passa a confiança, e não por menos: só repassa uma visão dos fatos, a que interessa ao poder econômico!
Nosso blog desde o início se comprometeu em passar a outra visão: a dos oprimidos! Assim, garimpamos informações em diversas fontes para passar uma visão mais fiel aos acontecimentos e sob uma ótica mais independente possível!
Obrigado a todos que tem acessado e divulgado nosso blog!
A boa informação é uma Questão de Foco!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EUA têm acesso direto aos servidores de Google, Facebook e Apple, dizem jornais

Documento revela a existência de um programa capaz de obter e-mails, fotos, vídeos, bate-papos e arquivos dos clientes dessas empresas


Um documento divulgado nesta quinta-feira 6 pelos jornais The Washington Post e The Guardianrevelou que o governo dos Estados Unidos possui um programa que dá acesso direto aos servidores de algumas das gigantes da internet, como Google, Facebook e Apple. O programa secreto, chamado de PRISM, permite que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) monitore os históricos da web e de internet de usuários e obtenha e-mails, fotos, vídeos, bate-papos, arquivos, conversas de programas como o Skype e detalhes de redes sociais.
A fonte da informação é uma apresentação de PowerPoint de 41 slides que, segundo o Guardian, foi confirmada como autêntica. Ela data de abril de 2013. O documento mostra o funcionamento do PRISM e teria sido usado para treinar pessoal de inteligência para sua utilização. De acordo com oGuardian, a coleta de dados é feita diretamente nos servidores da empresa, e estão sujeitos ao monitoramento “quaisquer clientes das companhias que vivem fora dos Estados Unidos ou norte-americanos cujas comunicações incluem pessoas fora dos Estados Unidos”.
Segundo o documento obtido pelo Guardian, a primeira empresa a fazer parte do PRISM foi a Microsoft, em 2007. Depois, vieram Yahoo (2008); Google, Facebook e PalTalk (2009); YouTube (2010); Skype e AOL (2011); e Apple (2012). O Dropbox, serviço de arquivamento na nuvem, é apontado como o próximo a ser monitorado.
O documento diz que as empresas contribuem para a operação do PRISM, mas todas elas foram contatadas pelo Guardian e negaram a informação. O Google disse não ter uma “porta de trás por meio da qual o governo pode acessar” seus dados e afirmou entregar informações apenas seguindo determinações judiciais. Um executivo de uma das companhias afirmou anonimamente que “se o governo está fazendo isso, é sem nosso conhecimento”.
A apresentação obtida pelo jornal britânico revela que o PRISM é vastamente usado em investigações. A NSA fala sobre um “forte crescimento” no uso do programa e afirma que 77 mil relatórios de inteligência norte-americanos usaram o programa de alguma forma para obter informações. Segundo o WPost, um sétimo dos relatórios teriam informações deste tipo.
A internet é norte-americana Também nesta quinta-feira, o Guardian revelou que a NSA tem monitorado as ligações de milhões de clientes da operadora telefônica Verizon, uma das maiores dos EUA. A autorização teria sido concedida, segundo o jornal, por um tribunal sigiloso, a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa, na sigla em inglês), criada pelo Congresso durante o governo de George W. Bush e renovada pouco antes de Barack Obama assumir o poder.
Na apresentação sobre o PRISM, a NSA afirma, segundo o Guardian, que o programa foi criado para driblar as restrições impostas por mudanças realizadas em dezembro de 2012 na lei que rege a existência do Fisa, o tribunal secreto. O documento salienta que a infraestrutura de quase todas as grandes companhias de internet se encontra nos EUA, o que dá ao país a vantagem de “jogar em casa” . Essa vantagem, afirma o Guardian citando o documento sigiloso, teria sido perdida com as novas restrições da lei. Assim, a NSA teria partido para a opção de obter os dados diretamente dos servidores da empresa, sem precisar de autorização judicial para tanto.

Ativistas e atores de Hollywood lançam campanha em apoio a Bradley Manning

Soldado que revelou dados do exército dos EUA ao Wikileaks tem apoio de Oliver Stone, Tom Morello e Daniel Elsberg


Um grupo de artistas, jornalistas e ativistas iniciou uma campanha na internet em apoio ao soldado norte-americano Bradley Manning, que está sendo julgado por repassar centenas de milhares de documentos diplomáticos dos Estados Unidos ao site Wikileaks. A campanha “Eu sou Bradley Manning” é realizada pelo mesmo grupo que afirma já ter reunido mais de 61 mil assinaturas para candidatar o nome do militar ao Prêmio Nobel da Paz.

Manning começou a ser julgado nesta segunda-feira (03/06) por um tribunal militar no Forte George Meade, estado de Maryland, e pode ser condenado à prisão perpétua.

No vídeo, os participantes perguntam ao espectador o que eles fariam no lugar de Manning e se teriam coragem de revelar ações ilegais, crimes de guerra ou “atos terríveis” de seu próprio país. E, por essa razão, eles afirmam que “qualquer um de nós poderia ser Bradley Manning”.

