segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Internet tem efeito similar ao de drogas ou álcool no cérebro, diz pesquisa
Viciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso, de acordo com uma pesquisa chinesa.
Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não-viciadas.
A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.
"Os resultados também indicam que o vício em internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso", disse o líder do estudo Hao Lei, da Academia de Ciências da China.
Computadores
A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas mal-sucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da internet?"
Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.
"Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência", disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres.
O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.
"Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de internet."
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/internet-tem-efeito-similar-ao-de-drogas-ou-alcool-no-cerebro-diz-pesquisa.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Ex-diretor do Mossad diz que existe uma ‘guerra secreta’
Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU, o governo disse que tem evidências de que “quartéis estrangeiros” estiveram por trás do assassinato do cientista, ocorrido na quarta-feira.
Vice-diretor da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, ele morreu quando dois homens numa motocicleta passaram por seu carro e jogaram uma bomba no veículo.
Para piorar, Ilan Mizrahi, ex-diretor do Conselho Nacional de Segurança de Israel e ex-subdiretor do Mossad, sugeriu que os serviços secretos do país podem estar implicados no atentado.
Mizrahi disse que o assassinato faz parte de uma “guerra secreta em que ninguém atua sozinho”. Ele diz que seria “algo intermediário entre a guerra e a diplomacia, que pode desembocar em guerra aberta”.
O ex-diretor declarou que a “guerra secreta” entre Irã e países como Israel, Estados Unidos e Arábia Saudita ocorre desde a revolução de 1979 e que alguns dos acontecimentos relacionados ao conflito seguem ocultos.
http://blogs.estadao.com.br/jt-radar/ex-diretor-do-mossad-diz-que-existe-uma-guerra-secreta/
Oi pede à Anatel anulação das metas de qualidade para banda larga e outros serviços
Dentre as metas de qualidade estabelecidas, o pedido requer a anulação das metas de velocidade mínima e média de banda larga, da instalação do serviço em até 10 dias úteis, da exigência da entrega de mensagens de SMS em até 60 segundos e diversas outras.
Como justificativa do pedido, a Oi baseia seu argumento no fato de que no exterior não existem metas de qualidade para serviços do tipo, visto que eles estão mudando constantemente e tem a necessidade de se expandir. Além disso a operadora também relata que as metas de qualidade para banda larga móvel foram estabelecidas com base nas mesmas metas para banda larga fixa, sendo que são serviços essencialmente diferentes.
A anulação das metas, por afetar terceiros, está então passando por uma consulta pública a partir de ontem. Para ser aprovada, ela ainda precisa passar pelo conselho da Anatel, mas a população pode se manifestar a favor ou contra a mudança enviando um email para o endereço spv@anatel.gov.br.
http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/01/oi-pede-anatel-anulacao-das-metas-de-qualidade-para-banda-larga-e-outros-servicos.html
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
É hora de devolver o território a Cuba
Jonathan M. Hansen, do The New York Times - O Estado de S.Paulo
Nos dez anos desde que o campo de detenção na base naval americana de Guantánamo foi aberto, o debate angustiante sobre se a instalação devia ser fechada - ou tornar-se permanente - obscureceu uma falha mais profunda que remonta a mais de um século e envolve todos os americanos: a saber, nossa própria ocupação contínua de Guantánamo. Já é mais do que tempo de devolver esse enclave imperialista a Cuba.
Desde o momento em que o governo dos Estados Unidos obrigou Cuba a nos arrendar a base naval na Baía de Guantánamo, em junho de 1901, a presença americana ali tem sido mais do que um espinho no flanco de Cuba.
Ela serviu para lembrar ao mundo a longa história de militarismo intervencionista dos Estados Unidos. Poucos gestos teriam um efeito tão salutar sobre o estúpido impasse nas relações americano-cubanas quanto a devolução desse cobiçado pedaço de terra cubano.
As circunstâncias pelas quais os Estados Unidos vieram a ocupar Guantánamo são tão problemáticas quanto sua última década de atividade nessa parte da ilha. Em abril de 1898, as forças americanas intervieram na luta pela independência de Cuba, que já durava três anos e estava praticamente ganha. Isso transformou a Guerra de Independência cubana no que os americanos ainda costumam chamar de Guerra Hispano-americana.
Em seguida, as autoridades americanas excluíram o Exército cubano do armistício e negaram a Cuba um assento na conferência de paz em Paris.
"Existe um rancor e uma mágoa naturais tão grandes em toda ilha, que as pessoas não conseguiram realmente comemorar o triunfo do fim do poder de seus antigos governantes", observou o general cubano Máximo Gómez em janeiro de 1899, depois que o tratado de paz foi assinado.
Curiosamente, a declaração de guerra dos Estados Unidos à Espanha incluiu a garantia de que os americanos não buscavam "soberania, jurisdição ou controle" sobre Cuba e pretendiam "deixar o governo e o controle da ilha a seu povo".
No entanto, após a guerra imperativos estratégicos tomaram precedência sobre a independência cubana. Os Estados Unidos queriam o domínio sobre Cuba e bases navais das quais pudessem exercê-lo.
Entra o general Leonard Wood, a quem o presidente William McKinley havia nomeado governador militar de Cuba, sustentando provisões que se tornaram conhecidas como a Emenda Platt. Duas eram particularmente odiosas: uma delas garantia aos Estados Unidos o direito de intervir à vontade nos assuntos cubanos; a outra dispunha sobre a venda ou arrendamento de bases navais.
Juan Gualberto Gómez, um destacado delegado à convenção constitucional cubana, disse que a emenda faria dos cubanos "um povo vassalo". Prenunciando a Crise dos Mísseis de Cuba, ele advertiu que bases estrangeiras em solo cubano só arrastariam Cuba "para conflitos não produzidos por nós e nos quais não temos nenhuma participação".
Tratava-se, entretanto, de uma oferta que Cuba não poderia recusar, como Wood informou aos delegados. A alternativa à emenda era a ocupação contínua. Os cubanos entenderam o recado.
"Existe, é claro, pouca ou nenhuma independência real deixada a Cuba pela Emenda Platt", observou Wood ao sucessor de McKinley, Theodore Roosevelt, em outubro de 1901, pouco depois de a Emenda Platt ser incorporada à Constituição cubana. "Os cubanos mais sensatos percebem isso e sentem que a única coisa consistente agora é buscar a anexação."
Com a Emenda Platt em vigor, entretanto, quem precisava de anexação? Nas duas décadas seguintes, os Estados Unidos repetidamente despacharam fuzileiros navais com base em Guantánamo para proteger seus interesses em Cuba e bloquear uma redistribuição das terras.
Entre 1900 e 1920, cerca de 44 mil americanos rumaram para Cuba, aumentando o investimento de capital na ilha de US$ 80 milhões para pouco mais de US$ 1 bilhão e levando um jornalista a observar que "pouco a pouco, a ilha toda está passando para as mãos de cidadãos americanos".
Como isso era visto da perspectiva de Cuba? Bem, imaginem que, ao fim da Revolução Americana, os franceses tivessem decidido permanecer por aqui. Imaginem que os franceses tivessem se recusado a permitir que Washington e seu Exército comparecessem ao armistício em Yorktown. Imaginem que eles tivessem negado ao Congresso Continental um assento no Tratado de Paris, proibido a expropriação de propriedades, ocupado o Porto de Nova York, despachado tropas para esmagar a rebelião de Shay e depois imigrado para as colônias aos montes, apoderando-se das terras mais valiosas.