Entre os rostos mais famosos da campanha, participam do vídeo o diretor de cinema Oliver Stone (Wall Street, Platoon, Ao Sul da Fronteira), a atriz Maggie Gyllenhaal (Adaptação, Donnie Darko), os atores Peter Sarsgaard (Educação), Russel Brand (The Russell Brand Show) e Wallace Shawn (Meu Jantar com André, Manhattan e All That Jazz – O Show Deve Continuar), o músico Moby e o baixista Tom Morello (Rage Against the Machine), além dos líderes do movimento Occupy Wall Street. Também se faz notada a presença do militar progressista norte-americano Dan Choi, ativista pelos direitos da comunidade LGBT.

“É muito difícil para um soldado de baixa patente se voltar contra seus oficiais depois de presenciar um crime de guerra”, lembra Stone.

Também participa o ex-analista militar norte-americano Daniel Elsberg, que causou uma crise no Pentágono em 1971 quando forneceu ao jornal The New York Times uma série de documentos que ficaram conhecidos como “os Papeis do Pentágono”. Tratam-se de documentos secretos do Departamento de Defesa que revelaram detalhes sobre atividades das Forças Armadas norte-americanas durante a Guerra do Vietnã. No vídeo, enquanto todos dizem o nome da campanha, ele é o único com autoridade para dizer “Eu fui Bradley Manning em 1971, quando revelei os Papeis do Pentágono que ajudaram a acabar com a Guerra do Vietnã”. Elsberg é um dos ativistas mais engajados em campanhas para a libertação do soldado.
No site da campanha, o texto de abertura afirma que “Não existe qualquer evidência de que alguém tenha morrido como resultado do vazamento de informações, mas Bradley pode ser condenado à prisão perpétua ou até à morte. A principal acusação contra ele é a de que ‘ajudou o inimigo’, uma ofensa capital. Como público que se beneficiou dessa informação, isso faz de nós inimigos? Que preço os futuros informantes irão pagar?”.

Desenrolar do julgamento

O julgamento de Manning começou na última segunda-feira (04/06) e deve durar três meses. Manning já se declarou culpado por dez das 22 acusações que enfrenta, todas de menor responsabilidade.

Na terça (05/06), Mark Johnson, um investigador forense digital do Exército, afirmou na corte que não encontrou provas no laptop de Manning de que o soldado nutra algum tipo de ódio por seu país ou tenha qualquer material relacionado com terrorismo.

A defesa do soldado defende a tese de que ele é um jovem “ingênuo, porém bem intencionado”, que pretendia apenas revelar ao público norte-americano o custo humano das guerras do Afeganistão e do Iraque.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Sobre a nova ofensiva pela redução da maioridade penal


Nas últimas semanas ressurgiu o debate sobre a redução da maioridade penal após a morte do estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, assassinado por um menor durante um assalto no mês abril, em São Paulo, caso que gerou uma legítima indignação. Victor, mesmo sem reagir, foi assassinado. Poucos dias após cometer o crime, o jovem homicida completou 18 anos e caso condenado cumprirá pena como menor.
Aproveitando o ensejo, o governador de São Paulo, Alckmin (PSDB) e seu colega de partido, José Serra, defenderam alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para ampliar o rigor a infratores com menos de 18 anos, por exemplo, aumentando para até oito anos o período de internação do menor.
Discussão desvia do verdadeiro problema
A defesa da redução da maioridade penal também volta a ser apresentada como solução para o fim da violência no país, o que desvia o foco para longe das causas reais do problema.
O que empurra juventude brasileira para o crime é a falta de acesso à educação, emprego, saúde, moradia, saneamento, esporte e cultura. Não será com penas mais duras e com repressão pesada que se resolverá a questão.
O sistema penitenciário brasileiro não recupera ninguém. Pelo contrário, a cadeia é uma autêntica universidade do crime. Os presídios brasileiros estão superlotados, deteriorados, sem as mínimas condições humanas de funcionamento. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o Brasil tem mais de 527 mil presos e um déficit de mais de 183 mil vagas. A redução da maioridade penal aumentaria ainda mais esse caos.
Longe de ser neutra, a justiça está do lado da burguesia e é mais um instrumento de dominação de uma classe sobre outra. Em abril de 1997, jovens de classe média alta de Brasília, entre eles um menor de 18 anos atearam fogo e mataram o líder indígena Galdino Jesus dos Santos, achavam “que era um mendigo”. À ocasião A burguesia não houve alarde para reduzir a maioridade penal. A redução da idade penal servirá apenas para encarcerar em massa a juventude pobre, em especial os jovens negros!
A questão central é a necessidade de políticas públicas para fechar a porta do crime, aberta pela ausência de perspectivas a está jogada a juventude filha das classes trabalhadoras.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