Esse é o contexto em que os Estados Unidos vieram a ocupar Guantánamo. Essa é uma história excluída dos livros didáticos americanos e negligenciada nos debates sobre terrorismo, direito internacional e o alcance do poder Executivo. Mas é uma história conhecida em Cuba (onde motivou a revolução de 1959) e em toda a América Latina. Ela explica por que Guantánamo continua sendo um símbolo flagrante de hipocrisia mundo afora. Nem é preciso falar da última década.
Se o presidente Barack Obama quisesse reconhecer essa história e iniciar o processo de devolução de Guantánamo a Cuba, ele poderia deixar os erros dos últimos dez anos para trás, sem falar de cumprir uma promessa de campanha.
Dada a intransigência do Congresso americano, não poderia haver melhor maneira de fechar o campo de detenção do que entregar o restante da base naval com ele. Isso retificaria uma agravo antigo e assentaria as bases de novas relações com Cuba e outros países do Hemisfério Ocidental e em todo o globo. Por fim, enviaria uma mensagem inconfundível de que integridade, autocrítica e franqueza não são evidências de fraqueza, mas atributos indispensáveis de liderança num mundo em constante transformação.
Certamente, não deve haver maneira mais adequada de observar o lamentável 10.º aniversário da criação do centro de detenção, ontem, do que defender os princípios que Guantánamo solapou por mais de um século. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,e-hora-de-devolver-o-territorio-a-cuba,821705,0.htm
Vídeo de americanos urinando sobre cadáveres é barbárie, dizem talibãs
Movimento denunciou 'centenas de atos semelhantes', não divulgados.
Do G1, com agências internacionais
Os talibãs denunciaram nesta quinta-feira (12) como um "ato de barbárie" um vídeo no qual quatro soldados com uniformes americanos urinam sobre três cadáveres apresentados como insurgentes talibãs.
"Nos últimos 10 anos, aconteceram centenas de atos similares que não foram revelados", afirmou à France Presse Zabihullah Mujahed, porta-voz dos talibãs, que lutam há 10 anos contra o governo do Afeganistão e seus aliados da força da Otan, dirigida pelos Estados Unidos.
Na quarta-feira, o corpo de infantaria da Marinha dos Estados Unidos anunciou ter iniciado uma investigação sobre o vídeo amador divulgado na internet e, ao que parece, filmado durante uma operação no Afeganistão.
Nas imagens (veja uma cópia na internet) aparecem quatro homens com uniformes militares americanos que urinam sobre três cadáveres ensanguentados, conscientes de que outra pessoa está filmando.
Também é possível ouvir um deles dizendo "tenha um bom-dia companheiro" para o corpo sobre o qual urina.
Este tipo de comportamento é punido pelo código de justiça militar, afirmou uma fonte militar em Washington. Uma investigação foi aberta.
De acordo com a mesma fonte, o tipo de capacete e a arma de um dos homens parecem indicar, caso a autenticidade do vídeo seja confirmada, que se trata de um grupo de franco-atiradores.
As imagens do que parece ser um ato isolado podem fazer o mundo muçulmano recordar do escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares americanos deram a volta ao mundo.
Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.
Nos últimos anos, vários casos similares de suposta profanação por soldados (boatos de exemplares do Alcorão jogados no vaso sanitário, por exemplo) ou por jornais ocidentais (caricaturas de Maomé) provocaram revolta no Afeganistão e manifestações violentas que provocaram mortes.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/video-de-americanos-urinando-sobre-corpos-e-barbarie-denunciam-talibas.html
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Bomba mata cientista nuclear iraniano; Irã culpa Israel
TEERÃ, 11 JAN - Um cientista nuclear iraniano foi morto pela explosão de uma bomba instalada em seu carro nesta quarta-feira, em um ataque que o vice-governador de Teerã disse ter sido cometido por Israel. O atentado aumentou a tensão entre o Irã e países ocidentais relacionada ao programa nuclear iraniano.
O ataque, que uma autoridade municipal disse ter sido semelhante a ataques ocorridos um ano atrás contra cientistas nucleares no Irã, ocorreu no momento em que os Estados Unidos tentam persuadir a China a ajudar nos esforços para aumentar as sanções contra o Irã.
"A bomba era de tipo magnética e semelhante àquelas usadas anteriormente para assassinar cientistas, e isso é obra dos sionistas (israelenses)", disse o vice-governador de Teerã, Safarali Baratloo, segundo a agência semioficial de notícias Fars.
De acordo com a Fars, a vítima era um "cientista nuclear" que "supervisionava um departamento na Unidade de Enriquecimento de Urânio da (Usina) de Natanz".
As sanções norte-americanas contra o Irã já começaram a surtir efeito. O rial, a moeda iraniana, perdeu 20 por cento de seu valor em relação ao dólar na última semana, e a República Islâmica ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde é transportado 40 por cento petróleo comercializado no mundo.
http://br.noticias.yahoo.com/bomba-mata-cientista-nuclear-iraniano-ir%C3%A3-culpa-israel-101828365.html
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Mumia Abu-Jamal não será executado! Agora, é preciso lutar por sua liberdade!
Este é um primeiro recuo, depois de 30 anos de uma luta política e jurídica. O caso de Mumia Abu-Jamal é um dos mais conhecidos do mundo.
Mumia foi preso e julgado acusado pelo assassinato de um policial branco em dezembro de 1981. Foi condenado em um processo claramente injusto, racista e fraudado, com desaparecimento de provas e uma confissão assinada por Mumia enquanto ele estava em coma, hospitalizado. Testemunhas que foram manipuladas e chantageadas mais tarde se retrataram.
Um militante preso
A verdadeira causa da prisão foram suas posições de defesa dos oprimidos. Abu-Jamal desenvolvia um trabalho na rádio pública da Filadélfia com o Programa “A voz dos sem voz”, que denunciava o tratamento dado a trabalhadores negros e imigrantes pela polícia da Filadélfia.
Com posições firmes pela defesa do povo trabalhador e negro dos EUA, Mumia ficou conhecido mundialmente pela campanha promovida pelo movimento operário e democrático exigindo sua liberdade. A Juventude Revolução foi uma das organizações que se engajou neste movimento internacional. Em 2000, fizemos a jornada internacional "Salvar a vida de Mumia Abu-Jamal".
Agora, a luta é pela sua liberdade!
A retirada da pena de morte para Mumia é uma primeira e importante conquista, mas ainda não é suficiente, já que se mantém a pena de prisão perpétua. A campanha em defesa de Abu-Jamal só deve cessar quando ele estiver livre!
É a luta para levar Mumia Abu-Jamal para sua casa, para tirá-lo da prisão. Agora o grito dos trabalhadores e militantes democráticos do mundo todo é liberdade para Mumia Abu-Jamal!
Alexandre Linares, participou da JR de 1995 a 2009 e hoje é militante do PT
Priscilla Chandretti, miliitante da JR-IRJ em Juiz de Fora (MG)
http://www.juventuderevolucao.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1066
domingo, 8 de janeiro de 2012
Senado uruguaio aprova legalização do aborto
A nova regra, se entrar em vigor, substitui a lei de 1938 que pune mulheres pela prática de interrupção da gravidez com até 9 meses de prisão. Pelo projeto, hospitais que integram a rede pública serão obrigados a fazer o procedimento quando solicitados.
O governo comemorou a aprovação do projeto no Senado afirmando tratar-se de uma clara separação do Estado e conceitos religiosos. O governo estima que por ano são feitos 30 mil abortos clandestinos no país, número considerado bem abaixo da realidade. Na Justiça, até 40 mil mulheres são sentenciadas devido à prática.
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2357-senado-uruguaio-aprova-legalizacao-do-aborto
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Irã levará à ONU queixa contra os EUA por 'terrorismo'
Agência Estado
TEERÃ - O chefe das negociações nucleares do Irã disse nesta sexta-feira, 4, que o país deve levar queixas contra os Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) por supostas "operações terroristas", incluindo assassinatos de alguns de seus cientistas nucleares.
Em discurso feito durante um evento que marca o aniversário do cerco à embaixada americana em 1979, Saeed Jalili afirmou que os iranianos levarão "documentos de planos terroristas dos Estados Unidos contra o Irã" à ONU ainda nesta sexta. Várias físicos nucleares iranianos morreram nos últimos anos e Teerã culpa Israel e os americanos pelos assassinatos.
Jalili afirmou que, por meio do terrorismo, os Estados Unidos "atacaram a infraestrutura de muitos países em todo o mundo". Ele ainda repetiu o discurso do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, de que os documentos "provarão o envolvimento dos americanos nesses atos terroristas" e declarou que pedirá à ONU que tome providências.
Teerã já enfrenta atritos similares com Washington, acirrados depois de os americanos anunciarem a descoberta de um plano de dois iranianos para assassinar o embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos e para incendiar missões diplomáticas no país. O Irã negou as acusações e as considerou "invenções" das autoridades americanas.
Manifestação
Milhares de iranianos foram às ruas celebrar os 32 anos do cerco à embaixada americana em Teerã, após a Revolução Islâmica de 1979. A tomada durou 444 dias e, inicialmente, 66 americanos foram mantidos reféns na missão diplomática.
Segundo Jalili, a "árvore da Revolução Islâmica cresceu forte em todo o mundo" e, por isso, serviu de exemplo para o que chamou de "despertar islâmico" que ocorre na região, do qual o Irã considera-se o predecessor.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-levara-a-onu-queixa-contra-os-eua-por-terrorismo,794502,0.htm
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A NOVA GUERRA AMERICANA
EUA: NOVA DOUTRINA DE SEGURANÇA REFORÇA ATENTADOS, SABOTAGENS E ROBÔS
Orçamento norte-americano de defesa poderá ter cortes de US$ 500 bi em uma década, mas Barack Obama garante que atuação militar do império continuará eficaz. A nova estratégia de segurança nacional, anunciada nesta 5ª feira pelo democrata, pressupõe redução numérica de tropas, compensada pela expansão de forças especiais, ágeis, secretas, treinadas para ataques pontuais fulminantes, como a operação que resultou no assassinato de Bin Laden. Sobretudo, porém, a "doutrina Obama" apoia-se fortemente em recursos tecnológicos. Inaugura-se uma nova era de atentados e sabotagens, baseados em cepas renovadas de vírus, ataques no ciberespaço, espionagem, uso de robôs e veículos não tripulados. Obama não o diria, naturalmente, mas é forçoso arguir: o arsenal inclui também a eliminação de 'lideranças indesejáveis' através de operações 'tecnológicas' que minam a saúde do adversário? O Irã, alvo de sucessivos assassinatos de cientistas ligados ao programa nuclear do país (vide acima), avulta como o laboratório de teste da nova guerra”.
(Carta Maior; 6ª feira; 06/01/ 2012)
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Sarkozy envolvido em suposto desvio de fundos
Mafalda Ganhão (www.expresso.pt)
Segundo o jornal "Libération", Nicolas Sarkozy esteve envolvido num suposto desvio de fundos relacionado com o pagamento de comissões ilegais ao Paquistão na venda de submarinos franceses.
Os factos remontam ao período em que Sarkozy era ministro do Orçamento, em 1994. Na sua edição de segunda-feira, o jornal faz eco de novas revelações que dão conta de que o Presidente francês estava ao corrente do esquema.
A notícia cita a declaração feita ao juiz por um alto funcionário do Ministério da Defesa, Gérard Philippe Menayas, que considerou ser claro que o Ministério do Orçamento "teve necessariamente de dar o seu aval".
Implicações políticas
A investigação pretende esclarecer se a França pagou comissões ilegais ao Paquistão para assinar a venda de submarinos em 1994. Visa ainda avaliar a eventual ligação da interrupção do pagamento ao atentado organizado pelos serviços secretos paquistaneses contra engenheiros militares franceses, em 2002, em Karachi. Onze pessoas morreram.
O caso tem também implicações políticas, já que algumas testemunhas garantem que parte das comissões pagas ao Paquistão terão regressado a França, para financiar a campanha das eleições presidenciais de 1995 do ex-primeiro-ministro Edouard Balladur, que tinha Nicolas Sarkozy como porta-voz.
Embora em setembro, quando foram divulgadas acusações contra dois antigos colaboradores de Nicolas Sarkozy supostamente envolvidos no esquema de desvio, a Presidência da República as tenha classificado como "caluniosas" contra o chefe de Estado, desta vez não houve ainda reação às novas acusações, que surgem no momento em que se aguarda o anúncio oficial do Presidente francês confirmando a sua candidatura à reeleição nas eleições deste ano.
http://aeiou.expresso.pt/sarkozy-envolvido-em-suposto-desvio-de-fundos=f697599
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Historiador questiona crença na origem única do povo judeu
Em "A Invenção do Povo Judeu", Shlomo Sand afirma que, por força do tabu, nem mesmo cientistas israelenses questionam a eventual origem única dos judeus. Contudo, o historiador argumenta que a ideia é um equívoco.
Publicado no Brasil pela Benvirá, selo da editora Saraiva, o volume combate mitos e crenças religiosas, além da posição política de Israel. O título causou polêmica em todos os países em que foi publicado.
Shlomo, professor de história da Universidade de Tel Aviv, viveu os primeiros anos de vida em um campo de refugiados na Alemanha e foi soldado na Guerra dos Seis Dias (1967). Tornou-se militante e é favorável à consolidação de um Estado judaico-palestino.
O livro ficou 19 semanas na lista dos mais vendidos em Israel e recebeu o Prix Aujourd'hui. Leia um trecho do exemplar.
A marionete "científica" e o corcunda racista
Depois de Segunda Guerra, havia se tornado difícil usar termos como "raça" ou "sangue". Desde a publicação em 1950 da célebre declaração sob a égide da Unesco, de cientistas eminentes que desaprovavam completamente o vinculo entre cultura nacional e biologia e afirmavam que a ideia de raça se refere mais a um mito social que a um fato científico, os pesquisadores passaram a se abster de usara esses termos. Essa recusa geral e consensual não teve efeito nos cientistas israelenses, nem questionou a profunda crença sionista na origem única do povo errante. Embora "raça judaica" tenha desaparecido da retórica universitária comum, uma nova área científica surgiu sob o respeitável nome de "pesquisa sobre a origem das comunidades judaicas". No jargão jornalístico popular, foi simplesmente nomeada como "a pesquisa do gene judeu".