STF tira do ar dados sobre viagens

O site oficial do Supremo Tribunal Federal retirou do ar as informações referentes aos gastos da corte com passagens aéreas.
A medida foi tomada após a descoberta, pelo jornal O Estado de S.Paulo, de que o Supremo gastou 608 mil reais com viagens das mulheres dos ministros do STF que acompanhavam os maridos entre 2009 e 2012.
Os dados estavam disponibilizados neste link.
De acordo com o Supremo, as informações foram retiradas temporariamente do portal “devido a inconsistências encontradas nos dados anteriormente divulgados”.
Quem conseguiu acessar os dados antes da retirada descobriu que, dos 608 mil reais gastos com as mulheres dos ministros, 437 mil custearam viagens de Guiomar Feitosa de Albuquerque Ferreira Mendes, esposa do ministro Gilmar Mendes.
Entre 2009 e 2011, ela acompanhou o marido 20 vezes ao exterior, com gasto médio de quase 22 mil reais por viagem.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-essencial/#p5

Requião sobre Civita: “Não há mal que sempre dure”

Pelo Twitter, senador pelo PMDB do Paraná escreve que a morte de alguém jamais lhe causaria alegria, mas que a do empresário Roberto Civita, do Grupo Abril, não lhe "traz nenhuma tristeza"

28 de Maio de 2013 às 06:24

Paraná 247 – Enquanto um grande grupo de políticos lamentou, nesta segunda-feira, a morte do empresário Roberto Civita, diretor do Grupo Abril e fundador da revista Veja, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) não demonstrou exatamente o mesmo sentimento.
Segundo ele, a morte de alguém jamais lhe causaria alegria, mas a do Civita não lhe traz "nenhuma tristeza". Em outra publicação, em seu perfil no Twitter, ele escreve: "Não há mal que sempre dure nem Civita que nunca se acabe..."
Confira abaixo a íntegra das frases postadas pelo senador paranaense:
- Não ha mal que sempre dure nem Civita que nunca se acabe...
- Não me alegra ou entristece a morte de um Civita, alegria me traria a aprovação de meu projeto de lei do direito de resposta.
- A morte de alguém jamais me causaria alegria, mas a do Civita não me traz nenhuma tristeza. Simples assim.

http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/103322/Requi%C3%A3o-sobre-Civita-%E2%80%9CN%C3%A3o-h%C3%A1-mal-que-sempre-dure%E2%80%9D.htm

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"QUEM QUER LIBERAÇÃO DA MACONHA É A CLASSE MÉDIA"

Afirmativa é do promotor Henry Wagner, conhecido pela atuação no julgamento do ex-goleiro Bruno Fernandes; para o promotor, o Brasil corre o risco de passar a viver sob o domínio de criminosos, o que chamou de "narcocleptodemocracia"; "Quando falo narcocleptodemocracia, faço referência aos corruptos e traficantes, que querem mandar no país"


Conhecido pela atuação no julgamento do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, acusado pela morte e pelo desaparecimento do corpo da modelo Eilza Samudio, o promotor de justiça Henry Wagner Vasconcelos Castro disse neste sábado que é "veemente contra" a proposta de descriminalização da maconha e de outros tipos de drogas. "Quem quer a liberação da maconha é o intelectual ou o universitário, pessoas da classe média".
Para o promotor, o Brasil corre o risco de passar a viver sob o domínio de criminosos, o que chamou de "narcocleptodemocracia" em palestra sobre o tema 'Impunidade, uma ameaça à paz', na conferência do Rotary Clube Internacional em Montes Claros, na manhã de hoje.
"Quando falo narcocleptodemocracia, faço referência aos corruptos e traficantes, que querem mandar no país", disse Henry Wagner em matéria publicada no site do jornal O Estado de Minas.
O promotor disse ainda que o "abrandamento" das penas é um dos fatores que mais contribuem para a impunidade e para o crescimento da criminalidade no Brasil. "Somos extremamente tolerantes com o crime. Também somos extremamente tolerantes com as poucas respostas aos crimes".
Segundo ele, "o estado está visivelmente falido". Por isso, a própria população precisa se mobilizar para o enfrentamento do problema da criminalidade. "A sociedade precisa ter entendimento de que segurança pública é um direito de todos, mas também um dever de toda coletividade".

Arábia Saudita: país queridinho dos EUA provoca indignação por pena de morte

UE lamenta execuções na Arábia Saudita e pede fim da pena de morte no país

Representante da entidade transferiu sua solidariedade aos parentes dor mortos

A alta representante da UE (União Europeia) para a política externa, Catherine Ashton, lamentou nesta sexta-feira (24/05) as execuções de cinco cidadãos iemenitas na Arábia Saudita por crimes de assassinato e roubo, voltando a defender o fim da pena de morte no país.

A chefe da diplomacia europeia reconheceu a "gravidade" dos crimes e transferiu sua solidariedade aos parentes das vítimas. No entanto, assinalou que a pena de morte "representa uma irreversível perda de vidas humanas", segundo um comunicado.

Catherine acrescentou que "vários estudos" demonstram que a pena de morte não tem efeitos dissuasórios e lembrou que a UE defende uma moratória global da pena de morte como "primeiro passo" de sua abolição universal.