O Estado de Israel, que começou a agrupar uma parte das populações originárias das comunidades judaicas de toda a Europa, depois parte de inúmeros judeus do mundo muçulmano, se viu confrontado em seus primeiros anos com o problema urgente da cristalização de uma nação e de um povo novo. [...] Da Bíblia ao Palmach (unidade de combate do exército da população judaica da Palestina mandatária), a história "orgânica" do "povo judeu" foi difundida e ensinada em todos os níveis do sistema educacional do Estado. A pedagogia sionista moldou gerações de alunos que acreditaram ingenuamente na especificidade de sua "etnia" nacional. No entanto, na era do positivismo científico, a ideologia nacional tinha necessidade de um novo apoio, mais legítimo que aquele dado pelos recursos evanescentes das ciências humanas: os laboratórios de biologia foram então chamados ao socorro, mas responderam a princípio de maneira relativamente reservada.
Em um doutorado realizado na universidade de Tel-Aviv, Nurit Kirsh analisou os primórdios da pesquisa genética em Israel. Suas conclusões são categóricas: a genética, como a arqueologia nos anos 1950 em Israel, era uma ciência enviesada inteiramente dependente de uma concepção histórica nacional que se esforçava para encontrar uma homogeneidade biológica entre judeus ao redor do mundo. Os geneticistas haviam interiorizado o mito sionista e, por um processo semiconsciente, procuravam adaptar-lhe os resultados de suas pesquisas.
*
"A Invenção do Povo "
Autor: Shlomo Sand
Editora: Benvirá
Páginas: 576
Quanto: R$ 46,75 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/960688-historiador-questiona-crenca-na-origem-unica-do-povo-judeu.shtml
domingo, 1 de janeiro de 2012
Hora de rever as privatizações
"Multinacionais já dominam grande parte da economia brasileira e é necessário que retomemos as atividades estratégicas, a fim de preservar a soberania"
Se outros efeitos não causar à vida nacional o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., suas acusações reclamam o reexame profundo do processo de privatizações e suas razões. Ao decidir por aquele caminho, o governo Collor estava sendo coerente com sua essencial natureza, que era a de restabelecer o poder econômico e político das oligarquias nordestinas e, com elas, dominar o País. A estratégia era a de buscar aliança internacional, aceitando os novos postulados de um projetado governo mundial, estabelecido pela Comissão Trilateral e pelo Clube de Bielderbeg. Foi assim que Collor formou a sua equipe econômica, e escolheu o Sr. Eduardo Modiano para presidir ao BNDES – e, ali, cuidar das privatizações.
Primeiro, houve a necessidade de se estabelecer o Plano Nacional de Desestatização. Tendo em vista a reação da sociedade e as denúncias de corrupção contra o grupo do presidente, não foi possível fazê-lo da noite para o dia, e o tempo passou. O impeachment de Collor e a ascensão de Itamar representaram certo freio no processo, não obstante a pressão dos interessados.
Com a chegada de Fernando Henrique ao Ministério da Fazenda, as pressões se acentuaram, mas Itamar foi cozinhando as coisas em banho-maria. Fernando Henrique se entregou à causa do neoliberalismo e da globalização com entusiasmo. Ele repudiou a sua fé antiga no Estado, e saudou o domínio dos centros financeiros mundiais – com suas consequências, como as da exclusão do mundo econômico dos chamados “incapazes” – como um Novo Renascimento.
Ora, o Brasil era dos poucos países do mundo que podiam dizer não ao Consenso de Washington. Com todas as suas dificuldades, entre elas a de rolar a dívida externa, poderíamos, se fosse o caso, fechar as fronteiras e partir para uma economia autônoma, com a ampliação do mercado interno. Se assim agíssemos, é seguro que serviríamos de exemplo de resistência para numerosos países do Terceiro Mundo, entre eles os nossos vizinhos do continente.
Alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos – entre eles Federico Mayor Zaragoza, em artigo publicado em El País há dias, e Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia – constataram que o desmantelamento do Estado, a partir dos governos de Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, foi a maior estupidez política e econômica do fim do século 20. Além de concentrar o poder financeiro em duas ou três grandes instituições, entre elas, o Goldman Sachs, que é hoje o senhor da Europa, provocou o desemprego em massa; a erosão do sistema educacional, com o surgimento de escolas privadas que só servem para vender diplomas; a contaminação dos sistemas judiciários mundiais, a partir da Suprema Corte dos Estados Unidos – que, entre outras decisões, convalidou a fraude eleitoral da Flórida, dando a vitória a Bush, nas eleições de 2000 –; a acelerada degradação do meio ambiente e, agora, desmonta a Comunidade Europeia. No Brasil, como podemos nos lembrar, não só os pobres sofreram com a miséria e o desemprego: a classe média se empobreceu a ponto de engenheiros serem compelidos a vender sanduíches e limonadas nas praias.
É o momento para que a sociedade brasileira se articule e exija do governo a reversão do processo de privatizações. As corporações multinacionais já dominam grande parte da economia brasileira e é necessário que retomemos as atividades estratégicas, a fim de preservar a soberania nacional. É também urgente sustar a incontrolada remessa de lucros, obrigando as multinacionais a investi-los aqui e taxar a parte enviada às matrizes; aprovar legislação que obrigue as empresas a limpa e transparente escrituração contábil; regulamentar estritamente a atividade bancária e proibir as operações com paraísos fiscais. É imprescindível retomar o conceito de empresa nacional da Constituição de 1988 – sem o que o BNDES continuará a financiar as multinacionais com condições favorecidas.
A CPI que provavelmente será constituída, a pedido dos deputados Protógenes Queiroz e Brizola Neto, naturalmente não se perderá nos detalhes menores – e irá a fundo na análise das privatizações, a partir de 1990, para que se esclareça a constrangedora vassalagem de alguns brasileiros diante das ordens emanadas de Washington. Mas para tanto é imprescindível a participação dos intelectuais, dos Sindicatos de trabalhadores e de todas as entidades estudantis, da UNE, aos diretórios colegiais. Sem a mobilização da sociedade, por mais se esforcem os defensores do interesse nacional, continuaremos submetidos aos contratos do passado. A presidente da República poderia fazer seu o lema de Tancredo: um governante só consegue fazer o que fizer junto com o seu povo.
http://www.cut.org.br/destaque-central/46968/mauro-santayana-hora-de-rever-as-privatizacoes?utm_source=cut
sábado, 24 de dezembro de 2011
Denuncias de abusos cometidos por Tropas Brasileiras no Haiti
Comunicado Público do Comitê Defender o Haiti é Defender a Nós Mesmos
Uma nova denúncia contra as tropas da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) : violência contra três jovens haitianos em Fort Dimanche, bairro de Porto Principe, capital do Haiti.
Novamente uma triste notícia. Mas desta vez é o Exército Brasileiro que é acusado de maus tratos no Haiti a três jovens: Gilbert Joseph 29 anos, Basile Amos 19 anos e Abel Joseph 20 anos.
Segundo as agências de notícias internacionais foi aberta uma investigação de "denúncia de agressão contra três jovens por um grupo de oito membros da equipe brasileira" .
A denúncia se tornou pública na quarta-feira durante uma entrevista coletiva da Rede Nacional de Defesa dos direitos Humanos (RNDDH). A imprensa haitiana publicou imagens que mostram sinais de ferimentos nos corpos dos jovens que acusam as tropas brasileiras.
Não se trata de uma novidade. O Comitê "Defender o Haiti é Defender a nós Mesmos" já informou diversas vezes o governo brasileiro de inúmeras violações dos direitos humanos e da soberania nacional por parte das forças da MINUSTAH.
Dia após dia são flagrados crimes pelas tropas da ONU comandadas pelo Exército Brasileiro.
Dia após dia as percebemos que as tropas brasileiras não levam ajuda ou paz, mas sim vão lá para serem doutrinadas na tortura e em tantos outros crimes contra o povo do Haiti.
Dia após dia os comandantes do Exército Brasileiro treinam os jovens soldados não na solidariedade, mas na desumanidade. São os manuais dos anos de chumbo da ditadura militar que são aplicados lá, para preparar tropas para agirem no Brasil. O que fazem lá, como os próprios comandantes admitem, é um laboratório de táticas militares para serem aplicadas nos morros e favelas do Brasil.
Nós, do Comitê “Defender o Haiti é Defender a nós Mesmos” fizemos parte da organização, em 5 de novembro de 2011, de um Ato Continental pela Retirada das Tropas da ONU que contou com a presença de 600 pessoas, vindas de 11 Estados brasileiros, e uma mesa formada por participantes de 7 países – EUA, Haiti, Bolívia, Argentina, Uruguai, França e Brasil, na Câmara Municipal de São Paulo. Esse ato reafirmou o compromisso de diversas entidades sindicais, estudantis, populares e políticas com essa bandeira.
Mais uma vez afirmamos: é preciso que isso acabe. Nos dirigimos a presidente da República Dilma Russeff e ao Ministro da Defesa Celso Amorim para exigir: parem com essa vergonhosa ocupação. O Brasil não precisa dessa mancha em sua história. RETIREM IMEDIATAMENTE AS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI.
http://www.juventuderevolucao.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1067
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Universidade brasileira responsabiliza ONU por surto de cólera no Haiti
O processo feito pela instituição gaúcha através do projeto Brasil-Haiti foi baseado em estudos científicos que afirmam que a ONU tem participação efetiva na disseminação da doença, possivelmente transportada ao Haiti por meio de soldados nepaleses a serviço da organização na base militar da Minustah em Mirebalais, onde foi localizado o foco da cólera. Por outro lado, a Organização das Nações Unidas assegura que a epidemia foi resultado da confluência de circunstâncias.
Cólera atinge 5% da população haitiana
“Até o momento, mesmo com todas as comprovações científicas da origem da epidemia, sequer um pedido de desculpas oficial a ONU formulou com relação à introdução [mesmo que não intencional] dessa doença, que era era registrada país há aproximadamente cem anos”, comenta a advogada e consultora do projeto “Brasil – Haiti”, Maria Carolina Silveira Beraldo. “Trabalhamos intensamente durante quatro meses para finalizar a denúncia, mas o mais difícil será ultrapassar a barreira da imunidade da ONU”, completa.
Indenização
Além do reconhecimento da culpa e do pedido de desculpas ao povo haitiano, a Fadisma reivindica que a ONU repasse US$ 500 milhões para a reestruturação do sistema de saneamento básico do país, bem como a indenização das vítimas e de suas famílias.
“Não podemos assistir passivamente ao que está acontecendo. Nós nos sentimos moralmente obrigados a colocar o instrumento jurídico a serviço da população daquele país”, diz a professora de Direito Internacional e Organizações Internacionais da Fadisma e vice-coordenadora do projeto “Brasil – Haiti”, Cristine Koehler Zanella. “Nossa missão é evitar um silêncio que vem junto com as causas que envolvem as pessoas mais esquecidas do mundo”, acrescenta.
http://br.noticias.yahoo.com/universidade-brasileira-responsabiliza-onu-por-surto-de-colera-no-haiti.html
ONU investiga acusações contra brasileiros no Haiti
NAÇÕES UNIDAS, 16 Dez (Reuters) - A ONU anunciou nesta sexta-feira a abertura de um inquérito sobre acusações de lesão corporal e tentativa de homicídio supostamente cometidas por soldados brasileiros no Haiti, em mais um incidente que abala a imagem da força internacional de paz no país.
A imprensa haitiana disse que vários soldados da Minustah (força da Organização das Nações Unidas no Haiti) agrediram duramente e deixaram à morte três jovens haitianos no começo desta semana.
"A missão está fazendo de tudo para estabelecer os fatos assim que possível", disse Farhan Haq, porta-voz da ONU, a jornalistas.
"(A Minustah) reitera sua política de tolerância zero a respeito dos desvios de conduta do seu pessoal, e irá examinar todas as acusações com a máxima seriedade", afirmou.
Não é a primeira vez que a Minustah é recriminada no Haiti. Muitos haitianos já exigiram a retirada completa dessa força devido às suspeitas de que soldados nepaleses da ONU teriam iniciado uma epidemia de cólera no país, ao contaminarem um rio com fezes. A acusação motivou violentos distúrbios no ano passado.
No começo desse ano, surgiram acusações de que soldados uruguaios teriam violentado sexualmente um homem.
Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU decidiu reduzir em 2.750 soldados e policiais o contingente da Minustah, mantendo-a com pouco menos de 10.600. Dessa forma, a força internacional voltou ao mesmo tamanho que tinha antes do terremoto que devastou Porto Príncipe em janeiro de 2010.
(Reportagem de Louis Charbonneau)
http://br.noticias.yahoo.com/onu-investiga-acusa%C3%A7%C3%B5es-contra-brasileiros-no-haiti-220131910.html
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Padres são condenados a prisão por pedofilia em Arapiraca
Eduardo Almeida e Janaina Ribeiro
Os monsenhores Luiz Marques Barbosa e Raimundo Gomes e o padre Edílson Duarte foram condenados pela Justiça, na tarde desta segunda-feira (19), por abusar de ex-coroinhas que frequentavam as paróquias comandadas por eles. Os religiosos são réus em processos por atentado violento ao pudor e foram acusados da prática do crime de pedofilia, após denúncias e a divulgação de vídeos – feitos e tornados públicos pelas próprias vítimas – na imprensa nacional.
Conforme sentença, o mosenhor Luiz Marques Barbosa foi condenado a 21 anos de prisão; Raimundo Gomes e Edílson Duarte foram sentenciados a 16 anos e quatro meses de cadeia. Embora a sentença já tenha sido proferida na tarde de hoje, pelo juíz da Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca, João Luiz de Azevedo Lessa, os três acusados continuarão em liberdade e os advogados de defesa vão ter cinco dias para recorrer da decisão, a partir da data em que seus clientes receberem a sentença.
Se, transcorrido o prazo limite, a defesa não impetrar os recursos cabíveis ao caso, os sacerdores serão presos.
Relembrando o caso
Um vídeo que mostra imagens do monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, mantendo relações sexuais com um jovem identificado como Fabiano Ferreira, divulgado em um programa da TV aberta brasileira, foi o início de um verdadeiro escândalo que deixou a população arapiraquense estupefata. A reportagem foi ao ar em março do ano passado.
A imagem exibe o monsenhor Luís Marques sem roupa e com Fabiano Ferreira na cama. Na matéria que foi ao ar, além da cena de sexo, os ex-coroinhas Fabiano, Flávio e Anderson foram entrevistados e reafirmaram ter sido explorados sexualmente desde crianças. Um garoto de 11 anos também denunciara o assédio na mesma reportagem.