"Peço à Arábia Saudita buscar alternativas para pena de morte", concluiu.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/29060/ue+lamenta+execucoes+na+arabia+saudita+e+pede+fim+da+pena+de+morte+no+pais.shtml

sexta-feira, 24 de maio de 2013

No pior estado para se viver, cerca de 80 mil crianças estão fora das escolas de Maceió

De quase 80 mil crianças em idade para educação infantil, apenas pouco mais de duas mil frequentam escolas públicas em Maceió. 309 professores estão fora das salas de aulas por problemas de saúde.

A secretária de Educação de Maceió, Ana Dayse Dórea, informou nesta sexta-feira (24) que, de 80 mil crianças em idade para educação infantil, somente 2.400 frequentam as escolas públicas de Maceió. Dórea informou ainda que 309 professores da rede municipal estão afastados das salas de aula por problemas de saúde, o que, aliado à carência, acarreta na contratação de mais de 560 profissionais "horistas". 

 “Este ano, saímos de 1.800 para 2.400 matrículas”, disse a secretária, ao ressaltar que não estão inclusos, nesse número, os alunos matriculados em instituições particulares e filantrópicas. “Apesar desse aumento, ainda temos que atingir a meta de colocar essas crianças na escola e fazer com que, até os oito anos de idade, elas saibam ler e escrever”, disse a gestora ao comentar o déficit de professores.

Entre as medidas previstas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para diminuir o índice de evasão escolar está à construção de creches. No Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira (24), foi publicada a súmula do contrato para a edificação de uma creche pré-escola no conjunto Eldorado, situado no bairro do Feitosa.

Ela explica que a prefeitura está fazendo um levantamento das necessidades e planeja a realização de concurso público. “Já estamos trabalhando no sentido de levar essa situação para o prefeito e vamos planejar a realização de concurso público, não para este ano, mas para o próximo. Os horistas são aqueles professores que são da rede, mas são contratados para dar mais horas do que aquilo que consta no seu contrato”, explicou Ana Dayse. 

A obra está orçada em R$ 1,3 milhão e o prazo para a execução é de nove meses a contar a partir da expedição da ordem de serviço. Esta não foi a única creche que teve a súmula publicada no Diário Oficial, esta semana. Outros contratos referentes a obras em vários bairros de Maceió foram divulgados no DOM.

http://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/103064/Cerca-de-80-mil-crian%C3%A7as-est%C3%A3o-fora-das-escolas-de-Macei%C3%B3.htm

quarta-feira, 22 de maio de 2013

As mordomias aéreas que o contribuinte paga sem saber a JB e companheiros de Supremo

O Estadão acaba de trazer parte do pacote.