Num dos trechos da matéria, Fabiano chegou a dizer que o relacionamento com o monsenhor teve duração de oito anos. Ele também afirmara que, durante as celebrações religiosas, quando do momento do desejo da ‘paz de Cristo’ entre os fiéis, Luiz Marques se aproveitava para abraçá-lo e fazer declarações de amor em seus ouvidos. O sacerdote também teria feito atos obscenos no altar.
Ainda segundo o ex-coroinha, o envolvimento teve início quando o religioso começou a dizer que ‘tinha medo de dormir sozinho’. A mãe do jovem, diante do apelo do monsenhor para que seu filho o acompanhasse nas noites em casa, permitiu que Fabiano passasse a dormir na residência do sacerdote. Em pouco tempo, Luiz Marques teria assediado Fabiano, à época, com 12 anos. A relação teria começado com sexo oral.
O escândalo ganhou repercussão internacional após ser explorado pela mídia brasileira. Os três foram afastados das atividades sacerdotais pelo bispo Dom Valério Brêda e até o Vaticano se pronunciou oficialmente sobre as denúncias. Em 16 de março do ano passado, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, reafirmou o afastamento dos religiosos. “Eles já foram suspensos de suas competências eclesiásticas e estão no centro de um processo canônico por suspeita de pedofilia”, declarou ele naquela ocasião.
Apesar das denúncias, os advogados dos três religiosos alegaram, durante todo o trâmite processual, que os seus clientes eram inocentes. A defesa do monsenhor Luiz Marques, na ocasião dos depoimentos à Justiça, em julho deste ano, chegou a afirmar que o religioso sofreu um processo de extorsão por parte dos ex-coroinhas e que o vídeo só foi divulgado porque os jovens não teriam conseguido dinheiro.
Mas, apesar dos advogados apelarem pela inocência dos religiosos, os próprios acusados admitiram envolvimento com os ex-coroinhas. O monsenhor Luiz Marques chegou a se comparar com Jesus Cristo, disse que a população estava o 'crucificando' e pediu 'perdão' ao fiéis de Arapiraca. Já o padre Edílson Duarte confessou que manteve relações sexuais com duas das vítimas e que as pagou com dinheiro do 'dízimo' ofertado pelos cristãos que frequentavam a sua igreja.
Os três sacerdores foram ouvidos pela CPI da Pedofolia, presidida pelo senador Magno Malta (PR) e tiveram seus nomes constados no relatório da Comissão que apura casos relacionados ao tema em todo o Brasil.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=247196
sábado, 17 de dezembro de 2011
SP: usineiros incentivam crack para cortadores trabalharem 14 horas
Em algumas plantações de cana-de-açúcar no interior do Estado de São Paulo, existem alguns funcionários que, sonho de qualquer usineiro, conseguem trabalhar cerca de 14 horas por dia sem interrupção. O segredo da produtividade é pequeno, barato e cada vez mais fácil de conseguir: o crack. As consequências para o ‘superfuncionário’, porém, são conhecidas: após poucos anos, uma saúde devastada e, não raro, a morte.
Esse é um dos usos crescentes da droga que mais surpreenderam a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, da Assembleia Legislativa de São Paulo. A comissão, formada por 29 parlamentares, fez um levantamento inédito sobre a proliferação do entorpecente no Estado, e o apresentou nesta terça-feira.
Segundo o deputado estadual Donisete Braga (PT), as regiões onde a prática é mais comum são Ribeirão Preto, Vale do Ribeira, Pontal, São José do Rio Preto e Alta Paulista, onde há forte indústria sucroalcooleira. “Os funcionários fazem uso da droga para agregar valor físico e aumentar a produção”, explicou, acrescentando que, em geral, os trabalhadores são pagos pela produtividade. “Após quatro ou cinco anos, são afastados, demitidos.” Como a maioria não possui vínculo formal de trabalho, os trabalhadores nada recebem depois da prestação do serviço, e resta-lhes apenas a saúde debilitada pelo crack.
“Há uma liberação do consumo de crack por parte das usinas”, afirmou Braga. “Essa prática acontece com plena conivência dos empresários e das autoridades”, completou o deputado Major Olímpio (PDT-SP).
As informações compiladas pelo levantamento, afirmou Braga, são o primeiro passo para acabar com essa situação. Segundo o parlamentar, a partir delas será possível fiscalizar e acompanhar o uso da droga no Estado, e definir ações de erradicação. A pesquisa feita pela Assembleia abordou políticas públicas, investimentos e programasde combate a drogas, e foi respondida por 325 dos 645 municípios do Estado, que concentram 76% da população.
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5360490-EI306,00-SP+usineiros+encorajam+uso+do+crack+entre+maodeobra.html
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A Privataria Tucana
O livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., já esgotou os 15 mil exemplares em apenas um dia e tem gerado repercussão nas redes sociais desde que foi lançado, na sexta-feira (9). A obra relata irregularidades durante o processo de privatizações de empresas públicas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O personagem central dessa história é o ex-governador de São Paulo José Serra, então ministro do Planejamento de FHC. O sucesso da publicação é tamanho que o e-book já está disponível na web e o assunto ganhou a hastag#PrivatariaTucana no microblog Twitter.
A obra, de 343 páginas, apresenta documentos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, recolhidos em fontes públicas, como arquivos da CPI do Banestado.
Uma das maiores polêmicas que envolve o livro é a falta de atenção dada pelos grandes veículos de comunicação, com exceção da revista “Carta Capital”. A falta de credibilidade de Amaury Ribeiro Jr. seria o argumento para não divulgar as denúncias publicadas pelo jornalista. No ano passado, ele foi indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de espionar José Serra e família durante a campanha eleitoral à presidência da República.
“Os citados no livro ‘A Privataria Tucana’ seguem em profundo silêncio. A mídia, sempre pronta para investigar e manchetar [como é do seu ofício], também segue em silêncio. Um silêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio estremamente revelador”, disse o comentarista político do Jornal da Gazeta Bob Fernandes.
Veja o comentário de Bob Fernandes na íntegra:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=pJQFijdzRWw
A editora Geração Editoral, que não esperava o sucesso de vendas do livro, garantiu a distribuição de mais 30 mil cópias a partir da próxima segunda-feira (19). Aproximadamente metade dessa quantidade já está encomendada.
Serviço
Autor: Amaury Ribeiro Jr.
Formato: 16 x 23 cm.
Páginas: 344
Categoria: Reportagem-denúncia
Preço: R$ 34,90
Outras informações: www.geracaoeditorial.com.br
http://br.noticias.yahoo.com/privataria-tucana-gera-repercussao-esgotamento-livrarias.html
Para baixar o e-book:
http://is.gd/DrDNjZ
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Canal culpa "Os Muppets" por onda de protestos no mundo
Conservadores americanos finalmente acharam o culpado pelas ondas de protestos em centros financeiros do país e do mundo: Hollywood.
Mais especificamente "Os Muppets", de acordo com o canal de notícias Fox News, que dedicou sete minutos de seu programa econômico para explicar como o novo longa dos bonecos está fazendo "uma lavagem cerebral em nossas crianças com mensagens anticorporativas".
No filme da Disney, a turma de Kermit (ex-Caco) e Miss Piggy luta contra um rico executivo do petróleo que quer derrubar o antigo teatro dos Muppets, atualmente abandonado em Hollywood, para procurar óleo.
"É incrível como a esquerda vai longe para manipular as crianças [...] Hollywood, a mídia, a esquerda, todos odeiam a indústria do petróleo", disse Dan Gainor, do conservador grupo Media Research Center.
| Divulgação | ||
| Jason Segel entre Kermit e Miss Piggy em "Os Muppets" |
"Não é à toa que temos um bando de garotos ocupando Wall Street, sendo doutrinados por anos por este tipo de coisa [...] que corporações são ruins, que a indústria do petróleo é ruim", continuou Gainor, citando os filmes "Syriana" e "Sangue Negro".
"Ninguém quer lembrar o que o petróleo significa para a maioria das pessoas, que aquece suas casas, ilumina os hospitais", completou.
Tamanha acusação turbinou o Twitter de piadas infames, uma delas brincando com a ideia de Kermit, Piggy e Gonzo serem comunistas investigados por republicanos.
"Sr. Sapo, o senhor já foi comunista", tuitou o blogueiro Oliver Willis. "Sr. Sapo, é verdade ou não que o senhor e seus camaradas tentaram uma vez 'conquistar' Manhattan?", perguntou, fazendo trocadilho com o filme "Os Muppets Conquistam Nova York"(1984).
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse
E abaixo você vê como os israelenses tratam
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Campanha de Israel irrita judeus americanos
"Apesar de entendermos a lógica por trás da campanha israelense de tentar convencer seus cidadãos que vivem nos EUA a voltar para Israel, estamos preocupados porque algumas pessoas podem se sentir ofendidas pela forma como os vídeos descrevem os judeus americanos", disse Abraham Foxman, diretor-executivo da Liga Anti-Difamação, considerada a principal organização de combate ao antissemitismo e preconceito no país.
Três vídeos fazem parte da campanha, que também utiliza outdoors em cidades como Nova York, Los Angeles e Boston. No primeiro deles, um menino chama o pai que está que está dormindo no sofá com uma revista The Economist no colo. "Daddy" ("papai", em inglês), repete seguidas vezes a criança. Apenas depois de mudar para "abba" ("papai" em hebraico), o pai acorda. De acordo com o comercial, o pai pode manter a identidade israelense, mas o filho a perderá com o tempo e será americano.
Um segundo vídeo mostra uma conversa por videoconferência dos avós em Israel com a neta nos EUA. Os dois estão com o candelabro do Hanukkah, festividade judaica de oito dias que cai normalmente em alguma data entre o fim de novembro e de dezembro, e perguntam para a menina qual feriado ela está celebrando. A criança responde que é o Natal, deixando os avós de cara fechada.
Para completar, um terceiro vídeo mostra um casal jovem voltando para casa em Nova York. Israelense, a menina fica em silêncio ao entrar no computador e observar o dia em memória dos soldados israelenses mortos defendendo o país. O namorado, judeu americano, continua falando sem entender o que está acontecendo. Segundo o Jewish Channel, em Nova York, em crítica à campanha publicitária, "o objetivo é dizer que israelenses perdem a identidade ao se casarem com judeus americanos". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://br.noticias.yahoo.com/campanha-israel-irrita-judeus-americanos-111000301.html
domingo, 4 de dezembro de 2011
"Chevron pode ser expulsa do Brasil", diz ministro de Minas e Energia
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou neste sábado que a petrolífera americana Chevron pode ser "expulsa" do país caso não cumpra os acordos para reparar os danos causados pelo vazamento de petróleo na bacia de Campos.
"A empresa já foi fortemente penalizada pelo que fez e foi suspensa de fazer novas perfurações no Brasil, embora seja a segunda maior empresa do mundo", afirmou Lobão aos jornalistas na cidade de Teresina, capital do Piauí.
O ministro lembrou que a Chevron deve pagar a multa de R$ 50 milhões que foi imposta pelas autoridades e também se responsabilizar pelos danos causados ao meio ambiente, que ainda não foram totalmente quantificados.
"Estamos atentíssimos no sentido de que cumpra o seu papel ou então (a Chevron) será expulsa do Brasil", completou Lobão.
A Chevron calcula que o vazamento na Bacia de Campos seja de 2,4 mil barris de petróleo, embora as autoridades do Rio de Janeiro apresentem outro número: 15 mil barris.
A própria companhia foi encarregada de recolher o petróleo que subiu até a superfície. A mancha de petróleo, que praticamente já desapareceu, está localizada a cerca de 120 km do litoral do Rio de Janeiro.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Funcionária de ex-diretor da CIA é redatora do relatório anti-Síria
Karen AbuZayd, da equipe que escreveu o ‘informe’ é do Conselho Diretor do Middle East Policy Council, cujo presidente foi diretor da CIA para o Oriente Médio
Escrito por: Nathaniel Braia/Hora do Povo
Para escrever a peça de demonização do governo sírio, intitulada “Informe da Comissão internacional de inquérito sobre a República Árabe Síria” – sob os auspícios do Conselho de Direitos Humanos da ONU -, Paulo Sérgio Pinheiro não foi deixado sozinho. Para lhe ajudar designaram uma apoiadora de escol: a norte-americana Karen Koning AbuZayd, que é a principal integrante do Conselho Diretor do instituto de formulação de políticas para os Estados Unidos no Oriente Médio, o Middle East Policy Council.
Quem preside este desinteressado "instituto" é Frank Anderson, que trabalhou durante 26 anos na CIA e ocupou cargo de diretor da agência de espionagem para o Oriente Médio e o Sul Ásia.
Já o presidente emérito da mesma entidade é Chas Freeman, ex-subsecretário de Defesa dos EUA e embaixador dos EUA na Arábia Saudita de 1989 a 1992, ou seja, foi quem representou as relações dos EUA diante da monarquia árabe durante a Operação Tempestade no Deserto (para quem não se lembra, este foi o nome pomposo dado à invasão do Iraque em 1991, cujo ataque partiu exatamente da base militar dos EUA na... Arábia Saudita).
Entre os quadros do Conselho Diretor da mesma entidade, figura ainda Martha Kessler cuja atividade profissional é... consultora da CIA.
A missão do Middle East Policy Council, assumido pela própria organização, não deixa margem a dúvidas: trata-se de "...contribuir para o entendimento dos Estados Unidos das questões políticas, econômicas e culturais que afetam os interesses dos EUA no Oriente Médio".
Também integra a equipe de elaboradores do folheto conspiratório contra a Síria uma professora: Yakin Erturk. Ela leciona sobre questões do Oriente Médio na Universidade de Ankara, Turquia.
Não é, no mínimo, uma clara provocação colocar na comissão que vai investigar a Síria, sob a tensão que o país está vivendo, uma pessoa ligada à CIA e, além disso, uma professora que atua exatamente no país que está neste momento abrigando os integrantes do chamado Exército Livre da Síria, mais precisamente na fronteira entre a Turquia e a Síria (com os chefes desse grupo paramilitar solicitando "uma zona de exclusão similar à que se fez na Líbia") ?
Redator de informe foi contra desalojar tráfico dos morros
O presidente da comissão "independente" do inquérito sobre a Síria, o brasileiro Pinheiro, também é talhado para a função. Foi escolhido a dedo, para assim tentar atrair o Brasil para um posicionamento diferente do assumido pelo conjunto dos BRICS, que é de rejeição da intervenção estrangeira na Síria. E é bom ficarmos alerta, por que Tovar Nunes, do Itamaraty, apressou-se a elogiar a "lisura" de Pinheiro. Mas qual é o perfil desse diplomata?