É uma parte expressiva, mas limitada às viagens. Por ela você pode imaginar o que emergirá quando o pacote de despesas com dinheiro do contribuinte for revelado.
O Supremo gastou 2,2 milhões de reais de recursos públicos no pagamento de passagens aéreas para os ministros da Corte e suas mulheres entre os anos de 2009 e 2012.
Segundo o levantamento do jornal, feito com dados oficiais do STF, o dinheiro foi gasto até  no período de férias no Judiciário, chamado de recesso forense.
O principal nome que surge nas mordomias é, naturalmente, Joaquim Barbosa.
De cara fica o seguinte: faleceu espetacularmente qualquer pretensão presidencial, tal o poder dos fatos.
Observemos as atitudes de Barbosa, segundo o Estadão.
“Ele utilizou passagens aéreas pagas pela Corte em períodos nos quais estava licenciado do tribunal.
Barbosa fez 19 viagens para quatro cidades nos anos de 2009 e 2010 em datas nas quais estava afastado de seus trabalhos na Corte.
O Estado solicitou dados sobre as passagens emitidas para os ministros em janeiro deste ano, com base na Lei de Acesso à Informação. A resposta enviada pela Corte omitiu as viagens de Barbosa, apesar de listar as realizadas por outros magistrados.
Somente neste mês de maio o tribunal publicou na internet dados sobre as passagens usadas pelo ministro.
Barbosa tirou licenças médicas em 2009 e 2010 em razão de problemas de saúde. Ele sofre de dores crônicas na coluna e se submete a diversos tratamentos.
As seguidas licenças de Barbosa mereceram críticas reservadas de colegas à época, a ponto de o então presidente da Corte, Cezar Peluso, cogitar a possibilidade de pedir uma perícia médica.
Essa intenção de Peluso foi uma das razões para o embate entre ambos em declarações à imprensa no fim de 2011.
A lista divulgada pelo Supremo mostra 19 viagens de Barbosa pagas pelo STF em três períodos nos quais estava licenciado. Em agosto de 2009, o ministro foi ao Rio e a Fortaleza. Em dezembro de 2009, foi ao Rio, a Salvador e a Fortaleza. Entre maio e junho de 2010, os deslocamentos pagos pela Corte foram para São Paulo e Rio.
O atual presidente do STF, assim como seus colegas, utilizou-se de passagens pagas pela Corte em períodos de recesso, quando os ministros estão de férias.
De 2009 a 2012, antes de assumir o comando do tribunal, foram registradas 27 viagens feitas por Barbosa durante o recesso tendo como destinos Rio, São Paulo, Fortaleza e Salvador.
Os dados divulgados mostram que o ministro também tem o hábito de usar passagens pagas com recursos públicos para passar finais de semana em sua residência, no Rio.”
Ao ler as mordomias do Supremo, você entende a sofreguidão com que Joaquim Barbosa e Luiz Fux batalharam por uma posição nele.
Os ministros do Supremo vivem numa realidade paralela.
Considere: além das passagens, os ministros recebem verba denominada diária 1 mil reais, quando se trata de viagens internacionais.
Claro que as passagens são de 1.a classe. Veja. O papa viajou de Buenos Aires para o Vaticano de econômica, mas para nossos campeões da justiça sequer a executiva é suficiente.
Não bastasse isso, Barbosa, como presidente do STF, tem a prerrogativa de requisitar aeronaves da FAB em viagens oficiais.
O SFF vem legislando em causa própria.
Uma resolução de 2010, o Estadão revela, permite o pagamento de passagens aéreas – de primeira classe —  a dependentes de ministros em viagens internacionais.
O contribuinte paga a conta quando “a presença do parente é “indispensável” para o evento de que o ministro participará.
Pausa para risadas.
A festa do Supremo com o dinheiro público levanta uma série de questões.
a) Por que administração nenhuma — de FHC a Dilma, para ficar nas mais recentes — verificou o que estava acontecendo e colocou ordem nas mamatas?
b) Por que a mídia demorou tanto a fazer o óbvio? A resposta aqui é relativamente fácil: pelas grotescas relações de camaradagem entre jornalistas e juízes do Supremo. Quantas vezes você viu Merval Pereira abraçado a Gilmar Mendes e Ayres Britto, para ficar num caso simbólico? Você acha que, consolidada a amizade, o jornalista vai investigar qualquer coisa?
Várias vezes o Diário lembrou a grande divisa de um dos maiores editores da história do jornalismo, Joseph Pulitzer: “Jornalista não tem amigo”.
Bem, é evidente que as mordomias não se limitam às viagens.
O Diário espera novos fatos.
E, modéstia à parte, se orgulha de ter contribuído para que se levantasse um tema de enorme interesse público quando a mídia se ocupava de louvar, como escreveu a Veja numa capa que vai para a antologia do mau jornalismo, “o menino pobre que mudou o Brasil”.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mercenário confessa na televisão síria autoria de atos terroristas


Damasco, (Prensa Latina) Mohammed Abdullah Alhaty, integrante dos grupos mercenários que lutam para derrotar o governo sírio, constitui hoje uma nova prova do caráter do componente terrorista que adquirido aqui o atual conflito armado.
Durante uma reportagem divulgada neste domingo pela televisão estatal, Alhaty confessou ter participado de numerosos atentados contra estabelecimentos públicos e moradias, além de colocar explosivos em vários pontos desta capital.
Revelou que no início da crise, em março de 2011, participava de manifestações pacíficas, mas depois decidiu pegar em armas e formar um grupo com o qual atacava pessoas que apoiavam o governo e roubava seu dinheiro e automóveis.
Acrescentou que quando o Exército Árabe Sírio entrou no distrito de Kadam, nesta capital, esconderam as armas e falsificaram os documentos de identidade para evitar serem capturados pelas forças de segurança.
Executei vários ataques, como o assalto à delegacia de Kadam junto com dois grupos armados que se autodenominam Suqur al-Cham e a Brigada de Tawhid, explicou.
Da mesma forma, o extremista detalhou que em algum momento mudou para outro grupo de mercenários chamado Abubaker Al-Sadiq, na região de Swieka, e sua missão era semear artefatos explosivos.
Semeamos numerosas bombas em várias zonas, por exemplo, na Comandância da Polícia e no Palácio de Justiça, detalhou.
Acrescentou por último que o líder de outro grupo chamado Ahrar Swieka distribuía pastilhas estupefacientes antes de saírem para qualquer missão, para evitar que entrassem em pânico e desertassem.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

MORRE VIDELA, O MAIOR GENOCIDA DA AMÉRICA LATINA

"O inferno é pouco", definiu o jornal argentino Página 12, sobre a morte do ditador Jorge Videla; responsável por milhares de assassinatos, pelos quais foi condenado a prisão perpétua, Videla morreu de causas naturais aos 87 anos, na Penitenciária Marcos Paz; ele próprio admitiu a responsabilidade pelas "mortes e desaparecimentos de entre 7 mil e 8 mil pessoas" durante seu governo; "Tenho peso na alma, mas não estou arrependido de nada", declarou

Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC
Buenos Aires - O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla morreu nesta sexta-feira (17), às 6h30, de causas naturais, na Penitenciária Marcos Paz. Ele cumpria pena de prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade.
Videla, que tinha 87 anos, presidiu a Argentina no período de 1976 a 1981. Ele foi o líder do golpe de 24 de março de 1976. Quando a democracia foi restabelecida no país, em 1993, o ex-ditador e outros membros das juntas militares que governaram o país foram processados por crimes contra a humanidade. Videla foi condenado à prisão, mas acabou sendo anistiado no governo Carlos Menen.
Em 2003, Néstor Kirchner assumiu a Presidência da Argentina e revogou as leis de anistia em vigor no país. Com isso, Videla foi novamente processado. Em dezembro de 2010, ele foi condenado à prisão perpétua. A pena, desta vez, teve de ser cumprida em cela comum e não mais em uma prisão militar.
O ex-ditador foi acusado de ser o responsável pelo desaparecimento de pessoas e por roubos de bebês. Essas crianças eram filhos de desaparecidos, e nasceram em cativeiro ou foram sequestradas enquanto estavam com os pais e entregues para adoção, muitas vezes a famílias ligadas ao regime.
Cerca de 30 mil pessoas desapareceram na ditadura argentina, segundo organizações de direitos humanos. Até os últimos dias de vida, Videla defendeu a atuação dos militares na ditadura. Para ele, a "guerra suja" era necessária contra a guerrilha armada. O ex-ditador nunca informou o paradeiro dos corpos dos desaparecidos nem dos bebês sequestrados.
Confira aqui a reportagem sobre a morte de Videla no principal jornal do país, o Clarín.

“Hoje”: filme retrata drama das vítimas da repressão na ditadura


Vera abre a porta do apartamento e uma garrafa de champanhe para comemorar a aquisição do imóvel para o qual está mudando. Assim começa o filme Hoje, de Tata Amaral, que entra em cartaz dia 19 de abril. Em outra cena, Vera rasga, mastiga e engole a página do Diário Oficial da União com o decreto de 1995 onde o governo brasileiro sanciona a lei reconhecendo como mortas pessoas desaparecidas durante o regime militar.
Nas duas cenas as contradições que vive a personagem. O filme se passa em 1998. No dia da mudança, Vera, interpretada por Denise Fraga, exprime os conflitos e dúvidas, as sequelas deixadas pela repressão do regime militar, em particular pela perda de seu companheiro Luiz, interpretado por Cesar Troncoso.
Militantes contra a ditadura, Vera e Luiz foram presos e torturados, Luiz desaparece em 1974. A compra do apartamento é feita com a indenização, após o governo reconhecer Luiz como morto pela ditadura.
Durante o dia da mudança, num diálogo com Luiz que reaparece, Vera exprime seus tormentos: a perda da pessoa amada, a dúvida sobre sua sobrevivência, as condições de sua prisão, a lembrança viva da tortura que ela sofreu e o próprio questionamento sobre a compra do apartamento com a indenização.
Tudo se desenvolve no diálogo com o ex-companheiro, num processo onde, ao remoer o drama passado, ainda presente, Vera vai tecendo o caminho para chegar ao dia de hoje, numa ensolarada avenida São Luiz, no centro de São Paulo. Tata Amaral dirige o filme como quem tece, junto com Vera, a superação de um drama.
O filme é dedicado a Serguei, Luiz Carlos, seu companheiro, morto em 1979, quando ambos eram militantes da Organização Socialista Internacionalista, hoje Corrente O Trabalho.
Tata falou ao nosso jornal: 
“‘Hoje’ fala da necessidade de iluminarmos o passado. Vera – e acredito que a sociedade brasileira – não pode mais seguir em frente sem levantar o que havia escondido debaixo do tapete. A verdade é revolucionária! A história de amor de Vera e Luiz vem à luz neste momento, quando todos estamos diante dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade. Fiat lux”.

Grávida terá estabilidade durante o aviso prévio

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira, 17, a lei que garante estabilidade no emprego à trabalhadora que tiver a gravidez confirmada durante o período de aviso prévio.

A lei acrescenta o artigo 391-A à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para dispor que "a confirmação do estado de gravidez advindo no curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória prevista na alínea b do inciso II do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias."
Esse trecho do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias proíbe a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. A Lei 12.812 está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 17.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ALAGOAS LIDERA RANKING DE TRABALHO ESCRAVO NO NE

Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com 141 resgates, Alagoas aparece no topo do ranking no Nordeste e o oitavo na lista nacional. O Pará, com 563 casos, encabeça a relação. Apesar de ter uma população com pouco mais de 60 mil habitantes, a cidade de Penedo, interior de Alagoas, aparece como a terceira com maior número de trabalhadores resgatados em 2012. Foram 110 pessoas que estavam sendo escravizadas pelo setor da Construção Civil. O município alagoano aparece na frente de São Paulo (95 casos). A cidade paraense de Marabá é a primeira no ranking com 150 casos, na área siderúrgica.


Alagoas247 - Um balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta segunda-feira (13), revelou que, em 2012, 141 trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão foram libertados em Alagoas. A quantidade de pessoas libertas no Estado foi à maior de todo o Nordeste.