Pinheiro entre outras peripécias serviu no gabinete do governo filo-americano de Fernando Henrique e declarou, em matéria sardônica, que a luta pelo afastamento da ocupação militar dos morros pelo tráfico, com a implantação das UPPs era "enganação". É isso mesmo. Assim que começou a operação no Complexo do Alemão, o diplomata, lá dos EUA, enviou matéria denominada "Me engana que eu gosto", publicada no Valor, dizendo que "a batalha no Complexo do Alemão, no Rio, não vai vencer crime organizado algum".
Mas a sua mais destacada intervenção foi como palestrante do Watson Institute, da Brown University, no dia 21 de janeiro de 2010. Falando em inglês, e em estado de embevecimento, refere-se aos EUA como "o colosso do norte".
Sobre o relatório, do qual tratamos em matéria publicada no HP na edição anterior, destacamos o total descaso pela apresentação de qualquer prova além das testemunhas (naturalmente orientadas pelos abutres que querem tomar o poder na Síria a mando dos EUA e – pelo que vemos da ilustre equipe de elaboradores do "inquérito" – pelos próprios formuladores das perguntas). Em matéria a que tivemos acesso logo depois da que publiquei no HP, o jornalista Tony Carlucci (Liberty News Radio), intitulada "Informe da ONU sobre a Síria: baseado em testemunhos de... FORA da Síria", enfatiza a mesma total e indecorosa falta de veracidade: "os entrevistados não são provas, mas ao contrário, disseminadores de rumores de grupos com interesse pessoal em retratar o governo sírio da pior maneira possível".
Não é à toa que, percebendo o principal rombo no informe, Pinheiro concede entrevista no dia seguinte à publicação do mesmo, na Folha, onde diz (e a Folha reproduz em título) que "Não entrar na Síria não prejudicou o relatório...". Isso depois de ter reclamado do governo sírio por não haver deixado entrar a comissão no país.
Agora está claro por que não faria diferença alguma entrar ou deixar de entrar na Síria; o relatório já estava soprado pelo Middle East Policy Council.
Como bem qualifica o embaixador sírio na ONU, Bashar Jafari, é um relatório "desequilibrado" por que "só pede o cessar da violência da parte das autoridades sírias, mas mal menciona os rebeldes armados que estão atacando as forças oficiais".
Aqui lembramos, conforme mostramos na matéria anterior, que o governo sírio se declarou disposto a receber a comissão. Apenas pediu que a mesma aguardasse o final das investigações que o próprio governo sírio está levando a cabo, para assim poder melhor assessorá-los na busca da verdade sobre a violência no país.
A provocação, para produzir efeito, tem, claro, outras facetas, além do relatório
Aliás, assim como tem ocorrido praticamente todos os dias desde o mês de março, mais um carregamento de armas foi pego em um carro que entrava na cidade síria de Homs, no dia 1º de dezembro. As armas confiscadas aos terroristas eram uma metralhadora, mais 4.300 balas correspondentes, dois RPGs (granadas propelidas a foguete), 50 rifles e 8.000 balas correspondentes.
Segundo a agência de notícias Rússia Today, o chanceler russo Lavrov esclarece que toda a farsa com a devida pirotecnia midiática tem uma razão de ser: "o Oriente Médio é um espaço disputado por certos Estados que se ressentem de estarem perdendo posições na economia mundial e sob ameaça de serem deslocados da arquitetura financeira internacional".
Aumenta número de 'mulheres-talebãs' isralenses
Mulheres judias seguem preceitos radicais e andam cobertas da cabeça aos pés
TEL AVIV - Cresce o número de mulheres judias israelenses que seguem os preceitos de uma seita radical e andam cobertas da cabeça aos pés "para preservar a decência".
A maneira de se vestir das mulheres da seita cobertas da cabeça aos pés, lembra a burqa usada no Afganistão, e daí vem o apelido de "mulheres-talebã", pelo qual ficaram conhecidas na imprensa israelense.
No entanto, para elas a burqa não é "decente" o suficiente, pois com apenas uma camada de roupa, deixa entrever as curvas do corpo da mulher.
Segundo a seita, também conhecida como "mulheres dos xales", para evitar tornar-se uma "tentação para os homens", a mulher deve vestir-se com dezenas de camadas de xales, de modo a tornar-se uma montanha de panos disforme para que as curvas de seu corpo não transpareçam.
A seita foi fundada há cerca de 5 anos pela rabina Bruria Keren, na cidade de Beit Shemesh, perto de Jerusalém.
Há 3 anos Keren foi presa por abusar de seus 12 filhos e condenada a 4 anos e meio de prisão. A rabina, que foi acusada de maltratos às crianças, alegou que "queria educá-las segundo os preceitos da modéstia".
Na liderança da seita ela foi substituída por outras mulheres que a consideram "santa" e seguem seus ensinamentos.
Desafio
O número de mulheres que aderiram à seita está crescendo e, segundo as avaliações, já chega a mais de mil. Elas próprias afirmam que já são mais de 10 mil.
Elas vivem principalmente nas cidades de Jerusalém, Beit Shemesh e Elad, onde há grandes concentrações de judeus ultraortodoxos.
No entanto os próprios ultraortodoxos veem o fenômeno como um desafio aos preceitos da religião judaica, afirmando que essas mulheres "foram longe demais".
Segundo os preceitos da seita, as meninas também devem andar totalmente encobertas desde pequenas.
Para o rabino reformista Arik Asherman, os preceitos da seita "não fazem parte do judaísmo".
"Não conheço tradição alguma dentro do judaísmo que defenda tal ocultação da mulher e considero problemática a imposição desses preceitos às crianças" disse Asherman à BBC Brasil.
De acordo com o rabino, o preceito da modéstia faz parte da tradição do judaismo, mas uma interpretação tão radical "não tem precedentes".
O crescente número de comunidades de mulheres adeptas da seita também preocupa o Ministério da Educação de Israel, pois elas não concordam em matricular os filhos nas escolas públicas e os educam dentro das comunidades, sem qualquer controle do Estado.
Para a seita, a ocultação total da mulher é o preceito principal e deverá acelerar a "salvação do povo de Israel".
Elas se reúnem e estudam maneiras de ocultar o corpo, inclusive os olhos e os cabelos, para evitar que "até as paredes os vejam".
'Aprimorando' a ocultação
Em um vídeo filmado clandestinamente por uma jornalista que se infiltrou na seita disfarçando-se de simpatizante, se pode ver diversas maneiras como as integrantes "aprimoram" a ocultação de si mesmas.
Elas costumam se pentear embaixo dos panos, mesmo quando estão sozinhas, e raramente tomam banho, pois a operação acaba sendo extremamente complicada com todas as camadas de panos que as encobrem.
De acordo com a diretora da prisão onde se encontra a rabina Keren, o hábito de tomar poucos banhos é a razão principal pela qual ela é mantida em uma cela individual.
A cobertura total dos olhos faz com que as mulheres da seita não enxerguem por onde andam e, para poder se locomover, geralmente utilizam seus filhos como guias.
Para o rabino Uri Regev, presidente da ONG Hidush, em prol da liberdade religiosa e da igualdade, "o crescimento de um grupo fundamentalista como a seita das mulheres de xale, faz parte do processo geral de radicalização do público religioso em Israel".