Segundo os dados divulgados pelo MTE, 37,5% de todos os resgatados realizados na região eram mantidos em condições análogas à escravidão em ambientes de trabalho localizados em Alagoas. Ao todo, duas operações foram feitas no Estado.

A terceira maior operação realizada em todo Brasil aconteceu no município de Penedo, quando 110 pessoas que trabalhavam em um empreendimento no setor da construção civil foram resgatadas por equipes do MTE.
Em nível nacional, houve um aumento de 14,37% em relação a 2011, no número de trabalhadores libertos. Em 2012, 2.849 pessoas foram resgatadas em todo o Brasil.

O MTE atribui o aumento de número de resgatados ao fato de as ações fiscais terem sido realizadas em regiões até então não inspecionadas com habitualidade. Além disso, o Ministério explicou que ocorreu um aprimoramento da triagem das denúncias e do planejamento das ações.

A região onde houve a maior quantidade de pessoas libertadas foi a região Norte (1.100), seguida pelas regiões Sudeste (496), Nordeste (376), Sul (367) e Centro-Oeste (333).

Já a maior operação ocorreu no município de Marabá, no Pará, onde 150 trabalhadores de uma siderúrgica foram resgatados. Já na cidade de Perobal, no Paraná, 125 pessoas do setor sucroalcooleiro foram libertadas. Esta foi a segunda maior fiscalização realizada pelo MTE em todo o Brasil.

"Rebeldes" sírios cometem crime contra a humanidade



O vídeo mostrando o rebelde Abu Sakkar comendo o que parece ser um pedaço do coração de um soldado foi postado no último domingo e é um dos mais chocantes já divulgados em mais de dois anos de guerra na Síria

Um vídeo que parece mostrar um rebelde sírio comendo um pedaço do coração de um soldado morto foi duramente criticado.
O grupo americano de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch identificou o rebelde como Abu Sakkar, um conhecido insurgente da cidade de Homs. De acordo com a organização, o ato de Sakkar constitui um crime de guerra.
“Juro por Deus que vou comer seus corações e seus fígados, soldados de Bashar, o cão”, afirma o homem no vídeo junto ao corpo do soldado, se referindo ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

Líder rebelde

O Human Rights Watch (HRW) diz que Abu Sakkar é o líder do grupo chamado Brigada Independente Omar al-Farouq.
“A mutilação de corpos de inimigos é um crime de guerra. Mas, uma questão ainda mais séria, é o agravamento da retórica sectária e da violência (na Síria)”, disse Peter Bouckaert, da HRW, à agência de notícias Reuters.
Segundo o grupo, não importa qual dos lados na Síria esteja envolvido em crimes de guerra, todos precisam saber que não existe impunidade e que serão levados à Justiça.
O HRW diz que Abu Sakkar já tinha sido filmado disparando foguetes contra áreas xiitas do Líbano e posando ao lado de corpos de combatentes do grupo militante libanês Hezbollah – que estão ajudando forças do governo sírio.
O vídeo mostrando Sakkar comendo o que parece ser um pedaço do coração de um soldado foi postado no domingo e é, segundo o correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir, um dos mais chocantes já divulgados em mais de dois anos de guerra na Síria.
A ONU diz que 70 mil pessoas foram mortas desde o início da rebelião contra o governo de Bashar al-Assad em março de 2011.
Muitos sírios já fugiram do país e mais de um milhão de pessoas foram registradas como refugiados, segundo a ONU. Destes, pelo menos 300 mil estariam na Turquia.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/video-de-rebelde-sirio-comendo-coracao-de-soldad.html

sábado, 11 de maio de 2013

JORNAL O GLOBO PEDE DESEMPREGO EM EDITORIAL

Jornal comandado por João Roberto Marinho diz que a inflação persiste, que o governo deve fazer escolhas e que manter o mercado de trabalho aquecido é uma "tentação" a ser evitada


247 - O Globo quer desemprego. E explicitou seu desejo em editorial publicado nesta sexta-feira, em que comenta a "persistência da inflação". Leia abaixo:
A persistência da inflação
Na visão otimista de Brasília, a inflação, depois de ultrapassar o limite superior da meta (6,5%), com 6,59%, recuará. De fato, mas o 0,55% do IPCA de abril veio acima das previsões, subiu em relação a março (0,47%) e, assim, o índice em 12 meses recuou menos que o esperado, estacionando na fronteira dos 6,49%. O centro da meta, de 4,5%, continua distante, e as melhores expectativas apontam para um índice pouco acima de 5% este ano, ainda alto.
O Banco Central saiu da letargia na última reunião do Copom, elevou os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto, para 7,5%, por não desconhecer como a persistência de uma inflação elevada, numa economia ainda bastante indexada, pode deteriorar as expectativas e manter os preços sob pressão.
O momento é cada vez mais de escolhas do governo. É evidente a tentação de manter o mercado de trabalho aquecido com vistas às eleições do ano que vem. Porém, num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários acima da produtividade deprime a indústria — o setor deu sinais de vida em março, porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, continua com números negativos (retração de 3,3%). Faz com que "vaze" demanda para as importações, ajudando a desequilibrar a balança comercial. E, por paradoxal que seja, isto contribui para mais um "pibinho".
Além de tudo, impulsiona a inflação nos serviços. Em abril, este item do IPCA subiu 0,54%, mais que a média. Em bases anualizadas, a alta é de 8,13%. Com os salários em ascensão, e sem que haja concorrência externa — não se importam manicures, oficinas etc —, os serviços ostentam razoável fôlego para se tornar mais caros.
Pelo menos até agora, a aposta oficial na redução da pressão vinda dos alimentos ainda não se confirma na dimensão esperada. Há retrações, mas o encarecimento de vários produtos funciona como um anteparo às quedas. Só em abril, por exemplo, a batata inglesa deu um salto de 60,4%.
No saldo final deste surto de inflação são punidas as famílias mais pobres, clássicas vítimas da carestia na alimentação. Aquelas, por ironia, com as quais o governo conta para a reeleição de Dilma.
Diretores do BC têm procurado reafirmar o compromisso da instituição com a defesa do poder aquisitivo da moeda — é o que se espera de um banco central. Justifica-se, porém, o mantra devido ao déficit de credibilidade na autonomia da instituição. A próxima reunião do Copom, na última semana do mês, será novo teste para o BC.
Fica claro que se trata de uma falácia o argumento de que a inflação brasileira foi impulsionada pela quebra de safras americanas e em outras regiões do mundo. Afinal, este impacto inflacionário não se observou nos demais países. As causas são mais internas que externas.

Comentário do blogueiro: Haja cinismo! Nada no Brasil é concessão, os poucos avanços são frutos da luta da classe trabalhadora. Mas, para a mídia dominante, capacha dos banqueiros e especuladores, o Brasil, não pode ter "O mercado de trabalho aquecido... num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários"

Grécia e Portugal batem novos recordes de desemprego

Principais atingidos são os jovens; em Portugal, situação piora entre os que estão há mais de um ano desocupados

Dois dos países mais afetados pela crise das dívidas soberanas na União Europeia apresentaram mais uma vez, recordes históricos e negativos em suas taxas de desemprego. Em Portugal, o índice geral alcançou 17,7% no mês de março, o que significa 952,2 mil pessoas sem trabalho, segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística). Na Grécia, com dados de fevereiro fornecidos pela Elstat, esse número chegou a 27% da população ativa, afetando 64,2% dos jovens no país.

Entre os portugueses, mais 29 mil ficaram desempregados nos três primeiros meses de 2013, uma piora de 3,1% na comparação com dezembro de 2012. A diferença em relação a março do ano passado sobe para 16,2%. A projeção do Ministério das Finanças é a de que a taxa de desemprego chegue a 19% no final do ano.

Esse levantamento não inclui pessoas desempregadas que declararam não ter procurado vagas nos últimos 30 dias. Se fossem consideradas, o país já teria atingido a marca de um milhão de pessoas sem trabalho.

O número é ainda mais alarmante quando se considera a taxa de desemprego de longa duração (que inclui pessoas desempregadas há mais de um ano e que não tem direito a seguro desemprego). Nos últimos três meses, ela registrou um crescimento de 0,9 ponto percentual, atingindo já 10,4% da população ativa ou 560 mil pessoas. É a primeira vez que a barreira dos 10% foi ultrapassada neste indicador.

A tendência de aumento do desemprego entre os jovens também se manteve no primeiro trimestre de 2013, passando de 40% para 42,1%. Há um ano, este valor estava em 36,2%. Portugal se aproxima da barreira dos 50% neste indicador, que já foi ultrapassada por Espanha e Grécia.

Mais da metade das pessoas desempregadas (69,8 mil) entre março do ano passado e março deste ano têm, no máximo, o equivalente ao ensino fundamental completo no Brasil. Mais de 30 mil cursaram até o ensino secundário (médio) e 32,3 mil pessoas entre os novos desempregados têm curso superior.

Portugal ocupa a terceira pior posição na Europa em percentual e volume de pessoas desempregadas – atrás apenas dos gregos e espanhóis.

Pior resultado

Na Grécia, o desemprego de fevereiro representa um aumento de pouco mais de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foi de 21,9%.

Entre os menores de 25 anos, o novo número representa um recorde histórico: cinco pontos percentuais acima da taxa de desemprego de janeiro (59,3%) e dez acima da de fevereiro de 2012 (54,1%). Na faixa de idade de 25 a 34 anos o desemprego chega a 36,2%.

O Ministério do Trabalho da Grécia informou ontem que o número de novos contratos superou em quase 30 o de postos de trabalho perdidos em abril. No entanto, o principal partido da oposição, o esquerdista Syriza, acusou o Ministério de maquiar as estatísticas, uma vez que computaria como novos contratos os que se renovam aos empregados temporários.

Cerca de 450 mil famílias em todo o país estão com todos os membros desempregados.

(*) com informações das agência Efe, Agência Brasil e o jornal Público

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28794/grecia+e+portugal+batem+novos+recordes+de+desemprego.shtml